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quarta-feira, 30 de maio de 2012

O filtro do amor - #BC Ser gentil vale a pena


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Blogagem Coletiva
Selinho by Sílvia Azevedo


Este mês, meu post sobre gentileza vai ser um pouco diferente.


Quero falar na gentileza despertada pelo amor, pela amizade, pelo bem querer.


No último fim de semana, durante o meu reencontro com a turma do bairro, pude perceber isso bem claramente: o filtro do amor faz maravilhas!


Encontramo-nos cerca de 25 anos depois, todos na casa dos 40 anos e lá vai se virando. Tanto homens quanto mulheres naturalmente envelhecidos, uns bem mais que outros. Alguns quilos a mais ou a menos fazem diferença na aparência. Cabelos de menos também. A mulherada disfarça com maquiagem, mas mesmo as mais bonitas já disfarçam algumas rugas.


Pensa que alguém realmente notou isso? Isso só dificultou um pouco o "reconhecimento" de alguns, mas tão logo isso acontecia, víamos novamente aquele rosto infanto-juvenil do qual lembrávamos bem.


Achei todo mundo lindo. De verdade. Em alguns, o sorriso é tão lindamente igual ao de antigamente, o jeito de falar idem, que simplesmente não consegui ver ali um adulto(a).


Sei que essa sensação foi comum à muitos ali. Como sempre digo que a beleza está nos olhos de quem vê, a gentileza no olhar transforma as relações.


Olhar com amor, com amizade, com bem querer faz tudo ficar mais bonito. A saudade também pinta quadros mais coloridos, e foi essa que fez com que antigas picuinhas, mágoas ou mal entendidos, fossem completamente ignorados. Todo mundo só queria confraternizar.

Isto me faz concluir que colocando o filtro do amor no olhar, olhando para as pessoas e situações com gentileza, tudo fica melhor e mais bonito.


Até no olhar, ser gentil vale a pena!



Esta postagem é parte da Blogagem Coletiva proposta pela Rogéria Thompson, do blog "Um espaço pra chamar de meu", uma das pessoas mais gentis com quem tenho a honra de me relacionar nas redes sociais e na blogosfera. A idéia é fazer um post sobre esse assunto todos os meses, divulgando atos de gentileza, sejam da nossa parte ou de alguém que presenciamos.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Um domingo de emoções


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Neste domingo vivi grandes emoções. O reencontro da galera do bairro aconteceu e meio sem querer, mas querendo, eu fui.

Eu tinha outro compromisso pra mesma data, anteriormente marcado, então não queria ir. Tinha medo que marido achasse que o primeiro fosse uma desculpa para ir ao outro e não gostasse, como não tínhamos condições de irmos todos, achei melhor não ir.

Onde tudo começou...
Como mantive contato com o grupo todo o tempo, avisei que iria à Porto Alegre. Minha intenção era ir até o banco, local de encontro da época e aonde iriam se reunir para depois seguir em comboio até o local do encontro.

Quando cheguei a Porto Alegre, fui resgatada na rodoviária e praticamente seqüestrada e levada ao encontro.

O comboio dos perdidos...
Tava muito bom. Só não aproveitei mais porque fiquei muito constrangida de estar ali sem o conhecimento do meu marido e também porque não tinha levado nada (carne, bebida, pratos talheres, cadeira). Acabou que mal comi.

Mas fora esse meu constrangimento, o encontro tava muito bom. Todos ali pareciam ter novamente 15 anos. Algazarra, euforia, emoção. A maioria não se enxergava há pelo menos uns 25 anos.

Eu, que achava que nem se lembrariam de mim, me emocionei com alguns abraços.  Eufóricos, emocionados, apertados e com o meu nome pronunciado com carinho e saudade. Paulo, Joice, Tita, Luth, Valesca, Kiko, Miguel, Carlinhos, Bréia, Kika, Agda, Vivi, Verinha, Marcos...

O dono da casa
O Álvaro, dono do sítio onde houve o “evento” e protagonista de uma das histórias mais impressionantes e marcantes da nossa adolescência continua a mesma figura. Ele está bem diferente do que eu me lembrava, mas a sua risada é inconfundível!

Depois dos abraços emocionados, outros um pouco mais tímidos pela dificuldade de reconhecimento (estamos todos iguais, mas muito diferentes!) e algumas apresentações, foi a vez das lembranças e histórias tomarem conta. Muita risada, muita euforia, muita alegria.

