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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Histórias em versão infantil

As meninas estão numa fase muito divertida. Agora elas relatam as histórias que ouvem e é uma diversão ouvi-las!

Esses dias chegaram em casa parecendo duas caturritas, cada uma falava mais alto que a outra e cada uma contava um pedaço da mesma história, as duas ao mesmo tempo. Quase me deixaram louca. Ainda tem a Letícia, que não fala, mas participa da "contação de histórias" imitando os gestos das irmãs e dando seus gritinhos, só mesmo vendo a cena!

Além da contação de histórias, elas também cantam, inventam suas próprias músicas e cantarolam pela casa. Quando resolvem cantar juntas é que é divertido, pois a Camila faz a cantoria, a Aline solta os agudos (e que agudos!) e a Letícia dá o ritmo e dança junto. E a gente chora de tanto rir!

Dia desses estava com a câmera, então deixei pousada sobre a mesa enquanto almoçávamos, sempre tem algum lance engraçado na mesa. Dito e feito! Ainda com as caras sujas de feijão, começaram a contar a história do lobo mau e os três porquinhos. Liguei a câmera e gravei. O enquadramento não ficou muito bom e a Letícia estava sentada do outro lado, então não aparece, mas dá pra ouvir a participação especial dela na história:


E depois disso, que mãe não fica coruja?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 28 de junho de 2011

A visita da Dona Maricota

Hoje tive uma surpresa. Passado um pouco da hora do almoço me bate na porta a Dona Maricota, ops, a Cléo, minha amiga querida que está morando em Bagé. Restabelecemos contato através dos blogs e ela veio visitar os amigos aqui em Cachoeira e aproveitou para dar uma passadinha aqui.

A Cléo e o Marcelo são amigos queridos que o ECC trouxe de presente para nossa vida e só tenho boas lembranças do tempo em que convivíamos mais de perto. As circunstâncias nos distanciaram um pouco, mas os blogs nos reaproximaram. Isso não é um barato?

Foi muito bom ter o sorriso largo e a risada contagiante dessa amiga por perto, mesmo que por pouquinho tempo, foi bom ver o quanto o Davi cresceu e está mais lindo do que nunca, e conhecer a pequena Cecília, que eu só tinha visto por fotografias.

Tiramos até umas fotinhos para registrar o momento:

Cléo e eu, gostoso reencontro.

Davi, se escondendo de mim...

Olha que cara mais linda tem esse guri!
Essa coisa fofucha é a Cecília

A família toda. Lindos e queridos amigos.

Cecília se apaixonou pelo Carlos, quase roubamos ela pra nós ...

Que momentos como esses se repitam mais vezes! Adorei a visitinha, mesmo que rapidinha deu pra matar um pouco das saudades.

E pra quem ficou curioso e quer conhecer melhor a Dona Maricota e suas vivências, dá uma passadinha no blog da Cléo, ela é muito criativa e dinâmica, o blog tá super bacana! è só clicar ali em cima do nome.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A fé e a religião


Durante muito tempo acreditei que essas duas palavras tinham o mesmo significado. Se eu tinha fé em Deus, acreditava que isso bastava. Mas com o tempo, com as dificuldades da vida e principalmente com a vinda da Yasmin, minha segunda filha, comecei a sentir que faltava alguma coisa.

Meu filho mais velho não quis fazer catequese, cheguei a inscrevê-lo e ele a frequentar algumas "aulas", mas ele não se interessou e na época eu não tinha argumentos para convencê-lo. Começava a sentir que isso havia sido um erro, mas não sabia como reverter. A Yasmin também já se aproximava da idade para a primeira Eucaristia e eu temia que acontecesse o mesmo com ela se nós também não frequentássemos a igreja, pois como convencer alguém de que algo é bom e importante para a sua vida, se você não faz o mesmo?

Nós já havíamos participado de grupo de jovens na adolescência, mas nos afastamos. O fato de não sermos oficialmente casados, nos fazia sempre pensar que não seríamos bem-vindos. Foi quando surgiu o convite para fazermos o ECC (Encontro de Casais com Cristo) aqui na nossa paróquia. Foi o empurrão que faltava para nos aproximarmos novamente da igreja.

De lá para cá já se passaram 8 anos e temos mantido sempre algum envolvimento com a nossa paróquia. Reduzimos um bocado nossa participação, depois que as crianças nasceram pois é difícil controlar 3 crianças pequenas durante uma missa, reunião ou outra tarefa em que seja preciso estarmos atentos. Ou damos atenção à quem fala, ou às crianças. Mas não nos afastamos mais.


Ter uma religião, (seja ela qual for) é seguir um conjunto de regras, de normas de conduta. É como ter um GPS (ou bússola pra quem é mais antigo) sempre á mão, nos mostrando qual o melhor caminho a seguir. Ter fé é acreditar que, por mais tortuoso que pareça, esse é o caminho. É claro que vez ou outra insistiremos em utilizar um atalho, ou iremos nos aventurar noutros caminhos, mas a direção certa a seguir está ali, bem diante dos nossos olhos.

As religiões, mesmo que tenham sido inspiradas por Deus, são regidas por homens, e os homens são cheios de falhas. Mas mesmo sendo assim, acredito que seguir este "conjunto de normas" torne mais fácil andar pelo bom caminho.

Sou Católica e vejo a Bíblia como se fosse um "manual de instruções" de como viver bem com o próximo e com Deus e procuro ao máximo seguir o principal mandamento Cristão: "Ame à Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo" mesmo sabendo o quão difícil é essa tarefa, porque é muito fácil amar a quem nos ama e faz bem, mas chega a ser imcompreensível para muitos amar a quem não se conhece, ou quem nos ofende, calunia ou agride.

