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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

À Procura da Felicidade

Na semana passada, assisti novamente ao filme À procura da felicidade e mais uma vez me emocionei com a história. (Se você não viu o filme, joga no Google, ou leia a sinopse do filme aqui).

Essa história, me fez pensar novamente no conceito de felicidade.

Já falei uma vez aqui sobre o que eu acredito. Vou reproduzi um trecho da postagem Querido Papai Noel, de dezembro 2010, onde falo sobre a felicidade:
"Tem pessoas que acreditam que a felicidade é um destino, aonde se chega e se recebe uma dose imensa de alegria e bem estar que daí então, será permanente. Eu acredito que a felicidade está distribuída, em pequenas doses por toda a vida, como flores ao longo do caminho. Podemos, de forma egoísta, ir colhendo todas, mas chegará um momento em que não teremos mais lugar nos braços para continuar a colhê-las e certamente perderemos algumas pela estrada. Ou podemos admirá-las, sorver todo o seu perfume, nos encantarmos com a sua beleza e então seguirmos adiante, deixá-las ali para que continuem a embelezar o caminho de quem vier depois de nós. E ao chegarmos ao fim desta estrada, poderemos então olhar para trás e ver o quanto nossa vida foi fecunda, abençoada e feliz!"
Mas aí vejo o personagem do filme que acredita que a felicidade é uma meta, e submete-se a todos os sacrifícios para alcançá-la, e me pergunto: será que estou querendo pouco? Será que o meu conceito de uma vida feliz é muito simplório?

Sim, eu sou uma pessoa essencialmente ingênua. Apesar da idade que tenho e de já ter vivido muito, ainda sou ingênua diante de certas coisas. Será que estou sendo ingênua também diante da felicidade? Pode até ser. Mas continuo acreditando que não é possível ser feliz 24 horas por dia, todos os dias, e que é muito melhor perceber a felicidade escondida em pequenas coisas, recebê-la em pequenas doses como um remédio homeopático, do que ter uma overdose em determinado momento e passar o resto da vida se sentindo vazia tentando encontrar essa mesma sensação outra vez.

Pessoas como o sujeito do filme, são obstinadas e geralmente alcançam os objetivos a que se propõem. Mas quando (ou enquanto) não conseguem, ficam extremamente frustradas e não vêem beleza em mais nada à sua volta.

Também acredito que esse cara, focou a sua felicidade em conquistas materiais. Não que elas não sejam importantes, claro que são! Não sou assim tão ingênua de acreditar que ser pobre é melhor do que ser rico, mas ser rico não significa ter uma vida feliz, assim como ser pobre também não é sinônimo de infelicidade. Ser pobre, só torna a vida mais difícil, mas não menos feliz.

Por isso, foco minha felicidade em pequenas conquistas: crescimento espiritual, na convivência com as pessoas que amo, no sorriso e bem estar dos meus filhos, no abraço do meu marido, na voz da minha mãe e do meu pai ao telefone, num belo prato de lasanha num domingo qualquer, num copo de coca-cola gelada, num dia ensolarado de verão à beira da praia, em  vento no rosto, em uma pequena obra em casa, em caminhar sem ter pressa, nas contas pagas no fim do mês. O prazer proporcionado por essas pequenas coisas, o dinheiro não compra.

Conclusão: O dinheiro pode comprar os ingredientes da lasanha, mas não o prazer que eu sinto ao prepará-la com cuidado e carinho e depois degustá-la em família.

E pra vocês, o que é a felicidade? O que vocês fazem para encontrá-la?

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Abaixo, uma cena do filme em que, independente do que se julgue ser a felicidade e o que se faça para encontrá-la, a lição é valiosa.



