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domingo, 24 de fevereiro de 2013

20 anos

O dia é amanhã, 25 de fevereiro. Mas antecipo a comemoração pra hoje.

Há 20 anos atrás, trocamos nosso primeiro beijo, tímido, um selinho.

Em pouco mais de tres meses já estávamos morando juntos. De lá pra cá, não nos largamos mais. 

Nada tem sido fácil pra nós, mas temos nossos momentos. 

Agradeço à Deus por cada dia juntos, por cada beijo, cada abraço, cada briga, cada reconciliação...

Cada momento tem o seu valor e os momentos ruins, só servem para valorizar ainda mais os momentos bons

Obrigada meu amor por esses 20 anos, pela família que construimos, pelas lindas e maravilhosas filhas que me deste e por ter sido um bom pai para o filho que não é teu, mas que te tem amor e respeito, prova do quão bom tu tens sido.

Teria muitas coisas a te dizer, mas a emoção embaça meu raciocínio. Então fiz essa singela homenagem pra quem me atura bravamente há 20 anos...

Parabéns para nós!




"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha." (Mt 7, 24-25)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Maternidade

 Achei esse texto numa página do facebook, a "Mamãe Cansada". É tão lindo e verdadeiro que quis postar aqui e dividir com vocês:
"Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.

— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?

— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde n
os finais de semana, nada de férias espontâneas…

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald's, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.

Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.
"

domingo, 27 de janeiro de 2013

Consequências

Acordamos hoje sobre o impacto de uma tragédia: a morte de cerca de 240 jovens no incêndio da boate Kiss em Santa Maria/RS.

 

A cobertura da imprensa, sobretudo aqui no sul, é intenso e já se falou muito sobre as prováveis causas, falhas e culpas. Fora as especulações e todo o sensacionalismo em cima da tragédia que as famílias desses jovens enfrenta, já se pode tirar algumas conclusões.

 

A principal conclusão, é de que atos geram consequências. Omissões também. Toda essa dor e sofrimento são resultado de uma série de atos e omissões cujas consequências não foram calculadas ou deliberadamente negligenciadas.

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A culpa é de quem permitiu o funcionamento da boate com alvará vencido, de quem não fiscalizou e não cobrou as normas de segurança, do dono da boate que não se preocupou com a segurança das pessoas que frequentavam seu estabelecimento por não ter saídas de emergência, pela única saída ser um brete estreito, por não manter os extintores de incêndio funcionando, dos seguranças que demoraram a perceber o que estava havendo e até barraram a saída de alguns, da falta de um alarme que pudesse ter feito todos (inclusive os seguranças) perceberem logo que se tratava de um incêndio e não uma briga…

 

Enfim, muita gente  tem culpa nessa história. A culpa é de todos nós. É nossa culpa, por não medirmos as consequências de não cobrarmos das autoridades a devida fiscalização; é nossa culpa não medirmos as consequências de frequentarmos lugares sem nos preocuparmos com a segurança e não ensinarmos nossos filhos a fazê-lo. É nossa culpa nos acostumarmos a viver as emoções do momento mas não nos prepararmos para situações de emergência, porque o que matou a maioria daquelas pessoas não foi o fogo, mas o pânico.

 

Fogo, fumaça, desorientação, superlotação… um amontoado de erros, falhas e omissões que geraram como consequência uma situação de intenso pânico e a consequência do pânico foi a morte.

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A consequência agora é luto, consternação. Mas também deve ser de cobranças, punições e medidas preventivas para se evitar novas tragédias.

 

Encerro este texto com o pesar pelos familiares e amigos das vítimas. Muitos cachoeirenses estudam na UFSM (organizadora da festa) e se não estão entre as vítimas, certamente são amigos de muitas. Neste momento de luto e pesar, nos resta rezar para que essas famílias encontrem algum conforto.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Observando Pessoas

Sempre gostei de observar as pessoas, era um hobbie comum nos meus tempos de menina, quando minhas horas de ócio eram mais livres e silenciosas.