Mas tentar ser uma boa cristã, uma boa católica, não me impede de questionar certas coisas com as quais não concordo. Os questionamentos são também importantes para manter nosso senso crítico e também nossa humanidade e fraternidade, por vezes colocadas em xeque por questões religiosas. Afinal quem nunca foi hostilizado por defender sua fé?

Acredito mesmo que seguir uma religião, ou doutrina seja bom para o indivíduo, para a família e sobretudo para a sociedade como um todo. Seja qual for a religião, desde que se respeite todas as outras.

Mas essa é só a MINHA opinião. E eu não sou dona da verdade. Você concorda comigo? Não? Então comenta logo aí embaixo e vamos debater esse assunto!



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Conversas - Perdas

É com emoção que apresento hoje nesta coluna, a amiga Débora do blog Amar ser mãe. Muito já falei dela aqui, leitora e comentarista assídua deste humilde bloguito, sempre me presenteando com selinhos e mimos e que também me deu a honra de postar um texto meu lá no blog dela, como você pode conferir aqui.

Débora é brasileira, mas mora em Portugal com o marido e o filho, Diego. Uma graça de menino cujas aventuras e descobertas são descritas com muito amor pela mamãe em seu blog.

O texto que ela me enviou fala sobre as perdas. Um assunto delicado, mas abordado com muita sensibilidade por ela.


Vamos ao texto:


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Perdas

Há algumas semanas, um medo e uma ansiedade tomaram conta de mim… “Será que estava a caminho um irmãozinho ou irmãzinha para o Dieguinho?” Eu e meu marido até chegamos a ficar felizes com a possibilidade; não que estivéssemos na lista de “tentantes” oficiais. Um segundo filho, naquela altura, seria mera obra de Deus, do destino… Fizemos um teste, daqueles comprados na farmácia. Resultado: Negativo! Mas a nossa expectativa era tanta que resolvemos fazer o exame de sangue para confirmar mesmo. Novo Negativo. Quando abri o envelope e vi que o Di continuaria filho único uma tristeza invadiu meu coração. E olha que eu nem estava esperando ficar grávida! Mas o sentimento era de perda,  mesmo que não houvesse perda nenhuma.
Naquele momento, lembrei de muitas outras mulheres que tanto desejam engravidar e não são abençoadas com esse presente de Deus. Se eu fiquei frustrada com o meu resultado, imagina a dor que  é ver um “negativo” todos os meses, quando se busca e se tenta justamente o contrário.  E o que dizer das mulheres que ficam grávidas e logo em seguida sofrem um aborto espontâneo?  E as que perdem seus bebês já com a gravidez bem adiantada? E aquelas que perdem seus filhos pouco depois de nascerem?
Só depois que me tornei mãe, soube realmente o que isso significa... Lembro bem do Caso Isabela; a menina atirada da janela de um apartamento pelo pai e a madrasta, em São Paulo. Quando o crime aconteceu, eu trabalhava em TV. Acompanhamos o caso, achei horrendo e ponto!  Quando os suspeitos foram julgados, eu já era mãe e foi incrível como vi tudo de uma maneira bem diferente. Meu sentimento era outro.  Sofri como não tinha sofrido antes.
Só depois que me tornei mãe, entendi melhor a minha própria mãe que também teve a infelicidade de perder um filho. Minha irmã mais nova morreu quando tinha nove anos de idade. Na época eu era adolescente e sinto não ter dado todo o apoio que minha mãe necessitou. Lembro que minha mãe passou anos até conseguir sorrir novamente.
Hoje, dói-me ver um pai ou uma mãe enterrando um filho.  Não deve haver nada pior nessa vida. Penso o quanto não é justo. Mas quem sou eu para achar alguma coisa. Deus lá sabe as suas razões… E o que acho mais incrível é como um filho nunca é esquecido, passe o tempo que passar. Já vi uma senhora que perdeu 2 filhos, há mais de vinte anos, ainda hoje se emocionar e chorar ao falar deles.  Quando leio blogs de mulheres que passaram por essa mesma dor também vejo o quanto um filho “é para sempre”, por menor que tenha sido a convivência com ele.
Se existe conforto para minimizar a perda de um filho que o mesmo seja levado a quem precisa. Deixo aqui a minha solidariedade e um grande abraço a essas mulheres que são de uma fortaleza incrível! Fica aqui a minha homenagem e a certeza de que são abençoadas por anjos!
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Quando a Tuka convidou-me para participar aqui do cantinho dela, fiquei muito lisonjeada e, ao mesmo tempo, em dúvida sobre que tema escrever…  Andei dias meditando e acabei  “esbarrando” no que eu mais tenho escrito ultimamente: “a maternidade”.  Desculpa, amiga, mas foi inevitável! Pelo menos, tentei dar um foco diferente ao assunto. Obrigada pelo convite e espero que tenha ficado à altura desse seu cantinho tão especial…

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Querida Débora, espero que o meu blog é que esteja à altura da tua participação! Agradeço a honra de te ter por aqui e o texto ficou muito bom. Volte sempre!



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 21 de junho de 2011

Memórias de uma mudança

Outro dia estava me lembrando de como foi nossa mudança para Cachoeira do Sul.

Morávamos com meus pais e já estávamos juntos há 2 anos. Fazíamos planos de nos mudar para o interior já há algum tempo, pois queríamos morar em nossa própria casa, ter nossa vidinha e em Porto Alegre o custo para isso seria muito alto para nós.