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
Comentários
16 Comentários

16 comentários:

  1. Querida Tuka
    mais uma vez me fazendo refletir amiga!
    quero ser que nem vc qdo eu crescer ! hehe
    Penso como vc q a minha felicidade está nos pequenos momentos da vida e posso te dizer q sim sou feliz. Imagino q nem a Gisele Bundchen (é assim q escreve?) é feliz o tempo todo então curto cada momento de alegria para q se tornem eternos no meu coração e tem funcionado viu!
    bjus e parabens pela sua sabedoria distribuida a cada dia por esse blog maravilhoso

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  2. Acho que não existe um conceito do que é felicidade... Cada um é feliz a sua maneira... cada um sabe o que o faz feliz... anos atrás, eu vivia correndo em busca dessa tal felicidade... hoje, que sou mãe, aprendi a ser feliz apenas vendo meu filho sorrir. Um grande abraço, amiga

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  3. Eu amo esse filme, a mensagem que ele passa é tão forte, de que devemos procurar e felicidade e nunca desistir dos nossos sonhos!!!!
    Parabéns pelo post, lindo!!!
    Bjos
    Ana

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  4. Aline Alexsandra Moreira1 de setembro de 2011 16:49

    Tuka, sempre passo por aqui mais acho que nunca comentei.
    Mas não posso deixar de dizer o quanto seus posts "falam" comigo. Sempre paro para refletir ao final de cada um deles e me deleito com cada trecho. Você tem muita sabedoria com as palavras...

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  5. esse filme é um tapa na minha cara....

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  6. FLAVIO E MERCIANA AMORIM1 de setembro de 2011 18:28

    Perfeito seu texto viu ? Tbm penso assim colhemos a felicidades onde queremos, sej em um restaurante caríssimos , ou no chão da sala de casa, seja em uma calça colcci ou em uma liquidação, pois bem, parabéns pelo seu texto, e vc mais do que ninguém sabe sim de onde colher sua felicidade, e nos dias os quais não a sentimos, esses deixa pra lá, pois sempre virá um dia após o outro, Bjocassssss !!!!!

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  7. Tuka, qdo assisti o filme me emocionei tb, mas pensei que ele queria o melhor para o futuro do filho, e o personagem realmente é um homem bastante determinado, agora respondendo a sua pergunta, sabe onde mora a minha felicidade, na união da minha família, uma tarde na chacará da minha mãe, filhos brincando, marido tranquilo, frutas colhidas direto do pé, pronto, fico feliz da vida, acha pouco? :D

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  8. Lindíssimo esse filme Tuka.
    E parabéns pelas palavras...a duras custas eu aprendi que a felicidade além de ser um objetivo tem que ser o caminho, pois assim, nem sempre as coisas saem como queremos, mas o caminho que percorremos até nosso objetivo, foi valido, nos ensinou, nos trouxe e nos tirou coisas e pessoas.
    Creio que temos que curtir cada pequeno momento, cada pequena conquista...
    A minha felicidade onde está??? Está nos momentos que passo com pessoas queridas, sejam amigos, seja família, seja pessoalmente, seja virtualmente....esta nos momentos que passo com meu filho, seja brincando, amamentando, cuidando das suas coisinhas, fazendo-o o dormir, seja amando-o, seja sentindo-me amada. 

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  9. Tuka Tuka....

    Por textos como esse que eu te digo com toda a segurança que você é uma das minhas blogueiras FAVORITAS!!! Com todas as letras maiúsculas!!!

    Eu acho a mesma coisa que você falou sobre a felicidade!! Penso a mesma coisa. Um dia, eu li que as pessoas mais felizes são as que tem sonhos "alcansáveis". Não sou ambiciosa, só quero ter minha casa, meu carro, e poder comer uma pizza quando estiver com vontade.... o resto que vier é lucro. Falando em materiais, claro, porque para mim, a felicidade máxima, é ganhar um beijo dos meus filhos, e poder dar uma vida tranquila para eles.

    Bjos minha linda!!!!!!!!!!!!!!!

