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A primeira vez que ouvi falar dessa história era ainda bem pequena, registrei na memória mesmo sem entender nada. Alguns anos mais tarde, assisti ao primeiro filme que a contava, o mexicano "Os sobreviventes dos Andes" de 1976, e fiquei muito impressionada com essa história. Mas foi só à partir do segundo filme, o americano "Vivos!" de 1993, que compreendi a verdadeira dimensão desta tragédia e deste milagre.
(pausa pra explicação)
Para quem não lembra, não viu os filmes e nem assistiu ao Fantástico no último domingo, e para este post não ficar muito longo, leia mais aqui:
(despausa)
Quando era mais nova, me impressionava muito o relato da antropofagia, sentia um misto de repulsa e admiração pela coragem daqueles homens de manterem-se vivos a qualquer custo. Ficou gravada em mim a imagem da tragédia.
Após assistir ao segundo filme, o horror antropofágico perdeu importância, diante da magnitude do milagre da sobrevivência, da força, fibra e coragem daqueles homens. Gravei então, a imagem do milagre.
No domingo, assistindo ao quadro "Planeta Extremo"do Fantástico (veja aqui) fiquei novamente impressionada com essa história, já que o repórter enfrentou dificuldades para refazer um pequeno trecho (um dia, diferente dos dez que os dois sobreviventes caminharam para encontrar ajuda) em condições infinitamente melhores: no verão, bem agasalhado, bem equipado, bem alimentado, bem orientado...
Que força é essa que fez com que aqueles homens conseguissem sobreviver à 73 dias na montanha gelada contra todos os prognósticos? De onde vem essa energia vital que diz para insistirem em manterem-se vivos, insistirem para manter a sanidade mental diante de uma situação daquelas? Como puderam suportar a dor dos ferimentos, o frio congelante, a sede, a fome, a tragédia de se ver cercados pelos seus familiares e amigos mortos, à superação de valores, convicções e convenções para se alimentar de carne humana e ainda enfrentar as incertezas, o desespero e a loucura? E os dois, que além de tudo isso ainda se lançaram à uma expedição quase suicida pelas montanhas para encontrar ajuda para si e para os outros?
Aqueles eram homens de muita fé e com certeza parte dessa força veio daí. A fé não resolve problemas, mas nos dá coragem por nos fazer acreditar que tudo é possível. Mas eles tinham algo mais, além da fé. Tinham uma força vital, algo interior, muito poderoso, o dom da sobrevivência.
Quisera eu ter esse dom. Será que eu seria capaz de ter 1/3 dessa força em situação semelhante? Impossível dizer. Por isso não se pode julgar qualquer atitude de uma pessoa exposta à condições tão extremas. E vocês, acham que possuem esse dom, o dom da sobrevivência?
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Para quem não sabe exatamente sobre o que estou falando, recomendo uma visitinha aos links mencionados acima.
O site Wikipedia traz um resumão da história toda, rico em detalhes. Um trecho interessante que encontrei foi esse sobre a antropofagia: "Todos os passageiros eram católicos romanos. De acordo com a leitura, alguns igualaram o ato de canibalismo ao ritual da Santa Comunhão. Outros inicialmente reservaram-se, embora depois de perceber que era seu único meio de permanecer vivo, mudaram de ideia alguns dias depois."
O site oficial dos sobreviventes tem fotos, notícias veiculadas à época e anos depois e outras informações.
O link do fantástico tem a descrição e um vídeo de 20 minutos contendo a reportagem na íntegra. Vale a pena conferir!
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira


Eu não vi o filme nem a matéria no fantástico, mas tive oportunidade de fazermos um estudo de caso na faculdade sobre antropofagia/canibalismo.
ResponderExcluirVou te dizer que a situação dos sobreviventes era extrema e por isso o fizeram.
E relacionando com outro caso extremo foi a dos mineiros no Chile. Todas as pessoas envolvidas foram extremamente fortes principalmente psicologicamente.
O ser humano é uma caixa de surpresas, para o bem e para o mau.
Beijos
Ana Carolina
É uma história realmente impressionante. A vontade de viver e a esperança de que conseguiriam foi o que os mantiveram vivos!
ResponderExcluirHaja garra, haja vontade de viver, haja esperança!
Bjss
Dani
Nossa, eu não sei o que faria.
ResponderExcluirVi a reportagem no Fantástico, já tinha lido sobre o acontecido e tbém, como você fico sempre muito impressionada.
Vontade de viver, só isso que me vem á mente!!
Beijooos
Eu assisti o filme que conta essa incrível e enorme tragédia... incrível por ter pessoas que sobreviveram a tão severas condições!
ResponderExcluirBjs!
Verdade Tuka, o instinto de sobrevivência é uma coisa incrível.
ResponderExcluirObrigada pelo carinho lá no blog...phyna eu??? akakakak...que nada amore!
bjão,
Oi Tuka, to em débito com vc!!!
ResponderExcluirEu conhecia a historia, nunca tive vontade de ver o filme e li bem pouco..rs..
Penso que num momento de extrema necessidade, onde vc fica naquela dependo disso pra sobreviver, teus extintos falarão mais alto e vc tenta o maximo para se manter vivo!
Eu assisti o filme que conta essa incrível e enorme tragédia... incrível por ter pessoas que sobreviveram a tão severas condições!
ResponderExcluirBjs!