Infelizmente precisei sair cedo e saí meio à francesa. Queria me despedir de todo mundo, mas bastaram alguns abraços pra que a emoção tomasse conta e as lágrimas aparecessem com força. Preferi fazer a mal educada e ir embora sem me despedir de todos. Afinal, planejamos repetir esses encontros e terei oportunidade de me redimir.

Mas o que posso dizer é que foi um domingo histórico. Ver de novo essa gente que brincava comigo na rua em minha infância, ou me acompanhava nas farras adolescentes foi maravilhoso. O local do encontro era lindo e até São Pedro participou, mandando um dia lindo de um sol magnífico.

E acabou que nem apanhei em casa. Marido ficou um pouco chateado, mesmo que não tenha dito. Mas como ele fica feliz em me ver feliz, ficou tudo bem. E no próximo ele estará lá com certeza!

Agradeço à Deus por ter tido essa oportunidade, por esse reencontro, por ver todos bem, pelos abraços, pelos sorrisos, pela alegria. 

Um agradecimento especial ao Paulo, que foi quem me sequestrou. Obrigada amigo, por tua insistência pude desfrutar disso tudo!

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Na segunda parte do dia, o encontro na redenção com os portadores de Esclerose Múltipla também estava muito bacana.

Conheci alguns amigos que só falava pelo facebook, como a blogueira Bruna, e trocamos bastante informação. 

Também demos risada, nos divertimos com alguns maridos ausentes, pensando que veriam na TV a marcha das vadias que acontecia no mesmo local e nos imaginariam lá no meio.






Enfim, um domingo de sol lindo, dois lugarem maravilhosos, sois encontros muito bons. Um domingo de emoções!


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 22 de maio de 2012

Da alegria à decepção


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Conhecemos o Mauro quando nos mudamos pra cá. Ele tinha 6 ou 7 anos e morava num beco no final da nossa rua. Amontoava-se num pequeno barraco de 2 cômodos com a mãe, o padrasto (um dos muitos que teve) e meia dúzia de irmãos (depois vieram mais meia dúzia) e era o mais velho deles todos.

A vizinhança dizia que ele e as irmãs roubavam, mas embora não duvidássemos, sabiam que eles nos respeitavam, porque dávamos atenção e alguma ajuda sempre que podíamos.

Mas o menino cresceu e os problemas também. A mãe envolveu-se com drogas e ele também. O padrasto, além das drogas e da bebida, era violento. Na última vez que soube dele, tinha sido preso por retalhar o rosto da mulher e quebrar o braço de uma das filhas.

Nessa mesma época, tiraram eles da vila onde moravam, colocaram as crianças no abrigo tirando a guarda delas da mãe e começaram a tentar salvar mãe e filho.

Depois de inúmeras internações, mais algumas crianças nascidas e retiradas da guarda, não os vimos mais. Às vezes surgia alguma notícia, mas nunca era muito certo o que se dizia.

Cerca de um mês atrás, dei de cara com o guri, agora um rapaz de quase 20 anos. Estava em frente a um estabelecimento comercial da cidade, de uniforme, aparência saudável, bem arrumadinho e cheiroso. Estava trabalhando!



Fiquei tão feliz! Exultei de alegria. Me comovi com a sua vitória, gritei aos quatro cantos sobre o seu êxito. Abracei, beijei, parabenizei e novamente aconselhei.

Depois disso, apareceu aqui em casa algumas vezes, sempre pedindo alguma coisa, mas sempre com uma história convincente.

Ontem à noite, eu voltava do mercado quando o encontrei. Estava vindo aqui em casa e precisava de 7 reais para juntar ao dinheiro que já tinha e pagar o aluguel da mãe. Disse-lhe que tinha gasto o dinheiro que tinha no mercado, mas que esperasse pelo meu marido.

Veio comigo até em casa. Ofereci um sanduiche e um copo de suco e me sentei ao lado dele na frente de casa e conversamos enquanto ele comia.

Me contou sobre o que aprendera na fazenda onde estivera internado. Falou que sabia que não deveria mais cair em tentação com a droga, pois agora perderia muito mais do que já havia ganhado. Falou sobre como as pessoas que antes o tratavam com desprezo, agora o tratavam com educação e até lhe davam gorjetas no emprego. Convidou para que fossemos a pizzaria em que ele estava trabalhando e disse que ele mesmo nos atenderia. Ofereceu-se para cortar a grama. Enfim, só coisas boas. Novamente fiquei feliz.

