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Para não deixar passar em branco de novo a data da BC e como continuo em pleno vazio criativo, resolvi repostar este texto que publiquei em 28/11/2010. Uma história muito boa e que nos faz refletir.
Para não deixar passar em branco de novo a data da BC e como continuo em pleno vazio criativo, resolvi repostar este texto que publiquei em 28/11/2010. Uma história muito boa e que nos faz refletir.
"Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contoua ela e ao marido sobre a gravidez.Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazerisso conosco?" Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídose pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela.Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço com algumafrequência quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe.Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi umbilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: "Quandouma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços."
==========================================Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cincoem seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e umapaciência minúscula.Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou oabajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada,me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobreestar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidadoe como foi que aquilo tinha acontecido e só então percebi o pavorestampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri osbraços. Kim correu para eles dizendo: Desculpa... Desculpa... repetia,entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu mesentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por umsegundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela."Eu também sinto muito, Kim" disse quando ela se acalmou o bastante paraconseguir me ouvir. Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem quevocê não se cortou. Felizmente, ela me perdoou.O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinouque é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento defúria, medo, desapontamento ou frustração.Quando meus filhos eram adolescentes todos os cinco ao mesmo tempo mederam inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe emprática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para irao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidose ficar em recuperação.Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeiracoisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava daescola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, porvezes, ruidosa e unilateral. Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava datécnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, medesculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito poucorazoáveis. É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais dahistória e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmouma criança num corpo adulto.Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seusmedos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensivaporque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavamerrados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com "o quevocê acha que devemos fazer agora", em vez de ficarmos presos a "como foique a gente veio parar aqui?"Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família.Um deles veio me ver há alguns meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..."Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei aassentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criançamaravilhosa passava o seu problema por uma peneira. Quando nos levantamos,recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços."
Histórias para aquecer o coração das mães
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros
Editora Sextante
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| Selinho by: Silvia Azevedo |
Esta postagem é parte da Blogagem Coletiva proposta pela Rogéria Thompson, do blog "Um espaço pra chamar de meu", uma das pessoas mais gentis com quem tenho a honra de me relacionar nas redes sociais e na blogosfera. A idéia é fazer um post sobre esse assunto todos os meses, divulgando atos de gentileza, sejam da nossa parte ou de alguém que presenciamos.
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira


Que lindo Tuka...
ResponderExcluirAdoro esses livros... mas acho que não li esse das mães ainda.
Beijos!
ahhhh eu nem sei o que dizer, só sei que abri bem os olhos e a boca com tudo que lí rs....mas de maravilha.
ResponderExcluirÉ amiga Tuka, talvez qdo eu for mãe eu volte aqui e dê a minha opinião, só posso dizer que concordo e...sabedoria de mãe é algo que só pode ser divino,
beijos
ahhhh eu nem sei o que dizer, só sei que abri bem os olhos e a boca com tudo que lí rs....mas de maravilha.
ResponderExcluirÉ amiga Tuka, talvez qdo eu for mãe eu volte aqui e dê a minha opinião, só posso dizer que concordo e...sabedoria de mãe é algo que só pode ser divino,
beijos
Que lindo,Tuka!!!Preciso exercitar isso muito mais... discursos são vazios para crianças... obrigada por compartilhar!Foi bom vc ter reeditado para a BC, pois eu não vi este post na época que vc postou. Obrigada!!!
ResponderExcluir"Quandouma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços."
ResponderExcluirque coisa mais linda, Tuka. Fiquei emocionada.
beijo
Que relato mais lindo.
ResponderExcluirConfesso que eu sou bem estourada e terei q me lembrar disso nessa vida materna.
Vc fez certo. Vou seguir o conselho!
Bjs!
#amigacomenta
bem lindo mesmo! <3
ResponderExcluirBeijo
Tuka,
ResponderExcluirQ coisa mais linda!! Me arrepiei, os olhos encheram de lágrimas, uma coisa tão simples e tão verdadeira: feche a boca e abra os braços!!
Vou praticar e muito!!
Obrigada amiga por compartilhar!!
Bjos!!
Loreta #amigacomenta;)
@bagagemdemae
Menina como é difícil escolher a decisão certa em certos momentos né?! Estou passando por isto... meu Pequeno está com 3 aninhos (vai completá-los no proximo dia 11) e tem horas que me pecho chingando sem necessidade... e só depois que passa é que vejo que não teria necessidade daquilo tudo!!! Estou tentando de todas as formas acertar e seu que vou conseguir chegar no ponto certo de nos fazermos entender!!! Obrigada pelas palavras certas na hora mais que certa!
ResponderExcluirBjs e té mais
Falou Tchau
Lindo demais. Me fez pensar bastante, viu? Preciso urgentemente praticar isso!!! Preciso urgentemente aprender a fechar minha boca...
ResponderExcluirMil beijos!
Tati
Mulher e Mãe
#amigacomenta
Lindo! É, não é fácil, tem que praticar, contar até 10 antes de abrir a boca né e abra;car! beijo tuka
ResponderExcluir#amigacomenta
Sabe qndo um texto vêm á vc na hora certa. Pois é...vc reblogou algo que eu precisava muito ouvir. Com filho na fase adolescente ás vezes se torna muito difícil "calar a boca e abrir os braços". Mas isso vai acompanhar me acompanhar e espero sempre abrir mais os braços do que começar o falatório.
ResponderExcluirObrigada Tuka!!!
Beijos,
#amigacomenta