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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vida Blogueira / Ano novo


Descobri este novo mundo há pouco tempo. Inicei este blog como forma de terapia. Apesar de ter certa intimidade com o computador e fazer parte de redes sociais a varios anos, surpreendi-me com o universo blogueiro. 

Aprendi muito desde então. Fiz novas amizades, conheci pessoas incríveis e aprendo diariamente com suas experiências, opiniões pessoais e reflexões. Através dos blog me divirto, emociono, aprendo lições de vida.

É um mundo novo, amplo e que tem como em todo círculo de amizades as suas particularidades, um certo código de conduta não escrito, mas cumprido em todos os seus rituais.

Para mim, ampliou meus horizontes, abriu-se à minha frente todo um universo de novoas possibilidades que pretendo aproveitar, uma a uma. Descobri que tenho capacidades ainda inexploradas e meu principal projeto para 2011 é justamente desenvolver eeses dons e fazer aflorar todo o meu potencial.

Este post de hoje é de agradecimento à todos aqueles que me prestigiaram este ano, lendo os meus textos, deixando um comentário com a sua opinião e o seu carinho, aqueles que seguem o blog e também a quem só passa por aqui de vez em quando.

Quero dizer prncipalmente, que desejo à vocês um Ano Novo repleto de coisas boas. Muita saúde, paz, amor, sucesso, alegrias... Que as bençãos do Natal permaneçam em nossos corações e perdurem por todos os dias do ano que logo se inicia.

Vou tirar uns dias de férias (oi?), uma folguinha básica da rotina e o blog vai ficar um pouco à deriva, mas no retorno prometo contar sobre como foram as minhas festas de fim de ano e também esses dias de folga.Nos vemos no ano que vem!!!

Feliz Ano Novo à todos!!! 



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Querido Papai Noel

Querido Papai Noel, em primeiro lugar queria dizer-lhe que este ano foi muito difícil pra mim. Financeiramente caótico, fisicamente exaustivo, emocionalmente deprimente. Acredito que paguei por boa parte dos meus pecados e que papai do céu vá me dar um crédito, permitindo que eu pague em suaves prestações os que porventura ainda restarem. Mas apesar disto foi um ano incrível, repleto de intensas emoções e de muito aprendizado. Ter crianças em casa nos faz ver o mundo sob uma ótica muito particular, agradeço à Deus por isso.

Também quero agradecer por minha família, tenho 5 filhos e saber que todos estão bem é tudo o que uma mãe quer pra ser feliz. Eu e o marido andamos nos desentendendo bastante este ano, mas o amor entre nós é um laço muito apertado e em nome deste amor, estamos aparando as arestas e renovando nossas promessas de envelhecermos juntinhos, não lado à lado como dois estranhos, mas juntos, unidos, de mãos dadas, um ajudando o outro a superar os obstáculos do caminho.

Tem pessoas que acreditam que a felicidade é um destino, onde se chega e se recebe uma dose imensa de alegria e bem estar que daí então, serão permanentes. Eu acredito que a felicidade está distribuída, em pequenas doses por toda a vida, como flores ao longo do caminho. Podemos, de forma egoísta, irmos colhendo todas, mas chegará um momento em que não teremos mais lugar nos braços para continuar a colhê-las e certamente perderemos algumas pela estrada. Ou podemos admirá-las, sorver todo o seu perfume, nos encantarmos com a sua beleza e então seguirmos adiante, deixá-las ali para que continuem a embelezar o caminho de quem vier depois de nós. E ao chegarmos no fim desta estrada, poderemos então olhar para trás e ver o quanto nossa vida foi fecunda, abençoada e feliz!

Meus pedidos para este Natal são bem simples e acho que estão todos ao seu alcance para me trazer: saúde para meus filhos e minha família, vida longa aos meus pais e sogros para que possamos desfrutar ainda por muitos anos das suas companhias, sabedoria e afeto, equilíbrio emocional para enfrentar as dificuldades que a vida nos impõe para que cada pedra no caminho seja removida com esforço conjunto e de forma mais fácil e se não for pedir muito, que a nossa vida financeira finalmente saia da UTI.

Meu mundo todo é minha casa e minha família, acho que não é desejar o impossível querer que esse pequeno universo funcione e seja agradável, não é mesmo?
Também peço para que todas as pessoas, ao celebrar o nascimento de Cristo, se dêem conta do verdadeiro sentido do Natal e  convidem Jesus para entrar em suas casas, sentar à sua mesa e participar do dia á dia de suas famílias. que o amor de Deus por nós ao sacrificar seu único filho para redimir nossas faltas possa entrar no coração de cada um e a partir daí ser distribuído em doses muito altas para tudo e todos que nos cercam.

Enfim, peço que o senhor peça para o papai do céu abençoar todas as pessoas que passam por aqui neste meu cantinho e dê a elas o dobro, o triplo do carinho e atenção que me deram ao longo destes poucos meses de existência deste blog. Dê a elas também um pouquinho de paciência para que elas voltem aqui também nos próximos meses, não me abandonem.