Depois, tinha um compromisso. Liguei pro marido perguntando se ele ainda demorava. Disse pro Mauro que tinha que sair, mas que ele ficasse ali esperando o Carlos chegar.

Fui para o meu compromisso e logo depois o Carlos chegou lá. Não tinha passado em casa antes, contrariando o seu costume. Disse-lhe então que o menino o aguardava em casa, mas aí ele já estava lá.

Quando voltamos pra casa, minha filha nos informou que ele tinha ficado muito tempo ali esperando. Bateu novamente na porta e pediu comida e a Yasmin aqueceu o que tinha e deu para ele que comeu e ainda aguardou mais algum tempo e depois foi embora.

De repente meu marido olha para as coisas dele e pergunta de algo que estava numa mesa perto da porta. Havia sumido. O objeto em questão, nem nosso era. Pânico e consternação.



Depois de conversarmos (marido ficou histérico!) e relembrarmos cada passo, não restava dúvida de que o sumiço havia se dado durante o tempo de permanência do guri por aqui. Quando deu a comida pra ele, minha filha abriu a porta e permaneceu cm ela abeta, mas sentada diante do computador, vesga e alheia como qualquer adolescente diante da telinha.

Eu me recusava a acreditar que pudesse ter sido ele, mas não havia como não ter sido, pois se ele ficou todo tempo na frente de casa, teria visto e sido conivente com qualquer outra pessoa que tivesse estado ali.

Fomos até a pizzaria. Ele não trabalhava mais lá já fazia 15 dias. Só me contou mentiras e bravatas.
Em apenas algumas horas, passei da alegria total para a mais profunda decepção.

O que fica disso tudo? Sou uma ingênua boboca que já passou dos 40 e ainda acredita em coelhinho da páscoa.

Mas olha, vou continuar acreditando. SEMPRE acho que as pessoas podem mudar, que todo mundo merece uma segunda chance diversas vezes e que todos tem um lado bom.

Só agora vou ficar de olho na porta. 

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A máquina do tempo


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Quem me acompanha sabe que sou dada à viagens no tempo. Pois essa semana eu descobri a máquina do tempo, que me permitiu viajar longe, visitar lugares, histórias e pessoas há muito perdidas no passado.

O Facebook, maravilha do mundo moderno, é essa máquina. Alguns dinossauros da minha vida criaram um grupo dos moradores do bairro da minha infância e adolescência. Noooooooooossa! O grupo bombou! Todo mundo tirou as teias de aranhas das gavetas e postou fotos do fundo do baú, relembraram histórias das mais variadas espécies. Fizemos uma viagem coletiva no tempo.

O sentimento no grupo era o mesmo: saudosismo puro! Teve a turma da pré-escola, os vizinhos de prédio, os primeiros amores da infância, as amiguinhas de pular corda e as confidentes de segredos, as brincadeiras infantis e as mazelas adolescentes.

Minha juventude acabou cedo. Fui mãe aos 17 anos e antes disso já trabalhava fora. Não tive mais tempo pra tanta bagunça. Mas vivi intensamente essa fase. VIVI. Fazia o que tinha vontade e o que minha mãe permitia (ou o que eu conseguia esconder) e me diverti muito.

Também sofri muito, pois adolescência é a fase dos conflitos e também tive muitos. Mas esses conflitos moldaram a pessoa que sou hoje.

Esta foto é do dia dos meus 15 anos. A qualidade é péssima, mas foi suficiente para trazer à tona muitas recordações. Eu sou a moleca em pé sobre a pedra e ao lado, o fomoso banco da Av. Cinco.

Fiquei absolutamente fascinada pelos reencontros virtuais, pelas fotos antigas, por lembrar de coisas que estavam apagadas, quase esquecidas, mas que ainda são importantes na minha história.

Disso tudo, restou um desejo. Não de voltar ao passado, nem o de retomar velhas histórias pois sou vivida o suficiente para saber que isso não funcionaria e além disso, estou muito bem onde estou e como estou. Mas o desejo de resgatar a energia daquela menina que eu fui. Reascender nela os sonhos, a pureza e a alegria.

Mais uma vez, reforço a minha teoria: só sente saudade quem foi feliz e ter lembranças boas é o que nos recarrega as baterias em tempos difíceis. 