 

Com o tempo, as responsabilidades do mundo adulto, o tempo ocioso ficou mais escasso mas com absoluta certeza meus momentos ociosos não são mais silenciosos.

 

Acabei retomando o velho hábito com as minhas viagens, já que passo muito tempo sozinha e esperando.

 

Essa observação é muito interessante. Às vezes, as pessoas se aproximam. Estão ali, na mesma situação, esperando, sozinhas, cansadas. Puxam conversa, se abrem. É impressionante como nessas situações as pessoas contam suas vidas, seus problemas, suas dores sem muito constrangimento para outra pessoa completamente estranha.

 

Apesar de ficar geralmente sozinha, eu evito ao máximo essas aproximações. Antes eu gostava de ter alguém pra conversar e ajudar a passar o tempo, mas depois fui ficando mais egoísta e evitando, porque em ambiente hospitalar ninguém tem boas histórias pra contar.

 

Acabava absorvendo toda a carga emocional das histórias alheias, aumentando meu stress psicológico e meu cansaço mental. Eu pouco ou nada ajudava quem falava e só me prejudicava.

observando

Hoje eu evito ao máximo falar com quem quer que seja nas minhas viagens, procuro o silêncio. Me sento nos bancos da rua, embaixo das árvores, lugar agradável (se você esquecer que está num hospital),próprio pra contemplação.

 

E então observo. É difícil conhecer as pessoas até mesmo quando convivemos com elas, por isso não tenho a pretensão de decifrar ninguém. Só me divirto e exercito minha imaginação e humanidade tentando ir além das aparências.

 

Vejo a maneira das pessoas vestirem-se, a maneira como andam ou falam, a cor da pele, do cabelo, a idade presumida, a maneira como interagem entre si e fico imaginando as histórias que carregam. Quanto mais eu faço isso, mais tolerante com os “defeitos” alheios eu fico. É um exercício muito fascinante.

 

Cada vez que observo uma pessoa, procuro olhar para ela como se tivesse olhando pra mim mesma num espelho. Como eu seria se eu fosse daquela maneira, tivesse aquela aparência, aquela idade? De que maneira eu reagiria a isso ou aquilo? Que preconceitos eu sofreria? Que vantagens eu teria? Que pensamentos ou atitudes diferentes eu teria se eu fosse aquela pessoa?

 

Parece maluquice. Acho que até é. Você já tentou fazer isso?

domingo, 13 de janeiro de 2013

Reflexões a cerca da morte - 2

 

Depois de um tempão sem postar nada, volto a falar neste assunto (leia o  1º post  aqui)  outra vez entristecida por uma perda.

 

A reflexão agora é mais profunda, em vez de acompanhar de longe a tristeza dos meus pais pelas perdas de amigos e parentes mais distantes, de uns tempos pra cá sou eu que tenho visto tanta gente próxima partir.

 

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Essa constatação me leva inevitavelmente a outra: estou envelhecendo. O tempo nos beneficia com a maturidade e mais “sabedoria”, mas cobra seu preço nos tirando a vitalidade e alguns amigos.

 

No fim do ano perdemos um amigo próximo, vítima de um câncer. Na semana passada, foi uma amiga, mais jovem que eu, vítima de uma tragédia. O que me levou a outro choque de realidade: definitivamente não sabemos quando será nossa vez.

 

Como eu disse no outro post, a morte nos faz pensar na necessidade de sermos pessoas melhores. Tenho sonhado com essa amiga quase todas as noites desde que ela faleceu. E isso tem me feito desejar ser uma pessoa melhor. Agora.

 

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O descaso com a saúde pública – post 2

A falta de estrutura dos municípios em atender bem a saúde é visível. O despreparo ou desinteresse médico (ou ambos) também é gritante. (Leia aqui o Post 1).

