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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Volta às aulas. Cap. II


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Pelo menos em casa a animação era grande
No capítulo de hoje também temos fortes emoções, porém em uma escala bastante menor. Acordaram todas cedinho, mesmo com a mamãe falando que podiam dormir mais um bocadinho as gêmeas foram solidárias à maninha. Esta acordou novamente animada, deixou que a vestisse e arrumasse o cabelo depois do banho como normalmente não deixa, pois adora uma complicadinha básica na hora de se vestir e detesta prender o cabelo.
 
Mas a manhã transcorreu tranqüila, quando a Letícia voltou no meio da manhã, mamãe já iniciou o preparo do almoço. Todo mundo papou direitinho e depois nos arrumamos para o segundo dia na escola nova.

Desde o retorno pra casa ontem à tarde, mamãe já vinha conversando, explicando e convencendo as meninas de que elas não precisavam chorar, que mamãe não iria abandoná-las lá, que iria ficar no corredor esperando e etc e tal.

Chegaram à escola mais confiantes, mas logo se agarraram com força às minhas mãos e começou a miadeira. Mamãe se encheu de toda a paciência possível, abraçou as duas e conversou mais um tanto. Uns 20 minutos e fui beneficiada com uma progressão de pena, passando para o regime semi-aberto, pude enfim sair da sala e ficar no corredor.

Elas saíram da sala umas 45098084 vezes para se certificarem que eu estava mesmo ali antes da professora fechar a porta. Com a porta fechada, fui para o saguão e me sentei ali. Uma hora mais tarde elas saíram da sala para ir à pracinha. Fazendo trenzinho, me surpreendi ao ver a Camila aos prantos.

Brincando de roda antes de entrar na pracinha
Aline também estava chorosa, mas mais tranqüila que a irmã que chorava muito. Tenho a impressão que ela não me enxergou ao passar por mim, pois quando me viu lá perto dos brinquedos, correu na minha direção dizendo que queria ir embora. Nesse momento, Aline já correu também e as duas choravam à minha volta.

Voltando pra sala no trenzinho da tia Vaneza
Levei-as ao banheiro. Depois do xixi e das mãos e rostos lavados disse que voltassem pra perto da professora e fossem brincar. Foram. Ainda vieram mais umas 4 ou 5 vezes pra perto de mim, mas eu as mandava de volta e elas iam. Depois voltaram pra sala pro lanche. Fiquei espiando na janela. Comeram, juntaram suas coisinhas, fizeram atividade proposta pela professora, pintaram, cantaram.

Foi novamente cansativo, com alguns momentos estressantes, mas bem melhor que ontem. Exceto pelo calor que hoje tava de amargar novamente. Mas amanhã espero já ser mais fácil.



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Volta às aulas. Cap. I


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Dia de retorno à escola. Acordamos cedinho, três crianças arrumadinhas, papai leva Letícia pra escola e mamãe leva às gêmeas para fazer compras. As manas dão tchau pra Letícia antes dela entrar no carro, cena linda!

Uma bela caminhada pelo centro para comprar as mochilas, item faltante na lista delas. Mochilas compradas, uma passadinha rápida no mercado e voltamos pra casa um pouco antes de papai chegar de volta com a maninha.

Mamãe tenta conter a euforia das gralhas, mas neste momento isto é impossível. A expectativa com a volta à escola e com escola nova, uniformes e outras novidades é o motivo das conversas e brincadeiras.

Papai chega com a Letícia. Conta que chegou à escola e nem tchum pra ele, entrou como se nunca tivesse saído de férias. E mamãe achando que ela iria estranhar a volta...

Mamãe prepara o almoço ao mesmo tempo em que arruma as mochilas, o lanche e os uniformes. Almoçamos, hora de escovar os dentes, colocar os uniformes e rumar para a escola.

