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domingo, 15 de maio de 2011

A fábula do bebê onça

Vou contar pra vocês uma pequena fábula, uma historinha de como a cegonha se enganou e trouxe aqui pra casa um filhote de onça.

Filhotinho é tão bonitinho, mas depois que cresce...

"Era uma noite de muito vento e a cegonha já cansada de tanto distribuir bebês, tinha no seu bico um último bebê para ser entregue: um filhote de onça. 

Com a ventania, todos os papéis (documentos, mapas e coisas do tipo) voaram para longe. Sem ter mais como saber a identidade da mamãe onça nem onde encontrá-la, a cegonha ficou desesperada e começou a voar à esmo, sem destino, procurando avistar a mamãe do bebê onça.

Coitada da dona cegonha! Já estava cansada e ainda teve que ficar voando horas segurando no seu bico aquele bebezinho que nem era tão pequenino assim. Estava pesado e seu bico já ameaçava se quebrar de tanto esforço. 

Desnorteada de tanto cansaço, com os olhos turvos de aflição, a cegonha avistou algo na terra que parecia ser a mamãe onça. Era uma criatura bastante ansiosa, que andava de um lado para o outro como se estivesse à espera de algo e de vez em quando lançava uns grunhidos. Estava certa, essa era a mamãe onça!

Sem demora, dona cegonha desceu e entregou àquela mãe o seu filhote, e antes que houvesse tempo para reclamações, tratou de desaparecer. Afinal ainda tinha muitas entregas para fazer e precisava descansar um pouco.

Foi assim que a Letícia veio parar aqui em casa: a cegonha me confundiu com uma onça (isso nem é tão difícil assim) e entregou pra mim um filhote do felino.

Filhotes de onça são tão fofos quando pequenos! Dóceis, e mimosos, parecem gatinhos. Mas à medida que crescem, começam a mostrar suas garras afiadas e mantê-los domesticados é um desafio enorme. 

Principalmente porque o seu DNA felino aflora justamente quando ela está cansada e com sono, e como ela não gosta de dormir para não perder os acontecimentos à sua volta, sempre alerta ela vira uma verdadeira fera.

Mas ela nasceu de mim, que também sou uma onça de braba, mas tenho meu lado doce. E é esse lado que tem que ser explorado, juntamente com muita paciência para conseguir "domar" esse bichinho brabo.

Moral da história: Dizem que a fruta não cai muito longe do pé. Se Letícia parece às vezes com um pequeno filhote de onça é porque ela tem a quem puxar."


São criAnças....
... ou criOnças?
 É isso. Aquele bebê fofo, calminho e pra quem tudo estava sempre bom, deu lugar à uma criança que não tá de acordo com nada e briga por tudo.  Letícia é a criança mais sorridente, meiga e feliz que eu conheço, mas quando resolve complicar, sai de baixo! É como eu costumo dizer: aqui em casa não tenho criAnças, tenho criOnças. E a pequena não fugiu à regra, ao contrário, é quem mais faz jus à ela!


Boa semana à todos!




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sábado, 14 de maio de 2011

A vida em ciclos


Abri minha janela dos fundos hoje e vi muitas folhas caindo das árvores. Borboletas alaranjadas voavam aqui e ali. Assisti esse espetáculo como se nunca tivesse visto nada igual e compreendi o quão sábia é a natureza.

As árvores perdem suas folhas no outono para poderem dar frutos, e depois, na primavera, recuperam todo o seu viço e florescem novamente.

A vida da gente é assim também. Só que não compreendemos isso, por isso sofremos.

Às vezes passamos por perdas e ficamos nos debatendo, sofrendo por elas. Mas se em vez disso compreendermos que elas são necessárias para que possamos frutificar, poderemos voltar a florescer, recuperamos o viço.


Hoje estamos no outono. Amanhã enfrentaremos o inverno rigoroso, frio, sombrio. Mas depois a primavera certamente virá e com ela toda a cor e alegria serão novamente parte da paisagem e em seguida teremos toda a luz e o calor do verão.

A vida é feita de ciclos. Quando um se encerra, outro já está começando e assim sucessivamente.

Precisamos estar prontos para o que vier. Compreensão, aceitação, resignação e atitude para não deixar passar o tempo certo de florir.


