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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CONVERSAS - Quando o cansaço pesa


A convidada de hoje pra nossa CONVERSA é nada menos do que a chique, elegantérrima e muito fina Aline da Silva Dexheimer (ou seria eu a chique por tê-la aqui?) lembram dela? Escrevi sobre ela quando ganhei de presente o livro O Brilho Oculto (leia o post aqui) escrito por ela. 

Depois de ler o livro com a avidez de quem está há dias no deserto e encontra uma fonte de água fresca, me pus a conversar com a Aline via facebook. Lendo o livro, me achei tão próxima dela, que a cada página aguardava o momento da revelação de onde é que eu a conhecia. Não encontrei essa revelação no livro, embora suspeitasse conhecer alguns dos lugares que ela descrevia. Foi no face que realmente descobri: fomos "vizinhas" em Porto Alegre, moramos anos muito próximas e devemo ter cruzado o caminho uma da outra inúmeras vezes, sem no entanto nos encontrarmos efetivamente. Mais uma daquelas amizades incríveis que só a internet nos proporciona!

E como temos muito em comum, inclusive um trio de crianças (Aline é mãe de trigêmeos), o texto escolhido por ela é justamente sobre um tema que eu vinha pensando em escrever. Vamos à ele então:


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Quando o cansaço pesa

Todos os finais de ano praticamente me sinto assim: cansada.  Já não consigo acordar mais na hora e nem dormir tão cedo! O caminho da escola me irrita; as compras do supermercado de repente ficam insuportáveis e levam um tempo interminável; as ideias para o almoço são escassas; a limpeza da casa atrasada; minha cesta de roupas para lavar e a pilha para guardar parece tão mais imensa!

Mãe não tem férias mesmo! Nem quero ter férias dos meus filhos, que fique isso bem claro. Mas o cansaço é real. Nesses casos, me permito deixar as coisas um pouco para depois. Não brigo com meu cansaço. Às vezes, é preciso fechar os olhos para as obrigações e rotinas do dia a dia em prol de situações mais importantes. Nas duas últimas semanas me permiti ficar assim. Deixar os pratos na mesa e sentar no sofá com as crianças; lavar a louça mais tarde, enquanto descemos para dar uma volta no prédio lá embaixo no playground; deixar o quarto da minha filha para organizar depois! Anotar as ideias para não perdê-las, mas escrever em outro momento.

As três últimas semanas foram cansativas porque tivemos um agravante somado ao cansaço natural do final de ano. Minha filha fez uma cirurgia (garganta, nariz e ouvidos). Na primeira semana tive que me concentrar para ficar forte, na segunda encarar e manter a força para deixá-la segura e tranquila, enquanto, ao mesmo tempo, mantinha a casa e o ambiente mais ou menos organizado para os meninos enquanto eu estivesse no hospital. E a terceira, simplesmente eu fiquei meio paralisada e cansada esperando minhas forças voltarem! Durante o tempo todo que estávamos no hospital só pensava em trazer minha filha de volta para casa e ter meus trigêmeos juntinhos outra vez. Graças a Deus tudo passa e tudo deu certo para nós. No entanto, durante o processo e o envolvimento nesse esforço todo, eu fiquei meio esvaziada.

Agora, corro atrás das roupas acumuladas, da poeira nos cantos e daquilo que deixei para trás. Busco minha energia e recomeço. Sem empregada já há bastante tempo, aprendi a não me estressar e não ser escrava do trabalho doméstico. Claro, não gosto de viver na sujeira, mas desacelerar e se permitir jogar os pés para o alto procrastinando o serviço de casa de vez em quando não mata ninguém, o trabalho doméstico é ingrato e quase não aparece. Deixei sim as coisas acumularem e ficarem um pouco empoeiradas; as roupas ficaram a espera para serem guardadas, mas sentei com meus filhos, os levei lá embaixo no playground, assisti a filmes com eles, descansei e também conclui muitas coisas positivas nessas semanas lentas.

Esse tempo reforçou ainda mais minha forma de ver as coisas e viver a vida, ou seja, o que importa mesmo é o aqui e o agora e as pessoas que nós amamos, bem como a saúde delas e as pequenas coisas simples da vida, como por exemplo, um filho sem dor. Temos que levar isso sempre dentro de nós, agarrar tais momentos e usá-los de forma positiva quando estivermos encarando neuroses domésticas ou problemas tão bobos do dia a dia, essas coisas são tão pequenas e desnecessárias diante do valor e a saúde dos nossos filhos. Prefiro mil vezes ficar mandando meus filhos pararem de brigar do que vê-los em camas chorando de dor.

Lembre-se que não precisamos de tragédias, doenças e problemas sérios para valorizar tudo àquilo que realmente importa para sermos felizes. O mundo não vai acabar se você deixar a louça ou qualquer outra tarefa secundária para depois.


