Vou contar pra vocês uma pequena fábula, uma historinha de como a cegonha se enganou e trouxe aqui pra casa um filhote de onça.
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| Filhotinho é tão bonitinho, mas depois que cresce... |
"Era uma noite de muito vento e a cegonha já cansada de tanto distribuir bebês, tinha no seu bico um último bebê para ser entregue: um filhote de onça.
Com a ventania, todos os papéis (documentos, mapas e coisas do tipo) voaram para longe. Sem ter mais como saber a identidade da mamãe onça nem onde encontrá-la, a cegonha ficou desesperada e começou a voar à esmo, sem destino, procurando avistar a mamãe do bebê onça.
Coitada da dona cegonha! Já estava cansada e ainda teve que ficar voando horas segurando no seu bico aquele bebezinho que nem era tão pequenino assim. Estava pesado e seu bico já ameaçava se quebrar de tanto esforço.
Desnorteada de tanto cansaço, com os olhos turvos de aflição, a cegonha avistou algo na terra que parecia ser a mamãe onça. Era uma criatura bastante ansiosa, que andava de um lado para o outro como se estivesse à espera de algo e de vez em quando lançava uns grunhidos. Estava certa, essa era a mamãe onça!
Sem demora, dona cegonha desceu e entregou àquela mãe o seu filhote, e antes que houvesse tempo para reclamações, tratou de desaparecer. Afinal ainda tinha muitas entregas para fazer e precisava descansar um pouco.
Foi assim que a Letícia veio parar aqui em casa: a cegonha me confundiu com uma onça (isso nem é tão difícil assim) e entregou pra mim um filhote do felino.
Filhotes de onça são tão fofos quando pequenos! Dóceis, e mimosos, parecem gatinhos. Mas à medida que crescem, começam a mostrar suas garras afiadas e mantê-los domesticados é um desafio enorme.
Principalmente porque o seu DNA felino aflora justamente quando ela está cansada e com sono, e como ela não gosta de dormir para não perder os acontecimentos à sua volta, sempre alerta ela vira uma verdadeira fera.
Mas ela nasceu de mim, que também sou uma onça de braba, mas tenho meu lado doce. E é esse lado que tem que ser explorado, juntamente com muita paciência para conseguir "domar" esse bichinho brabo.
Moral da história: Dizem que a fruta não cai muito longe do pé. Se Letícia parece às vezes com um pequeno filhote de onça é porque ela tem a quem puxar."
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| São criAnças.... |
| ... ou criOnças? |
É isso. Aquele bebê fofo, calminho e pra quem tudo estava sempre bom, deu lugar à uma criança que não tá de acordo com nada e briga por tudo. Letícia é a criança mais sorridente, meiga e feliz que eu conheço, mas quando resolve complicar, sai de baixo! É como eu costumo dizer: aqui em casa não tenho criAnças, tenho criOnças. E a pequena não fugiu à regra, ao contrário, é quem mais faz jus à ela!
Boa semana à todos!
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