Viu papai Noel? Não te pedi nenhum presente caro nem muito difícil pra você trazer. Mas se ainda assim não for possível atender algum dos meus pedidos, reforço os meus agradecimentos. Tenho fé e acredito que quem faz a sua parte com carinho e amor, no momento certo recebe aquilo que precisa.

PS.: Ah, papai Noel, dê também aos meus amigos e familiares uma mesa farta para a ceia de Natal, com a família e todas aquelas pessoas que eles amam em redor da mesa, uma confraternização bem bacana, alegre, feliz, repleta de amor, de carinho para que as bênçãos do Natal sejam multiplicadas em cada lar por cada sorriso dado.

Feliz Natal à todos!!!




terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A vaca que virou ovelha

Estes tempos dediquei um post exclusivo à unica pessoa que já me tratou muito mal no Hospital de Clínicas, "A mulher que é uma vaca."
Pois vou ser obrigada a voltar a falar dela, desta vez de outra forma.
Não é que caí nas mãos da criatura outra vez? Mas quando cheguei no guichê, já suando frio e contando até 10 pra não mandar ela ir se catar, tive uma grata surpresa.
Não sei se andaram fazendo muita queixa dela (eu fiz) ou se todos os funcionários andaram recebendo algum tipo de treinamento/puxão de orelha (ou teria ela lido meu blog?), mas a verdade é que ela foi de uma gentileza e cortesia comoventes.
Foi toda explicativa e solícita, bem educada e (pasmem!) até sorriu pra mim!
Desta vez, fui obrigada a pegar um daqueles formulários de pesquisa de opinião, o mesmo que utilizei para queixar-me da rapariga, e fazer elogios à pobre. Mesmo que tenha sido só naquele dia que ela tenha acordado de muito bom humor, a cortesia foi tanta que achei que merecia um elogio! A vaca virou um a ovelinha!
Assim como lá, faço aqui a mesma coisa. Critiquei, desabafei minha amargura com tanta disponibilidade para ser desagradável que ela tinha, pois agora venho aqui dizer que a moça mudou, e muito. Me fez até acreditar que com um pouquinho de esforço todos nós também podemos mudar nossas atitudes e nos tornarmos mais agradáveis no trato com os outros. Uma boa meta para o Ano Novo.


domingo, 19 de dezembro de 2010

Literatura de banheiro

Nestas minhas constantes viagens à Porto Alegre, cansativas ao extremo mas cheias de tempo ocioso, acabo tendo tempo pra prestar atenção em algumas bobagens que em outras condições nem me chamariam a atenção.
Sempre fizemos uma pausa no meio do caminho, para uma desamassada no corpo, uma esticada nas pernas e, é claro, um xixizinho básico. 
A Rodoviária de Pantâno Grande (o nome é assim mesmo, com o acento no segundo "A") é ponto de para de inúmeros ônibus e também veículos que cruzam o estado com destino à capital ou vindo dela e também para quem vai para a Argentina. Temos sempre a impressão de que ninguém mora lá, que é um lugar só de parada mesmo, já que a cidade ganhou até o simpático (oi?) apelido de cidade do mijo.
E cada ida ao banheiro, revela uma nova emoção (oi?) com a leitura da parte interna das portas.
Não sei dizer do banheiro masculino, por motivos óbvios, mas o feminino possui uma literatura muito peculiar e variada, para todos os gostos (duvidosos) de público, desde os famosos apelidos dos genitais e outras partes da anatomia humana, até declarações de amor. 
Tem militância política (anoto sempre o nome dos candidatos, porque vamos combinar que uma militância dessa já diz muito do caráter do sujeito), poesia, discussões acaloradas e repletas de xingamentos e também uma infinidade de moças de família fazendo alarde de seus dons, digamos, artísticos.
Algumas até anunciam seus números de telefone, embora eu duvide que seja o delas próprio, mais provável que seja o de alguma rival a quem se deseja infernizar com esta insólita divulgação.
Mas o que mais aguça a minha curiosidade neste mural de horrores e me diverte demais é ficar imaginando a cena da fulana sentada ali, fazendo o nº 2, e declarando o seu amor por algum fulano atrás da porta do banheiro. 
Fico pensando em que tipo de pessoa faz uma coisa dessas? Que valor será que tem essa demonstração pública do seu afeto? E o fulano, objeto da homenagem, o que pensaria se visse seu nome sendo escrito atrás da porta do banheiro em tal circunstância, adornado por um singelo coraçãozinho tranpassado por uma flecha do cupido e os dizeres: "pra sempre tua. Fulana"?
Isso tudo sem falar no perfume ambiente....


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Matando saudades

Na segunda estive em Porto Alegre, para mais uma consulta, e aproveitei o tempo ocioso e a temperatura agradável para uma caminhada de 40 minutos até o trabalho do meu filho.

Fazia tempo que a gente não se via e temos falado pouco até mesmo ao telefone.

