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sábado, 31 de março de 2012

Feche a boca e abra os braços - BC Ser gentil vale a pena


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Para não deixar passar em branco de novo a data da BC e como continuo em pleno vazio criativo, resolvi repostar este texto que publiquei em 28/11/2010. Uma história muito boa e que nos faz refletir.

"Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.

Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou
a ela e ao marido sobre a gravidez.
Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazer
isso conosco?" Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos
e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela.

Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?
Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço com alguma
frequência quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe.
Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um
bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: "Quando
uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços."


Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco
em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma
paciência minúscula.

Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o
abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada,
me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre
estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado
e como foi que aquilo tinha acontecido e só então percebi o pavor
estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.

Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os
braços. Kim correu para eles dizendo: Desculpa... Desculpa... repetia,
entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me
sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um
segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.

"Eu também sinto muito, Kim" disse quando ela se acalmou o bastante para
conseguir me ouvir. Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que
você não se cortou. Felizmente, ela me perdoou.

O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou
que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de
fúria, medo, desapontamento ou frustração.

Quando meus filhos eram adolescentes todos os cinco ao mesmo tempo me
deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em
prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir
ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos
e ficar em recuperação.

Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira
coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da
escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, por
vezes, ruidosa e unilateral. Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da
técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me
desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco
razoáveis. É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da
história e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmo
uma criança num corpo adulto.

Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus
medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva
porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam
errados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com "o que
você acha que devemos fazer agora", em vez de ficarmos presos a "como foi
que a gente veio parar aqui?"

Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família.
Um deles veio me ver há alguns meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..."
Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei a
assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança
maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. Quando nos levantamos,
recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.
Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.
É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços."
==========================================

Histórias para aquecer o coração das mães

Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros

Editora Sextante

Selinho by: Silvia Azevedo



Esta postagem é parte da Blogagem Coletiva proposta pela Rogéria Thompson, do blog "Um espaço pra chamar de meu", uma das pessoas mais gentis com quem tenho a honra de me relacionar nas redes sociais e na blogosfera. A idéia é fazer um post sobre esse assunto todos os meses, divulgando atos de gentileza, sejam da nossa parte ou de alguém que presenciamos.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ciclos, estações e emoções.


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Este texto foi originalmente postado aqui em 14/05/2011). Meu estado de espírito estava tão assim hoje, que escrevi um texto quase igual e resolvi então republicar o mesmo texto, levemente editado.


Abri minha janela dos fundos hoje e vi muitas folhas caindo das árvores. Borboletas alaranjadas voavam aqui e ali. Assisti esse espetáculo como se nunca tivesse visto nada igual e compreendi o quão sábia é a natureza.

As árvores perdem suas folhas no outono para poderem dar frutos, e depois, na primavera, recuperam todo o seu viço e florescem novamente.

A vida da gente é assim também. Só que não compreendemos isso, por isso sofremos.

Às vezes passamos por perdas e ficamos nos debatendo, sofrendo por elas. Mas se em vez disso compreendermos que elas são necessárias para que possamos frutificar, poderemos voltar a florescer, recuperamos o brilho.


Com o fim do verão foi-se embora o calor, a luz intensa, a vida em abundância. Outono é época de desfolhar-se, despir-se. Jogar fora tudo o que nos enfraquece, livrarmo-nos do peso, mesmo que isso signifique ficarmos expostos, nus e sem o viço de outrora.

Jogar fora as folhas que nos adornam e dão vida, mas que agora só sugam a energia vital, tão necessária para que em breve possamos enfrentar os rigores do inverno sem sucumbir, e poder voltar a florir na primavera.

Hoje estamos no outono. Amanhã enfrentaremos o inverno rigoroso, frio, sombrio. Mas depois a primavera certamente virá e com ela toda a cor e alegria serão novamente parte da paisagem e em seguida teremos toda a luz e o calor do verão.

A vida é feita de ciclos. Quando um se encerra, outro já está começando e assim sucessivamente.

Precisamos estar prontos para o que vier. Compreensão, aceitação, resignação e atitude para não deixar passar o tempo certo de florir.



====


Pra encerrar, a letra de uma música bem conhecida por todos, mas que a letra "casa" bem com este post: Emoções de Roberto Carlos.

Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções
Sentindo...

São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...

Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar sorrindo...

Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...

São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...

Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo

Em paz com a vida
E o que ela me traz
Na fé que me faz
Otimista demais
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...

'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo'.

Post dedicado à uma amiga, parte de um ciclo que se encerrou. O ciclo pode ter se encerrado, mas não deixou de ser importante, nem será esquecido.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 27 de março de 2012

Esclerose Múltipla e maternidade


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O objetivo deste post é mostrar que Esclerose Múltipla e maternidade são sim compatíveis.

Quando fiquei grávida das gêmeas meu neurologista ficou muito surpreso pois nas pesquisas que ele fez tanto no Brasil quanto no exterior, não haviam registros de outro caso de mãe portadora de Esclerose Múltipla que tivesse gerado gêmeos numa gravidez espontânea (sem fertilização ou métodos assistidos).

Meses após o nascimento delas houve um evento para portadores, familiares e cuidadores e fui convidada a dar um depoimento a respeito da minha gestação. Foi um depoimento curto, coisa de 10 minutos, mas virei uma espécie de símbolo.

À partir daí, sempre que uma mulher portadora de EM pensa em engravidar ou se descobre grávida, eu sou apontada como referência e “consultada”. O alvo dessas consultas são principalmente o medo de surtos durante a gestação, dos efeitos das medicações sobre o feto e também das condições de se cuidar de um bebê tendo uma doença tão séria.

Meu papel nesses casos é passar tranqüilidade, mostrar que a gestação é possível e que dar conta é uma questão pessoal, que precisa ser pensada e analisada de acordo com o nível de comprometimento que a doença causa em cada um e da ajuda com a qual se poderá contar. Estando ou não numa crise de fadiga ou em pleno surto, filhos precisam de atenção e cuidados. É melhor ter a certeza de poder contar com alguma ajuda, pelo menos nos momentos mais críticos. Aqui a palavra chave é adaptação.

A doença não é hereditária, porém é genética. Mas os riscos de filhos de portadores serem também portadores da doença é minimamente maior do que de filhos de não portadores. Um valor quase desprezível.

A gravidez tem função imuno-moduladora, o que faz com que os surtos sejam raros nesse período, porém a incidência é comum logo após o parto, por isso o acompanhamento do neuro durante a gestação é imprescindível, assim como uma boa comunicação entre o neuro e o GO.

Quanto às preocupações com os efeitos das medicações, passo sempre os contatos do SIAT, serviço sobre o qual já falei aqui e que me deu todo o suporte que eu precisei.

A amamentação costuma ser contra-indicada pelos médicos pela necessidade de se fazer uso da medicação o quanto antes para evitar aqueles surtos pós-parto. O estresse hormonal e físico acarretado pela chegada de um bebê são fatores desencadeadores de surtos, por isso se faz urgente a administração da medicação tão logo o bebê nasça.

No meu caso específico, teimei com o médico e amamentei até o sexto mês, mas paguei minha desobediência com um surto.

Esta é uma visão simples e objetiva da maternidade com EM, mas na prática pode não ser tão simples assim. Decidir-se pela maternidade deve ser um ato muito consciente e discutido sob todos os aspectos tanto em família, quanto entre os profissionais de saúde que te atendem. Independentemente de se ter ou não EM. Ser mãe é mágico, sublime e divino, mas não é fácil. Mas também não é difícil se a pessoa tem a real consciência do que isso significa.

Em síntese: ser mãe sendo portadora de esclerose múltipla pode dificultar um pouco mais as coisas, mas não ao ponto de se abdicar do desejo da maternidade. Eu e essas carinhas lindas aí da foto somos a prova disso.



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

domingo, 25 de março de 2012

A responsabilidade de ser exemplo, ser formadora de opinião.


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foto: daqui

Quando iniciei com o blog há dois anos, minha intenção era desabafar minhas angústias e fazer reflexões sobre aquilo que me incomodava, além de compartilhar minhas memórias e minhas alegrias. Foi um início bem modesto, sem grandes pretensões.

O blog continua pequeno, artesanal. Mantém uma média de 400 acessos por dia (número surpreendentemente crescente a cada dia) e embora seja um público bem razoável, é pouco para a média dos bons blogs que eu freqüento.