Todo mundo dentro do carro. Paramos primeiro na frente da escola nova das gêmeas, mamãe desce com elas enquanto a maninha chora dentro do carro. Papai ruma com a pequena pra escola dela, para o segundo turno da adaptação (como se ela precisasse disso).

Enquanto isso, a euforia das gêmeas começa a se transformar em apreensão. A escola nova é grande, uma construção antiga com pé direito bastante alto e o eco das dezenas de vozes infantis assustam minhas borboletinhas. Sinto as mãozinhas apertando com mais força as minhas mãos.

Entramos na sala, timidez e receio se misturam. Aproximo-as da professora que as cumprimenta. Sentam na mesinha com as outras crianças. Vinte crianças (17 meninas, só três meninos) todas maiores que as minhas miniaturas de gente, que são as únicas que ainda não completaram quatro anos. Camila olha tudo com certa apreensão, mas começa a interagir. Aline chora. “Mamãe, tem muito barulho aqui, quero ir pra minha casa.” “Mamãe, por favor, não me deixa aqui sozinha.” Apelos com lágrimas escorrendo dos olhos. Todas as mamães saindo da sala. Mamãe fica “de castigo” lá dentro junto com as crianças.

Uma atividade com todas as crianças das turmas de pré escola no ginásio e a volta pra sala já é um pouco mais descontraída. Camila nem toma conhecimento, nem lembra mais que tem mãe. Aline já desgrudou, mas ainda está isolada das outras crianças e de olho em mim.

Na hora do lanche, a função de sair da sala para lavar as mãos acaba gerando uma aproximação da Aline com as colegas e o lanche é feito junto com as novas amigas.

No final do período, o saldo é positivo. Papai já nos espera no saguão junto com a Letícia. Voltamos pra casa todas muito cansadas. Mas as três meninas estão cheias de novidades pra contar.
 
Amanhã tem mais. Aguardemos os próximos capítulos.



 Obs: Não tirei fotos da Letícia porque não fui junto com ela.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Continuando com a viagem no tempo


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Depois da postagem "Uma viagem no tempo", a troca de fotografias pegou fogo no FB. E as recordações de infância também. 

Estudei por três anos numa escola chamada Leão XIII, do pré até a 2ª série. Era um prédio antigo, todo em madeira, com poucas salas. Era uma escola particular e com a construção da escola Jardim Lindóia, pública, quase todo mundo se mudou pra lá. Minha antiga escola funcionou por apenas mais um ano e depois fechou, por escassez de alunos.

Nesta escola, além da Lisiane, conheci muitas outras crianças que estudaram comigo ainda por muitos anos. Dentre elas, o Erik. Era um pirralho sardento e que falava esquisito. Ele era uruguaio e tinha vindo há pouco tempo morar no mesmo prédio que eu, mas eu ainda não sabia disso. Ele apertava minhas bochechas (com força!) e dizia: "que niña linda" e eu o odiava por isso.

Um belo dia, meu pai vem me buscar na escola e começaum papo com a mãe dele. Eu puxava o pai e pedia para irmos embora dali, enquanto o piá me olhava com uma cara de vitória. E o pai seguiu caminhando pra casa, sempre de papo com aquela mulher. Quase morri do coração quando vi que eles eram nossos vizinhos!

Mas passado o susto, ficamos amigos. Selimar, a mãe dele, ficava comigo enquanto minha mãe não voltava do trabalho e eu e o Erik nos tornamos unha e carne. Foi com ele que me libertei das amarras de menininha moça e me tornei um moleque, que gostava de chutar bola e brincar de carrinhos. Não o vejo pessoalmente há muitos anos, mas falo com frequencia com a Selimar, que ficou sendo minha "mãe substituta" por muito tempo.
Eu, Lisi e Erik

Outra história que lembro bem é a da Gisele. Ela entrou na escola na 1ª série. Era bem novinha, tinha só 5 anos e parecia um bichinho assustado. A mãe dela ficava na sala de aula, segurando na mão dela e fazendo cara de paisagem para não chamar nossa atenção. Que paciência tinha aquela criatura! Durante meses ela fez parte do nosso dia à dia na escola, mas nunca chamou atenção mesmo. Era como uma samambaia no fundo da sala, não reclamava, quase nunca ouvíamos a voz dela. Ver as fotos dela no FB me fez lembrar de tanta coisa que chorei de emoção ao reconhecer aquele rosto tão querido. E a Gisa, essa foi me surpreendendo ao longo dos anos, se tornando uma pessoa forte e decidida,sem perder aquela carinha de frágil. Sempre foi a queridinha da turma, aquela que todo mundo gostava.

