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quarta-feira, 13 de abril de 2011

O bom e velho instinto materno - Blogagem coletiva - Maternidade Real

Essa semana teve uma blogagem coletiva proposta pela Carol Passuelo e que eu perdi com o tema "Maternidade Real" mas que pretendo participar agora mesmo sendo retardatária.

Quando fiquei grávida do meu primeiro filho, tinha só 17 anos, então não houve uma preparação minha para a maternidade. Gostava de crianças, queria ter filhos e sempre soube que teria vários (embora nunca tivesse sonhado com 5!) mas não li nada à respeito.

Mas eu achava, na minha arrogância adolescente, que já sabia tudo sobre ter filhos. Como sempre ajudei minha mãe nos cuidados com meus irmãos mais novos e também trabalhei em creche, achava que sabendo trocar fraldas, dar banho e alimentar, já sabia de tudo e isso bastava.

Só percebi meu engano na prática, no dia-à-dia. Aprendi a ser mãe com meu filho. E com minha mãe também, que acabou sendo meu modelo.

Nem mesmo na segunda gravidez, fui atrás de "informação técnica", sempre usei minha intuição, a velha e boa intuição de mãe. Se errei? Muito. Mas também acertei muito.

Somente agora, na gravidez das gêmeas e só por estar esperando gêmeos e não saber nada em como lidar com isso, que fui buscar esse apoio. Se me ajudou muito em certos aspectos, em outros só me atrapalhou. Tirou de mim a naturalidade, parei de confiar nos meus instintos e tentando fazer tudo certo sem ter as condições adequadas para muitas coisas, só me frustrei. Precisei fazer o caminho de volta, principalmente quando me vi novamente grávida. O instinto materno é o que tem me conduzido, aliado é claro com as novas informações que adquiri.

Fazer comparações entre a vida das revistas e a minha é complicado. Não aparecem pobres em revistas, não são mostradas pessoas sem convênio médico e os conselhos para todas as áreas da maternidade sempre incluem itens que não podemos comprar. Sem falar nas mamães como Adriane Galisteu e Cláudia Leite que uma semana depois de paridas já estavam com corpinho de miss, pra matar de raiva e frustração as gordas como eu.

Sou uma mãe tipo comum, me deixo levar pelos meus instintos, faço as coisas da forma mais natural possível. Busco sim por informações que me ajudem em situações que não domino, leio tudo que me cai nas mãos, mas confesso que as informações que mais tem me ajudado são as que extraio dos blogs, de mães reais, com problemas reais e que encontram soluções reais para estes problemas.

Acredito que nesta ânsia de sermos perfeitas como a mídia vende que devemos ser, acabamos criando um universo artificial para os nossos filhos. Buscar conhecimento é válido, mas devemos aprender a filtrar de toda essa enxurrada de informações que nos passam, aquilo que pode ser usado na nossa situação, que seja adequado à nossa realidade, aos nossos filhos.

Maternidade real pra mim é isso: usar o que aprendemos com nossas mães e avós, acrescentar o que lemos nas revistas e nos é confirmado pelos pediatras, mas acima de tudo, sermos nós mesmas. Acreditar que estamos sempre fazendo o melhor e que o velho e aposentado "instinto materno" existe e funciona. E saber que cometer erros é parte do que precisamos fazer para aprender a acertar.








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Comentários
10 Comentários

10 comentários:

  1. To começando agora essa caminhada , tenho muito o que aprender!
    Mas concordo 100% com vc! Não somos mães de revistas, somos de carne, osso e fraquezas e MUUUITAS VITÓRIAS!
    Bjs
    Dani

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  2. Pobre e gorda tu tá doida é?!!!
    De pobre vc não têm nada, têm um marido um companheiro, coisa q a Adriana Galisteu daqui há um tempo já vai trocar como se fosse roupa.
    Gorda, já te falei e repito é fase, a Claúdia Leite nem sequer troca as fraldas do filho, e mal têm tempo segundo ela mesmo para cuidar do filho.
    Vc têm uma família linda, têm pessoas que lhe respeitam pela força e coragem, então vc para mim é super Rica... pois só os ricos de espírito como vc podem ensinar coisas boas as outras pessoas.

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  3. Parabéns por ser a mãe que és, amiga !!!
    Não somos perfeitas, mas como o próprio título da blogagem diz: sempre tentamos ser a melhor mãe que podemos...
    E como tudo na vida, nada melhor o dia-a-dia e a experiência para nos fazer aprender...
    Beijinhos e bom dia

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  4. Muito humano esse post, provavelmente tirado de dentro da alma!
    Todas temos insegurança como mães mas, da mesma forma que somos pessoas diferentes, também seremos mães únicas e educaremos nossos filhos de modo que se assemelhem a nós, algo perfeitamente natural, embora arque com a herança de nossas qualidades e defeitos.
    Realmente, a blogsfera proporciona a solução de problemas através de exemplos reais e não estereotipados como os das artistas da televisão ou cinema. Isso é tranquilizador, pois vemos que não somos as únicas a ter um problema e a solucioná-lo daquela forma...
    Quanto ao ser mãe po inteiro, concordo com a Fanny, quanto menos uma mãe está com o filho menos ela passa essa postura de mãe para ele, tornando-se uma "amiga" que o vê de vez em quando ou algumas horas ao dia. É o preço da liberação feminina; saímos do lar para trabalharmos mas nosso filhos continuam lá...
    Beijo
    Adri

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  5. Essa blogagem coletiva foi ótima!!!
    Todo aquele mito de mãe perfeita, que faz tudo certinho como mandam as cartilhas, foi por água abaixo...rsrs
    Somos MÃE e mesmo que não acertemos sempre, nossa intenção é sempre a melhor.
    Beijão querida e parabéns pela super MÃE que vc é! Te admiro muitão :)

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  6. fui mãe aos 19 anos e pq eu quis.
    errei horrores, acertei kilos, ainda continuo nessa balança.
    sou um sargento velho, rígida, perfeccionista, não tolero mentiras, detesto bagunça. não peço desculpas (creio que devo pensar melhor antes de cometer erros e se os cometi, não tem remédio, nd mudará). não sou de ficar abraçando, beijando. ainda assim, sei que a filhota me ama e me admira. quem está perto dela diz isso.
    e como falei com a @bia_francisco, se filhos viessem com manual, não existiriam tantos Wellingtons no mundo.
    bejins

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  7. Ai Tuka eu sempre aprendo cm vc, sabe neh?

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  8. Tem selo pra vc no meu blog!
    Bjs,
    Isa
    http://a-vida-de-isa.blogspot.com

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  9. Muito humano esse post, provavelmente tirado de dentro da alma!
    Todas temos insegurança como mães mas, da mesma forma que somos pessoas diferentes, também seremos mães únicas e educaremos nossos filhos de modo que se assemelhem a nós, algo perfeitamente natural, embora arque com a herança de nossas qualidades e defeitos.
    Realmente, a blogsfera proporciona a solução de problemas através de exemplos reais e não estereotipados como os das artistas da televisão ou cinema. Isso é tranquilizador, pois vemos que não somos as únicas a ter um problema e a solucioná-lo daquela forma...
    Quanto ao ser mãe po inteiro, concordo com a Fanny, quanto menos uma mãe está com o filho menos ela passa essa postura de mãe para ele, tornando-se uma "amiga" que o vê de vez em quando ou algumas horas ao dia. É o preço da liberação feminina; saímos do lar para trabalharmos mas nosso filhos continuam lá...
    Beijo
    Adri

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  10. Tem selo pra vc no meu blog!
    Bjs,
    Isa
    http://a-vida-de-isa.blogspot.com

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