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Este texto estava programado para quinta-feira, dia 12, mas mudei a programação por ter surgido outros assuntos para postar. Depois disso o Blogger "engoliu" minhas portagens e a última a ser "regurgitada" foi justamente essa, que programei novamente pra hoje.

Ao reler o que escrevi, pude perceber claramente o quanto é difícil utilizar na prática aquilo que SEI na teoria. Ontem, por coincidência ou não uma sexta-feira 13, foi um dia de perdas pra mim. Perda dos meus textos (já recuperados, ufa), perda do meu equilíbrio, que fica péssimo quando estou muito cansada ou me estresso, perda do meu chão com a notícia de que minha dinda querida está novamente enfrentado desafios quanto à sua saúde.

Mas depois de uma noite de sono (não muito restauradora, diga-se de passagem), acordei com o pensamento voltado em outra direção. Hoje restauro minha fé em Deus e acredito que tudo vai dar certo e que minha dinda amada logo estará bem de novo. Assim seja!

'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo'.




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sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Blogger está de volta

O Blogger está de volta   (Clique no link para ver a postagem original)

O texto está em inglês, mas numa tradução livre (leia-se deficiente) do google dá pra entender que eles ainda estão trabalhando para restaurar as postagens e comentários "desaparecidos". Vamos dar um crédito a equipe do blogger e esperar mais um pouco. :(

Os 3 últimos posts daqui sumiram temporariamente e também alguns comentários. Por isso não estranhem a falta deles, eu não os excluí. Se o blogger não for capaz de recuperar os posts e comentários, tenho cópia deles e farei a restauração do jeito que for possível, mas vou esperar mais um pouco por eles.

Obrigada pela compreensão.
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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Mamaço

Letícia aos 6 meses
 Minha humilde contribuição ao movimento  do MAMAÇO virtual. 


Entenda aqui, o porquê do mamaço virtual.
E daqui a pouco tem mamaço em frente ao Itaú Cultural na av Paulista. Saiba mais

Tem foto amamentando o seu filho? Publique também.
Vamos dar força ao movimento.


Aline e Camila.
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O brilho oculto

Imagem retirada do site da Amazon

Participo de muitos sorteios na Internet, principalmente em blogs amigos, mas nunca ganhei nada. Talvez até por isso, nunca leve muita fé quando me cadastro. 

Através do grupo "mamães blogueiras" cheguei ao site da Aline Dexheimer e recebi um convite da própria para me cadastrar e concorrer a um livro. Ainda não sabia que livro era, muito menos que era de sua própria autoria, mas assim mesmo QUIS ganhar esse presente. Quando mais tarde me informei do que se tratava, fiquei ainda mais interessada. 

Imaginem minha surpresa e alegria quando recebi um email dela me informando que eu havia sido a sorteada! Vibrei muito, fiquei eufórica, quase enfartei de tanta faceirice. Ontem quando o carteiro chegou me trazendo meu presente, tratei logo de tirá-lo das vistas das pequenas (porque senão né) e coloquei-o na gaveta da minha mesinha de cabeceira e planejei sua leitura para a noite. 

Fazia anos, com certeza mais de 15, que não conseguia ler um livro inteiro de uma vez só como era costume quando era mais moça. Quando me acomodei na cama por volta de meia noite, imaginei ler um ou dois capítulos até minhas pálpebras pesarem de sono irremediavelmente alguns momentos depois, mas dessa vez o efeito foi inverso. A cada página que lia ficava ainda mais desperta e interessada. Me reconheci inúmeras vezes, me emocionei e chorei tantas outras.Conclui a leitura pouco mais de duas horas depois.

Fiquei muito feliz até pelo simples fato de ter conseguido novamente ler um livro com tanta vontade. É claro que vou relê-lo ainda inúmeras vezes, não só para perceber coisas que só se percebe numa segunda ou terceira leituras, mas também porque gostei realmente do livro.

Aline mora em São Paulo, mas é gaúcha e sua linguagem simples me parecia a de uma amiga me fazendo confidências. Tem filhos trigêmeos, mais uma semelhança comigo que tenho gêmeas e mais uma pequena de pouca diferença de idade que já me fazem ouvir a clássica pergunta: "são gêmeas?" numa nova versão: "são trigêmeas?" Embora sua vida tenha sido diferente, tenha tido trajetória muito distinta, vi na sua história muitos  momentos e crises semelhantes aos meus.

