Assistindo ontem ao Fantástico, fiquei horrorizada com a quantidade de lixo retirada das praias. Na verdade fiquei horrorizada em saber como locais públicos frequentados por pessoas que tem dinheiro (e com isso pressupõe-se educação) sejam tão desrespeitados assim.
Veja bem, a reportagem mostrou praias bem frequentadas, locais turísticos e portanto frequentado por pessoas que viajam para aqueles lugares especialmente para conhecê-los ou porque já os conhecem e gostam muito e essas pessoas chegam lá e despejam todo o seu lixo no chão!
Aí eu me pergunto: Será que elas jogam as guimbas dos cigarros que fumam no chão da sua casa? Será que ao comer um sorvete elas pegam o pote e jogam no meio da sala? É possível que sim por terem empregados para recolher sua bagunça e limpar sua sujeira, mas mesmo assim é cúmulo da falta de educação, não acham?
Eu como uma balinha que me deram de troco no supermercado e caminho até em casa com o papelzinho melado na mão para colocar no lixo, ou coloco dentro da bolsa. Não acho que seja difícil ou humilhante carregar um papel na mão ou colocar num cantinho da bolsa para colocar no lixo de casa ou numa lixeira quando encontrar uma. Porque todo mundo não faz a mesma coisa?
Quando viajo, normalemnte faço lanche (passo o dia todo fora, em algum momento preciso comer) e se carrego meu lanche para o ônibus ele vai dentro de uma sacolinha. Pois bem, eu como e as embalagens, copos, garrafas, guardanapos e etc vão tudo pra essa sacola que depois eu amarro e coloco num cantinho onde não me atrapalhe. E lá na frente do ônibus, pertinho da porta de saída, tem uma lixeira. Já aconteceu de eu descer do ônibus e esquecer a sacolinha no banco, principalmente quando estamos com as crianças e carregados de mochilas e sacolas, mas certamente é mais fácil ao motorista recolher uma sacolinha fechada deixada no banco do que um monte de papel, copos, garrafas e latas espalhadas no chão embaixo dos bancos.
Boa parte das destruições e tragédias provocadas pelas chuvas são causadas pelas forças da natureza. Contra essas, pouco podemos. Mas uma boa parte é causada pela nossa flata de educação e descaso. Por acharmos que o que é publico não é de ninguém quando na verdade é de todo mundo. Sinto a mesma indignação quando vejo um telefone público quebrado (coisa muito fácil de se encontrar) pois as pessoas quebram e estragam achando que o prejuízo será da companhia telefônica ou da prefeitura que são órgãos que lidam com muito dinheiro. Mas isso é burrice pois quem sofre com o prejuízo somos todos nós, que ficamos sem um telefone para uma situação de emergência e ainda iremos pagar o prejuízo com nossas contas de telefone particular cada vez mais altas para repor as perdas com a depredação do patrimônio da empresa.
Tem uma historinha que conta que durante um incêndio em uma floresta todos os bichos trataram de correr o mais rápido possível para longe, no intuito de salvarem suas vidas. Foi quando passaram por um minúsculo beija-flor voando no sentido contrário e perguntaram-lhe se não havia percebido que a floresta estava em chamas e que deveria correr para o outro lado a fim de salvar-se. Ele com pressa respondeu que estava levando no seu bico uma gotinha de água para ajudar a apagar o incêndio. Os outros bichos riram-se dele e disseram que não adiantaria nada,pois ele era muito pequeno e uma gota só de água não faria a amenor diferença naquele incêndio tão grande. Calmamente ele olhou-os e disse: "Mas eu estou fazendo a MINHA parte."
Se cada um fizesse a sua parte, tudo seria mais fácil. Alguns podem fazer mais, outros menos, não importa. Se cada um fizer o pouquinho que pode já diminui muito o problema. Com menos lixo para ser retirado das ruas a prefeitura pode direcionar recursos financeiros e humanos para outras áreas. Com menos lixo nas ruas, praças, praias a cidade fica mais bonita, mais agradável e corre menos risco de alagamentos, perdas materiais e tragédias por causa as chuvas.
É tão fácil contribuir. É só querer.

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Com certeza Tuka, tudo seria muito melhor se cada um fizesse a sua parte! As pessoas esquecem que elas fazem parte de um todo e que se eu sujo a praia, o bosque, a rua, eu sujo parte de algo que faz parte de mim e do qual eu faço parte! O que eu acho mais engraçado é que quando começam as desgraças naturais, quando a natureza se revolta com o nosso descaso em vários sentidos, colocamos a culpa em Deus e nos esquecemos que se somarmos cada papelzinho que um indivíduo joga no chão durante o período de sua existência, seja 20, 30 ou 50 anos, isso dá para encher mais de um bueiro, imagine a população inteira jogando lixo no chão... aí, chove, a rua enche, o bueiro não dá conta por causa do lixo e a linda casa de praia desse mesmo indivíduo, muitas vezes construída erradamente e em local impróprio, invadindo a natureza, vai abaixo... aí a culpa é de quem???
ResponderExcluirGrande texto Tuka.
ResponderExcluirAqui, de tardezinha nos finais de semana, em especial o domingo, a praia fica um horror, as vezes quero dar uma passeada no calçadão, mas dá nojo, pois além do horror de lixo, fica um cheiro terrível de urina, cervejas derramadas. Um verdadeiro caos.
A educação está cada vez mais ausente. Acho muito simples fazer como você disse: carregar o papelzinho, por menor que seja até uma lixeira.
Aqui, qualquer chuvinha enche, principalmente por causa do lixo, e o pior são as próprias pessoas que jogam lixo no chão, que ficam reclamando.
Sei não, viu...
