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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sem comentários!

Outro dia vi minha amiga blogueira Mari Hart (Blog Diário de uma mãe polvo) falando sobre os visitantes fantasmas do seu blog. Na ocasião, ela falava que embora receba algo em torno de 2mil visitas diárias, os comentários se resumem a meia dúzia. No meu blog que recebe 1/3 de visitas do dela, o formulário de comentários às vezes fica às moscas.

Não deixei comentário (ops!), mas fiquei pensando sobre o assunto e cheguei a algumas conclusões baseadas em minha própria experiência.

Eu ando tão estimulada a comentar em blogs, como estou em blogar (ou seja, nível próximo de zero) então não tenho comentado muito mesmo. Nem quando o assunto me interessa.

Comentarios

Um dos motivos que me levaram a esse desinteresse todo é a tal da lei da reciprocidade. É uma lei não escrita, onde subentende-se que todo mundo que comenta espera uma visita de retorno. Não tenho nada, absolutamente, contra isso. O que me incomoda é só receber comentários de blogs onde comentei antes ou parar de receber comentários de alguém que os fazia regularmente só porque falhei algumas postagens suas.

Nada contra em visitar os blogs de quem me visita, mas me reservo o direito de comentar naqueles cujo assunto tem a ver comigo, onde tenho uma opinião a respeito. Não gosto de comentários “genéricos” ou superficiais, já fiz muito isso para manter a política de boa vizinhança e isso acabou por me tirar tempo e acabar com o prazer de comentar e até mesmo de ler os blogs dos quais mais gosto.

Também fiz parte de grupos de blogueiras, isso foi muito bom pois me fez conhecer pessoas incríveis e blogs muito bons, mas acabou por criar uma obrigação de comentar em blogs que nada tem a ver comigo. Não que sejam blogs ruins, muito pelo contrário, mas falam de uma realidade muito diferente da minha. Ler vez ou outra pode ser legal, mas todo dia e por obrigação… Não, muito obrigada!

CB5

Sei que às vezes é legal alguém passar pelo blog só pra dizer um “oi”, mas que isso seja espontâneo e verdadeiro. Se ninguém mais ler o meu blog, paciência. Significa que preciso escrever melhor, mudar os assuntos, melhorar muita coisa. Mas se meia dúzia ler, que seja porque gosta, porque se identifica, porque aprende alguma coisa.

Nem só de comentários vive um blog. Recebo muito mais feedback anônimo (ou que ficam no anonimato) por email, msn, mensagens privadas nas redes sociais e até pessoalmente. Gente que não sabe ou não quer comentar abertamente mas se recusa a fazer comentário anônimo até porque deseja uma resposta.

O comentário é um carinho que a gente recebe e é muito bom sim. Mas é melhor quando é sincero e descompromissado. Por isso parei de me preocupar com a quantidade de comentários ou até se eles existem. Sei que independente deles, meu blog atinge positivamente muitas pessoas e é isso que realmente importa.

Depois de tudo isso, pode parecer um contrassenso o que vou dizer, mas… COMENTA AÍ!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sobre novelas

Com a “comoção nacional” que foi o final da novela Avenida Brasil e com o início de mais uma saga do horário nobre, muitas discussões foram levantadas nas redes sociais.

Eis que resolvi dar minha opinião sobre o assunto.

Há quem diga que novelas são “lixo cultural”. Pode até ser. Mas as novelas só retratam a nossa sociedade. Pode não ser um retrato fiel, afinal se tratam de obras de ficção, mas tudo o que é mostrado ali, vinganças, ambições, casais polígamos, traições, corrupção, piriguetes e tudo mais, não foram inventadas pelos autores de novelas. Ao contrário, eles se inspiram na vida real para criar os seus folhetins.

Na literatura clássica, ou mesmo na contemporânea, dita como cool, também tem isso tudo e mais um pouco. Só o formato é que é diferente.

O que tornam as novelas um verdadeiro lixo cultural é a falta de senso crítico de quem as assiste. Tomam o que veem na TV como verdades absolutas ou comportamentos a serem seguidos, imitados.