Aline Silva Dexheimer  é mãe de trigêmeos e começou a escrever a fim de entender, aceitar e encontrar caminhos alternativos para enfrentar as dificuldades da vida. Escreveu o livro “O BRILHO OCULTO” publicado pela Amazon.  Também possui crônicas publicadas pela Editora Mackenzie para livro didático. Escreve sobre maternidade, vida e atitude positivas. Site:  http://www.alinedexheimer.com/




Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CONVERSAS - O (inesperado) SEXO DO BEBÊ!

Hoje nas CONVERSAS, tenho o prazer de contar com a participação especialíssima da Gabriela Teixeira. Ela escreve o blog Garoto Gabriel e a história que eu tenho com esse blog é quase inacreditável.

Esse blog é um daqueles que a gente acha por acaso, gosta, mas por algum motivo obscuro, esquece de favoritar ou seguir e nunca mais acha. Eu, como boa atrapalhada que sou, custo a ligar os pontos entre as carinhas que vejo no meu próprio blog, as twittadas aqui e ali e as amigas no face com os seus respectivos blogs. Aliás, sigo uma mesma pessoa no twitter e no face e só me dou conta que são a mesma pessoa depois de algum tempo. Essa sou eu. :( Apesar disso eu tinha o email da Gabriela num grupo de emails de mães e mandei um convite pra ela escrever aqui pro blog e ela me respondeu!

Sendo assim, deixei a preguiça de lado, e fui procurar pelo blog dela de novo até achar! Isso é a minha cara, a desorganização em pessoa! E agora já favoritei e estou seguindo, viu Gabriela?

O blog dela é cheio de amor dessa mãe pelo seu bebê, que além de nome de anjo, é um anjo de tão lindo! Um blog bem materno, assim como o belo texto que ela escreveu pra nossa "conversa".

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O (inesperado) SEXO DO BEBÊ! 


Lá em casa somos em 3 irmãs, eu sou a do meio... o único homem que habitava por lá era meu pai, a mulherada sempre dominou a área! Mais tarde minha irmã mais velha engravidou, mais uma menina na área, em seguida a minha irmã mais nova também ficou grávida e lá vem mais uma menina na família, todo mundo dizia que meu pai era um homem de sorte, viver no meio da mulherada não era tarefa fácil, coitadinho! 

10 anos se passaram... eu me casei, engravidei, e é aí que começou a história!
Não sei o porquê, só sei que na minha cabeça eu teria uma menina, TODAS lá em casa tiveram, pq eu não teria?!

Antes mesmo de fazer a ultra para saber o sexo do baby, eu e marido já havíamos escolhido o nome... seria ANANDA! O quarto lilás e branco.
Chegou o tão esperado dia de saber o sexo do bebê, marido foi até de camisa rosa, por incrível que pareça ele também estava preparado para uma menina!

-Opa, olha só que garotão, disse o médico!

Fiquei sem ar por uns segundos...

Liguei para minha mãe (o sonho dela era ter um menino) minha família e amigos amaram a idéia, todos diziam que eu fui a premiada, a única a ter um menino!

Chorei quando cheguei em casa, eu fiquei péssima com a notícia. Como cuidar de um menino? E agora? Meninos não são tão apegados como meninas. Eu sempre vivi no meio de mulheres. Pensei muita besteira, fiquei meio depressiva, sei lá.

Os meses se passaram, me conformei com a ideia, fiz planos, marido só falava em levar o menino para jogar futebol, escolhi todo o enxoval, quarto azul e branco, roupas em vários tons de azul fazia parte do guarda-roupa. 

EU REALMENTE FUI A PREMIADA!

Enfim, essa história toda serviu para me mostrar que filho é FILHO, independente de sexo, de cor.

Olhando para trás eu vejo o quanto fui hipócrita e egoísta, mas o q passou, passou. 

GABRIEL nasceu, o amor aconteceu... pensava eu que menina era meu forte, meu forte mesmo é MENINO, chutar bola, gritar gol, assistir desenhos de ação. Será mesmo que eu teria paciência de brincar de casinha? 


Se eu quero outro filho?! Quero sim... SÓ SE FOR MENINO! 

Ah... e pra encerrar essa história com chave de ouro, hoje nasceu mais uma mulher na família, minha irmã teve mais uma MENINA! 


Samira... nasceu hoje 04/11/2011. Então GABRIEL ainda é o único homenzinho da family. Agora sim, A CASA DAS 7 MULHERES ESTA COMPLETA!

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Gabi, amei a tua participação! Um texto cheio de humanidade de uma mãe que teve medos e que agora não tem medo em admitir. Maternidade real, verdadeira. E o Gabriel é uma graça, faz jus ao posto de príncipe (ou rei) da família. Parabéns também pela sobrinha Samira, que ela traga muitas alegrias à família!


Eu também vivi um pouco desta sensação quando esperava a Yasmin. Tive dois irmãos menores e um filho antes de engravidar dela e achava que não daria conta de menina. Depois dela vieram mais 3!


E você, viveu algo parecido? Conta aí pra gente...


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CONVERSAS - Quando nasce um filho, nasce uma mãe?