A empresa onde eu trabalhava enfrentava muitas dificuldades e já não havia trabalho. Cumpríamos horário batendo papo. Muita gente pode achar isso divertido, mas eu sabia que não ia dar em boa coisa e de fato a empresa fechou pouco tempo depois de eu ter saído de lá. O Carlos também sabia que seria demitido em breve, pois a empresa em que trabalhava havia sido vendida para outra, a função dele se extinguiria tão logo fossem transferidos os dados de uma empresa para a outra. Os dias dele lá estavam contados.Então decidimos vir pra Cachoeira do Sul, onde moram meus sogros.

Tiramos férias do trabalho juntos e passamos metade desse tempo na praia com meus pais, aproveitando mesmo as férias. Depois viemos para Cachoeira para ver as possibilidades. No segundo dia aqui, pedi à minha sogra  que tomasse conta do Allyson porque eu ia sair para arrumar um emprego. Ela riu de mim. Disse que se em Porto Alegre tava difícil, aqui então...

Mas eu não disse que iria procurar, disse que ia arrumar, e arrumei. Fui no SINE, tinham duas vagas para auxiliar de escritório, fui ver as duas e uma delas era minha! Fácil assim. O patrão até disse que esperava eu terminar minhas férias e regularizar minha situação na outra empresa para depois começar a trabalhar. O universo conspirava a nosso favor.

Passado o período das nossas férias, voltamos à Porto Alegre, pedi demissão. Arrumei as trouxas e vim embora. O Carlos viria definitivamente uns 2 meses depois. Entre a minha vinda e a dele, nos víamos todos os finais de semana.

Mas o mais interessante dessa história, foi realmente a mudança. Quando falamos em mudança de casa, principalmente de uma cidade à outra, logo se imagina um caminhão, cheio de móveis e malas. Pois é. Nossa mudança coube inteirinha na Belina velha do meu pai.


Carregamos a pobre Belina com todos os badulaques e bagulhos. De móveis mesmo, só tínhamos o nosso "quarto", um roupeiro pequeno com a cama embutida. O colchão foi amarrado no teto do carro.

Não ficamos ricos. Ainda. Na verdade nossa situação financeira sofreu grandes baques nos últimos anos. Mas quando me lembro de como chegamos nesta cidade, com nossos pertences todos dentro de uma Belina, vejo que conquistamos muito.

Nossa família cresceu (e como!) e a riqueza da nossa casa hoje são as crianças. Mas perceber que nesta trajetória nossas vitórias foram tantas, me faz crer que podemos mais. Que seremos sempre vencedores enquanto estivermos unidos.

Se não temos muitos bens materiais, é porque ainda não chegou o tempo para isso. Estávamos direcionando nossas energias para as crianças. Nossos filhos serão sempre nossa prioridade, mas já temos mais espaço para respirar, agora que já não são tão pequenas.

É chegada a hora de redirecionarmos nossas energias, concentrarmos nossas forças em novas metas e iniciar uma nova mudança. Não de casa ou de cidade (se bem que essa ideia até me passe pela cabeça às vezes), mas uma mudança de vida. É chagada  a hora de crescer!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Festas Juninas

A fogueira aquece e ao mesmo tempo, fascina.
As festas juninas da minha infância, sempre tinham fogueira, nem que fosse pequenininha, mas tinha que ter uma fogueira no centro da festa. E a gente dançava ou simplesmente brincava em torno dela. 

Nas festas da escola, tinham barraquinhas com pipoca, pé de moleque, amendoim, bolo de fubá, canjica e outras comidas típicas. Também tinha barraquinhas de brincadeiras, como pescaria, jogo de argolas e outras.

Toda a festa era enfeitada e produzida pelos próprios alunos, passávamos semanas recortando bandeirinhas em revistas velhas, fazendo enfeites, organizando a quermesse.

E tinha o casamento na roça, encenação típica que virava um verdadeiro teatro, onde todo mundo queria participar e brincar, vestíamos roupas esquisitas e dávamos muita risada uns dos outros. 

E ainda tinha a famosa cadeia. Para os mais velhos, artifício encontrado para as paqueras durante a festa. Era só mandar prender uma menina e um menino que andavam "se cuidando" e pronto! Invariavelmente saiam de lá já num papo solto que podia até virar em namoro logo adiante.

Tenho boas lembranças das festinhas da escola ou da igrejinha. Dos concursos de "a mais bela prenda" que eram ganhos com a venda de votos, mais de mês antes da festa, e que por vezes virava uma competição acirrada. Das brincadeiras, das músicas, das comidas gostosas.

Algum tempo mais tarde, as festas já terminavam numa roda de violão madrugada à dentro em torno de uma fogueira qualquer. O quentão às vezes dava lugar a um bom vinho tinto, bebido no gargalo do garrafão, o pinhão assado diretamente na fogueira, vez ou outra aparecia até um pão ou batata doce que aquecíamos no fogo e dividíamos.

Das muitas coisas que vivi na minha adolescência, uma das mais legais, mais divertidas e lúdicas e que me renderam momentos mais reveladores sobre as pessoas que conviviam comigo e também sobre mim mesma, foram as rodinhas de violão em torno das fogueiras noturnas nos terrenos baldios da Av. Cinco.

Bons tempos aqueles, os tempos da inocência. Tempos em que não me zangava ou me magoava com pouca coisa, dava importância só ao que era importante.