Mas aos poucos fui percebendo que o blog deixou de ser meu. Por ser público, tornou-se um lugar onde as pessoas buscam algo. Meu maior público, aquele que se manifesta nos comentários, são de mães, amigas que fiz nas redes sociais e na blogosfera e que buscam no blog notícias, diversão e minhas opiniões acerca de determinados assuntos. Mas tem um público silencioso, que pouco ou nunca se manifestam publicamente e que busca no meu blog informação.

Esse público silencioso manda email, de forma privada, pedindo conselhos principalmente à cerca da Esclerose Múltipla e de como viver a maternidade apesar da doença. Muitos me perguntam como eu lido com o aspecto emocional da doença, me perguntam sobre o tratamento e sobre as diversas questões que envolvem a vida com um diagnóstico como esse.

Aos poucos, me dou conta que para muitas pessoas sou exemplo, sou formadora de opinião. Isso me assusta um pouco. Mesmo eu tendo o desejo de ajudar outros portadores de EM e seus familiares a lidar com todas essas questões e também de mostrar a outras mulheres e mães que não é necessário ter uma vida perfeita de comercial de margarina para ser feliz, só agora me dou conta da responsabilidade que isso traz.

E essa ficha caiu, de fazer muito barulho, essa semana quando pensava mais uma vez em dar um tempo com o blog. Ando muito cansada, esse verão foi exaustivo e me castigou muito, minha cabeça anda extremamente confusa e tem sido difícil escrever um bom texto. Mas como das outras vezes que pensei em parar, foi um email que me fez desistir. Percebi que tem pessoas que precisam que eu esteja aqui, que conte minhas histórias, que fale das minhas angústias, que reflita sobre minhas questões.

Ao contrário daquelas outras pessoas que insistem em me puxar para baixo, das quais falei neste post aqui, percebi que são essas pessoas, as que gostam de mim, as que se preocupam comigo e principalmente as que contam comigo que realmente me fazem continuar. E que esses leitores silenciosos não fazem vista, não engrossam estatísticas e nem me tornam popular, mas são eles que realmente fazem tudo isso valer à pena.

E se eu conto isso aqui, não é para dizer que sou importante para alguém, mas para dizer que me importo com quem realmente precisa das minhas palavras.

Agora, cada vez que eu escrever algo aqui vou pensar muito na responsabilidade que tenho em ser exemplo para alguém, em formar opiniões, em ser referência.

E que Deus me ajude.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 23 de março de 2012

Eu e o Avonex


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Há algum tempo escrevi neste post aqui minha história com a medicação e agora vou iniciar minha história com outra, o Avonex.

Na realidade não é uma história nova. Já fiz uso dessa medicação no início do meu tratamento, mas como fiquei grávida em seguida, meu médico achou melhor trocar. 

Ambas fazem parte da classe de imunomoduladores, as primeiras medicações utilizadas para tratar a Esclerose Múltipla. Nenhuma delas impede o avanço da doença e nem o surgimento de novos surtos e consequentemente, sequelas. Mas elas são importantes porque diminuem a incidência dos surtos, promovendo um maior espaço entre eles e diminuindo sua força, e com isso diminuindo também as sequelas.

Existem algumas diferenças básicas entre essas duas medicações.  Enquanto o Copaxone não tem reações ou grandes efeitos colaterais (exceto uma reação local, no meu caso bastante chata), o Avonex já tem reações bem desagradáveis: sintomas semelhantes à uma gripe forte, como febre, dor muscular, calafrios.

Mas em compensação, o Copaxone é de aplicação diária enquanto o Avonex é só uma vez por semana.

Como era eu mesma que me aplicava as injeções, comecei a desenvolver uma séria resistência à medicação. Já sabia que ia sentir dor, e que depois ia ficar aquela bolota vermelha na pele, coçando, ardendo, doendo, incomodando. Comecei a boicotar o tratamento até um ponto em que ficou insuportável. Eu não estava fazendo o tratamento como deveria e isso não estava bom para mim.

Conversei com meu médico e ele acabou concordando comigo. De que adianta forçar um tratamento que não será feito de forma adequada e portanto não será eficiente?

Como existem alguns trâmites legais para isso,,já que é medicação de alto custo, só agora recebi os laudos médicos para a troca da medicação. Agora é só aguardar a vinda dela e iniciar o novo tratamento.

Já estava usando, pois consegui algumas caixas em doação, mas foram poucas e acabei ficando sem novamente. Já sei como são as reações e estou preparada para elas. Por isso espero que não demore muito para vir, já estou muito tempo sem medicação. Torçam por mim?