E essa falta de senso crítico, na minha humilde opinião, começa quando os pais proíbem os filhos de assistirem à TV em vez de assistirem juntos e discutirem os temas expostos.

familia-tv

Respeitadas as faixas etárias, aquilo que cada idade tem capacidade pra entender, é uma boa fonte de inspiração para conversas familiares, onde os pais questionam os filhos sobre o que estão vendo e colocam para eles o que é certo ou errado, apresentam seus valores, propõem alternativas aos comportamentos nocivos dos personagens. Em síntese, novelas ou outros programas de TV são uma ótima maneira de se preparar os filhos para o mundo real, aquele que eles enfrentarão do lado de fora da porta de casa.

Sinceramente, me acho inteligente demais para ser iludida por romances, para ser induzida a comprar isso ou aquilo, para ter meu comportamento alterado por uma novela. Ao contrário, acho que muitos assuntos abordados nas novelas são relevantes e nos levam à reflexão e essa sim – a reflexão – pode nos levar a mudar nossas opiniões e a mudanças de atitudes.

Outro comportamento que acho errado com relação às novelas, são pessoas que deixam de fazer qualquer outra coisa na vida porque TEM QUE assistir à novela. Em tempos de internet, perder um capítulo - ou dez – não deixa ninguém desatualizado da trama. Ficar preso à novela é que afeta o discernimento.

Quanto ao final de Avenida Brasil, achei muito bom. A vilã se arrependeu, mas não ficou boazinha da noite para o dia, continuou azeda e estúpida, o que deu mais realidade, mais humanidade à ela.

E não há como negar que esse “lixo cultural” é feito com muita qualidade e nossas novelas são as melhores do mundo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Lição de vida

Recebi este texto por email da minha amiga querida Liane e achei valioso demais para compartilhá-lo somente com alguns poucos amigos via email.

Acompanhem a história:

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa. Passou na primeira entrevista e o diretor fez a última e tomou a decisão.

O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."

O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou: "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."

Imagem: daqui

O diretor disse: "Eu tenho um pedido.  Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água. Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro. Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.

O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou: "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?"

O jovem respondeu: "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."

O diretor pediu: "Por favor diz-me o que sentiste."

O jovem disse: "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."

O diretor disse: "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade  de trabalhar com os outros para fazer as coisas.  
 
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim? O valor de nossos pais.
 
Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li...leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Fampyra - Petição Pública

Recebi um comentário hoje, numa postagem antiga (que pode ser visto aqui) e achei de muita importância para ficar perdido lá atrás no blog.

Por isso resolvi reproduzi-lo aqui, para que todos possam vê-lo, pois é de interesse de todos os portadores de Esclerose Múltipla, bem como de seus amigos, familiares e cuidadores.


"Meu pai é portador de Esclerose Múltipla (EM). Diagnosticado em 2003, a EM é uma doença que atinge o sistema nervoso central, degenerativa autoimune, sem causas conhecidas e sem cura até o momento.

Todos os tratamentos ministrados desde então, são em busca da manutenção do estado de saúde, contudo, a medicação existente no Brasil hoje não da conta do tratamento.

Recentemente, um laboratório nos EUA o Biogen Idec, lançou uma medicação Fampyra, que vem apresentado um excelente resultado nos casos de EM, nos três meses em que ministramos o tratamento, tivemos significativas melhoras no quadro de saúde.


Contudo,este medicamento somente é liberado pela comercialização nos EUA e recentemente nos países da Europa. O custo da medicação e muito alta e recentemente o poder judiciário afastou a obrigação do estado em fornecer a medicação em função da inexistência do registro da Anvisa.

Por isto, estamos mobilizando um abaixo assinado para que se regularize esta situação o mais rápido possível, para que não só o meu pai, mas para que muitas outras pessoas que estão dependendo desta medicação possam ter um tratamento digno e uma melhor qualidade de vida, já que não há cura para a EM.


O documento está disponível no link abaixo:

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N29736

Desde já agradeço.