As lembranças das minhas festinhas de infância e adolescência  me levaram à refelxões profundas. Ou teriam sido minhas reflexões profundas que me levaram às lembranças?

E vocês, também tem lembranças que te fazem refletir sobre a vida? E as festas juninas, como eram (ou são) por aí?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 17 de junho de 2011

CONVERSAS - Ressignificação do luxo

Hoje recebo com muita honra neste espaço a amiga Daniele Brito, a Dani do blog Balzaca Materna. Adoro os textos da Dani, até para falar de assuntos pesados ela tem um humor fino que deixa tudo muito leve. Também me identifico muito com ela, temos muitas coisas em comum. O blog dela é uma delícia!

Vamos ao texto que ela me enviou:

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RESSIGNIFICAÇÃO DO LUXO


Foto: Dani e seu pimpolho Otto
Durante muito tempo, luxo pra mim, era frequentar bons restaurantes, dançar pelas baladas mais descoladas, usar a roupa must have das coleções de grifes famosas. Era trabalhar num local bacana e estudar na faculdade o curso que sempre quis.

O tempo, que transforma tudo, relativizou pra mim o significado de luxo.

Luxo é acordar não com o despertador do celular, mas com os gritinhos do meu filho no berço; é levá-lo pra pegar sol na beira da praia, é poder vê-lo brincar sem estar correndo contra o tempo; é receber a cobrança natural que cabe à uma mãe, não de um chefe mala e rançoso!

Luxo é ter tempo pra ensinar minha filha a andar de bicicleta sem rodinhas, é poder dispensar professores particulares e ensinar, eu mesma, as lições da escola; é poder deixá-la na porta da escola e dar-lhe um beijo na testa e buscá-la prometendo uma surpresa que me consumiu uma tarde: um bolo enorme de cenoura com calda de chocolate.

Luxo é chorar de muda frustração, de histérico cansaço por ter levantado infinitas vezes numa só noite - tudo pela opção de não ter babá! Luxo é poder estar ao lado e embalá-lo pra dormir; foi ter pesquisado o valor nutricional de cada alimento e saber o que potencializa o quê.

Luxo pra mim, foi ter podido dedicar alguns anos da minha vida pra estar perto dos meus filhos num momento da construção de suas memórias afetivas.

Agora, luxo mesmo, depois de todo esse tempo de felicidades, incertezas e descobertas é decidir que é hora de retomar o que deixei inacabado...porque a vida, pode até transformar o significado das coisas, mas não para nunca!
Dani
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Dani, adorei o teu texto como sempre! Já te disse o quanto admiro tua coragem, mesmo que repleta de medos, de retomar teus projetos e iniciar novos. Te desejo muita sorte nessa nova etapa. Foi mesmo uma honra pra mim te ter por aqui, volte sempre!!!

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Luxo pra mim é poder contar com os amigos, tê-los por perto. E pra vocês, o que é luxo?
Bom final de semana!!!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Minhas escolhas e o meu temperamento impulsivo


Estive pensando sobre este assunto esta semana.

Sou uma pessoa que gosta de refletir sobre os fatos da vida e sobre minha própria vida, me auto-analiso com frequência e  me imponho novas condutas e posturas sempre que me deparo com as falhas que cometo no dia-à-dia, mas não sou nem de longe uma pessoa racional.

Ajo por instinto, sou passional, movida à emoções. Isso muito me ajuda em situações que devem ser resolvidas rapidamente, em casos em que o instinto materno por exemplo é a salvação da lavoura, mas me atrapalha muito em outros.

Sou afobada, impulsiva e com frequência meto os pés pelas mãos. Meu temperamento muitas vezes me impede de fazer  bem minhas escolhas, acaba "escolhendo por mim".

Lendo sobre isso nos últimos posts do blog da Rede Mulher & Mãe pude ver claramente como isso interfere não só na minha vida, mas na dos meus filhos também.

Obviamente que quando se refere à eles sempre penso neles em primeiro lugar, mas sei que podia ter feito outras escolhas lá no meu passado que tornariam a vida deles mais fácil hoje, como concluir meus estudos, cuidar mais da minha saúde, fazer uma poupança...

Mas já não posso mudar essas coisas. Só posso mudar daqui pra frente e isso é cada vez mais difícil à medida que a idade avança, hábitos, manias e costumes vão se enraizando com o passar dos anos. Mas sempre é tempo de mudar, ou pelo menos, tentar.

Estou trabalhando alguns pontos no meu modo de ser e de pensar, mas isso é um trabalho que demanda tempo e muita energia. Mas estou me empenhando pra manter minha índole destemperada sob controle. Ainda não consigo, mas chego lá.

O que me preocupa, é que nesta tentativa de mudança, esteja deixando de ser eu. Se antes era decidida e não tinha medo de grandes mudanças e transformações, nem de errar, agora me vejo cada vez mais acovardada diante de novos desafios. Não sei se isso é próprio do amadurecimento, de pensar mais nas consequencias antes de se fazer qualquer coisa, ou se é medo de errar mesmo e não ter tempo ou energia para me corrigir. E esse acovardamento faz com que eu não me reconheça, me frustra e me deprime.

E vocês, como lidam com o temperamento na hora de fazer suas escolhas?





Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 14 de junho de 2011

Independência


Uma passadinha rápida por aqui hoje, só pra registrar meu deslumbramento com a rapidez de aprendizado das crianças. 

Aqui em casa, por serem muitas, acabo sempre fazendo as coisas por elas para ser mais rápido, mas como elas não gostam de esperar, determinam-se e acabam por fazer sozinhas e me surpreender.