Mas o pior problema da saúde pública é certamente político. Quem tem o poder e a obrigação de ser gestor dessa esculhambação, usa sempre a velha desculpa de que faltam verbas. Ora, o que não falta é verba! Falta organização, falta gestão, falta boa vontade, falta interesse.

Voltando a dar como exemplo a minha realidade, nosso PA voltou a ficar sem médico ontem. (Aqui tem a notícia no jornal local, é preciso fazer cadastro pra ler, mas é simples e rápido). Foi a 11ª vez em 30 dias. Ontem a falta de médico durou quase 7 horas! 

Enquanto isso, a emergência do hospital superlota e obviamente diminui muito a qualidade do atendimento.

E a situação toda já vem grave desde a raiz, já que os postos de saúde não prestam o atendimento que deveriam e as pessoas procuram o plantão ou a emergência do hospital para consultas médicas, receitas de medicamentos e resolução de dúvidas simples que poderiam ser atendidas nos postos.

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Se tem algo que sempre me impressionou muito desde que vim morar aqui há 18 anos, é o fato de uma cidade que tem em torno de 80 mil habitantes ter um único PA 24 horas, que quando tem médico é apenas 1 (UM!!!) e nunca conta com um pediatra.

Postos de saúde que não funcionam, que contam com poucos médicos e consequentemente tem um número de consultas limitado, restrito, ineficaz.

Isso tudo é uma bola de neve. A ineficiência dos postos gera acúmulo no PA. A ingerência do PA superlota o hospital. A superlotação do hospital que também é ineficaz contando apenas com um médico para atender ao SUS, a falta de especialistas, a total desassistência faz com que a população procure atendimento na capital, gerando problemas lá também.

Enfim, os problemas são conhecidos. Mas e a solução? A solução é complicada e depende muito da boa vontade dos gestores públicos. Mas cada um pode fazer a sua parte. Cobrar soluções é algo que todos podemos (e devemos) fazer. Não aceitar essa bagunça, não se conformar com um serviço medíocre, não ficar achando que é melhor isso do que nada.

Eu não entendo o suficiente para apontar as soluções, infelizmente. Mas sei que temos direitos que precisam ser respeitados e devem ser exigidos.

sábado, 3 de novembro de 2012

O descaso com a saúde pública - Post 1

Falar sobre o descaso com a saúde no Brasil é chover no molhado. Há muito que a situação já passou de crítica para desesperadora.

Aqui em Cachoeira não é diferente. Até nem é tão ruim, se levarmos em conta o que vemos acontecer país afora todos os dias nos jornais, mas longe de ser um consolo, isso só prova o quanto nosso nível de exigência anda baixo.

A situação anda tão pavorosa, que os usuários de planos de saúde (anos atrás, sonho de consumo de qualquer mortal) estão tendo inúmeros problemas e virando campeões de queixas aos procons.

Mas voltando à vaca fria ou seja, ao SUS, aqui temos o seguinte problema: marcar consulta no posto de saúde é tarefa de ninja. Não existem mais filas, mas isso não diminuiu em nada a dificuldade da marcação, pois como agora são feitas por telefone mas continuam com o mesmo número limitadíssimo, a gente não sabe ao certo se as consultas se esgotam no primeiro minuto após serem abertas, ou se eles simplesmente tiram o fone do gancho  enquanto a gente gasta os dedos tentando a ligação.

Pra piorar, o único PA 24 horas da cidade vive sem médico. Esse é um problema antigo e para tentar solucioná-lo a prefeitura terceirizou o serviço. O resultado? Piorou. A empresa, além de não cumprir o contrato, é difícil de ser contatada para dar explicações.
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Acaba o povo todo indo parar no plantão do hospital, que tem mais conforto e a garantia do atendimento, mas conta sempre com um (UM!!!) único médico plantonista para atendimento ao SUS, gerando superlotação e uma espera cruel pra quem já está debilitado.