Ana Nicolay"

Leiam com atenção, assinem a petição e espalhem para o maior número de pessoas possível. Todo medicamento que produz uma melhora significativa da qualidade de vida de um paciente de EM merece ter essa atenção especial.

Obrigada a todos que ajudarem. Obrigada Ana por partilhar essa informação.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cadê o bebezinho que estava aqui?

“Não sou bebezinho mamãe, sou Letícia!”

Já faz muito tempo que ela não aceita mais ser chamada de bebê, mas o que ela não sabe é que filhos caçulas jamais crescem, são sempre bebezinhos aos olhos da mãe.

Mas ao contrário do que a mãe vê e do que secretamente deseja – que aquele pequeno ser seja sempre seu bebê – ela cresceu.

Ela é teimosa e muito braba quando quer algo, mas é a criatura mais doce e meiga que existe quando tudo está de acordo com seus desejos. O grudinho da mamãe, chiclezinho, aprende muito rápido, observa as irmãs e as imita em tudo e com isso aprende tudo o que elas ensinam, das letras do alfabeto à subir em locais inapropriados, dos números às incursões aos armários da cozinha, de brincar no escorrega à subir nele pelo lado contrário.

Já conta até dez e escreve seu nome, se veste e se calça quase sempre sozinha, pede ajuda em casos extremos quando não consegue mesmo fazer algo, mas sempre quer e tenta fazer tudo sozinha.

Esse serzinho cheio de personalidade e determinação, doçura e “fofice” está de aniversário amanhã. Três anos. E por mais que eu deseje reter o tempo, ele passa, independente da minha vontade.

Então deixa eu ir lá, afofar o meu bebê antes que cresça demais.

Parabéns Letícia! Que Deus te abençoe e ilumine sempre e que o amor que todos nós temos por ti te façam crescer feliz!

 
Alguns momentos desses 3 anos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Política

Há quem diga que não gosta de política. Nem de políticos. Entendo, todo dia vemos histórias de corrupção, de lavagem de dinheiro, de conchavos, artimanhas e outras coisas menos publicáveis sobre nossos políticos.

Mas para essas pessoas vou dar uma notícia: a vida é feita de política e mesmo quem foge dela, exerce de uma forma ou outra a política.

Exercemos a política diariamente, no modo como nos relacionamos com nossos vizinhos, na maneira como tratamos nossos colegas de trabalho ou negociamos um aumento com o chefe, no jeitinho em que criamos nossos filhos fazendo acordos, estabelecendo regras e rotinas e mostrando que cada ato tem uma consequência: atos bons geram consequências boas e atos ruins geram consequências ruins.

As pessoas bradam por mudanças, querem justiça social, menos impostos, mais segurança, saúde e educação. Querem cidadania. Mas não querem exercer seu maior direito - e também dever - de cidadão: votar.
Imagem: Daqui


Alguns irão me perguntar – “pra que votar? em quem votar?” – Mesmo que os candidatos não sejam dos melhores, mesmo sem muita esperança, é preciso votar. É um dever cívico, mas também é nosso direito! Temos o direito de escolher quem vai administrar nossas cidades e quem vai nos representar diante deste administrador.

“Ah, mas são sempre os mesmos!” – Pode ser, mas tem algum que ainda não foi eleito. Vote nele. Se ele não for bom o suficiente, sua eleição mostrará aos outros – aqueles de sempre – o descontentamento do povo com as suas ações ou omissões.

Somos responsáveis pelas mudanças que almejamos. Se desejamos cidadania, temos que exercê-la.

Assistir ao horário político pode ser uma chatice, mas ainda é a melhor forma de conhecermos todos os candidatos. Vê-los falar, ver como se articulam e principalmente, ver o que propõem é essencial para uma boa escolha. Também pode render boas risadas vendo os absurdos que nos ofertam.

Omitir-se não é a melhor saída. Omitir-se é perder o direito de escolher, é perder o direito de cobrar, é perder o direito de denunciar e punir quem sai da linha.

Não se omita, exerça seu direito.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Voltando...

Bem, estou de volta.

Fiz algumas mudanças no blog como vocês irão notar, deixei o visual um pouco mais "limpo".