Não podemos voltar ao passado. Mas lembrar dele é muito bom. Nos faz dar valor ao que conquistamos e nos faz repensar sobre aquilo que deixamos de conquistar. 

E você, já experimentou viajar na máquina do tempo? Dê um mergulho, atire-se à fundo nas suas memórias. É uma viagem de auto conhecimento e reflexão. Recomendo. 

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sábado, 12 de maio de 2012

Sentimentos fora do script


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Esta semana como era de se esperar, houve homenagens às mães nas escolas das crianças. Na quinta-feira foi na da Aline e Camila. Muito bonitinho tudo. Chorei (só pra variar), minhas filhas eram as mais lindas de toda a escola (vai dizer que não?) e ganhei presentes confeccionados por elas. Lindos. 

Na sexta foi a vez da Letícia. Como as crianças são todas ainda muito pequenas, quem cantou para as mães foram as professoras e as crianças só acompanharam. Lindo demais! Também ganhei presente lindo feito pela minha caçula.

Até aí, tudo bem. Mas a pequena quando me viu, não quis mais ficar com os outros e fez um chororô pra vir para o meu colo. Quando começaram as homenagens e eu comecei a me emocionar, me abracei nela e foi neste momento que os sentimentos saíram do script.

Senti-me mal, culpada, triste, a própria mãe de merda. Constrangida de estar ali representando o papel da mãe amorosa me lembrando de todas as vezes que perdi a paciência com minhas filhas.

Veio-me à mente todas as vezes que permiti que o meu descontrole emocional fosse maior que a necessidade de minhas crianças de ganhar um pouquinho de atenção.

Muitos poderão me dizer: mas são três crianças, elas agitam, fazem barulho, teimam. É normal perder a paciência às vezes. Tudo bem, mas isso deveria ser uma exceção e não a regra.

Quantas vezes minha intolerância ao barulho que me desorienta e irrita, teve mais importância que aqueles olhinhos curiosos que me perguntavam algo, só porque ao mesmo tempo outro par de olhos escorriam lágrimas porque brigou com a irmã que por sua vez grita descontrolada porque a outra pegou o seu brinquedo.

Quantas vezes minha TPM gritou tão alto que nem fui capaz de ouvir que aquela algazarra toda que elas faziam era de alegria e contentamento e gritei ainda mais alto para que ficassem quietas?

Quantas vezes minha fadiga da EM ou o meu cansaço corriqueiro me impediram de brincar com elas, de contar-lhes uma história, de ouvir o que elas tinham pra me contar?

Quantas vezes deixei minha paciência acabar? Quantas vezes eu me irritei? Quantas vezes não as ouvi? Quantas vezes não as olhei com ternura? Quantas vezes deixei-as chorar? Quantas vezes as fiz esperar pelo meu carinho? Quantas vezes eu as apressei? Quantas vezes eu falhei, errei, me omiti?


Ao mesmo tempo em que pensava nas minhas falhas como mãe, pensava na minha própria mãe e das acusações que já fiz a ela. Das injustiças que cometi, das cobranças que fiz. Das vezes que fiz questão de ferir seus sentimentos, de provocar nela culpa e sofrimento.

Penso nas falhas da minha mãe, mas sei que cometi muitas delas (e outras piores) com o Allyson, meu primogênito e cobaia de uma mãe em fase de testes. Vejo que tenho os mesmos conflitos de gerações com minha filha Yasmin e que ouço dela as mesmas barbaridades que já disse um dia à minha mãe.

Lembrei-me então do quanto amo minha mãe, mesmo achando que ela cometeu alguns erros, que podia ter feito algumas coisas diferentes. Independentemente de qualquer coisa que tenha dado errado na nossa relação, meu amor por ela não diminui. Nossa ligação, nosso vínculo, nossa amizade e companheirismo existem apesar de qualquer desavença.

Temos nossas diferenças e as teremos sempre, da mesma forma que as tenho com a Yasmin. Por mais que sigamos uma mesma linha de pensamento, temos opiniões e posições conflitantes. Mas isso não impede que a gente se ame.

Da mesma forma, SEI que meus filhos me amam. Sinto isso no olhar do meu filho e no calor do seu abraço quando a gente se encontra. Sinto na alegria espontânea da minha filha quando brinca comigo, e me abraça mesmo a gente tendo brigado feio 20 minutos antes. Sinto no olhar de admiração das gêmeas e na voz delas chamando mamãe. Sinto no sorriso da Letícia e nos seus bracinhos ao redor do meu pescoço quando lhe dou um beijo de boa noite.