O que acontece é que as pessoas desistem de procurar o médico. Uma historinha que aconteceu comigo há alguns anos, ilustra bem o quadro: Sentia algo no coração, não sabia explicar direito, mas me sentia mal com aquilo. Várias vezes procurei o médico pra falar daquilo, mas a consulta demorava tanto, exames idem, que não estava sentindo mais nada no dia e passava por doida. Uma vez o médico me disse que fosse lavar roupa que passava, brigou comigo porque eu estava ali tirando o lugar de quem precisava.

Anos mais tarde, sem saber do meu problema (já que eu mesma não sabia), outro médico me receitou um diurético. Tive uma crise violenta de arritmia (esse era o problema) e fui para num hospital particular, levada pelo meu patrão. Tive que ouvir do médico que devia ter investigado isso antes, que poderia ter morrido por causa disso.

Ou seja, se a gente procura o médico pra prevenção (sem estar morrendo, desmaiando ou com uma hemorragia violenta) nos olham com pouco caso, nos chamam de histéricos e xingam por tirarmos o lugar dos outros. Se deixamos o lugar para os outros em situações mais graves, permitimos o agravamento de nossa própria situação. Ou partirmos para a automedicação, que pode aliviar sintomas, mas igualmente agravar o que sentimos, seja por mascarar uma doença realmente grave, seja pela intoxicação do organismo por medicamentos que muitas vezes nem precisamos.

Além de toda falta de estrutura para um atendimento adequado, ainda temos que conviver com o despreparo dos profissionais ou pior, com o seu desinteresse.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sem comentários!

Outro dia vi minha amiga blogueira Mari Hart (Blog Diário de uma mãe polvo) falando sobre os visitantes fantasmas do seu blog. Na ocasião, ela falava que embora receba algo em torno de 2mil visitas diárias, os comentários se resumem a meia dúzia. No meu blog que recebe 1/3 de visitas do dela, o formulário de comentários às vezes fica às moscas.

Não deixei comentário (ops!), mas fiquei pensando sobre o assunto e cheguei a algumas conclusões baseadas em minha própria experiência.

Eu ando tão estimulada a comentar em blogs, como estou em blogar (ou seja, nível próximo de zero) então não tenho comentado muito mesmo. Nem quando o assunto me interessa.

Comentarios

Um dos motivos que me levaram a esse desinteresse todo é a tal da lei da reciprocidade. É uma lei não escrita, onde subentende-se que todo mundo que comenta espera uma visita de retorno. Não tenho nada, absolutamente, contra isso. O que me incomoda é só receber comentários de blogs onde comentei antes ou parar de receber comentários de alguém que os fazia regularmente só porque falhei algumas postagens suas.

Nada contra em visitar os blogs de quem me visita, mas me reservo o direito de comentar naqueles cujo assunto tem a ver comigo, onde tenho uma opinião a respeito. Não gosto de comentários “genéricos” ou superficiais, já fiz muito isso para manter a política de boa vizinhança e isso acabou por me tirar tempo e acabar com o prazer de comentar e até mesmo de ler os blogs dos quais mais gosto.

Também fiz parte de grupos de blogueiras, isso foi muito bom pois me fez conhecer pessoas incríveis e blogs muito bons, mas acabou por criar uma obrigação de comentar em blogs que nada tem a ver comigo. Não que sejam blogs ruins, muito pelo contrário, mas falam de uma realidade muito diferente da minha. Ler vez ou outra pode ser legal, mas todo dia e por obrigação… Não, muito obrigada!

CB5

Sei que às vezes é legal alguém passar pelo blog só pra dizer um “oi”, mas que isso seja espontâneo e verdadeiro. Se ninguém mais ler o meu blog, paciência. Significa que preciso escrever melhor, mudar os assuntos, melhorar muita coisa. Mas se meia dúzia ler, que seja porque gosta, porque se identifica, porque aprende alguma coisa.

Nem só de comentários vive um blog. Recebo muito mais feedback anônimo (ou que ficam no anonimato) por email, msn, mensagens privadas nas redes sociais e até pessoalmente. Gente que não sabe ou não quer comentar abertamente mas se recusa a fazer comentário anônimo até porque deseja uma resposta.