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia do blogueiro


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O dia do blogueiro foi ontem, mas nunca é tarde para uma homenagem. Eis a minha, à todos os que viajam por essa blogosfera.


Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui

Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui

Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (viu?)

O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
Às três palavras que eu proferi
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui






Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 19 de março de 2012

Notícias do níver.


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Como vida real nem sempre tem glamour como nas novelas, o níver das meninas foi uma confusão só.

Mas como a única coisa que elas queriam era um bolo e os parabéns, então elas tiveram isso em dobro!

Minha idéia era fazer só um bolinho e irmos almoçar todos na casa da minha sogra e cantar os parabéns pra elas no domingo à tarde. Tínhamos reunião no sábado à noite e aproveitei a vinda dos meus pais para uma caminhada no centro à tarde para comprar o presente delas: as tão desejadas caminhas.

Quando chegamos em casa, cansados, suados e já meio irritados por causa do calor e do estresse de cuidar das crianças nas lojas, ao mesmo tempo chegava meu sobrinho trazendo meus sogros, minha cunhada, cachorro, gato, periquito e comes e bebes.

Eu pensei que marido tinha falado com a sogra, marido pensou que eu tinha falado e como nuinguém falou nada ela decidiu fazer a festa por conta própria.

Rolou um mal estar básico e uma indecisão completa, mas como haviam 2 bolos, resolvi cantar parabéns para elas com um e deixar o outro pro domingo. Então elas sopraram as velas, comemos uns salgadinhos e depois fomos para nossa reunião deixando a bagunça aqui em casa.

No domingo, fomos almoçar na casa da sogra, mas aí a nora da minha cunhada passou mal e tevve que ser internada, então ficamos só nós e os vovôs e vovós. Novamente vela, bolo e parabéns. Crianças satisfeitíssimas. Ponto.

Hoje chegaram as caminhas e os colchões novos. Alegria de todos. Primeira coisa que fiz foi consumir com o sofá cama em que as 3 dormiam juntas. Foi muito bom por um tempo, mas já tava ruim essa configuração. Essa noite elas ainda dormem no chão porque o montador só vem amanhã, mas estão realizadíssimas achando o máximo suas novas camas.

Foi esquisito, confuso, mas no fim das contas foi bom.


O trio.

Parabéns na casa da vovó

Camila enchendo os pulmões

Assim que a gente faz compras no mercado....

O parabéns em casa (mesa pelada, aff)

A outra aniversariante do outro lado da mesa

A não-aniversariante se metendo a apagar a vela...

Vovô Gilberto

Vovó Vonir e vovô Mário

Vovó Neura e tia/dinda Vera

O primo Alex. Gatíssimo.


Aline

Camila

Compenetradas

A vez da Aline "esfriar" a vela

Letícia, a exibida mór







sexta-feira, 16 de março de 2012

Quatro!


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Amanhã as gêmeas completam 4 anos de idade. 

Isso é tão impressionante! Ainda é tão vivo na minha memória o momento em que soube que estava grávida, quando descobri que eram gêmeas, quando nasceram, quando as peguei nos braços pela primeira vez...

E agora elas já estão umas mocinhas. Já vão à escola, já se vestem sozinhas, já se determinam, tem opiniões, preferências, desejos.

Eram bebezinhos minúsculos e frágeis e agora são meninas crescidas e cheias de atitude.

Queria falar tanta coisa, mas a emoção me impede. Quando lembro por tudo o que passei por elas, todas as angústias e perrengues, vejo que valeu à pena para vê-las crescidas e lindas.

Cada dia mais me emociono com aquilo que são capazes de fazer (nada de extraordinário, igual a outras crianças na idade delas), cada nova palavra que aprendem a dizer, cada palavra correta que dizem, cada coisinha que aprendem na escola, cada demostração de afeto e cuidado que tem uma com a outra, cada nova determinação... Tudo me comove, emociona, enternece.

Todos os dias quando visto nelas os uniformes da escola e prendo os cabelos, envolvo aqueles rostinhos nas minhas mãos e digo: "coisa linda da mamãe" como se tivesse vendo elas pela primeira vez. Elas se viram pra mim e me dão aquele sorriso mais fofo do mundo e meu coração derrete.

Mas além de lindas elas estão também medonhas. Teimosia pouca é bobagem. Tem muita imaginação e dependendo da situação se unem para fazer suas traquinagens. Uma pequena gangue.