E a Sheila, outra amiga reencontrada no FB, Tinha inveja dela. #prontofalei

Sheila era linda, inteligente e muito querida. Dava até nojo de tão boazinha! Ela era muito meiga, mas apesar disso era uma líder. Agregadora, juntava a turma toda para estudarmos, ou simplesmente brincar. Me lembro das tardes na casa dela fazendo trabalhos da escola. Incrível como uma simples lembrança traz à tona tantas outras e carrega junto tanta emoção.

Lembrei de muitas outras crianças que fizeram parte da minha infância, dessas que foram testemunhas dos meus primeiros anos escolares e de outras que se somaramquando mudei de escola. Nomear todas tornaria este post muito extenso. Mas vou falando delas entre um post e outro.

Nesta semana que passou, em que estava me sentindo "a mosca do cocô do cavalo do bandido", encontrar essas pessoas que fazem parte de uma fase tão bonita da minha vida e relembrar esses momentos tem me feito tanto bem. Obrigada senhor, por permitir que estas lembranças tão doces recarreguem minhas baterias e me deem nova energia.






Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Visão além do alcance


Lion-O é o líder dos ThunderCats (famoso desenho da década de 80) que moram no terceiro mundo e lutam pela ordem e justiça. Sua poderosa espada justiceira é utilizada para chamar todos os thundercats quando está em perigo, dá a "visão além do alcance" para ver o que se passa com um thundercat que esteja em perigo além de soltar raios poderosíssimos e possuir o poderoso "Olho de Thundera", símbolo maior que representa o seu lema: justiça, verdade, honra e lealdade. (fonte: wikipédia)

Tá aí um poder que sempre quis ter: poder ver além do alcance dos meus olhos.  No desenho, essa visão permite ao líder ver o que acontece quando um dos seus amigos está em perigo e também para avisar aos outros sobre este perigo. Que mãe não gostaria de ter esse dom?

Mas vou além da maternidade. Gostaria de ver muito mais além do que meus olhos enxergam. É claro que muitas vezes consigo enxergar com o coração, perceber o que meus filhos, pais, marido, irmãos precisam.

Ás vezes também consigo perceber nas entrelinhas quando alguma amiga está precisando de uma palavra de conforto, um conselho, coisas assim.

Porém eu queria mais. Gostaria de poder ver a alma das pessoas, não só préjulgá-las pela aparência; queria sentir antes, a tempo de prevenir, qualquer possível encrenca com meus filhos; queria perceber no ar a necessidade de conforto dos amigos; ouvir à distância o apelo de quem precisa de ajuda; ver de longe a necessidade do outro. Nesse aspecto sou tão cega!

Gostaria de poder perceber, com precisão, o bem e o mal, poder acercar-me de quem é do bem e ajudar de alguma forma quem está perdido entre o mal. Porque é muito fácil amar quem só nos faz bem, mas que mérito há nisso? 

*Post originalmente publicado no blog "Segundo Ato" em 17/10/2011.

.Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Uma viagem no tempo


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A prova de que eu já gostei de carnaval


Uma foto postada, um curtir e pronto! Estabelece-se um longo e animado papo com alguém. Isso é comum e sempre muito divertido. Mais ainda quando do outro lado da tela está alguém que você gosta muito e com quem não fala há tempos.