Os olhos dele brilharam ao me ver parada na porta da livraria. Ganhei um sorriso tão lindo que o meu coração quase parou! Me abraçou longa e afetuosamente e pude sentir o cheirinho do seu cangote, tem coisa mais cheirosa e gostosa que cangote de filho, tenha ele a idade que tiver?

Fiquei com ele ali na loja, conversando entre um cliente e outro, um telefonema e outro, até ele sair para almoçar. Almoçamos juntos e depois ele me acompanhou em parte do caminho de volta. 

Tava sentindo falta desse contato mais de pertinho, de sentir o cheiro, o calor do abraço, olhar nos olhos do meu filho. Marido disse que cheguei feliz em casa, mas não sabe se é por causa do encontro com o filho ou porque fui com motorista novo...kkk

É claro que fiquei feliz. Chegeui em casa podre de cansada, como sempre, mas tava com a alma leve. Me acostumei a viver longe do meu filho, mas não significa que goste disso. Criei ele para ser independente e é o que ele é hoje. Tá buscando o seu caminho de uma forma muito mais admirável que sonhei mesmo nos meus maiores delírios de grandeza. 

Mas é bom ver que ele, embora não precise mais de mim pra nada, também sente minha falta. 

Como é bom poder matar as saudades de quem a gente ama tanto, mesmo que seja assim, na corrida. Nada como um abraço apertado e cheiroso para recarregar as baterias e encher o coração da gente de boas vibrações e energias!

Amo você meu filho, não fica tanto tempo longe da mãe...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Calor no coração

"Vem chegando o verão, 
o calor no coração
Essa magia colorida, 
são coisas da vida..."
(Uma noite e meia - Marina Lima) 


Já postei diversas vezes aqui sobre como gosto do verão e como detesto sentir frio. (Frio e chuva; Verão entre outras)
Por isso quando começa a se aproximar a época do calor eu fico muito feliz.
Acho que o verão nos liberta, nos livra de tanta roupa, nos livra da seriedade e sobriedade do inverno.
Passo o ano todo esperando pelos dias quentes. Este ano especialmente, já que passei maus bocados com as crianças neste inverno, frio e úmido ao extremo.
Mas quando o calor começa, principalmente quando o tempo abafa, fico me perguntando porque é mesmo que gosto tanto de verão. Aff!
Me transformo num ser rastejante. Fico sem coragem, sem energia, sem forças.
Os sintomas da EM se intensificam, os formigamentos, a diminuição de sensibilidade, o caminhar arrastado, a fadiga. Ah, a fadiga...
O calor torna tudo isso muito mais evidente e piora muito a minha fadiga. Fica difícil até para respirar. Tem dias que simplesmente queria só ter uma piscina (uma banheira já servia) de água gelada para passar o dia de molho, sem precisar me mexer!
E o verão ainda nem começou pra valer. E eu não quero que ele acabe logo. Vá entender!
Mas existe alguma lógica nessa contradição: Eu sinto muito calor, independente de ser ou não calor. Então, mesmo no mais forte frio do inverno, estou sempre suando e me sentindo mal por estar com calor. No verão pelo menos as outras pessoas estão em condições semelhantes à minha e ninguém estranha em me ver de camiseta sem mangas ou ao perceber que estou suada, já no inverno passo vergonha.
Porque se estou parada, imóvel, sinto frio. Então preciso me encher de roupa como todo mundo. Mas se, por exemplo, me levanto de uma cadeira e caminho até o banheiro, chego lá morrendo de calor, esbaforida e suada.
Passo mais trabalho nas minhas viagens, pois o tempo que fico dentro do ônibus (em média 3 horas) fico parada, portanto com frio, preciso viajar bem agasalhada. Chegando ao destino, começo a me movimentar, caminhar daqui pra lá e começo a tirar o casaco, uma blusa de lã, depois outra e termino o dia de camiseta e carregando uma braçada de roupa. Entro novamente no ônibus, começo a sentir frio e como estou com o corpo molhado de suor, é certo que daqui a pouco estou gripada.
É por isso que costumo dizer que a diferença entre o inverno e o inferno é mesmo só uma letra.
Por isso prefiro o verão, ficar em pé de igualdade com as pessoas "normais" faz com que eu me sinta mais normal.
Também gosto muito do "clima" de alegria que tem o verão, com as ruas mais cheias de gente e principalmente crianças por coincidir com as férias escolares. 
As crianças brincam mais livres, sofrem menos com resfriados e as restrições que o tempo frio impõe. 
O horário de verão que muitos odeiam também favorece que as pessoas permaneçam mais tempo fora de casa, os vizinhos sentam-se nas calçadas, as crianças brincam em roda das casas, as pessoas se vêem mais, se falam mais. Pra quem passa a maior parte do tempo reclusa como eu, é mesmo um tempo de alegria.
Então, apesar da minha fadiga e de me sentir uma ameba rastejante, viva o verão!!!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sistema Único de Saúde