Mas penso que poderia ser melhor. Eu poderia deixar nelas só lembranças e sensações boas. Elas não precisam também ter mágoas ou frustrações, carências ou angústias deixadas por uma mãe sem paciência, sem calma, sem energia, sem disposição.

Eu bem que poderia me lembrar dessas coisas ANTES de perder a paciência e o controle, porque mesmo depois de sentir tudo isso lá na festinha, voltei a perder a paciência e o controle com elas horas depois.

Agora, na véspera do dia das mães, peço à minha mãe, ao meu filho e minhas filhas que me perdoem e a Deus que me dê mais paciência, tolerância e energia para tratar com meus filhos e também com minha mãe. Mas sei que esse presente, eu é que tenho que me dar. É um aprendizado que terei que fazer.

Refletindo sobre tudo isso, desejo um Feliz dia das mães para todas as mães. Que todas nós sejamos capazes de aprender com nossos erros e mudar aquilo que podemos, sem nos deixar corroer pela culpa daquilo que já passou e não pode mais ser modificado.

Um beijo especial à minha mãe, que amo muito e queria estar pertinho.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 8 de maio de 2012

Blog Esclerose Múltipla e Eu


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O Eu aí do título não sou eu, é a Bruna Rocha Silveira, essa moça bonita aí da foto, uma esclerosética como eu e que escreve esse blog bacana que tem de tudo um pouco, mas muito da história dela com a Esclerose Múltipla. O blog dela é referência para nós portadores, é ali que vemos o quanto a vida pode e deve ser normal e divertida, apesar da EM.

Sou uma grande fã do blog da Bruna e por consequência sou fã da Bruna. Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas isso está prestes a mudar.

Fiquei muito feliz em honrada quando ela me convidou a escrever um post para o blog dela. Aproveitando a semana das mães, ela que ainda não é mãe, teve a gentil ideia de convidar outras mamães com esclerose múltipla pra falar sobre como é ser mãe sendo também uma "esclerosada".

É com muita alegria e uma pontinha de orgulho que convido vocês à visitarem este blog e dar ibope pro meu texto por lá!

Bora lá? Esclerose Múltipla e Eu - Mamães Esclerosadas


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Reflexões acerca da morte.


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A vida é como a chama de uma vela. Enquanto acesa, tem o poder de iluminar, aquecer e queimar. Mas basta um leve sopro para extingui-la.

Esta semana, mais uma chama se apagou. Ângela não era minha amiga, nem sequer tínhamos muito contato. Mas nas poucas vezes que nos encontrávamos, sempre na Igreja, ela era sempre gentil e querida. Sempre sorrindo, disposta, alegre. Não éramos íntimas, mas ainda assim eu sofri.

Sofri por ver uma mulher ainda jovem, cheia de energia, boa e alegre ser levada do nosso convívio. Sofri por me colocar no lugar dos seus amigos e familiares que tanto sentirão a sua falta. Sofri por mais uma vez me defrontar com a nossa insignificância diante da morte.


A cerimônia de despedida da Ângela, embora muito triste, foi bonita. Havia tanta gente que, tanto a capela quanto a área em redor dela, foram pequenas. Houve missa e cantos e é claro, muita emoção.

Essa despedida me fez pensar em muitas coisas. Coisas que geralmente pensamos quando nos deparamos com a morte: na finitude da vida, no inesperado e imprevisível, nas pessoas que amamos, nas coisas que são realmente importantes para nós.

Mas também me fez pensar em outra coisa importante: No quanto é importante ser uma pessoa de bem, uma pessoa ativa em sua comunidade. Uma pessoa participativa na vida dos amigos e das pessoas que a cercam. Fiquei imaginando o quanto eu gostaria de, no momento da minha morte, ter tanta gente no meu velório. Não pelo prestígio póstumo, que já não interessa, mas pelo amparo que sei que dariam a minha família.

Porque a morte é para quem morre apenas uma "mudança de endereço", mas o sofrimento, a saudade e o desamparo são para aqueles que ficam: a família. 

"Viva sua vida não de modo que sua presença seja sempre notada, mas de modo que sua ausência seja sempre sentida." (Bob Marley).





Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
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