Quando vim morar no interior, na era pré internet e celular, os contatos com os amigos de infância se perderam. A vida leva a gente por caminhos diferentes e por vezes eles não voltam a convergir.

Por isso fico tão feliz de encontrar essa gurizada pelas redes sociais. Relembrar a adolescência é divertido, relembrar a infância não tem preço.

Pois esses dias o papo foi com a Lisiane, minha primeira amiga. Nos conhecemos quando tínhamos cinco anos, na pré-escola. Lembro direitinho, nós duas na escadaria na frente da escola, uma de cada lado e de repente ela pergunta meu nome. Nasceu ali uma amizade que nunca se acaba. A vida pode ter nos distanciado, mas a infância compartilhada nos manterá unidas pra sempre.

Além de estudarmos juntas até a 8ª série, éramos vizinhas e nossos pais muito amigos. Fizemos viagens juntos. A irmã dela, Lissandra, era uma pirralha três anos mais nova e isso quando se é criança faz muita diferença, mas mesmo assim, às vezes brincávamos com ela também. Ela era querida, mimosa, não se metia nem estragava as brincadeiras. Nós é que às vezes a excluíamos, mas normalmente ela não nos incomodava mesmo sendo uma pirralha. rsrsrs

Brincávamos de amarelinha no pátio da casa dela, andávamos de patins no asfalto da ruazinha, imitávamos as patotinhas e até pensamos em formar um grupo! Ensaiávamos as coreografias e fazíamos planos. Ah, bons tempos! A maioria de nossas brigas eram por ciúmes, ela tinha outras amigas que brincavam conosco também e eu precisava ser a preferida ou ficava de bico.

Nosso acampamento em Tapes.
A Lisi sempre foi mais mimosa, mais delicada, e eu me achava a esperta. Mas ela sempre me dava à volta. Foi ela quem me contou que papai Noel e coelhinho da Páscoa não existiam.

Entre os inúmeros passeios que fizemos juntas em família, lembro de uma viagem a Tapes. Fomos no Chevette do pai dela, 4 adultos, 3 crianças e um bebê, meu irmão Diego, que tinha só 2 meses. O carro foi tão cheio, que até o motorista levava coisas no colo. Quase precisou de um periscópio para poder ver a estrada (exagero, mas foi quase isso). Lá onde acampamos durante um feriado de Navegantes, tinha uma árvore enorme, uma figueira, e passávamos os dias subindo nela e brincando lá no alto.

Lembro também de uma ida à praia, Santa Terezinha se não me engano, meus pais resolveram dar uma volta no centro e levaram eu, a Lisi, a Lissandra, o Diego e minha mãe estava grávida do Bruno. Lembro que todos olhavam com espanto achando que aquela criançada toda eram filhos da minha mãe e eu achei a maior graça naquilo. Seria um presságio?

Aqui, com a prof. Sílvia. Lisi bem à frente e eu mais à direita, olhando de lado.
Fui ao casamento dela. Visitei logo que teve sua filha, que nasceu 2 dias antes da Yasmin. Tiramos fotos das duas juntas, bebezinhas. Lembro de trocarmos figurinhas sobre as gestações, à distância, através dos meus pais que continuaram vizinhos dela até poucos anos atrás. Depois foi ficando difícil ir à Porto Alegre, fomos nos vendo menos. Nos vimos a última vez quando eu estava grávida da Letícia, acho eu, numa das minhas idas para consultas. Mas o papo foi rápido, o trabalho e os compromissos meus e dela nos impediam sempre de uma conversa mais prolongada. Por isso a conversa no FB foi tão legal, mais demorada, com direito a recordações e troca de fotografias.


Falar com a Lisi pelo FB, revirar as fotografias, rever as carinhas tão queridas, isso foi tão bom! Foi uma gostosa viagem no tempo. Uma viagem que espero poder refazer muitas vezes.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Bandeira branca amor, não posso mais!


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"Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz."
 