Ainda refletindo sobre o caso da ex-paquita, queria fazer algumas considerações sobre o SUS.
Quem tem convênio médico ou tem a graça de poder pagar por atendimento particular, tem verdadeiro horror ao SUS (Sistema Único de Saúde). Quem depende dele, sabe o quanto é ineficaz. Mas também há muito desconhecimento sobre o assunto.
Uma confusão muito comum, que ouço muito as pessoas falando é que elas descontam um valor para o INSS do seu salário, portanto pagam pelo atendimento. Não deixa de ser verdade, pois o valor pago ao INSS é que custeia a saúde no nosso país, além de outras fontes, mas quem não contribui para o INSS também tem direito ao SUS que é um atendimento universal, ou seja, qualquer cidadão brasileiro tem direito a ser atendido pelo SUS. Apesar de ser um país de 3º mundo, e onde a corrupção ainda reina absoluta, é um dos poucos países que oferece atendimento gratuito em seu sistema público de saúde.
SUS - Você ainda vai precisar dele.
Mas fala-se tanto na ineficácia do sistema, porque uma atriz que goza de certa fama e prestígio no exterior, vivendo num país como o Canadá quer voltar ao Brasil? Além é claro do aspecto afetivo, de estar próxima da família, no Canadá ela não tem direito aos medicamentos de graça como temos aqui.
Mas detenhamo-nos ao atendimento. O SUS é completo e cobre qualquer tratamento de saúde. Se por ventura não cobrir, o Ministério Público garante que haja o atendimento e o recebimento das devidas medicações. Tá, pode não ser assim tão fácil, mas exigindo-se nossos direitos eles são respeitados.
Nos Estados Unidos, por exemplo, se você não tiver seguro de saúde, morre na porta do hospital, literalmente, sem dó nem piedade.
E onde é que está a falha do sistema? Na opinião, além da já citada corrupção que escoa verbas em cifras astronômicas nas mais diversas esferas do serviço público, é nos convênios e nos próprios médicos que reside a raiz do problema.
Esse fator complicador existe porque alguns médicos não atendem os pacientes do SUS com a mesma dedicação com que o fazem para aqueles que possuem convênios ou pagam pelo atendimento particular. E fazem isso sem levar em conta o juramento de Hipócrates que todo médico profere ao se formar:
"No momento de me tornar um profissional médico:
        Prometo solenemente dedicar a minha vida a serviço da Humanidade.
        Darei aos meus mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos.
        Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.
        A saúde do meu paciente será minha primeira preocupação.
        Mesmo após a morte do paciente, respeitarei os segredos que a mim foram confiados.
        Manterei, por todos os meios ao meu alcance, a honra da profissão médica.
        Os meus colegas serão meus irmãos.
        Não deixarei de exercer meu dever de tratar o paciente em função de idade, doença, deficiência, crença religiosa, origem étnica, sexo, nacionalidade, filiação político-partidária, raça, orientação sexual, condições sociais ou econômicas.
        Terei respeito absoluto pela vida humana e jamais farei uso dos meus conhecimentos médicos contra as leis da Humanidade.
        Faço essas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra."
Além disso, falta uma imensa vontade política para fazer dos hospitais públicos locais dignos de atendimento a seres humanos. E essa vontade política (ou a falta dela) são assunto par outro imenso post, por isso não vou entrar nesse mérito agora.
Eu conheço bem as duas pontas deste novelo: moro em uma cidade onde o atendimento é deficitário, faltam médicos e estrutura, sobra má vontade aos profissionais existentes. Em contraponto, faço meu tratamento médico no HCPA (Hospital de Clínicas de Porto Alegre) onde o atendimento é excelente e a estrutura idem. O problema é que com a falta de especialistas e estrutura no atendimento das cidades do interior, os hospitais da capital, com melhores condições, sofrem com o acumulo de pacientes.
É um assunto para ser muito debatido, principalmente em época de eleições, para que sejamos capazes de escolher candidatos que se comprometam verdadeiramente com esta questão.

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Passei vários dias sem o PC, por isso me abstive de comentar em outros blogs mesmo lendo tanta coisa interessantíssima por aí. Perdoem minha ausência, mas se fosse comentar tudo, não teria tempo de ler tudo e como acho mais importante saber o que está acontecendo do que dar o meu pitaco....

Boa semana à todos!!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Eu e a Esclerose Múltipla

Na segunda postei aqui sobre meu relacionamento com a medicação e na terça amanheci assistindo na Ana Maria Braga uma reportagem sobre a ex-paquita da Xuxa que também sofre de Esclerose Múltipla. (Veja a reportagem aqui)

Surpreendeu-me o fato dela não ter o direito à medicação de graça, morando no Canadá, país de primeiro mundo, achei que isso seria natural. Aqui no Brasil, temos direito às medicações de alto custo para doenças cronicas, não é assim tão simples conseguir, mas com um punhado de paciência a gente consegue.

Como disse, essas medicações são muito caras, todas elas. A minha é das mais baratas sendo que o preço de algumas delas pode chegar a 10 mil reais. Outras drogas mais modernas e que ainda tem seu uso permitido só com processo judicial chegam a custar o dobro disso, por isso o tratamento deve ser levado à sério.