Agora pela manhã pude perceber que as gêmeas já são perfeitamente capazes de vestirem-se completamente sozinhas. Afora a tendência da Camila de sempre colocar os calçados virados, elas já se vestem sozinhas. Claro que se eu for esperar por elas, terei que acordá-las às 5 da manhã para chegarem à escola às 8 e meia. 

Letícia esse final de semana me surpreendeu com a comida. Já faz muito tempo que ela já usa a mãozinha para comer, mas sempre deixo ela brincando com uma colher enquanto dou a comida com outra e a sujeira é sempre bárbara. No final de semana papai teve a brilhante ideia de dar uma colher menor e "desensinar" ela a segurar, deixando que agarrasse todo o cabo segurando bem quase toda a colher. Não é que ela comeu bem direitinho?

O que me surpreende não é o fato de aprenderem, é aprenderem mesmo quando a mãe não faz lá tanta questão assim de ensinar. É claro que ensino, que mostro como fazer, que ajudo, mas tenho essa triste tendência a fazer as coisas por elas. Mesmo a Aline, que gosta de ser mimada, aprende ligeirinho a fazer por si própria e elas orgulham-se disso. E eu, é claro, sofro por ver meus bebês tornando-se independentes, mas babo de orgulho delas!

Boa semana à todos!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

domingo, 12 de junho de 2011

Carlos

Meu desejo para hoje é um tempo só pra nós. 
Ficar juntos, falar bobagem, fazer nada.

Meu desejo pra hoje é voltar no tempo, não ter compromisso amanhã, nem conta pra pagar. 
Não ter que se preocupar em comprar leite e fraldas, nem em levantar da cama no meio da noite para atender algum choro, nem cedo da manhã para preparar mamadeiras, nem ter nossa cama invadida por uma tropa de crianças.

Meu desejo pra hoje é namorar, sem compromisso, sem pensar no futuro, sem fazer planos. Só assistir um filme na tv, abraçados no sofá comendo pipoca.

Meu desejo pra hoje é te ter por inteiro, não só de corpo, mas de alma e de coração, com teu pensamento voltado só pra mim, teus olhos e ouvidos presos em mim, todos os teus sentidos só meus.

Na impossibilidade de ter tudo isso, porque a nossa vida mudou e não podemos tirar férias dos filhos, que atrapalham nossa intimidade, mas são o que de mais belo construimos juntos, nossa maior riqueza, me contento em ganhar um abraço apertado, um beijo apaixonado e um pouco do calor e aconchego do teu corpo. 

Pra completar e me deixar plenamente feliz, é só você dizer baixinho ao meu ouvido que ainda me ama e me deseja, não importa o quanto o tempo tenha passado, nem o quanto tenhamos mudado. Por que pra mim, você é hoje ainda mais do que ontem, o amor da minha vida, meu eterno namorado.

Meu desejo para hoje é você. Te amo! Feliz dia dos namorados!

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Este filme não tem nada a ver com a nossa história, mas tem tudo a ver com nossa juventude. Sempre curtimos Legião Urbana e foi uma das coisas que nos aproximaram no início. Ao vê-lo, foi como se a história cantada há tantos anos, se materializasse e víssemos no vídeo uma história de pessoas muito conhecidas. Achei o vídeo lindo e próprio para o dia.


Vídeo: You Tube


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lave as mãos!


UOL Notícias - Ciências e Saúde

Após clicar neste link e ler esta notícia, fiquei pensando sobre como a prevenção à esta e a outras doenças virais contagiosas pode ser fácil se algumas medidas forem levadas à sério.

A primeira delas é a vacinação. Este ano a campanha anual de vacinação para os idosos, incluiu também as crianças menores de 2 anos, gestantes, indígenas e profissionais de saúde, mas mesmo assim, muita gente não quis tomar a vacina, principalmente as grávidas. Eu fiz questão de levar minhas filhas (todas, inclusive a grande) para fazer a vacina e eu mesma me vacinei, pois depois do final da campanha as doses que "sobraram" foram oferecidas para quem quisesse. Tenho consciência de que somos imunodeprimidos, ou seja, temos nosso sistema imunológico comprometido, as crianças pela bronquite, eu pela E.M. e a vacinação é sim importantíssima para nós. Por isso espero que o governo abra essa vacinação também para os doentes crônicos a partir dos próximos anos.

Outro fator importante e altamente eficaz contra gripes e outras viroses é a lavagem das mãos. Lavar as mãos sempre que usar o banheiro, antes e depois de trocar as fraldas do bebê, antes de amamentar ou preparar mamadeiras e papinhas, quando chegar da rua, antes de alimentar-se ou manipular alimentos e toda vez que usar ambientes públicos e tocar em objetos que foram tocados por inúmeras pessoas antes como maçanetas de portas, corrimão de escadas, ônibus e trens, e assim por diante. Na impossibilidade de lavar as mãos, carregar junto um tubinho de álcool gel e passar nas mãos toda vez que for necessário já ajuda muito.

Evitar apertos de mão e abraços e beijinhos pode não ser muito educado, mas é saudável em épocas maior risco de contágio, como o inverno. Evitar ambientes fechados e aglomerações de pessoas e proteger a boca e o nariz ao tossir e espirrar, preferencialmente com um lenço de papel também diminui muito a chance de contágio, nosso e dos outros que convivem conosco.