Mudei o sistema de comentários, adicionando a opção de comentários do facebook. Para os comentários antigos, feito via "Disqus" eles aparecerão como se eu mesma tivesse feito, não consegui arrumar isso, mas não se preocupem, EU pelo menos sei quem foi que comentou.

Pretendo mais tarde ainda modificar mais o layout, principalmente o banner, mas como sou eu mesma que faço essas alterações e não entendo muita coisa, preciso de um tempinho maior para ajeitar as coisas e deixar elas como eu quero.


Mesmo sem ter feito todas as mudanças que pretendia, não podia deixar o blog fechado por muito tempo, afinal por mais artesanal e simples que ele seja, é referência para algumas pessoas e em respeito a elas o blog precisa continuar.

Espero que as mudanças tornem o blog mais leve e fácil de navegar e que vocês estejam sempre por aqui.

Um abraço e obrigada mais uma vez pela paciência e pela audiência.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Pausa pra reformas

Queridos,

Nos próximos dias irei fechar o blog. Não definitivamente (eu acho), somente por um tempo.

Preciso fazer algumas reformulações, inclusive de rota. Ando muito desmotivada, sem assunto, me repetindo.

Também quero fazer algumas mudanças gerais e por isso vou deixá-lo inascessível por um tempo ainda indeterminado até que todas as mudanças sejam feitas.

Por isso não se assustem. Se derem de cara com o blog fechado, já sabem que é por um bom motivo.

Obrigada sempre pela companhia e pela compreensão. Não se esqueçam de mim, em breve estarei de volta!

Até logo!
Imagem: Daqui



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A saga do dedinho

Na terça-feira,enquanto arrumava as crianças para a escola, fui no meu quarto pegar algo e na saída, com pressa, chutei o pé da cama com meu dedinho. E chutei com muita força! Na hora, dei um grito, e fiquei um tempo sem respirar, de tanta dor.

Esperei o marido levar as crianças pra escola e depois fui até a emergência do hospital. Achei que tinha quebrado o dedo, que a essa altura estava roxo e inchado.

Esperei por 3 horas (dedinho do pé não é prioridade pra ninguém) pelo atendimento médico e o raio X, mas como não apareceu fratura, foi dispensada sem nem sequer uma receita de algum remédio pra dor, muito menos uma orientação médica.

No outro dia, voltei ao hospital para buscar o laudo do raio X e veio a surpresa: fizeram raio X do dedo errado!

Foram duas chapas, uma do pé visto de cima ( e aí não aparece fratura mesmo) e a outra com o pé visto de lado. Mas quando foram bater, virei o lado que estava doendo pra cima e o rapaz disse que era do outro lado. Como eu acreditava que ele entendesse mais do que eu, virei o pé como ele me mandou. A chapa foi tirada tendo em primeiro plano o dedão e não o dedinho. O.o

Tudo bem, acho que não quebrou mesmo, pois embora ainda sinta muita dor e o dedo esteja roxo, ele desinchou e já estou conseguindo andar melhor. Mas assim mesmo voltei lá na emergência para questionar.

A resposta? Foi feito uma chapa do pé todo. Tá, tá bom,mas e se a fratura fosse na lateral do pé, iria aparecer? Atendente com cara de caneca e nenhuma resposta. Quando questionei sobre ele não ter me prescrito nenhuma medicação a resposta foi ainda mais surpreendente: como não houve fratura, deixou de ser emergência, se eu quisesse algum remédio, deveria ir ao posto, enfrentar nova espera e então pedir ao médico do posto.

Tudo bem que foi só o dedinho do pé. Tudo bem que eu sei o que tomar pra aliviar a dor. Mas o que me incomoda é que não é a primeira vez que saio de lá sentindo dor e sem uma orientação adequada. O médico nem falou comigo depois de ver o raio X, fui dispensada pelo enfermeiro. Também não é só comigo que isso aconteceu. Várias pessoas, tanto nessa quanto de outras vezes que estive ali, que caíram tombos homéricos, acidentaram-se de carro e etc., com queixas de dores fortíssimas, ao serem informadas pelo enfermeiro de que não houve fratura, saem de lá assim, dispensadas como se tivessem só se fresqueando e sem nenhuma receita ou orientação.