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  10. Carlos Alberto Siqueira2 de setembro de 2011 00:19

    Bom, não posso deixar de comentar este post, pois também estou envolvido neste assunto felicidade. Assim como ela também sou simples mas com uma visão um pouco diferente dela, pois felicidade para mim é poder abraçar meus filhos, minha esposa, sem precisar se preocupar com as contas para pagar. É poder chegar no fim de semana e dizer, vamos viajar , colocar todos no carro e poder ir para onde quiser sem se preocupar com o destino. É poder ajudar um amigo, um parente necessitado, felicidade nada mais é do que um estado de espirito proporcionado pelo bem estar daqueles que nos rodeiam e nos fazem felizes...chega né.

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  11. Dilberto Lima Rosa2 de setembro de 2011 01:30

    O filme, apesar de feito para emocionar, é bonito e edificante, mas peca, tal como você falou, ao igualar a felicidade a uma meta a ser alcançada (especialmente quando tal meta se refere a ganho de dinheiro)... Felicidade é o caminho, não o seu final: é o dia-a-dia, com seus altos e baixos, bem vividos, de forma intensa e ao lado daqueles que amamos e que nos amam... Posso dizer que sou feliz...

    Amiga Tuka, só pra constar (e em resposta ao seu último comentário por lá): os Morcegos voltaram neste 1º de setembro - se não deu pra atualizar TODAS as postagens antigas (como você falou que faria, ré, ré), corre e acompanha as novas de mais uma temporada!

    Ah, e não te esquece dos Diários do Papai, senão o SuperPai fica superbravo, rs!

    Abração!

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  12. Esse é um dos filmes que eu mais amo na vida! Qdo vi a 1ª vez na locadora, repeti o final inúmeras vezes, e chorava de soluçar! Acho que TODOS deveriam ver! Uma lição de vida, de amor, de persistência, de vitória! Bjo enorme!

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  13. Tuka,

    sempre falo que felicidade é questão de escolha, aquilo que ditamos e que queremos para nós

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  14. Ana Paula Lima Pereira2 de setembro de 2011 17:24

    Oi Tuka, adoro este filme, nunca deixo de me emocionar quando assisto. 
    Eu penso em mim como uma pessoa essencialmente feliz, meus momentos de tristezas são pontuais e passageiros. Tenho alto astral e as pequenas coisas me deixam feliz e costumo brincar que se já vivo rindo a toa sendo pobre, imagina se fosse rica rs.
    Paula Li
    Bjs

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  15. Tuka, eu AMO esse filme.
    Já assisti quatro vezes e assisto sempre que estou cansada, sem ânimo de continuar a caminhada, por vezes desgastante. Esse filme conta um pouco da minha trajetória e a do meu marido.

    Interpretei o filme de um outro jeito. Ele era um cara sem dinheiro, ou melhor, que investiu todo o dinheiro que tinha num negócio furado, que era a venda daqueles equipamentos. A mulher, cansada de pagar as contas da casa sozinha e muitas vezes nem isso conseguir, vai embora. Ele, louco pelo filho, briga por ele. Nos EUA, ficar sem dinheiro é muito cruel. Vc vai, literalmente, pra rua. Como ele foi.

    Então, ele brigou com unhas e dentes pela oportunidade que surgiu diante dele e que, de certa forma, melhoraria o futuro do filho. Pior eles não podiam ficar e, certeza que ele nãi ia querer criar o filho na rua, lutando pra dormir no abrigo.

    Independente do que seja felicidade pra cada um de nós, queremos ter um teto e o mínimo de conforto em saber que ninguém passará privações dessa ordem.

    Beijo grande.

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  16. É amiga Tuka, eu concordo com vc, que felicidade são momentos em que nos sentimos bem.
    Não dá pra ser 24hs feliz...
    Esse filme é lindo, mas acho que o personagem não atingiu seu objetivo pelo simples fato de não entender que a felicidade está no nosso dia a dia.
    está quando acordamos e percebemos que ainda estamos vivos, quando vemos alguém de nossa família e ficamos felizes por tê-la.
    enfim...
    a felicidade está nas pequenas coisas, que se tornam grandes pelo simples fato de nos fazerem bem.

    um beijo lindona!!!

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