Me identifiquei com a história dela em certos pontos: a descoberta da doença num momento em que a vida parecia estar toda certinha, caminhando sobre os trilhos: a vontade ter filhos já (embora eu já tivesse 2, queria mais um); a necessidade de se readaptar à vida e às novidades que a EM nos apresenta e a vontade e necessidade de se estar perto das pessoas que amamos e que nos amam também, no caso, a família.

Outro aspecto a se ressaltar no caso da ex-paquita é o fato dela dizer que o marido casou-se com uma atriz e não aguentou a barra de ter uma esposa com esclerose múltipla. Infelizmente isso é muito comum, os homens não tem estômago para lidar com doença e uma esposa jovem portadora de uma doença degenerativa significam muitos anos de sofrimento, eles não aguentam o tranco e fogem acuados.

Nessa ponto, agradeço à Deus o marido que tenho. Noves fora todas as dificuldades que enfrentamos, ele permanece ao meu lado.

A descoberta da doença muda nossa visão da vida de forma radical e nem sempre quem compartilha da nossa amizade e convívio esta preparado para todas essas mudanças. Eu muitas vezes me sinto incrivelmente só, pois não percebo nos amigos e familiares o entendimento de todo o sofrimento porque passo em sua total dimensão.

Não é só o aspecto físico e suas limitações, mas principalmente o aspecto psicológico que sofre os maiores abalos. Além de vermos nosso futuro ameaçado por uma possibilidade real de uma velhice cheia de restrições e limitações, ainda temos o nosso presente modificado, não conseguindo fazer coisas que antes fazíamos com a maior facilidade, seja por uma sequela da doença, seja pela fadiga que muitos teimam em chamar de preguiça, de falta de vontade. Essas coisas levam à depressão e a depressão nos afasta dos amigos e nos torna chatos à qualquer pessoa que conviva conosco, incluindo aí o nosso par.

Sei que é difícil conviver com alguém que está sempre de mau-humor, que está sempre cansada pra fazer qualquer coisa e que fica tão carente de atenção e cuidado que cobra isso a todo instante, mas também não quero e nem devo ficar lembrando à todos à todo instante o porque de eu ser do jeito que sou. Ou as pessoa me entendem e me aceitam, ou não.

No início tentamos brigar conosco, forçando-nos a fazer as mesmas coisas que fazíamos antes e isso é ainda mais deprimente, porque não é possível. Se antes eu fazia faxina na minha casa todos os sábados, agora limpo um cômodo de cada vez, da maneira mais tapeada possível e geralmente termino essa tarefa tão cansada como se tivesse acabado de construir a casa inteira. Minha casa é sempre uma bagunça e isso colabora com o meu mal-estar, pois além de eu não conseguir fazer, não tenho quem faça por mim sem reclamar e me chamar de preguiçosa.

Parei de me preocupar com isso. Se a casa tá uma bagunça, que fique, preciso cuidar de mim. Se os amigos não me visitam, eu lamento, mas não vou ficar implorando. Se quero fazer alguma coisa e não consigo, não me torturo mais, simplesmente paro e vou descansar. Ficar me violentando só pra fazer bonito para os outros não é legal, porque afinal quem convive 24 horas por dia comigo e minhas limitações sou eu mesma.


Esse post acabou ficando uma coisa lamentosa, as não era essa minha intenção. Queria falar simplesmente mais um pouco sobre esse aspecto importante da minha vida e que poucas pessoas sabem e compartilham. A esclerose múltipla é uma doença que pode ser mantida sob certo controle, mas ainda não tem cura então conviver com ela faz parte da minha personalidade.

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Uma boa leitura complemetar sobre a vida com EM é o blog da Bruna, Esclerose múltipla e eu.  Leiam, é muito bom.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pra que serve o twitter?

Quando decidi finalmente iniciar meu blog, foi por uma necessidade que eu tinha de falar e que já não cabia nos 140 caracteres do twitter. Foi através do twitter que encontrei esse blog, o "Contra a correnteza", seguindo o seu autor, o @mvsmotta que se tornou meu ídolo. Leio tudo o que ele escreve e aprendo diariamente com suas postagens cheias de personalidade e de um humor muito peculiar. Especulado o blog em busca de postagens mais antigas, encontrei essa sobre o twitter que publico agora (com a devida autorização, é claro!). Deliciem-se.

 

 

O que é Twitter? Pra que serve o Twitter? Quem é Twitter?


"Muitas pessoas buscam na internet informações sobre seu microcosmo. Elas querem saber por que está faltando luz ou a razão do barulho na vizinhança e esperam que alguém saiba e coloque na rede."


A frase acima não é de algum dono de serviço de auto-falantes ou rádio comunitária e muito menos do dono de algum serviço de peixe-delivery, só que enrolado no jornal do dia, é de um dos criadores do Twitter, Biz Stone, dita em uma entrevista à revista Veja.