Hoje para as nossas conversas, recebo uma convidada muito especial, Ana Carolina Amado, a  do blog Uma mãe e muita coisa. Uma mãe sensível e apesar disto, muito divertida. Conta suas histórias com muita graça, mas também fala sobre assuntos sérios com a seriedade que eles precisam, mas com leveza, sem ser trágica ou densa demais. 
No twitter ou no face, uma amiga que tá sempre ali, pra dizer uma palavra na hora certa, seja para rir, ou para confortar.
Aceitou de pronto meu convite e me mandou este texto lindo que agora compartilho com vocês.

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Quando nasce um filho, nasce uma mãe?
Por: Ana Carolina Amado

No meu caso, quando meu filho nasceu, nasceu uma mulher de um lugar que eu nem sei. A mãe veio aos poucos.
        Nem sei por que comecei a namorar e casar então? Já pensou então ter um filho? Vivi a adolescência num grau alucinante, que pensei que nunca fosse sair desta fase. Só me dei conta que tinha crescido, tinha virado adulta quando entrei na sala de parto. E olha que eu nem era tão jovenzinha. Fui mãe aos 28 anos.
Ana Carolina e João Pedro
Mas até a sala de parto eu era um adolescente em corpo de mulher, que não tinha planos pro futuro, por que afinal de contas futuro é para quem é adulto.
Ao ouvir o médico dizer que em 5 minutos meu filho estaria em meus braços fiquei pensando: Vixe e agora? Cadê minha mãe?
Apresentaram-me o bebê mais rosado que eu já tinha visto na minha vida: meu filho João Pedro. A enfermeira perguntou que cor ele tinha para registrar no prontuário e eu disse rosa. Ela só me disse: mãezinha sem brincadeiras.
Fui costurada, levada pro pós-parto e as enfermeiras falaram para eu tirar a última soneca dos próximos meses. Eu só ficava pensando estão querendo me assustar. Quando fui pro quarto, meu bebê veio mamar, refletindo bem ele mamou pouco, mas ficou ali apertadinho no meu colo.
Não voltei direto para casa, fui para minha mãe e somente uns 10 dias depois fui para casa, viver a realidade sozinha. Eu tinha muito medo.
Ao contrário de mim, meu marido queria que voltássemos logo para casa. E eu acabei ficando boa parte do dia sozinha, chorava muito quando o João Pedro mamava, meu peito sangrava enchia a boca do meu filho de sangue e ele sugava, sugava, sugava.
Logicamente que recebi muitas visitas, mas nada me preenchia. Logicamente meu marido ficava ao meu lado, mas eu tinha medo. Não sabia quem eu era mais. E foram longos meses até eu descobrir o que era esse medo, o que era este pavor de ficar sozinha: depressão pós-parto.
Não há nada que se possa dizer para quem sente o que eu sentia se não for: chore, fale, desabafe.
Quando percebi que podia falar, que podia chorar meu filho já estava com quase 1 ano. Foi uma fase difícil. Tem horas que me dou conta que não aproveitei como deveria o seu primeiro sorriso, o seu primeiro gritinho. Mas eu aproveitei sim, da maneira que me foi possível.
Me vejo hoje mulher. A mãe foi nascendo dia-a-dia a cada movimento do meu filho ao meu lado!

Ana Carolina Amado

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          Ana, adorei a tua participação! A maternidade não é garantia de felicidade plena e uma mãe que viveu a experiência de uma DPP sabe como é difícil enfrentar essa fase. Mas você não só a superou, como fala dela de uma maneira muito franca, sem culpas nem neuras. Obrigada por compartilhar conosco esta história!

         E vocês, também gostaram?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CONVERSAS - Cuidado

Hoje nossas conversas são coma queridíssima Fabi Coltri, mãe da linda, doce e espertíssima Sofia e que escreve no blog No mundo de Sofia. Fabi é uma dessas amigas virtuais que parecem assim bem próximas. 

Divertidíssima, faz brincadeira com tudo, até quando está braba, faz graça. 

No texto que ela enviou, fala da previdência divina, que a impediu de saber antes do parto que sua bebê tinha lábio leporino e assim a protegeu de sofrer antes da hora e pôr em risco o restante de sua gestação. 

Acompanhem o texto:

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Cuidado!
por: Fabi Coltri (@FabiColtri)