Além de uma leitura agradável, foi reveladora. Pude ver claramente coisas que eu já enxergava mas não sabia como modificar. Talvez até soubesse o que deveria fazer, mas não tinha ideia de como fazer. O livro não é uma receita pronta até porque nossas realidades são diferentes, mas me deu uma luz tão forte que consigo ver melhor muita coisa sobre mim mesma.

Fiquei tão empolgada com a leitura que não via a hora de poder escrever esse texto para agradecer. Agradecer a Aline por ter gentilmente me indicado o sorteio (e por tê-lo feito) e me presenteado com esse pequeno "manual de instruções" que se não me ensinar o que fazer, pelo menos me mostrou claramente o que não fazer. E agradecer à Deus, ao cosmos, às forças do universo que conspiraram para que este livro chegasse em minhas mãos.

"Tudo está bem no meu mundo. E assim é." (Aline Dexheimer)




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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os primeiros passos

No início do ano contei aqui sobre as dificuldades da Letícia em "sair do lugar". Não tivemos nenhum apoio médico especializado, só a ajuda de uma fisioterapeuta que me deu dicas sem sequer conhecer a Letícia.

Fizemos tudo o que nos foi ensinado, em casa e na escola. Mas o problema dela nunca foi físico, é uma preguiça aliada a um medo enorme que não sabemos de onde vem. Uma vontade de ganhar colo, de continuar sendo o nenê da casa. Mal sabe ela que sempre será o nenê da casa, não importa o quanto cresça.

Mas independente de tudo isso, ela aprendeu a andar. Acreditem se quiserem, mas apesar de caminhar sem apoio nenhum em cima da cama, no chão a danadinha ainda tinha muito medo, se agarrava às nossas mãos e na falta de uma delas para se segurar, já sentava logo pra não cair.

Mas aos poucos foi perdendo o medo. Fomos mostrando o quão divertido poderia ser dar alguns passos e abraçar a mamãe ou o papai. E finalmente ela entendeu.

Pra quem duvidou e pra quem torceu contra tá aí a prova:



Os vídeos são curtinhos, mas mostram minha gorducha caminhando. Ela continua preguiçosa e medrosa, mas cada dia se solta mais e mais. Acabou nossa preocupação, nosso tormento e também o restinho de sossego. É o preço a se pagar. Pago com gosto!

Agora tenho que cuidar para que o mapa da casa da Fabi Coltri não chegue nunca as mãos dela, vai que a bichinha resolve mesmo ir andando até lá? rsrs



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segunda-feira, 9 de maio de 2011

E foi assim....

Das ausências anunciadas, só a do filhote mais velho se confirmou. Tive que me contentar com uma mensagem no celular. Valeu por ele não ter esquecido de mim... #mimimi

Minha mãe e meu pai vieram no sábado à noite. Apesar da correria de sempre, fiquei feliz em poder abraçar minha mãe já que é tão difícil para mim ir até ela.

Passamos um dia agradável, com almoço na casa da sogra com direito a cunhadas e sobrinhos. O tempo não tava lá colaborando muito e por causa do gre-nal todo mundo acabou dispersando cedo. Nós também viemos logo pois as crianças estava agitadas e costumam não dormir direito o soninho da tarde quando estão assim. Elas ainda precisam desse soninho e em casa acabaram dormindo.

Curtiram bem a visita da vovó, principalmente a Aline, mais mimizenta e que encontrou alguém disposta a lhe dar colo o tempo todo. Letícia finalmente perdeu o medo e se arriscou aos primeiros passos sozinha. Já fazia vários dias que dava uns passinhos, mas a gente tinha que estimular muito. Ontem ela se soltou sozinha por diversas vezes e à noite em casa já tava bem soltinha fazendo arte.

Antes de tudo isso, na sexta, houve uma apresentação na escola. Tava bem bonito e fiquei bem emocionada. Também ganhei presentes feitos por elas, pinturas e desenhos e uma agendinha com a foto de cada uma na capa. Causei ciumes nas outras mães, pois fui eu quem saiu com as mãos mais carregadas de presentes!

