Share
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
O objetivo deste post é mostrar que Esclerose Múltipla e maternidade são sim compatíveis.
Quando fiquei grávida das gêmeas meu
neurologista ficou muito surpreso pois nas pesquisas que ele fez tanto no
Brasil quanto no exterior, não haviam registros de outro caso de mãe portadora
de Esclerose Múltipla que tivesse gerado gêmeos numa gravidez espontânea (sem
fertilização ou métodos assistidos).
Meses após o nascimento delas houve um evento
para portadores, familiares e cuidadores e fui convidada a dar um depoimento a
respeito da minha gestação. Foi um depoimento curto, coisa de 10 minutos, mas virei
uma espécie de símbolo.
À partir daí, sempre que uma mulher portadora
de EM pensa em engravidar ou se descobre grávida, eu sou apontada como
referência e “consultada”. O alvo dessas consultas são principalmente o medo de
surtos durante a gestação, dos efeitos das medicações sobre o feto e também das
condições de se cuidar de um bebê tendo uma doença tão séria.
Meu papel nesses casos é passar tranqüilidade,
mostrar que a gestação é possível e que dar conta é uma questão pessoal, que
precisa ser pensada e analisada de acordo com o nível de comprometimento que a
doença causa em cada um e da ajuda com a qual se poderá contar. Estando ou não
numa crise de fadiga ou em pleno surto, filhos precisam de atenção e cuidados.
É melhor ter a certeza de poder contar com alguma ajuda, pelo menos nos
momentos mais críticos. Aqui a palavra chave é adaptação.
A doença não é hereditária, porém é genética.
Mas os riscos de filhos de portadores serem também portadores da doença é
minimamente maior do que de filhos de não portadores. Um valor quase
desprezível.
A gravidez tem função imuno-moduladora, o que
faz com que os surtos sejam raros nesse período, porém a incidência é comum
logo após o parto, por isso o acompanhamento do neuro durante a gestação é
imprescindível, assim como uma boa comunicação entre o neuro e o GO.
Quanto às preocupações com os efeitos das
medicações, passo sempre os contatos do SIAT, serviço sobre o qual já falei
aqui e que me deu todo o suporte que eu precisei.
A amamentação costuma ser contra-indicada pelos
médicos pela necessidade de se fazer uso da medicação o quanto antes para
evitar aqueles surtos pós-parto. O estresse hormonal e físico acarretado pela
chegada de um bebê são fatores desencadeadores de surtos, por isso se faz
urgente a administração da medicação tão logo o bebê nasça.
No meu caso específico, teimei com o médico e
amamentei até o sexto mês, mas paguei minha desobediência com um surto.
Esta é uma visão simples e objetiva da maternidade
com EM, mas na prática pode não ser tão simples assim. Decidir-se pela
maternidade deve ser um ato muito consciente e discutido sob todos os aspectos tanto
em família, quanto entre os profissionais de saúde que te atendem.
Independentemente de se ter ou não EM. Ser mãe é mágico, sublime e divino, mas
não é fácil. Mas também não é difícil se a pessoa tem a real consciência do que
isso significa.
Em síntese: ser mãe sendo portadora de
esclerose múltipla pode dificultar um pouco mais as coisas, mas não ao ponto de
se abdicar do desejo da maternidade. Eu e essas carinhas lindas aí da foto somos a prova disso.
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

Oieee,
ResponderExcluirTuka, vc é um exemplo de coragem mesmooo!! É muito bom q todas as pessoas possam ter este cantinho aqui pra se inspirar e criar coragem!! ;)
Bjos!!
Loreta#amigacomenta;)
@bagagemdemae
ola querida..saiba que pra Deus td é possivel...estou ainda na luta de engravidar ,conto com suas orações..bjinhos vou orar por vc tbm..bjs fik em paz.
ResponderExcluirmeu blog é
ResponderExcluirhttp://rodelovasonhos.blogspot.com.br/
Com certeza, Tuka, vc é exemplo para muita gente. Não só pela doença, mas pela garra, determinação e maneira como ultrapassa todas as dificuldades para dar conta da sua linda família. Um grande abraço e um feliz dia pra vc
ResponderExcluirTuka, parabéns! Que exemplooooo!
ResponderExcluirEstou literalmente abismada com esse post, de tão lindo.
Obrigada por compartilhar com a gente algo tão íntimo e profundo ;)
Beijos!
#amigacomenta
Obrigada! O que me da coragem é o carinho que recebo em troca. bjs
ResponderExcluirNa torcida Rosana, não me esqueço de você. bjs
ResponderExcluirOi Ana, tuas palavras me enchem de alegria e conforto.Obrigada. bjs
ResponderExcluirTudo posso naquele que me fortalece, afinal nao existe impossivel para Deus!!!! Beijos minha linda
ResponderExcluirTuka, vc me fez chorar, viu? Fiquei aqui pensando nas dificuldades, mas em tb como nada é impossível!!! Parabéns pela sua coragem. Seus filhos são lindos.
ResponderExcluir#amigacomenta
Que belo exemplo o seu. Tenho certeza que ser mãe te deu ainda mais forças para enfrentar essa doença.
ResponderExcluirParabéns pela linda família!
Abraços
#amigacomenta
Amém!
ResponderExcluirBeijos Bete.
Obraigada Dany! A coragem é algo que se impõe.Ou a gente enfrenta os desafios que a vida nos apresenta, ou sucumbe.
ResponderExcluirBjs
Isso é certo Paula. Meus filhos me movem.
ResponderExcluirBjs
Tuka, belo post! Acho que vc vira referência a partir do momento que assume a doença e se mostra aberta a falar dela naturalmente. E tenho certeza que isso tem a contrapartida de te ajudar a lidar com a EM sem neuras, mas consciente de suas limitações e de seus limites. Parabéns, vc é guerreira. E que lindos seus filhos!!! bjs
ResponderExcluir