Fabi e sua filha linda Sofia

Quando a Tuka me convidou pra estar aqui, confesso que fiquei meio com medo! =o)
Ela escreve tão maravilhosamente bem, tem assuntos diversos e eu tão sem graça com minha vidinha máomeno!!
Resolvi então falar de como tem coisa que a gente não explica, acredito que só Deus tem mesmo explicação pra algumas coisas na nossa vida!
Quando me casei, meu marido e eu combinamos de ter filho logo, assim que desse. E 1 mês depois que parei de tomar o anti-bebê, engravidei.
Não me lembro de querer ser outra coisa na vida que não fosse mãe!
E assim, com semanas de gestação eu já me sentia, a mais completa mãe de todas as mães do planeta!
Tudo planejado, tudo cor de rosa, todo o mundo Sofia ao meu redor!
Quando a gente espera um bebê, é óbvio que desejamos sempre o melhor, que venha com muita saúde, perfeito, e que o dia do nascimento seja marcado de coisas boas.
Lembro que marquei pra fazer uma ultrassonografia 3D, só pra ver com quem a Sofia parecia, pra me gabar que ela seria a minha cara.
Não conseguimos fazer a ultra por motivos que nem lembro qual.
E eu fiquei triste, pq queria muito conhecer ali o rostinho da minha princesa, até chorei.
Depois disso fizemos um ultra morfológico, e nele não foi possível ver o rosto da Sofia, dava sim pra ver os olhos, a testa, o queixinho, as orelhas, mas a boca não, ela não tirava as DUAS mãos da frente, de jeito nenhum, saí pra comer chocolate, pra dar uma sacudida na garota, mas nada. Isso aconteceu em 3 ultras!
Logo depois chegou o dia do parto. E ali, enquanto meu médico fazia os procedimentos, ele me perguntou: ¨Fabiana, vc já ouviu falar em Lábio Leporino?¨
 Na mesma hora, visualizei a cena da Sofia tapando a boquinha pra que eu não visse ali no ultra. Na mesma hora, visualizei minha tristeza por não conseguir fazer o tal do ultra 3D.
Eu só imagino como teria sido minha gestação se eu tivesse visto nas ultras.
Sem saber que grau de L.L era, sem saber se era só isso que ela tinha.
Uma coisa eu sei: Deus escreve certo, por linhas certas!
 Ali, eu senti a união de Deus, e da minha filha, que ainda que não soubesse, ajudou a mamãe.
Independente do que aconteça Deus cuida de nós, e ele cuidou de mim ali, da maneira dele, mesmo sem eu entender, e naquele momento aceitar, Ele cuidou de mim!
Muitas vezes planejamos as coisas e quando não sai do jeito que gostaríamos, nem paramos pra pensar no pq daquilo, nossa primeira atitude é de reclamar, se irritar, mas tudo tem o outro lado, tudo tem o motivo pra acontecer.
E no meu caso, não era pra eu ver a boquinha da Sofia na ultra. Não vejo coincidência nisso, vejo sim o cuidado!
É certo que choraria a gestação inteira, e sabe Deus o que mais aconteceria.
Hoje ainda choro, mas de felicidade, por tamanho presente enviado por Deus pra mim!!


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Fabi, me emocionei com o teu texto e acredito sim que Deus está o tempo todo nos protegendo e cuidando. 

E nossos filhos são anjos, enviados por Ele para nos ajudar a superar momentos como esses e nos ensinar a sermos fortes e crescermos como pessoa. Sofia é linda e a pequena cicatriz em seu lábio é parte do seu charme. 

Obrigada por compartilhar conosco esta história!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CONVERSAS - desOCUPADA

Hoje apresento a vocês a Cléo. Conhecemos-nos há mais de 6 anos, tivemos a oportunidade de trabalhar juntas por um curto período de tempo, mas suficiente para ficarmos amigas. 

Cléo é dessas pessoas solares, com uma risada contagiante e que está sempre rindo e fazendo a gente rir. Novinha, casada há pouco tempo com o Marcelo, esse casal passou a fazer parte de nosso círculo de amigos, e embora não nos falássemos com freqüência, quando nos encontrávamos era sempre muito divertido. 


Ficamos grávidas na mesma época e nossos bebês deveriam ter nascido com 4 dias de diferença, mas eu esperava gêmeas, então elas nasceram quase 2 meses antes do Davi. Senti muito quando ela foi embora de Cachoeira, ainda mais porque estava grávida da Cecília que só vim a conhecer quando passaram por aqui, lembram? (A visita da D. Maricota).

Cléo é professora e tem muitos dons artísticos, faz trabalhos manuais lindos, tem muita imaginação e criatividade e ingressou a pouco no universo blogueiro editando o blog A dona Maricota. Está, como muitas mães da blogosfera, vivendo a experiência de não fazer nada cuidar dos filhos e da casa e é sobre isso que ela nos conta um pouco...

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Kátia,

Não sei onde andava com a cabeça ou o que tinha na cabeça quando me pediu pra escrever. Passei dias caraminholando sobre o que escrever, como escrever e aos poucos as letrinhas foram se “acuierando” na minha cachola, e saiu isso ai...