Algumas imagens especiais:
Meu bebê

Na escola


Eu, minha mãezinha e minha filha Yasmin.

Depois do almoço

Papai fazendo cavalinho

Meu dia das mães foi assim. E o seu?






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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Para o dia das mães

 Estou há dias ensaiando escrever algo para o dia das mães, mas olho a tela em branco por horas e saio deixando ainda a tela em branco.

Amo tanto minha mãe, teria tantas coisas pra falar sobre ela e para ela. Também tenho um amor imenso pelos meus filhos e poderia falar horas sobre isso.

Então porque cargas d'água não consigo escrever nada? Emburreci de vez? É uma possibilidade, mas não é bem por isso.

Talvez seja porque muuito já foi dito. Não há nenhum sentimento que já não tenha sido exaustivamente explorado pela mídia e até mesmo pelos blogs.
Talvez seja porque eu saiba que no dia das mães não estarei perto da minha, e que minha penca de filhos não estará toda reunida.

Estas ausências, mesmo que circunstanciais, sempre me deixam macambúzia. Porque eu só tenho uma mãe. E porque apesar de ter muitos filhos, nenhum preenche o vazio do filho que está longe. Mesmo que as distâncias sejam encurtadas pelo telefone ou internet, nada substitui aquele abraço gostoso que vai ficar faltando.

Isso não significa que eu não vá curtir a data, é claro que sim! Vou me deliciar com cada abraço, me alegrar e sorrir com cada sorriso das filhas e certamente derrubar algumas lágrimas de emoção.


Porque mais do que os presentes, são os sentimentos (e essas carinhas lindas aí das fotos) que realmente nos emocionam e às vezes nos deixam assim: sem palavras. 

Então, como não consigo pensar em nada especial para dizer sobre o dia das mães, vou dizer o óbvio: Um feliz e abençoado dia das mães, para mim e para todas as mães que passarem por aqui e em especial para a minha mãe, que por coincidência (ou não) é a melhor mãe do mundo! Te amo mãe!



Fotos: arquivo pessoal





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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Viagens e acidentes

Como vocês sabem, viajo com frequência para Porto Alegre para consultas médicas e exames, às vezes com as crianças, utilizando o transporte da prefeitura. Volta e meia reclamo (aqui e aqui) do quão desconfortável é esse ônibus que nos carrega e de todo o cansaço gerado por essas viagens. Também já fiz post's (aqui e aqui) falando sobre o lado engraçado dos meus "passeios". Relutei um pouco para falar sobre este assunto, mas hoje queria refletir sobre outro aspecto, o das estradas e os perigos que elas representam.

Na última viagem que fiz, na volta, já cansada e tensa, demos de cara com um grave acidente. Dois carros bateram de frente, 3 feridos graves, uma vítima fatal. Já era noite, estava escuro e não deu pra ver muita coisa, mas o pouco que vimos foi suficiente para nos deixar chocados e ainda mais tensos no restante da viagem: num dos carros os socorristas tentavam tirar um homem das ferragens e dava para perceber mais alguém preso lá dentro, no caso, o corpo da moça que morreu.

Os acidentes nas nossas estradas e cidades estão se tornando uma verdadeira praga, que mata diariamente mais gente do que se estivéssemos em guerra.

Veja algumas estimativas e informações (dados do site SOS Estradas):


ESTIMATIVA DOS ACIDENTES E VÍTIMAS NAS ESTRADAS BRASILEIRAS PAVIMENTADAS
RODOVIAS
ACIDENTES
MORTOS
FERIDOS
VÍTIMAS
Federais(1)
104.863
5.780
60.326
66.106
Estaduais (2)
134.240
6.156
77.744
83.900
Municipais (3)
24.960
1.200
14.400
16.600
TOTAL (1)+(2)+(3)
264.063
13.136*
152.470*
166.600

* Dos 152.470 feridos, aproximadamente 10.864 morrem posteriormente. Consequentemente o total estimado de mortos é de 24.000 pessoas.
(1) Dados oficiais
(2) Dados oficiais de 14 estados com estimativa para os demais estados
(3) Estimativa considerando malha rodoviária, frota e comparativo com demais estados
OBS: O número de mortos é relativo as vítimas que falecem no local do acidente ou durante o transporte para o hospital.



