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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Não há despedida sem dor.

Estive off line por muitos dias, havia deixado postagens programadas, pois já sabia que estaria fora no final de semana, envolvida com o ECC em nossa paróquia (lembram? falei sobre isso aqui), mas na quinta de manhã recebi a triste notícia do falecimento da minha tia e madrinha, que lutava bravamente contra um câncer. (Leiam o post que fiz pra ela aqui).



Não pensei duas vezes, só larguei as crianças na escola, tomei um banho e um café e me fui à Porto Alegre, na companhia da prima Alice para velar minha dinda. 

Não foi um programa agradável. Embora tivesse tido pequenos momentos felizes, como o reencontro com minhas tias, com meu tio Gustavo que também não via há tempos e mais algumas pessoas queridas, as circunstâncias desse reencontro eram muito tristes.

Por causa das minhas tias e do meu tio que moram todos em outros estados, o velório foi longo. A cerimônia de adeus foi só no dia seguinte e eu passei a noite toda lá, acompanhando meus primos Daniela e Rafael, e meu tio Noronha, inconsoláveis.

Todos já sabíamos que ela estava doente e que esse momento poderia acontecer de uma hora para a outra, mas ela estava bem e não estávamos preparados naquele momento.

A primeira coisa que me veio à mente foi o reencontro familiar promovido por ela no ano novo, (leia aqui) quando ela mesma disse que acreditava ser o último. Pra mim, quando os quatro irmãos se reuniram em abraços à volta do caixão dela, foi um dos momentos mais tristes e emocionados que presenciei na vida. Deste momento em diante, já não consegui mais parar de chorar, mesmo tendo passado toda a noite ali, conversando com minha tia Sônia e relembrando muitas coisas. 

Depois, ver o sofrimento do Rafael, um menino que se faz de forte, de auto-suficiente, mas que estava destruído pela dor chorando convulsivamente até precisar ser amparado pela esposa, que aguentou o tranco até o fim para só depois desabar e chorar também.

O choro mais contido, silencioso, mas igualmente doído da Dani, a filha mais velha, abraçá-la sem saber o que dizer ou fazer para que se sentisse amparada e confortada.

Mas chorei muito por mim mesma, que perdi um referencial. Minha Dinda era um misto de tia, mãe e avó, aglutinando todas as qualidades que essas figuras representam na vida de uma pessoa. Ela era o braço forte da família, era determinada e decidida, mesmo quando meus avós eram vivos, era ela quem "comandava" a família toda, não no sentido de mandar ou ditar regras, mas no sentido de proteger, ajudar, mediar e estar sempre por perto, disponível para cada um de nós.

Em determinado momento, me senti meio deslocada lá. Era a única sobrinha presente, pois a maioria mora longe, e mesmo me sentindo como filha, não me encaixava nesta posição. Mas fiquei lá, segurei a mão dos meus primos o quanto pude, e pretendo segurar sempre, ajudando eles no que eu puder, pois é o mínimo que posso fazer por ela que fez tanto por mim.

Ainda estou sofrendo muito e vou sofrer por muito tempo, minha Dinda sempre esteve presente na minha vida, mesmo nos anos em que nos falamos e nos vimos muito pouco devido à distância. Mas não sofro por ela, que sei que descansou do sofrimento que a doença lhe impunha, sofro por mim, pelos filhos dela, pela netinha que ela amava tanto e que não terá essa avó maravilhosa por perto, por meu pai que ficou sem chão com a perda da irmã tão querida.

A vida de todos nós continua e todos nos adaptaremos à sua ausência. Mas ela deixou muitas lembranças, sinal de que foi realmente muito presente em nossas vidas, muito especial e importante.

Este post é só uma singela homenagem, um registro da importância que ela teve e continuará tendo na vida de todos nós e aqui deixo os meus votos de que seus filhos encontrem o conforto de que necessitam e reajustem suas rotas de acordo com o norte que ela lhes deixou.

Descanse em paz minha querida! Vou te amar sempre!

Uma das últimas fotos que tenho com ela, no ano novo. Estava feliz pela reunião familiar. Essa é a lembrança que quero guardar dela.




Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
Comentários
16 Comentários

16 comentários:

  1. Oh Tuca querida, sinto muito mesmo. Conte comigo caso queira falar algo...beijos

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  2. Sinto muito mesmo Tukinha. Sem palavras, apenas meu abraço mesmo que virtual.

    Bjo enorme!

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  3. Que pena, perder pessoa tão próximas dói de qualquer jeito!!!!
    Bjos
    Ana

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  4. esse assunto de perda não sei falar, dói só de pensar, pois a distância faz ele ficar ainda maior.
    lamentamos muito sua perda.

    bjao

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  5. Força para vc e para a sua família!!!
    Um abraço apertadão!!!

    Bjo

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  6. É sempre uma tristeza gigante, mas ficam as lembranças de um tempo bom!

    Sinto muito amiga!

    Força

    Bjão

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  7. Tukinha, sem palavras deixo nosso abraço.
    Q Deus dê conforto.

    Bjs...amote

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  8. Tuka, a sensação que tenho é que nada que digamos nesse momento amenize a tristeza... mas o carinho aqui registrado por muitos certamente acalentam teu coração.

    Força! Não é fácil deixar quem amamos partir. Especialmente quando sabemos que é pra sempre.

    Bjs

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  9. Tukinha,lágrimas nos olhos desde o começo do post...querida,que Deus conforte vc e toda a família, a perda é muito dolorida,mas que bom q vc tem ótimas referências dela...
    Força,amiga e aqui meu abraço apertado e cheio de carinho...
    Bjs!!!

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  10. Sinto muito, Tuka, querida.
    Espero que Deus te dê forças e tb aos teus parentes para passar por esse momento. Perder um ente querido é sempre muito triste e sofrido.. um grande e forte abraço

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  11. Lindo depoimento... Sei bem o que é perder um ente tão querido... Força aí! Beijos, Mariáh
    http://cartasaomeubebe.com/

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  12. Triste demais perder alguém que amamos...
    Que Deus conforte o coração de todos vocês.
    Um grande beijo

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  13. Nossa Tuka, com essa minha ausência cibernética não tinha noção do acontecido.
    Fiquei triste agora, eu não conheci sua Dinda, mas era como se conhecesse com tantas histórias já contadas por você, por tantos momentos que ela se fez presente.

    Que Deus dê o conforto que vcs precisam nesse momento, e Luz para que ela siga o caminho dela.


    Fique bem minha amiga! Saudade sim, tristeza nunca!!!

    beijos

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  14. Tuka, nunca estamos preparados para a morte. Não há doença que nos prepare para a partida de quem amamos.

    Lendo teu texto, revi todas as circunstâncias da morte da minha avó e tia...é sempre triste e só o tempo para transformar a dor em saudade.

    Beijo grande e que Deus conforte o coração de todos vcs.

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