Espero não decepcioná-la!


desOCUPADA

Ingressei cedo no mercado de trabalho.
Comecei vendendo rapadura de leite e amendoim com meu irmão André, mamãe fazia e nós vendíamos pros vizinhos e conhecidos. E o pagamento é claro que eram rapaduras...
Depois comecei a vender cosméticos em vários catálogos que mamãe revendia, e ela me dava comissão pelas vendas...
Quando maiorzinha trabalhei no mercado do meu tio Artemio (em memória), eu e minhas primas, cada uma fazia um serviço determinado, eu cuidava das verduras, frutas e bebidas...
1994 virei a “Tatá”, babá da Júlia, e também fazia alguns afazeres domésticos. Com carteira assinada e tudo!
1995 fui serviços gerais num consultório odontológico...
Nesse período conheci a Inajara e comecei a fazer animações de festas infantis, pra fazer uma grana extra.
1996 passei no vestibular em Ed. Especial Audiocomunicação e comecei a trabalhar em uma creche, a Anjo da Guarda, que nem existe mais, como professora. E continuava a fazer animações, eu era o Palhaço Pipoca.
1997 comecei a fazer magistério também e tinha uma bolsa de estudos na faculdade, pois trabalhava na biblioteca setorial de Centro de Educação.
1998 troquei de creche e fui para Ipê Amarelo, a creche modelo da UFSM por alguns meses, depois comecei a trabalhar na Casa Abrigo de Meninas, mantida pela Prefeitura Municipal, para cuidar de adolescentes em situação de risco ou bando, em convenio com o CIEE por dois anos.
2000 comecei oficialmente como professora o Colégio Franciscano Sant Anna, onde fiquei até o final de 2003.
2001 voltei a trabalhar nos abrigos, porém no de meninos, onde fiquei por 6 meses e voltei pro de meninas até completar meus dois anos de convenio. Nesse período as animações eram muito esporádicas, mas as revendas de produtos e semi-jóias iam de vento em popa!
2004 casei e mudei de tudo: ESTADO CIVIL – CIDADE – TRABALHO – CASA – AMIGOS – PETS – VIDA!
Daí comecei no Colégio Imaculada Conceição, em Cachoeira do Sul onde fiquei até o final de 2008, ano em que nasceu meu amado filho Davi.
2007 iniciei na Prefeitura Municipal, pois passei em 7° lugar no concurso do ano anterior. Fui pra escola Maria Paccico de Freitas, e trabalhei num projeto da SMED de teatro para adolescentes nas escolas municipais. Eram 60h semanais de trabalho.
2009 mudei de escola e fui pra minha amada APCRIM, e iniciei também no projeto ACELERA BRASIL, do Governo do Estado. Participei da gravação de um longa metragem, dei entrevistais e tirei muitas fotos.
2010 fui garota propaganda nacional da Avon, engravidei e recebi a notícia de que mudaríamos de cidade!
2011 fiquei em licença maternidade até 03/07, depois...
desOCUPADA,
em Bagé, só...
... limpando casa, lavando louça, passando roupa, cuidando de dois filhos pequenos, 2 cachorros... blogando e agora escrevendo no blog das outras. kkkkkk
Se ainda tiver alguém ai, pergunto:
Como se pode dizer que uma mulher que cuida da casa é uma desocupada? Ou então responder essa pergunta assim:
- O que sua mãe/mulher faz?
- Nada. É do lar!
As donas de casa ou do lar deveriam receber muito bem por tudo que fazem!
Agradeço a todas por “me lerem” e principalmente a Tuka, por ter me feito escrever isso, me fazendo analisar a mim mesma, fazendo-me entender que só porque estou em casa não sou uma desocupada!!!!!!!!!!
Tenho que curtir meus pimpolhos até que cresçam um pouco mais, para depois pensar se volto pro mercado de trabalho. Kkkkkkkk
Bjocas em todassssssssss

Davi, Marcelo, Cléo e Cecília

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Cléo, querida amiga, obrigada pela tua presença aqui. Você, com seu jeito solar de sempre, nos faz ver quanta coisa deixamos pra trás ao decidirmos ser "apenas" mães, mas que ganhamos tanto e também fazemos tanto...

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CONVERSAS - O conceito e o preconceito

Hoje nas nossas conversas, a presença ilustre de Mari Hart Dore, a mãe polvo da adolescente Stella, e dos gêmeos Pedro e Léo, de 4 anos. Ela escreve o belo e divertido blog "Diário de uma mãe polvo" além de ser uma fotógrafa de primeira, como você pode conferir no portfólio dela aqui e no blog "Mari Hart, photo & soul".

A-D-O-R-O os textos da Mari,  mesmo quando o assunto é tenso, ela trata com leveza e bom humor e dá um toque todo especial que deixa tudo mais simples, mas mesmo assim, cutuca fundo nos pontos que pretende acertar.

Espero que gostem do texto dela tanto quanto eu. Vamos à ele:
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O conceito e o preconceito
Responda rápido, sem refletir; Vc é preconceituoso?! Tenho certeza que uma massante maioria das pessoas respondeu automaticamente "não". E agora, vamos refletir e repensar nos detalhes do dia a dia, nas nossas pequenas atitudes e dizeres que se tornam normais no cotidiano e responda. Tem certeza?!

Infelizmente, o preconceito está mais dentro de nós do que imaginamos. Vem de gerações, é cultural, a sociedade nos leva a ser preconceituoso. A forma como agimos e pensamos tem influência direta na formação desta mesma sociedade, começando dentro de casa, até mesmo da própria família que escondem seus entes com alguma deficiência. A discriminação vem das estruturas físicas do prédio onde moramos, dos cinemas, transporte público, supermercados, escolas onde nenhum deles está preparado para tratar a deficiência como uma diferença apenas entre o ser humano. É um preconceito pré-estabelecido, que induz o outro a ser preconceituoso.