O comentário é um carinho que a gente recebe e é muito bom sim. Mas é melhor quando é sincero e descompromissado. Por isso parei de me preocupar com a quantidade de comentários ou até se eles existem. Sei que independente deles, meu blog atinge positivamente muitas pessoas e é isso que realmente importa.

Depois de tudo isso, pode parecer um contrassenso o que vou dizer, mas… COMENTA AÍ!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sobre novelas

Com a “comoção nacional” que foi o final da novela Avenida Brasil e com o início de mais uma saga do horário nobre, muitas discussões foram levantadas nas redes sociais.

Eis que resolvi dar minha opinião sobre o assunto.

Há quem diga que novelas são “lixo cultural”. Pode até ser. Mas as novelas só retratam a nossa sociedade. Pode não ser um retrato fiel, afinal se tratam de obras de ficção, mas tudo o que é mostrado ali, vinganças, ambições, casais polígamos, traições, corrupção, piriguetes e tudo mais, não foram inventadas pelos autores de novelas. Ao contrário, eles se inspiram na vida real para criar os seus folhetins.

Na literatura clássica, ou mesmo na contemporânea, dita como cool, também tem isso tudo e mais um pouco. Só o formato é que é diferente.

O que tornam as novelas um verdadeiro lixo cultural é a falta de senso crítico de quem as assiste. Tomam o que veem na TV como verdades absolutas ou comportamentos a serem seguidos, imitados.

E essa falta de senso crítico, na minha humilde opinião, começa quando os pais proíbem os filhos de assistirem à TV em vez de assistirem juntos e discutirem os temas expostos.

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Respeitadas as faixas etárias, aquilo que cada idade tem capacidade pra entender, é uma boa fonte de inspiração para conversas familiares, onde os pais questionam os filhos sobre o que estão vendo e colocam para eles o que é certo ou errado, apresentam seus valores, propõem alternativas aos comportamentos nocivos dos personagens. Em síntese, novelas ou outros programas de TV são uma ótima maneira de se preparar os filhos para o mundo real, aquele que eles enfrentarão do lado de fora da porta de casa.

Sinceramente, me acho inteligente demais para ser iludida por romances, para ser induzida a comprar isso ou aquilo, para ter meu comportamento alterado por uma novela. Ao contrário, acho que muitos assuntos abordados nas novelas são relevantes e nos levam à reflexão e essa sim – a reflexão – pode nos levar a mudar nossas opiniões e a mudanças de atitudes.

Outro comportamento que acho errado com relação às novelas, são pessoas que deixam de fazer qualquer outra coisa na vida porque TEM QUE assistir à novela. Em tempos de internet, perder um capítulo - ou dez – não deixa ninguém desatualizado da trama. Ficar preso à novela é que afeta o discernimento.

Quanto ao final de Avenida Brasil, achei muito bom. A vilã se arrependeu, mas não ficou boazinha da noite para o dia, continuou azeda e estúpida, o que deu mais realidade, mais humanidade à ela.

E não há como negar que esse “lixo cultural” é feito com muita qualidade e nossas novelas são as melhores do mundo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Lição de vida

Recebi este texto por email da minha amiga querida Liane e achei valioso demais para compartilhá-lo somente com alguns poucos amigos via email.

Acompanhem a história:

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa. Passou na primeira entrevista e o diretor fez a última e tomou a decisão.

O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."

O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou: "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."

Imagem: daqui

O diretor disse: "Eu tenho um pedido.  Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água. Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro. Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.

O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou: "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?"

O jovem respondeu: "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."

O diretor pediu: "Por favor diz-me o que sentiste."

O jovem disse: "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."

O diretor disse: "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade  de trabalhar com os outros para fazer as coisas.  
 
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim? O valor de nossos pais.
 
Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li...leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.
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