Enfim, meu bebezinhos cresceram.

Um vídeozinho feito pelo papai num daqueles momentos "e agora" de quando elas era pequenas.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 13 de março de 2012

Onde está a verdade?


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O quê existe de verdade em você, em mim ou em cada perfil da internet? Quem se mostra por inteiro, é real e verdadeiro? Acredito que ninguém, até porque somos responsáveis por aquilo que falamos, não por aquilo que as pessoas interpretam.

Mas tem gente que exagera. Mostram aquele novelo de lã bem enroladinho, mas numa visão um pouco mais aprofundada dá pra se notar um emaranhado de fios soltos e pontas desconectadas.

São histórias que não batem ou que se desmentem sozinhas. Como já dizia muito bem minha mãe: mentira tem perna curta e mesmo a memória também sendo, tem uma hora que a gente liga os fatos.

Eu tenho uma séria tendência a ver só o lado bom das pessoas, a encontrar desculpas para os comportamentos mais esdrúxulos e a relevar muita coisa. Mas estou começando a rever meus conceitos. Porque só quem se quebra sou eu.

Por exemplo, tenho uma amiga muito querida, mas que é muito difícil de lidar. Ela exige uma perfeição das pessoas que é utópica. Uma vez fui acusada por ela de ser falsa, por não ter comentado com ela sobre um fato que não tinha em nada a ver com ela, mas como ela ficou sabendo de uma maneira torta e totalmente fora de conceito, achou que tinha e que eu estava "tramando" pelas suas costas.

Perdoei, voltamos a nos entender, mas não esqueço. Isso fica martelando na minha cabeça como um sinal de alerta, não contra a amiga, mas para que eu aprenda algo com isso.

Também ando cansada de ser taxada de egoísta e individualista, quando por mais piti que eu dê, sou sempre eu que tenho que ceder, sempre eu que preciso me moldar às situações e às pessoas. Eu sempre que tenho que esperar, aceitar, engolir. Acho que se eu decidisse mesmo ser egoísta e só pensar em mim, todos notariam a diferença.

Mas o ponto principal desse post é sobre quem somos e quem nossos perfis dizem que somos. E a minha pergunta é: será que eu me decepciono com as pessoas porque elas fingem ser o que não são, fantasiam suas dores e suas conquistas, superdimensionam seus problemas e suas glórias, ou é porque deposito nelas expectativas que elas não correspondem? Será que são as pessoas que mentem pra mim descaradamente, ou sou eu que me deixo enganar, criando sobre elas uma imagem irreal baseada em frases soltas e em um ou outro post bacana?

Sei lá. Acho que um pouco de cada coisa. Sei que preciso aprender a interpretar melhor as entrelinhas, mas sempre achei que quem só lê as entrelinhas acaba perdendo o contexto do conjunto da obra. Enfim, "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás" como diria o velho Che.

Tem uma frase rolando por aí na internet que diz assim: "Aprendi a selecionar meus diamantes....cacos de vidro não me interessam mais" então vou cuidar mais dos meus diamantes porque caco de vidro tem aos montes e não tô dando conta.

Pra encerrar, um vídeo dos Titãs, com a música do dia. Para um bom entendedor, meia palavra basta assim como para quem quer uma boa confusão,um risco quer dizer francisco.



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tá difícil.


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Já falei pra vocês o quanto sofro com o calor? Ah, já né. (Coloca a palavra "calor" na caixa de pesquisa que tem aí na barra lateral à direita). Várias vezes? Hum... Pois é, tá difícil.

Esse calor inclemente instalou-se por aqui há três meses e não foi mais embora. Durante todo o verão, deve ter chovido no máximo uns 10 dias, todos bem afastados entre si e a temperatura não tem baixado dos 30º nem mesmo à noite.

Um verão extremamente quente, muito seco e sem refresco. Minha EM reclama, minha fadiga está intensa e eu não estou conseguindo pensar. 

Peço desculpas por essa ausência de tudo e por essa redundância de assunto. Mas como eu já disse, tá difícil. Mas o verão tá no fim (será?) e vai começar a melhorar.

Obrigada pela paciência e pelo carinho. Boa semana à todos.