Leo e Pedro são gêmeos de 4 anos de idade. Leo tem paralisia cerebral do tipo tetraplegia espástica. Certo dia ao encontrar uma grande amiga, ela comentou como achava incrível o tratamento que Pedro dá ao irmão. Isto é, NORMAL! Para Pedro a questão do irmão não saber andar, falar e nem sentar sozinho, nunca fez diferença. Ele briga, aperta e beija, implica como qualquer irmão comum. Por crescer junto com a deficiência intensamente em sua vida, ela se tornou indiferente, apenas um detalhe em nossas vidas. E é assim que deveria ser com todas as crianças do mundo- futuro adultos preconceituosos, conviver com a deficiência de perto, seja na sala de aula, no parquinho ou no clube. A troca é mútua, quem ganha não é apenas a criança incluída, todos ganham.

A verdadeira inclusão, tem que ser vista como uma arma no combate ao preconceito e não como comiseração. Seja ele de todas as formas. Por raça, opção sexual ou deficiência física e/ou intelectual, não importa. Façamos do pré-conceito, um conceito definido baseado no respeito, amor ao próximo e proncipalmente na ação. Pelos nossos filhos condicionados a viver neste mundo criado por nós mesmos. Por um futuro mais justo e em paz. SEM PRECONCEITO.
@marihartdore

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Mari, agradeço imensamente tua participação aqui no meu cantinho e compartilho com você a idéia de que se todos convivessem mais proximamente uns com os outros, tudo deixaria de ser tão estranho, tão diferente e todos passariam a ser vistos como pessoas normais, que é o que todos somos mesmo. Esta seria a verdadeira inclusão.

E vocês, o que acham?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CONVERSAS - Me desdobrando em muitas

Hoje apresento com muito prazer um texto da minha amiga Laudiane. Lau é uma amiga muito querida, que muito me ajudou com meu bloguinho, com dicas, com o layout (o de agora não é "culpa" dela) e com a sua amizade e carinho, quer seja nos comentários, ou nas redes sociais. Deixou de ser apenas mãe para dedicar-se também à fotografia, coisa que tem feito muito bem como vocês podem conferir lá no site dela onde tem alguns trabalhos dela e também um pouco mais sobre ela para quem quiser conhecê-la melhor. Clica ali no banner:


Já falei dela como amiga, a mãe vocês podem ver no orgulho estampado no rosto com a filha Júlia no colo, mas quanto à profissional posso dizer o que eu vejo nas suas fotografias: SENSIBILIDADE. Um estilo próprio, captando a essência de cada momento, como se buscasse a alma das pessoas para fotografar. Acho lindo o trabalho dela e recomendo para quem mora em São Paulo e região.

Agora, vamos ao texto:


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Me desdobrando em muitas
por: Laudiane Lira


Ser mãe é sem dúvida nenhuma a maior dádiva de todas.

A maternidade me ensinou muitas coisas, sobre intuição, sensibilidade, jogo de cintura, ensinou-me como lidar com alterações hormonais e de humor, o meu relacionamento com meu marido com minha família.


Mudei hábitos alimentares por causa dessa vidinha que já na barriga me ensinava a ser melhor.

Mas de todas as coisas que tive que aprender com a chegada da minha bebê, foi me redescobrir mulher e profissional, conseguir conciliar, tanto por questões financeiras e por questões de realização profissional, de estar feliz e fazer algo que amo.

Me entreguei de corpo e alma na minha aventura de ser mãe e amei ,mas sentia falta do outro lado também.

Hoje estou conciliando a vida de mãe e profissional, realizando um sonho que com certeza só foi possível por causa da maternidade, que deixou meus sentidos mais aguçados e uma vontade louca de ser melhor a cada dia, de me superar e vencer.

Ainda estou me adaptando e minha filha também, por vezes me sinto cansada, tenho muitas coisas pra ajustar por aqui ainda, mas estou caminhando.

O amor pela minha filha cresce a cada segundo, e a certeza de que ela é a melhor coisa que já aconteceu em minha vida aumenta e só se fortalece dentro de mim.

E você, como foi essa transição na sua vida?

Deixe seu relato...

Beijos

Laudiane Lira – Mãe e fotógrafa entre uma troca de fralda e outra. 


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Lau querida, agradeço imensamente a tua participação por aqui. Sabe o quanto te admiro e desejo o teu sucesso!


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Conversas - Perdas

É com emoção que apresento hoje nesta coluna, a amiga Débora do blog Amar ser mãe. Muito já falei dela aqui, leitora e comentarista assídua deste humilde bloguito, sempre me presenteando com selinhos e mimos e que também me deu a honra de postar um texto meu lá no blog dela, como você pode conferir aqui.

Débora é brasileira, mas mora em Portugal com o marido e o filho, Diego. Uma graça de menino cujas aventuras e descobertas são descritas com muito amor pela mamãe em seu blog.