Outro dia falei aqui sobre a fixação que temos por criar listas dos "melhores" de tudo, não sou muito fã destas definições por achá-las superficiais e subjetivas, mas não tenho dúvidas que 10 entre 10 internautas apontariam o Twitter como o destaque, o fenômeno, a última bolacha do pacote da internet mundial (até que inventem outro biscoito, é claro).


Conheço muito pouca gente que tenha passado o ano de 2009 sem ouvir as perguntas do título.


E comigo não foi diferente. Há pouco mais de um ano atrás conheci o Twitter mais ou menos como a maioria das pessoas: ouvi falar em algum lugar, entrei e logo em seguida fiquei imaginando pra que diabos aquilo servia.


E creio que o processo que se deu comigo foi igual com todo mundo, ou seja, eu fui descobrindo a minha maneira de utilizar o Twitter, seja para absorver informação quanto para divulgar conteúdo ou simplesmente conversar fiado.


Fiz amizades e conheci pessoas que jamais teria conhecido se não fosse pelo site de microblog, algumas pessoas parece que conheço há bem mais do que esse ano que passou desde que cheguei.


Até este blog aqui, aconteceu e é levado a sério em muito pela divulgação que o Twitter me permite realizar e a consequente interação que posso desfrutar diariamente com quem me lê. Posso dizer que por causa do Twitter eu me interessei pelo blog e acabei vindo parar aqui.


O micro me trouxe ao macro.


O Twitter também trouxe ao nosso cotidiano expressões que nem imaginávamos que fossem se tornar tão corriqueiras como "retweet", "trending topics", "Follow Friday", os tão bem falados por uns quanto esculhambados por outros "scripts" e nos ensinou a outrora tão complicada diferença entre "followers" e "followings".


Sem contar que nos associou definitivamente ao símbolo da arroba, transformando-a quase em nosso prenome digital.


Virei o @mvsmotta , que segue e é seguido por outras tantas "arrobas".


Mas tirando este aspecto de "estilo", quem sabe até de comportamento, a frase do criador do Twitter que abre este post resume bem o segredo do sucesso e o porque da loucura que o site causou no mundo todo, este globalizado planetinha que agora pode mobilizar-se em razão das eleições no Irã, de uma cantora feiosa na Inglaterra ou simplesmente para demonstrar sua cabeça oca e emplacar um "chupa" nos Trending Topics.


O Twitter tornou-se não só algo "legal" de se usar, mas também necessário.


As pessoas passaram a procurar nele notícias sobre seu país, sua cidade e até seu bairro. Ele, em sua imensa e esmagadora universalidade, contribuiu para que os seus usuários voltassem para o seu microcosmo, por mais paradoxal que possa parecer e, no fim, a globalização levada às últimas consequências que o Twitter trouxe nos remeteu de volta à paróquia, à vizinhança, ao aspecto mais minimalista do nosso dia a dia.


Um cafezinho num bar agradável virou notícia, uma compra ou uma pechincha virou assunto, a feirinha da esquina que tem lichias em promoção virou manchete.


Buscamos o Twitter para saber do trânsito, das ridículas blitzes da tal Operação Lei Seca, dos novos escândalos políticos, dos últimos micos das subs-pseudos-protos-celebridades-lixão, para saber o que houve quando toda nossa cidade apagou e terminamos por descobrir que o país inteiro estava às escuras.


Barack Obama foi enaltecido por usá-lo, depois confessou que outros usavam por ele, mas tudo bem, o Twitter é esse sucesso todo também por isso: trouxe as "estrelas", os "famosos" e os "VIPs" para a praça, para o "pé-de-igualdade" com o anônimo, o "transeunte", o "comum".


No Twitter todos tem voz, todos podem fazer sua voz reverberar, tanto para o bem, quanto para o mal (a Xuxa que o diga).


Ele passou a pautar jornais, televisões, "orkutizou-se" e se transformou numa forma de comunicação rápida, eficaz, democrática e necessária.


E isto me leva à outra frase de Biz Stone, dita na mesma entrevista: "Nosso serviço é aquele tipo de coisa de que ninguém sabia que precisava até começar a usá-lo" .


Quando diz isso, ele sabe muito bem do que fala.


Postado em 21/12/2009 / Por Marcus Vinicius, O @MVSMOTTA  no blog "Contra a correnteza"

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eu e o Copaxone

Copaxone é o nome da medicação que uso diariamente para manter minha EM sob controle.

Tenho uma relação de amor e ódio com esse "indivíduo".

Sei da necessidade que tenho desta agulhada diária e inconveniente, mas saber da necessidade e importância não me faz gostar disto.

No meu caso bem específicamente, a EM é muito silenciosa, manifesta-se de tempos em tempos e depois "some". Mas deixa sempre pequenos rastros, ou seja,  posso não ter novas lesões, posso estar me sentindo muito bem, a danada pode estar quietinha, mas está ali. E por estar ali, quietinha, sem que se perceba, as perdas podem ser sutis, quase imperceptíveis. E, de repente, aquilo que você conseguia fazer, pode não conseguir mais.