Quando surgiu esse vírus da gripe A (H1N1) e muitas mortes ocorreram por causa dele, eu estava grávida da Letícia, minha caçulinha, e por causa da DMG precisava ir com muita frequência à Porto Alegre no hospital de clínicas. Como as grávidas e os doentes crônicos foram as maiores vítimas, além de idosos e crianças, eu tinha claro muito medo de ficar circulando pelo hospital e viajando em ônibus lotado e todo fechado.

Naquele ano, adotamos o uso de máscaras para circular em ambientes muito lotados e desde lá ando com álcool gel na bolsa. Uma outra mudança sentida foi no próprio hospital de clínicas. Se antes eu não entendia como um estabelecimento de saúde podia não ter papel higiênico e sabão para as mãos nos banheiros, agora além de ter isso bem farto em todos os banheiros, ainda tem dispositivos de álcool gel em diversos pontos do hospital, como próximo aos elevadores, escadas e lancheria. Mas por aqui em Cachoeira ainda não vemos isso. No hospital tem, mas nos postos de saúde e principalmente no principal PA 24 horas a higiene é precária.

Então, para facilitar a vida de todo mundo e evitar essas doenças que podem ser simples, mas que uma complicação pode levar à morte, aqui vão algumas dicas:

Clique na imagem para ampliá-la
Não esqueça de lavar também os pulsos e o antebraço e NÃO tocar na torneira após  a lavagem das mãos, utilizar uma toalha de papel para fechá-la. Após a higienização, usar o álcool gel elimina cerca de 90% dos germes e bactérias.

Com esses cuidados, tenho certeza que ficaremos mais protegidos.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 8 de junho de 2011

E as crianças crescem...


As novidades por aqui não param de acontecer. É um período tão dinâmico esse, que mesmo que eu quisesse registrar cada nova gracinha, cada novo aprendizado, não daria conta.

A Letícia que demorou tanto para caminhar, agora desandou a falar. Assim mesmo, de uma hora pra outra, está com um vocabulário imenso. Claro que tem que ter atenção para entender, mas ela sempre foi bem expressiva, agora usando palavrinhas, fica fácil de entendê-la. Ontem ela fez uma arte qualquer e eu gritei: "Que barbaridade!" e ela ficou repetindo baixinho: "dadade! dadade! É uma figura, pois tentar repetir tudo o que a gente diz alem de imitar nossos gestos. TUDO ela imita, tá uma gracinha! Mas uma palavrinha que ela aprendeu cedo e diz muito é NÃO. Nada ela quer, qualquer coisa que se pergunte à ela ou ofereça ela diz não. Chega a dar raiva. Mas ela faz aquela cara de braba, franze a testa, faz um bico e vira os olhos assim olhando meio enviesado (cara de braba mesmo, dá até medo) e aí não tem como não rir.

As gêmeas estão numa fase onde as coisas são mais sutis, se a gente não presta atenção, nem percebe as novidades, que continuam acontecendo toda hora. Esses dias me surpreendi quando fui buscá-las na escola. No ano passado, quando ganharam as mochilas elas queriam sempre andar com elas nas costas, até mesmo em casa, era uma novidade, mas eu sempre tinha que colocar as mochilas. Este anos elas começaram a colocar as mochilas sozinhas, ainda com algum sofrimento e às vezes com a desistência de tentar sozinhas. Mas a Camila, que é sempre mais independente e não gosta que a gente faça as coisas por ela, pegou a mochila com uma mão, jogou no outro braço e colocou nas costas com uma destreza de adulto mochileiro profissional. Fiquei olhando aquela cena meio sem saber o que fazer ou dizer e pensei: onde foi parar meu bebê? 

Já a Aline, não é tão independente, não porque não saiba, mas porque gosta do mimo, de ser cuidada, prefere que a gente faça as coisas pra ela, mas é muito espoleta e tá sempre inventando moda. Se no início do ano ainda usavam fraldas, agora elas já vão sozinhas ao banheiro. Graças às "técnicas" inventadas pela Aline, elas já sobem no vaso sanitário sozinhas e a última ontem foi acender e apagar a luz do banheiro sozinhas. Não me perguntem como, já que o interruptor é bem alto e eu não vi o lance, cheguei atrasada, mas calculo que minha macaquinha subiu na tampa do vaso para acender a luz... Ô criança que adora estar pendurada em algum lugar! Por isso chamo de macaquinha, tá sempre subindo em alguma coisa!

Uma coisa que as três gostam é de cantar. Agora pego elas cantando músicas inventadas, uma diversão. Aline poderá ser cantora de ópera, dada  a qualidade de seus agudos. Já a Camila gosta mais ainda de contar histórias, pega um livrinho e "lê", contando mil histórias diferentes à partir das figuras. É lindo de ver!

E é isso, as crianças crescem, Rápido demais. Ontem eu tinha 3 bebês, hoje tenho três projetos de mocinhas.
Oh, my God!

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Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

Mais uma participação

Na sexta-feira teve mais uma participação minha em bolg de amigas. Desta vez eu fiz exposição da minha figura no blog da Dani o Trocando Idéias - Espaço Mulher com um bate papo sobre a escolha dos nomes de nossos filhos.

Imagem: logo do blog Trocando Idéias...

 A Dani é uma amiga antiga, uma das primeiras leitoras assíduas deste bloguinho e é uma honra mostrar minha carinha lá.


Não deixem de conferir meu texto e o blog todinho, que agora está todo voltado para o Rafael, bebê esperado com muito amor pela Dani.

Obrgada Dani, pelo espaço e pela amizade.