O texto que ela me enviou fala sobre as perdas. Um assunto delicado, mas abordado com muita sensibilidade por ela.


Vamos ao texto:


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Perdas

Há algumas semanas, um medo e uma ansiedade tomaram conta de mim… “Será que estava a caminho um irmãozinho ou irmãzinha para o Dieguinho?” Eu e meu marido até chegamos a ficar felizes com a possibilidade; não que estivéssemos na lista de “tentantes” oficiais. Um segundo filho, naquela altura, seria mera obra de Deus, do destino… Fizemos um teste, daqueles comprados na farmácia. Resultado: Negativo! Mas a nossa expectativa era tanta que resolvemos fazer o exame de sangue para confirmar mesmo. Novo Negativo. Quando abri o envelope e vi que o Di continuaria filho único uma tristeza invadiu meu coração. E olha que eu nem estava esperando ficar grávida! Mas o sentimento era de perda,  mesmo que não houvesse perda nenhuma.
Naquele momento, lembrei de muitas outras mulheres que tanto desejam engravidar e não são abençoadas com esse presente de Deus. Se eu fiquei frustrada com o meu resultado, imagina a dor que  é ver um “negativo” todos os meses, quando se busca e se tenta justamente o contrário.  E o que dizer das mulheres que ficam grávidas e logo em seguida sofrem um aborto espontâneo?  E as que perdem seus bebês já com a gravidez bem adiantada? E aquelas que perdem seus filhos pouco depois de nascerem?
Só depois que me tornei mãe, soube realmente o que isso significa... Lembro bem do Caso Isabela; a menina atirada da janela de um apartamento pelo pai e a madrasta, em São Paulo. Quando o crime aconteceu, eu trabalhava em TV. Acompanhamos o caso, achei horrendo e ponto!  Quando os suspeitos foram julgados, eu já era mãe e foi incrível como vi tudo de uma maneira bem diferente. Meu sentimento era outro.  Sofri como não tinha sofrido antes.
Só depois que me tornei mãe, entendi melhor a minha própria mãe que também teve a infelicidade de perder um filho. Minha irmã mais nova morreu quando tinha nove anos de idade. Na época eu era adolescente e sinto não ter dado todo o apoio que minha mãe necessitou. Lembro que minha mãe passou anos até conseguir sorrir novamente.
Hoje, dói-me ver um pai ou uma mãe enterrando um filho.  Não deve haver nada pior nessa vida. Penso o quanto não é justo. Mas quem sou eu para achar alguma coisa. Deus lá sabe as suas razões… E o que acho mais incrível é como um filho nunca é esquecido, passe o tempo que passar. Já vi uma senhora que perdeu 2 filhos, há mais de vinte anos, ainda hoje se emocionar e chorar ao falar deles.  Quando leio blogs de mulheres que passaram por essa mesma dor também vejo o quanto um filho “é para sempre”, por menor que tenha sido a convivência com ele.
Se existe conforto para minimizar a perda de um filho que o mesmo seja levado a quem precisa. Deixo aqui a minha solidariedade e um grande abraço a essas mulheres que são de uma fortaleza incrível! Fica aqui a minha homenagem e a certeza de que são abençoadas por anjos!
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Quando a Tuka convidou-me para participar aqui do cantinho dela, fiquei muito lisonjeada e, ao mesmo tempo, em dúvida sobre que tema escrever…  Andei dias meditando e acabei  “esbarrando” no que eu mais tenho escrito ultimamente: “a maternidade”.  Desculpa, amiga, mas foi inevitável! Pelo menos, tentei dar um foco diferente ao assunto. Obrigada pelo convite e espero que tenha ficado à altura desse seu cantinho tão especial…

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Querida Débora, espero que o meu blog é que esteja à altura da tua participação! Agradeço a honra de te ter por aqui e o texto ficou muito bom. Volte sempre!



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 17 de junho de 2011

CONVERSAS - Ressignificação do luxo

Hoje recebo com muita honra neste espaço a amiga Daniele Brito, a Dani do blog Balzaca Materna. Adoro os textos da Dani, até para falar de assuntos pesados ela tem um humor fino que deixa tudo muito leve. Também me identifico muito com ela, temos muitas coisas em comum. O blog dela é uma delícia!

Vamos ao texto que ela me enviou:

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RESSIGNIFICAÇÃO DO LUXO


Foto: Dani e seu pimpolho Otto
Durante muito tempo, luxo pra mim, era frequentar bons restaurantes, dançar pelas baladas mais descoladas, usar a roupa must have das coleções de grifes famosas. Era trabalhar num local bacana e estudar na faculdade o curso que sempre quis.

O tempo, que transforma tudo, relativizou pra mim o significado de luxo.

Luxo é acordar não com o despertador do celular, mas com os gritinhos do meu filho no berço; é levá-lo pra pegar sol na beira da praia, é poder vê-lo brincar sem estar correndo contra o tempo; é receber a cobrança natural que cabe à uma mãe, não de um chefe mala e rançoso!