Estes números são assustadores. Mas não são só os números que me impressionam. Fico impressionada em saber que a grande maioria desses acidentes poderiam ser evitados! Ou seja, milhares de mortes, outro tanto de pessoas mutiladas ou incapacitadas por sequelas de acidentes poderiam não acontecer se houvesse mais cuidado, mais gente usando cinto de segurança, menos negligência, menos imprudência, menos excesso de confiança, menos pessoas dirigindo cansadas ou sob efeito de álcool ou drogas, se os carros só fossem para as estradas depois de passar por manutenção preventiva, se as estradas fossem melhores, se....

Sei que os fatores a serem levados em conta são muitos, mas também sei que se eles FOSSEM LEVADOS EM CONTA não haveriam tantos acidentes, tanta carnificina em nossas estradas e cidades.

Nós que precisamos constantemente andar por essas estradas, nas mãos de motoristas que trabalham em cargas horárias às vezes bem pesada, em veículos nem sempre em condições ideais, viajando sempre à noite sabemos muito bem o risco que corremos. 

Todas as vezes que precisava viajar, perdia o sono na noite anterior. Por ansiedade e por medo de perder o horário, já que saímos daqui sempre às 4 da madrugada. Mas de uns tempos pra cá, tenho começado a perder o sono dias antes. Fico nervosa, irritada, ansiosa. Já percebo alguns sintomas semelhantes à chamada "síndrome do pânico" e nem me espanto com isso, pois todo dia vemos notícias e mais notícias da violência no trânsito, e esses microônibus e ambulâncias de prefeituras são especialmente assíduos dos noticiários.

Graças à Deus (e aos motoristas!) nunca sofri nenhum acidente de trânsito, por menor que fosse. Mas já presenciei alguns e conheci gente que se feriu ou morreu em acidentes (quem não conhece?) e isso me assusta muito. Como não posso deixar de fazer essas viagens, só me resta rezar e pedir muito que Deus continue a me abençoar com viagens que tenham um bom final.




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domingo, 1 de maio de 2011

O dia do trabalhador e a Esclerose múltipla

Nada melhor do que o dia do trabalhador para falar neste assunto.

Maio é o mês mundial da E.M., e no dia 25 de maio comemora-se o Dia Mundial da EM.

Esse ano o tema escolhido para divulgação e pesquisa é "A EM e o Trabalho", com um enfoque sobre o papel que os empregadores podem desempenhar para permitir que pessoas com esclerose múltipla continuem a trabalhar, porque a gente sabe o quanto a EM pode atrapalhar o trabalho e o quanto colegas de trabalho e empregadores podem ser preconceituosos.

Lá no site oficial (http://worldmsday.org/) tem mais informações e uns vídeos bem legais que coloquei aqui para todos verem. Mostra que na verdade não perdemos nossa capacidade de trabalhar, mas que precisamos de compreensão e adaptação, coisas que só serão possíveis se a doença não for um mito, um completo mistério para chefes e colegas.







Eu mesma poderia ter continuado a trabalhar se tivesse tido esse apoio. Oficialmente não fui demitida por causa da EM, mas é óbvio que a alegada queda na produtividade e falta de atenção poderiam ser facilmente dribladas se houvesse alguns ajustes, pois evitando-se a fadiga, ou minimizando-a quando aparece, a cabeça certamente funciona melhor. 

O fato de eu ter tido um monte de crianças poderia causar problemas logo adiante? Talvez sim, mas minha intenção era colocá-las na creche e continuar a trabalhar. 

Interrompendo o trabalho e ficando em casa só cuidando das crianças, minha mente se fechou para o resto. Mudei o foco e desaprendi tudo o que sabia. Os aspectos cognitivos já abalados pela doença em si, pioraram muito devido à depressão causada pela perda do emprego e todas as dificuldades geradas por isso. 

Ouso dizer que a perda do emprego (e principalmente da confiança e apoio)  foi mais danosa para minha deficiência cognitiva do que a própria E.M.

Voltar a trabalhar fora agora, é praticamente impossível.

Mas trabalho bastante em casa, pelo menos o tanto que posso. Por isso, pra mim e para todos, um Feliz dia do trabalhador! Um ótimo domingo e feriado à todos!




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