O período de recesso no blog não foi por causa do carnaval. Quem me acompanha há algum tempo deve lembrar o meu post do ano passado "Carnaval? Isto não te pertence mais." e de lá pra cá nada mudou. Não tenho mais paciência pro excesso de barulho, nem mesmo para acompanhar os desfiles na TV. Aquilo tudo é muito bonito, mas olho e só vejo comércio, política e contravenção.

Também não fui viajar. Desejei muito isso, para passear, para fugir do calor e da bagunça do carnaval, pra arejar a cabeça... Mas não foi possível. Com a perda da vaga das gêmeas na escolinha (que este ano não terá mais a pré-escola) tivemos que matriculá-las numa escola particular. Uma ótima escola, o Colégio Imaculada Conceição, pertinho de casa, onde muitos amigos têm seus filhos estudando e as referências são incríveis, escola católica, enfim, tudo de bom. Mas custa caro, muito caro para os nossos padrões atuais. Então, corte total nos gastos e arrocho no cinto!

O que me fez dar esse recesso, assim sem avisar, foi o calor. Sei que já estou ficando chata em falar disso, aqui mesmo no blog já falei inúmeras vezes (tantas que nem vou linkar todos porque daria um parágrafo inteiro só listando posts antigos), mas não tô dando conta deste verão. Bandeira branca amor, não posso mais!


Saudade dos dias mais frescos, de não suar, de não ter problemas em conseguir comer ou dormir (as duas coisas que faço melhor nessa vida) por causa do calor.

São muitos dias em seqüência de temperaturas altas e baixa umidade. Nem à noite alivia, pois a temperatura diminui, mas não muito e não venta, não tem nem um arzinho soprando.

Nas raras ocasiões em que choveu, foram no máximo 30 minutos de chuva. E era exatamente esse o tempo do refresco: 30 minutos. Cessada a chuva, cessa também o refresco e o calor volta com mais força ainda. Está opressivo, desumano.

Meu corpo não agüenta. Os formigamentos e dormências pré-existentes na minha EM estão bastante exacerbados e a fadiga tem sido minha companheira constante. Não tenho energia pra nada, nem força. O mal estar gerado pelo calor está me deixando profundamente irritada e sem paciência e quando me dou conta disso, me bate um desespero e só choro. Ou seja: estou insuportável!

Para completar meu desânimo, semana passada houve um desentendimento no FB envolvendo amigas queridas (dos dois lados da "encrenca") e fiquei bastante chateada. Já foi resolvido, mas foi desgastante pra mim, pois não queria tomar partido de A ou B (e não tomei) porque no meu julgamento ambos os lados tinham suas razões e também seus erros. 

O que realmente me chateou foi ver outras pessoas que nada tinham a ver com o fato, ficarem emitindo opinião sem nem saber do que se tratava. Em determinado momento me deu vontade de simplesmente encerrar minha conta no FB, afinal já tenho meus problemas reais, não preciso de mais os virtuais. Mas enfim, as amizades que fiz ali são sim reais e queridas, foi em nome delas que acabei ficando.

Se o calor já estava me deixando desanimada, esse episódio me desancou. E foi depois da tempestade passar que o desânimo me abateu. Talvez porque juntando-se a isso tudo, as amigas ou foram viajar, ou estão convalescentes de algum dodói, ou simplesmente caíram no samba.

Mas já chega de mimimi e lamentações! Se consegui escrever este post, é porque o desânimo já está indo embora. Espero que ele leve junto com ele essa balbúrdia de carnaval e o calor, porque já é tempo de uma trégua. 

Bandeira branca amor, não posso mais com esse calor!

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N.A.: O trecho citado no início deste post se refere à marchinha de carnaval "Bandeira Branca" cuja composição é de Max Nunes e ficou famosa na voz da Dalva de Oliveira

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lições de Dory

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Dia desses li um post da Aline Dexheimer falando sobre o filme "Procurando Nemo" e tecendo um paralelo entre o filme e a maneira como super protegemos nossos filhos. 