Luxo é ter tempo pra ensinar minha filha a andar de bicicleta sem rodinhas, é poder dispensar professores particulares e ensinar, eu mesma, as lições da escola; é poder deixá-la na porta da escola e dar-lhe um beijo na testa e buscá-la prometendo uma surpresa que me consumiu uma tarde: um bolo enorme de cenoura com calda de chocolate.

Luxo é chorar de muda frustração, de histérico cansaço por ter levantado infinitas vezes numa só noite - tudo pela opção de não ter babá! Luxo é poder estar ao lado e embalá-lo pra dormir; foi ter pesquisado o valor nutricional de cada alimento e saber o que potencializa o quê.

Luxo pra mim, foi ter podido dedicar alguns anos da minha vida pra estar perto dos meus filhos num momento da construção de suas memórias afetivas.

Agora, luxo mesmo, depois de todo esse tempo de felicidades, incertezas e descobertas é decidir que é hora de retomar o que deixei inacabado...porque a vida, pode até transformar o significado das coisas, mas não para nunca!
Dani
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Dani, adorei o teu texto como sempre! Já te disse o quanto admiro tua coragem, mesmo que repleta de medos, de retomar teus projetos e iniciar novos. Te desejo muita sorte nessa nova etapa. Foi mesmo uma honra pra mim te ter por aqui, volte sempre!!!

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Luxo pra mim é poder contar com os amigos, tê-los por perto. E pra vocês, o que é luxo?
Bom final de semana!!!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Conversas - Os Idosos e as Crianças

      Hoje quero inaugurar um novo espaço aqui no blog, um espaço para uma maior interação com quem lê o meu blog e participa ativamente dele, para que através de textos próprios se deixem conhecer um pouquinho mais, por mim e pelos outros leitores. 
        Aos poucos, estou convidando algumas amigas, comentaristas persistentes aqui do meu espaço para me honrarem com seus textos, suas idéias e pensamentos.
        Mas não esperem pelo meu convite pessoal, sou muito enrolada e ele pode demorar um pouquinho, sintam-se à vontade para mandar um texto pra mim, sobre o assunto que quiser, desde que não fuja muito dos já falados aqui que já são muitos, mas variam basicamente entre maternidade, saúde, memórias e reflexões-opiniões.
      Quem inaugura esse espaço é Rogéria Thompson, uma querida que está sempre prestigiando esse bloguito com seus comentários e ajudando a divulgá-lo entre seus amigos, e o assunto escolhido por ela é ótimo: Idosos.
         Declaro oficialmente aberto o espaço CONVERSAS, hoje com Rogéria Thompson

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OS IDOSOS E AS CRIANÇAS

Fiquei muito feliz ao receber o convite da Tukinha, (posso chamar assim né?Agora q pergunto), para escrever em seu blog. Tenho um, (Um espaço pra chamar de meu) mas quase não escrevo, um pouco muita preguiça... Pensei em vários assuntos, continuar com lembranças, falar de filhos de assuntos do momento... cabeça de mulher ferve...  E optei por falar de idosos...

Hoje conversando com um senhor, da Paróquia que frequento, ele e um outro, nem tão idoso, relembravam momentos da história do nosso país, tempos difíceis,tempos de alegria, falamos de grandes cantores do Brasil: Elizete Cardoso, Orlando Silva, Orlando Dias (não são do meu tempo, que fique claro, rsrsrs), lembraram momentos da ditadura, um era adulto nesta época e outro era adolescente, e relembrou momentos vividos junto com o pai e o avô...

Fiquei pensando na riqueza de histórias, de detalhes e ontem falava sobre isso com o meu marido, já que a avó dele completou 100 anos, mas por viver na roça, não estudou, era um absurdo mulher estudar antigamente, a história passou por ela e muita coisa ela já não se lembra...

Daí vem minha reflexão, como estamos convivendo com nossos idosos? Estamos simplesmente proporcionando um bem estar? Saúde, alimentação correta, remédios nas horas certas? Será que conversamos, perguntamos, incentivamos às suas memórias? Sempre achei de grande riqueza a convivência dos meus filhos com a bisa, eles aprenderam a respeitar o idoso e a amar. Por vezes eu os pego na sala conversando com ela, fazendo perguntas...outro dia ela ensinou como se matava uma galinha, eles acharam incrível, nunca viram isso...

Muitos acham que o idoso está cansado e não quer crianças por perto, muitas vezes sim, mas alguns estão ali prontos para contar fatos históricos, experiências de vida ou simplesmente ouvir o que uma criança tem a dizer. Acreditem eles tem muito mais paciência que nós...

E vocês? Seu filhos convivem com idosos? Não precisa ser tão idosos quanto a bisa dos meus filhos, rsrsrs. Como é essa convivência?


ROGERIA

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Rô querida, obrigada pela sua brilhante participação! Adorei o assunto. Aqui meus filhos tem uma boa convivência com os avós e são estimuladas à isso. Os vovôs adoram contar histórias, cada um com seu estilo, e as vovós tem sempre alguma coisa pra ensinar. Agora que já conhece o caminho aqui de casa, apareça sempre!





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