O medicamento não impedirá o avanço da doença, mas serve para diminuir a incidência de novas crises e a intensidade com que elas contecem, consequentemente também, o estrago que fazem.

A seringa pré-enchida e o "autoeject" (aplicador)
O que torna essa tarefa diária ainda mais sofrível, como se a agulhada já não fosse o bastante, é o fato de não se conseguir "VER" o efeito do remédio.

Vou tentar ilustrar: Você tá com uma dor de cabeça danada. Toma um analgésico. Em pouco tempo, se não tiver passado totalmente, pelo menos haverá um alívio da dor. Você "vê", percebe o efeito, o resultado da medicação. Neste caso vc não percebe nada, embora ela esteja agindo de forma protetora e bastante eficaz.

Recebo esta medicação através da secretaria da saúde do estado, pois ela tem um valor proibitivo, algo em torno de R$ 5.000, oo a caixa com 28 ampolas. Fiquei 6 meses sem receber a medicação, mas como tinha uma sobra por conta do tempo que estive gestante e lactante, fiquei 3 meses só sem.

Agora nos reencontramos. Restabelecido o fornecimento, recomeça a minha tortura. Estou aqui, com mais vontade do que nunca de não usá-la. Mas vou lá né. Tem que ser.

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Ótima semana à todos!!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

De como uma blogueira bem educada é sem educação

Me vi obrigada a criar este post de hoje (que ficou enoooorme) para explicar às minhas amigas e amigos blogueiros de como uma blogueira bem educada como eu se porta de maneira tão mal educada como tenho me portado.

É assim, temos um PC em casa, que é do marido que usa para o trabalho (ele é técnico de informática), ou seja, se ele está em casa, o PC é dele. Mas ele sai para atender os clientes, buscar e entregar as máquinas que arruma, etc. Nesse tempo minha filha Yasmin de 14 anos, toma conta do bicho. Pra mim, sobram migalhas, como hoje que marido saiu às 15 horas, as crianças já estavam se ajeitando para o soninho da tarde e fiquei, além de "dona" do computador, livre para usá-lo.

Porque ainda tem isso, muitas vezes o PC fica aqui a minha disposição o dia inteiro, mas cadê que consigo paz para me concentrar para alguma coisa?

Uso o celular para ler alguns emails, mas só os que contém texto porque não consigo abrir anexos e para acompanhar os comentários do blog, que são moderados e preciso aprovar. Mantenho eles moderados para que justamente eu possa vê-los assim que chegam, do contrário poderia perder por exemplo um comentário feito agora de uma postagem mais antiga e isso sim, seria ruim.


Orkut também virou um problema. Primeiro porque perdi um pouco a paciência com aquilo e outra que só recebo scraps gráficos, com figurinhas e música que não posso ver do celular. Entro lá de vez em quando pra tentar atualizar as coisas.

O twitter eu ainda uso um pouco mais do celular, mas fica difícil nomear muita gente, acabo dando RT automático em muitas mensagens e não consigo responder à todas, por isso muitas vezes nem puxo papo, fico só à espreita, lendo os tweets alheios. 

O msn eu abro só pra falar com o pai e a mãe, ou quando preciso falar com alguém específico, acabo esquecendo ele aberto às vezes. Quase não puxo conversa com ninguém porque sei que não vou dar conta.

Quanto ao blog, que é o assunto que interessa aqui, alguns eu consigo ler pelo celular, os mais leves que carregam mais fácil, porque meu pobre celular já é velhinho e sofre de Alzheimer, tem quase nenhuma memória tadinho. Mas fazer comentários é muuuuito difícil. às vezes até consigo, depois de tentar umas 200 vezes, mas geralmente desisto na 3ª ou 4ª. 

Por isso, quando tenho tempo de usar o PC, tenho tanta coisa pra fazer que nem sei por onde começar! Leio os emails, tento estudar um pouco, escrevo alguma coisa aqui pro meu blog e leio e comento nos blogs que sigo (Mais de 100!), por isso muitas vezes (quase sempre) não consigo comentar em todos.


E seguindo uma das "regras" de uma blogueira educada, só comento se tiver lido todo o post e se eu tiver algo a dizer sobre o assunto, às vezes estou tão cansada que mesmo gostando muito do que li, me falta inspiração para escrever um comentário bacana.

Isso tudo é um pedido de desculpas para os blogs que eu sigo e não tenho estado presente ou aparecido pouco, e também para quem me segue e sempre faz questão de deixar um comentário aqui e eu não consigo responder. Perdoem minha falta de educação que não é exatamente falta de educação, mas sim de tempo. 

Só o que posso garantir é que os comentários são lidos todos, sem excessão, por isso os mantenho como moderados, e os blogs eu vou lendo na medida do possível, mas também procuro ler tudo, só em outro ritmo.


Esperam que tenham conseguido me entender, pois como eu costumava dizer à minha amiga Mari, lá do escritório "quanto mais se explica, mais se complica".


Obrigada à todos. Um excelente final de semana!!!