(O post pode ser lido aqui e a autora já foi citada nesse blog aqui, aqui e aqui.)

Gosto muito desses filmes infantis que são cheios de lições de moral para nós, os adultos.

No filme, cujo personagem mais instigante é a peixinha Dory, entre tantas lições que podemos tirar (e que estão muito bem descritas no post da Aline cuja leitura este blog recomenda), destaco a descoberta do pai de que não permitir que nunca nada aconteça ao seu filho, além de ser uma tarefa humanamente impossível, também não é necessariamente uma coisa boa.


Você pode colocar seu filho numa redoma de vidro e protegê-lo do mundo por um determinado tempo, mas pai e mãe não são super heróis e não se pode permanecer em vigilância 24 horas por dia. E vai ser justamente naquele momento em que você piscar, que o mundo invadirá a redoma protetora.  E é aí que seu filho precisa saber se proteger sozinho.

Vou exemplificar citando outro post, O perigo está dentro da nossa casa também ótimo, da amiga Daiane Goessling Ferreira do blog "Mamãe do Matheus" que fala sobre os perigos que chegam aos nossos filhos através de programas aparentemente inocentes da TV.

Com todo o respeito à Daiane e ao ponto de vista dela, eu não concordo. Fiz meu comentário lá, e boa parte do que disse lá direi aqui também, mas queria complementar e a historinha do Nemo vem bem a calhar.

Aqui em casa, as meninas não vêem quase a programação da TV, vêem mais os filminhos e musicais infantis em DVD. Não por proibição, mas porque a TV delas nem antena têm, está ligada direto no aparelho de DVD.

Mas vez ou outra assistem um desenho na TV, ou mesmo vem para perto enquanto assistimos algum programa impróprio para elas (e do jeito que a vida está até programa de moda anda impróprio para crianças).

Não creio que proibindo elas de assistirem esse ou aquele programa, ou simplesmente proibindo a televisão, vou proteger elas do conteúdo nocivo ou inadequado. As crianças não prestam muita atenção ao que não entendem e se prestam, logo perguntam. O segredo está em nunca deixá-las sozinhas. Acho mais válido explicar sobre o que a criança viu, ou simplesmente dizer que aquilo ainda não é próprio para a idade dela. Porque a repentina proibição pode despertar ainda mais a curiosidade e esta, se não for saciada em casa, será saciada na rua de forma certamente inapropriada.

Proibir minhas filhas de verem um ou outro capítulo da novela das nove, porque o conteúdo incita a libido e desperta a sexualidade precoce, pode até ser válido. Mas não se pode esquecer que o coleguinha da escola cuja mãe permite que assista isso e muito mais, vai chegar contando tudo o que vê e pior ainda, com a visão distorcida de alguém que não tem discernimento para entender o que vê e nem orientação dos pais para entender.

Outro detalhe importante: proibir a televisão para que a criança não desperte para a sexualidade precoce, mas permitir que sua filha de três anos (só exemplos, não tomem isso como pessoal) dance funk rebolando até o chão, use batom vermelho, unhas pintadas e roupinhas sensuais são um enorme contracenso. 

As crianças baseiam-se muito no que vêem em casa, seguem os exemplos dos pais. Por isso os pais não podem proibir os filhos de fazerem algo que eles próprios fazem a todo instante, dando o exemplo. Do mesmo modo que é mais fácil dizer o que é certo dando o exemplo.

A vida está cheia de obstáculos. Nem sempre conseguiremos erguer nossos filhos nos braços e transpor os obstáculos por eles. Por isso acho mais válido ensiná-los a transpô-los sozinhos, ensinando quando é hora de pular por cima e quando é hora de dar a volta. Acho essa a melhor maneira de protegê-los dos perigos, orientando-os de como melhor enfrentá-los. Nós certamente não iremos durar pra sempre, mas aquilo que ensinamos aos nossos filhos permanecerá sempre com eles.



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
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