Esse vídeo mostra a atleta Gabrielle Andersen na maratona da olipíada de Los Angeles em 1984. Vi essa cena ao vivo pela TV e ainda hoje me arrepio toda vez que lembro. Eu me sinto assim, diariamente, por causa do calor. Sem exageros. Quem tem EM vai concordar comigo. Mas esse vídeo é pra mim um grande motivador.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 8 de março de 2012

#BC - Dia Internacional da Mulher


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Para comemorar o dia internacional da mulher foi proposta pela Silvia Azevedo do blog Uma Pitada de Cada Coisa uma Blogagem coletiva sobre o assunto. Mas este é um assunto que têm vários enfoques muitos outros assuntos para serem abordados dentro desse tema. Então resolvi fazer uma homenagem à mulher que mais me inspira nesta vida: minha mãe.

Qual dos dois é mais lindo?
Ela nasceu numa época (e num lugar) onde não era comum mulher estudar, tanto que só concluiu seus estudos (o que é hoje o ensino fundamental) quando já era adulta, casada e carregando pra escola uma filha de seis anos pela mão.

Mas isso não foi empecilho, aliás, nada foi. Ela saiu ainda bem nova da sua cidade e foi estudar enfermagem. Exerceu a profissão por quase 30 anos, até se aposentar.

Minha mãe sempre trabalhou fora. E também fez mil e uma coisas para ganhar mais um dinheirinho: vendeu bijuterias, cosméticos, tupperware, muamba paraguaia. Aprendeu a fazer todo tipo de artesanato, de pintura em tecido a escultura com bola de gude, de biscuit a bonecas de pano, de pintura em cerâmica a quadros a óleo. Desde que me conheço por gente, vejo-a fazendo coisas lindas pra vender e ainda fazendo cursos para aprender coisas novas. Não sossega nunca, apesar de estar prestes a completar 70 anos. Tem muito mais energia que eu. E disposição. E coragem.
E aqui, qual dos três? rsrs
 
Foram essas coisas que lhe permitiram criar os três filhos, sustentar a casa, nos dar conforto e segurança. Isso e a sua permanente disposição, seu espírito de luta, sua garra, sua honestidade.

Nunca me julguei à altura de ser filha dela. O modelo de conduta é tão alto padrão, que me parece inatingível. Acho que o medo ou respeito que sempre tive com relação à minha mãe se deve muito ao fato de que nunca serei tão boa quanto ela, por mais que me esforce.

Se ela tem falhas? Claro que sim. Ela errou muitas vezes e ainda erra. Mesmo sendo meu modelo, ela não é perfeita. Mas nenhum pecado que ela cometa nenhuma falha ou erro são capazes de diminuir a admiração que eu tenho por essa mulher. E o amor que tenho por ela só faz crescer.

Nada mais justo do que, no dia internacional da mulher, eu homenagear aquela que me deu à vida, me ensinou valores e que me inspira todos os dias a ser uma pessoa melhor. Minha mãe.

Minha véia. Te amo.





Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 6 de março de 2012

Adaptação. Enfim, a paz


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Semana passada foi bem difícil para a adaptação das meninas. Depois dos episódios que contei aqui nos posts anteriores, Aline tranquilizou e a Camila entrou em pânico. 

Na verdade, foi uma boa dose de provalecimento, já que ela sabia que eu estava ali fora esperando e fez todos os testes de paciência comigo que ela pode fazer. Desde chorar e gritar, até fugir da sala.

Mas enfim, a paz reinou. Hoje chegamos na escola e novamente começou o chororô, com as duas grudadas em mim e me perguntando 454667 vezes se eu ia ficar ali com as outras mamães esperando elas.

Endureci com a Aline, disse que não começasse de novo com isso,já que tinha ficado bem nos últimos dias e ela foi sentar com as colegas. Camila se agarrou ainda mais em mim, mas como já havia combinado com a prof na sexta, entreguei ela e fui embora.

A professora pegou ela no colo para que eu saísse, e ainda pude ouvir o choro e os apelos de "mamãe, mamãe" mas me fiz de surda.

Saí do ambiente da escola, dei uma volta e cerca de uma hora depois estava de volta. As notícias eram de que tinha logo parado de chorar e ficado tranquila. Conheço meu gado, sei como funciona. Tivesse eu feito isso no primeiro dia, não teríamos problemas.

No final da aula, a professora era só elogios. E elas estavam tranquilas e faceiras. Acho que enfim a adaptação está feita.
Fim da novela.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
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