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tatuagem

Sonho em fazer uma tatuagem desde que tinha, sei lá, uns 12 anos. É claro que minha mãe nunca deixou, naquela época, muito diferente de hoje, tatuagens eram coisa de marginal, marinheiro ou presidiário.

Também naquela época, eram feitas de forma mais artesanal, com agulha de costura e nankim. Mas eu achava bacana e queria muito fazer uma.

Fui rebelde, mas uma rebelde meio fake, porque no fundo, não tinha coragem de enfrentar minha mãe e ir contra o que ela falava. Latia, latia, mas não mordia ninguém.

O tempo passou e faltaram oportunidades, mas a vontade permaneceu sempre lá. Agora, aos 40 anos de idade, quis me dar esse presente. Mamãe que me perdoe, mas já estou bem grandinha e hoje em dia, todo mundo ostenta com orgulho suas tatuagens.

Eis a minha:

 
As estrelas contém as iniciais dos nomes dos filhotes

Fiz na perna direita na lateral próximo ao tornozelo. Não quis fazer um desenho qualquer, queria algo que tivesse um sentido então fiz um ramo que representa eu e meu marido e as estrelas são os frutos deste ramo e representam cada um dos meus cinco filhos, com as iniciais deles dentro A, Y, A, C, L.

Queria um desenho colorido, mas como não queria algo muito grande, teve que ficar só no traço mesmo.

Imaginei que sentiria mais dor, mas é só uma ardência e foi muito rápido. O tatuador é um rapaz muito simpático conhecido por "Secco" e tem uma agenda lotadérrima, conversamos muito enquanto ele fazia o desenho e depois durante a tatuagem, sobre filhos, sobre pais e claro, sobre tatuagens.

Eu gostei. Realizado meu desejo, resta-me agora ver qual será a reação do "véiaredo" (pais, sogros, etc...), mas não estou realmente preocupada com isso, afinal foi uma decisão que venho amadurecendo por quase 30 anos...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Verão de 81




Já escrevi aqui sobre o verão e do quanto ele me lembra reuniões familiares, mas queria falar sobre um verão em especial, aquele que me deixou marcas mais profundas e que até hoje povoa minhas mais doces lembranças, o verão de 81.

Eu tinha 10 anos e naquele ano o vô alugou uma casa em Pinhal. Era uma casa grande, com vários cômodos, uma garagem enorme com mais um quarto onde ficavam meu pai e minha mãe que vinham mais nos finais de semana, e um quintal imenso. É claro que nada era assim tão grande, mas eu era pequena, tudo ao meu redor parecia realmente maior do que é.

Não lembro quase nada sobre a parte interna da casa, mas lembro como se estivesse vendo de como ela era na parte externa, talvez porque tenha passado mesmo mais tempo do lado de fora da cas brincando tanto quanto minha imaginação e energia me permitiram.

Além do vô e da vó estavam na casa minhas tias Gina e Sônia com os respectivos maridos e meu tio Gustavo com a primeira esposa que também se chamava Sônia e as filhas Patrícia com 5 ou 6 anos e Michele com 2. Meus irmãos também estavam lá, Diego com os mesmos 2 anos da prima e Bruno com 6 meses.

Patrícia foi a prima que mais conviveu comigo, minha companheira de brincadeiras, minha parceira de aventuras. Patty é a pessoa da minha família (entre tios e primos) que eu mais amo e de quem mais sinto saudades.

Eu poderia descrever aqui durante horas as nossas brincadeiras, as correrias em torno do quintal repleto de árvores pequenas, das imitações de lutas de kung-fu que fazíamos (eu era um guri que usava saias) e as nossas aventuras no mar e na areia que também eram muitas, mas algumas coisas ficaram especialmente marcadas para mim: 
A variant do tio Noronha, que fazíamos de casa por causa do banco traseiro que deitava e ficava grande, fingíamos que dormíamos lá dentro e achávamos aquilo o máximo, não me perguntem porque num calorão daqueles ficar trancada dentro de um carro era divertido, mas era; 
O chuveiro da rua onde tirávamos a areia antes de entrar em casa e que gerou algumas confusões que não vale nem a pena lembrar; 
Os pinheirinhos ainda "bebês" plantados aos montes no quintal e que viraram coadjuvantes das nossas brincadeiras; 
A visita da tia Marta e do tio Fernando anunciando a mudança para São Paulo. Acredito que essa "tragédia" tenha sido a parte mais marcante de todo o verão.

Todas essas lembranças agora, fazem parte da expectativa que estou para mais um verão, especialmente para a festa de ano novo onde nos reuniremos novamente. Pelo menos meus tios, irmãos do meu pai estarão novamente reunidos num mesmo espaço e isso me faz feliz, primeiro porque eu os adoro e sinto saudades, segundo porque sei o quanto meu pai sonha com esse encontro.

Só lamento que os primos não venham todos e que alguns casamentos desfeitos, embora tenham agregado novas pessoas muito queridas à família, afastaram outras igualmente amadas.

Mais do que laços de sangue, são os laços de afeto que definem o que é uma família.
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