Xeros
Olá Tuka
ResponderExcluirJogar lixo na rua, não é uma questão de classe social, e sim de educação. Moro em um bairro de classe média, aqui em BH e fico com vergonha de ver a sujeira das ruas. Ninguém se sente responsável pela limpeza, acham que é obrigação só da prefeitura. Assim não dá.
Bjux
Muito bem! Essa postagem foi das melhores que li nos últimos dias. Muito bem elaborada. Parabéns por defender tão bem, um meio ambiente com qualidade. hoje postei sobre meio ambiente no meu blog.
ResponderExcluirEu fico realmente impressionada quando vou a um trocador e vejo as mães jogarem as fraldas sujas de seus filhos de qualquer jeito na lixeira: sempre a fecho, como um pacotinho, e tenho uma sacolinha para jogar no lixo , e se este for público, nunca joguei fralda no lixo de amiga, por exemplo!
ResponderExcluirSou como você: como bala e guardo o papel na bolsa; acho que isso é uma questão de educação e esta vem de berço, dos pais, dificilmente se aprende depois. Talvez ao invés de fazer campanhas de esclarecimento sobre coisas estapafúrdias como se o Aston Kutcher se divorciou ou não da Demi More os meios de comunicação dessem algumas dessas dicas, seja em programas seja colocando exemplos em novelas, já que somente assim o povo prestaria um pouco mais de atenção.
Esse texto é precioso, já o compartilhei!
Bj
Adri
Boa reflexão, amiga...
ResponderExcluirMas é mesmo impressionante como a educação ambiental, no Brasil, independe de classe social. É uma pena que num país tão bonito e cheio de recursos naturais, haja tanto desrespeito que não é só com a natureza, mas também com o próximo ! Se há uma coisa que admiro por essas bandas é justamente isso: o respeito ao próximo. O povo por aqui é bem mais seco e individualista. Mas ninguém invade o espaço de ninguém e há bem mais zelo do que é coletivo...
Pois é amiga... vc foi bem pertinente em suas colocações. Assim como vc, acho determinadas atitudes tao obvias, que não ha como não ter a sensação de indignação ao presenciar tanto descaso c o meio ambiente.
ResponderExcluirConscientizar é preciso. Acredito sim q cada um deva fazer seu papel da melhor forma, contudo, se houvesse um incentivo real e serio em politicas publicas para desenvolver de fato essa educação, seria perfeito. Parabens pelo texto!
bjos
Verdade também vou com a mão melada pra casa pra não jogar o papel no chão e esse exemplo passei pros filhos. Acho que faltam campanhas mais agressivas dos meios de divulgação nos horários nobres tipo "BBB" e Jornal Nacional tipo lavagem cerebral mesmo. Muito bom seu texto. bjs
ResponderExcluiroi Tuka!
ResponderExcluirAssisti também e confesso que fiquei indignada.
Tudo começa pela educação, se existe educação tudo toma seu rumo. Já imaginou se existisse no mundo a palavra 'consciência'? tudo seria diferente, tenho certeza! bjsss
Pois é... eu posso dizer que faço a minha parte...
ResponderExcluire que vc tem razão... não faço pq me falaram que era certo, e sim pq sempre ví meus pais fazendo.
O pior é quem não pensa assim, e já ouvir até uma pessoa falando uma vez: "Se eu não jogar lixo no chão, os varredores de rua perdem o emprego..."
pois é... quase morri e matei a pessoa...
beijos Tuka
Oi Tuka!!
ResponderExcluirEu também assisti a esta reportagem aqui no Japão mesmo, na Globo Internacional, e fiquei horrorizada, ou melhor, envergonhada pelos cidadãos inconsequentes que habitam o nosso querido Brasil.
Comportamentos assim como estes que conhecemos (jogar lixo nas ruas, nos córregos, desrespeitar a natureza fazendo construções inadequadas, etc...) é pura falta de educação desde a infância e falta de exemplo dentro de casa.
São pessoas que não têm noção de nada, ignorantes e ainda acham que estão com a razão.
Muito triste.
Texto perfeito!
Bjs
Oi Tuka!!
ResponderExcluirEu também assisti a esta reportagem aqui no Japão mesmo, na Globo Internacional, e fiquei horrorizada, ou melhor, envergonhada pelos cidadãos inconsequentes que habitam o nosso querido Brasil.
Comportamentos assim como estes que conhecemos (jogar lixo nas ruas, nos córregos, desrespeitar a natureza fazendo construções inadequadas, etc...) é pura falta de educação desde a infância e falta de exemplo dentro de casa.
São pessoas que não têm noção de nada, ignorantes e ainda acham que estão com a razão.
Muito triste.
Texto perfeito!
Bjs
Olá Tuka
ResponderExcluirJogar lixo na rua, não é uma questão de classe social, e sim de educação. Moro em um bairro de classe média, aqui em BH e fico com vergonha de ver a sujeira das ruas. Ninguém se sente responsável pela limpeza, acham que é obrigação só da prefeitura. Assim não dá.
Bjux
Grande texto Tuka.
ResponderExcluirAqui, de tardezinha nos finais de semana, em especial o domingo, a praia fica um horror, as vezes quero dar uma passeada no calçadão, mas dá nojo, pois além do horror de lixo, fica um cheiro terrível de urina, cervejas derramadas. Um verdadeiro caos.
A educação está cada vez mais ausente. Acho muito simples fazer como você disse: carregar o papelzinho, por menor que seja até uma lixeira.
Aqui, qualquer chuvinha enche, principalmente por causa do lixo, e o pior são as próprias pessoas que jogam lixo no chão, que ficam reclamando.
Sei não, viu...
Xeros