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domingo, 5 de junho de 2011

Professora Silvia

Hoje encontrei no facebook a professora Sílvia. Ela era uma mocinha ainda muito jovem, recém formada, quando me deu aula na 2ª série, no colégio Leão XIII onde cursei  o pré e os primeiros dois anos do currículo escolar. 

Tive muitas professoras inesquecíveis, mas a professora Sílvia é sem dúvida, a que mais me emociona em lembrar dela. Eu sentava na primeira fila, eu e a Lisiane que foi praticamente minha única grande amiga por todo o fundamental. Éramos chamadas de puxa-saco da professora (naquela época ainda não conheciam o termo nerd) e adorávamos ela.

Essa adoração era alimentada pela própria professora, que fazia questão de ser amável, delicada, amiga e muito querida. Foi com dor no coração que nos despedimos dela no fim do ano, até porque mudaríamos também de escola no ano seguinte.

E foi com muita alegria que a recebemos de volta no final da 3ª série, já na escola Jardim Lindóia, depois que nossa professora, D. Odete (outra inesquecível) foi transferida para a Delegacia de Educação.

Anos mais tarde, fui matricular o meu filho na pré-escola lá nesse mesmo colégio. Tô lá na fila, aguardando a minha vez quando vejo a professora Sílvia que vem num sorriso largo toda feliz falando bem alto: 

- "Minha aluninha, tudo bem, como vai você? Fazendo o que aqui?"
- "Vim matricular meu filho, profe..."
- "Shhh!!! Quieta, não espalha pra ninguém que tu foi minha aluna...Me senti uma velha agora!"
 Demos muita risada porque ela mesma já tinha se encarregado de gritar bem alto que eu tinha sido aluna dela. E ela ainda era muito jovem. Conto sempre essa história, lembro sempre dessa professora querida.

Fiquei muito emocionada quando a achei no face e reconheci imediatamente seu rosto tão querido na foto. Acreditem, ela ainda me parece a mesma. Como se eu tivesse envelhecido e ela parado no tempo. Fiquei ainda mais emocionada por saber que ela ainda se lembra de mim.

Esta não foi minha primeira professora, mas é como se fosse, tamanha a admiração e o amor infantil que ainda sinto por ela. Este post é uma homenagem à minha professora mais querida, que foi tão importante na minha vida, e à todas as professoras que são capazes de deixar marcas tão profundamente positivas em seus alunos.

E vocês, tem lembranças da primeira professora ou de alguma especial?

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Vovôs e vovós

Sempre tive uma boa convivência com meus avós. Mais com os paternos do que com os maternos, mas só por questões "geográficas".

Vô Vilmar
Dos meus avós maternos lembro só de coisas boas, pois como nos víamos muito pouco, eles aproveitavam o pouco tempo para mimos e carinhos. Da vó lembro quase nada pois era muito pequena quando ela faleceu, mas ainda me lembro de sua figura miúda, aparentemente frágil sentada na cadeira de balanço e tomando um chimarrão, do calor do fogão à lenha e do cheiro do café com pão de casa. Do vô lembro que era meu chapa, difícil saber quem era puxa-saco de quem. Lembro da sua barba branquinha e do cheiro de tabaco, da boina sempre cobrindo a cabeça e do sorriso largo. Dizem que ele era um homem bruto e às vezes agressivo, mas não conheci esse lado. Pra mim ele era uma criatura doce e amável que me deixou muitas saudades.

Pelo lado paterno as lembranças são mais numerosas e também mais vivas. Vovô era um homem bonachão, muito simpático, amigo de todos. Mantinha a família unida em torno dele, era agregador. Adorava quando ele me levava pra passear, eu e minha prima Patrícia. Íamos muito na Sogipa e corríamos naqueles gramados, brincávamos no parque e assistíamos ele jogando tênis. Outro passeio constante era à praia. Se ele fosse, eu ia junto. Me lembro ainda fascinada de ver ele tirando a dentadura para escovar os dentes e rindo de mim que lhe pedia insistentemente para me ensinar a escovar os dentes com eles na mão que era muito mais fácil. 

Vô Werner, eu e minhas primas Patrícia e Michele

Eu dormia muitas vezes na casa dos meus avós, por vezes durante meses. Adorava a convivência com minhas tias e dormir no meio do vovô e da vovó. Isso até descobrir que eles roncavam e começar a querer dormir sozinha. Aí dormia na varanda, ao lado do relógio que badalava a cada meia hora, talvez seja por isso que sou a única que ainda suporta o barulho que ele faz. Vovô contava muitas histórias da sua vida, tal qual meu pai. Eles são muito parecidos, tanto na forma, quanto no conteúdo.

Minha vó já era mais severa, e as lições que me deu só foram parcialmente compreendidas e aceitas muito depois da sua partida. Algumas ainda estão sendo aprendidas. Mas ela era muito divertida. Brigava muito com o vô falando em alemão para que nós não pudéssemos entender, mas mesmo sem entender as palavras, era divertido ver eles "brigarem". Pensando agora, me vem em mente duas situações com minha avó, uma quando era pequena e a Patrícia, minha prima, era só um bebê. Fomos à Sogipa para um passeio, avós, pais e tios. Em dado momento todo mundo se ajeita para uma fotografia e eu puxo vovó pelo braço. Segue-se um diálogo mais ou menos assim:

-Vovó?
-Espera, vamos tirar a fotografia
-mas vovó...
-quieta menina! espera só a fotografia!
Resignada e comportada que eu era, esperei quietinha. Depois da foto ela vira pra mim e pergunta o que eu queria
-É que eu estou pisando em cima de um formigueiro. - Disse eu já chorosa e com cara de dor
-Mas como é que tu não me avisa?!
-?????
Correria e gritaria para tirar de mim aquelas 984549574 formigas que subiam pelas minhas pernas.

Outra situação é dela, já com o Alzheimer dando sinais contundentes, deitada no sofá da sala do apartamento onde ela morava (nessa época eu morava com ela) e me contando fatos da sua infância, ma falando sobre seus pais, de como eles saíram da Alemanha e vieram parar no Brasil, de como seu pai fora salvo da morte na 1ª guerra, quando alguém quis roubar-lhe as botas e acabou percebendo que ainda estava vivo debaixo de escombros de algum prédio bombardeado. Foi a única vez que eu vi ela falando sobre esses assuntos.

Quando a Rô me mandou seu texto falando sobre os idosos, logo me vieram à mente todas essas lembranças e como elas não cabiam nos comentários, ei-las aqui.

Só tenho boas lembranças dos meus avós, minha convivência com eles sempre foi agradável e por isso estimulo muito minhas filhas a aproveitarem bem os seus. Vô e vó são tudo de bom e é feliz quem ainda os tem por perto.


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Hoje em Santa Catarina

Adoro quando alguma amiga me convida a fazer uma participação especial em seu blog, talvez por isso mesmo tenha aberto um espaço assim também no meu, acho que é uma honra abrir um espaço que é seu para outra pessoa, é como recebê-la em sua casa com café e bolo.

Imagem: Banner do blog Aprendendo com Davi

Pois aconteceu de novo. Hoje estou no blog da Taísa (@tah_davi), uma fofa mãe do lindo e gorducho Davi. O blog se chama APRENDEDO COM DAVI e além do meu texto, tem muita coisa bacana pra ver por lá. Clica ali em cima do nome do blog e lê meu texto lá. 

Abraços e bom final de semana à todos!!!





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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Conversas - Os Idosos e as Crianças

      Hoje quero inaugurar um novo espaço aqui no blog, um espaço para uma maior interação com quem lê o meu blog e participa ativamente dele, para que através de textos próprios se deixem conhecer um pouquinho mais, por mim e pelos outros leitores. 
        Aos poucos, estou convidando algumas amigas, comentaristas persistentes aqui do meu espaço para me honrarem com seus textos, suas idéias e pensamentos.
        Mas não esperem pelo meu convite pessoal, sou muito enrolada e ele pode demorar um pouquinho, sintam-se à vontade para mandar um texto pra mim, sobre o assunto que quiser, desde que não fuja muito dos já falados aqui que já são muitos, mas variam basicamente entre maternidade, saúde, memórias e reflexões-opiniões.
      Quem inaugura esse espaço é Rogéria Thompson, uma querida que está sempre prestigiando esse bloguito com seus comentários e ajudando a divulgá-lo entre seus amigos, e o assunto escolhido por ela é ótimo: Idosos.
         Declaro oficialmente aberto o espaço CONVERSAS, hoje com Rogéria Thompson

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OS IDOSOS E AS CRIANÇAS

Fiquei muito feliz ao receber o convite da Tukinha, (posso chamar assim né?Agora q pergunto), para escrever em seu blog. Tenho um, (Um espaço pra chamar de meu) mas quase não escrevo, um pouco muita preguiça... Pensei em vários assuntos, continuar com lembranças, falar de filhos de assuntos do momento... cabeça de mulher ferve...  E optei por falar de idosos...

Hoje conversando com um senhor, da Paróquia que frequento, ele e um outro, nem tão idoso, relembravam momentos da história do nosso país, tempos difíceis,tempos de alegria, falamos de grandes cantores do Brasil: Elizete Cardoso, Orlando Silva, Orlando Dias (não são do meu tempo, que fique claro, rsrsrs), lembraram momentos da ditadura, um era adulto nesta época e outro era adolescente, e relembrou momentos vividos junto com o pai e o avô...

Fiquei pensando na riqueza de histórias, de detalhes e ontem falava sobre isso com o meu marido, já que a avó dele completou 100 anos, mas por viver na roça, não estudou, era um absurdo mulher estudar antigamente, a história passou por ela e muita coisa ela já não se lembra...

Daí vem minha reflexão, como estamos convivendo com nossos idosos? Estamos simplesmente proporcionando um bem estar? Saúde, alimentação correta, remédios nas horas certas? Será que conversamos, perguntamos, incentivamos às suas memórias? Sempre achei de grande riqueza a convivência dos meus filhos com a bisa, eles aprenderam a respeitar o idoso e a amar. Por vezes eu os pego na sala conversando com ela, fazendo perguntas...outro dia ela ensinou como se matava uma galinha, eles acharam incrível, nunca viram isso...

Muitos acham que o idoso está cansado e não quer crianças por perto, muitas vezes sim, mas alguns estão ali prontos para contar fatos históricos, experiências de vida ou simplesmente ouvir o que uma criança tem a dizer. Acreditem eles tem muito mais paciência que nós...

E vocês? Seu filhos convivem com idosos? Não precisa ser tão idosos quanto a bisa dos meus filhos, rsrsrs. Como é essa convivência?


ROGERIA

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Rô querida, obrigada pela sua brilhante participação! Adorei o assunto. Aqui meus filhos tem uma boa convivência com os avós e são estimuladas à isso. Os vovôs adoram contar histórias, cada um com seu estilo, e as vovós tem sempre alguma coisa pra ensinar. Agora que já conhece o caminho aqui de casa, apareça sempre!





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