Não quis criar caso com a atendente, que nada tem a ver com isso, porque a emergência estava cheia e meu dedinho do pé certamente não irá me matar (por mais que doa), mas achei tudo muito absurdo. O meu caso era simples, e mesmo que tenha quebrado o dedo e não tenha aparecido por causa do raio X quebrado, não terei consequências, exceto a dor que estou sentindo não haverá sequelas. Mas e os outros?

Pulsoterapia

Na semana passada estive em Porto Alegre para realizar as minhas 3 sessões de pulsoterapia, tratamento usual para as crises de E.M..

Desta vez, não quis me arriscar por aqui e minha decisão se mostrou bem acertada.

Tem a parte enjoada: a viagem, a ansiedade gerada por ela, o sono que fica muito prejudicado, ter que incomodar os outros para poder ficar por lá. Mas tem a parte boa: lá me sinto muito melhor assistida, mais segura. Isso reflete até mesmo na minha condição pós medicação.Com menos estresse, fico mais controlada.

No primeiro dia, como desembarquei direto no hospital, estava carregada com as tranqueiras que levei para 3 dias. Chegando no “Hospital Dia” uma grata surpresa: uma amiga, também “esclerosada”, também aguardava pela pulso. Não é legal ver os amigos passando por isso, mas adorei ter companhia.

Lá em Porto Alegre o procedimento é feito com muito cuidado e segurança. A medicação é posta em bomba de infusão como tem que ser. Peso, pressão arterial, glicose, temperatura são checados direitinho antes e depois das duas horas de duração da medicação e tem a vantagem de poder ficar com o acesso na veia os 3 dias. Tem gente que não gosta de ficar com o acesso, mas eu tenho veias chatas de pegar. Da outra vez, quando fiz aqui, em cada um dos 5 dias me judiaram mais de uma vez a procura das minhas veias, fiquei toda roxa. Dessa vez, um único furinho certeiro na mão esquerda, nem marca ficou.

Além desse cuidado todo, a enfermeira e as técnicas ficam todo tempo em redor da gente. Um médico também está presente. Fazem seu trabalho, mas também nos dão atenção e carinho. A companhia da Débora também foi primorosa, já que papeando o tempo passa mais rápido.
Eu e Débora, rindo nem sei do quê naquela situação...
Ainda ganhei uma carona da Debora e o marido até a casa do meu primo, onde fiquei hospedada. Melhor que a encomenda!

Mas como nem tudo é assim tão fácil, o corticoide inicia suas reações adversas assim que entra na corrente sanguínea, ou seja, instantaneamente. A primeira é o gosto de ferrugem na boca. Dá uma sede, mas não há nada que tire esse amargor da boca durante semanas. Rubor facial, taquicardia, dor no peito. Pressão arterial e glicose podem descontrolar. Inchaço, fraqueza muscular e fadiga também estão presentes.

Nos outros dois dias a rotina se repetiu. A quebra ficou por conta da visita da Bruna, que foi lá nos dar uma forcinha.

Para quem precisa fazer esta medicação, controlar a alimentação na semana que antecede e também logo depois é essencial. Diminuir a ingesta de sódio para evitar a retenção de líquidos e consequentemente um aumento da pressão arterial é importantíssimo.  Cuidar também o açúcar e os carboidratos para evitar o aumento da glicose.

Como não me comportei direitinho, minha glicose alterou um pouco no 2º dia, mas depois entrei nos eixos e no último ela já estava normal. A pressão que era o que mais me preocupava pois da última vez ela subiu muito, dessa vez ficou dentro da normalidade todo o tempo.

Dessa vez me senti até muito bem, os sintomas do surto já tinham iniciado remissão nos dias anteriores à viagem. As reações da medicação são chatas, mas da última vez, fiquei pior da pulso do que estava do surto.

Minha viagem rendeu além da pulso. Mas os outros aspectos da viagem são assunto pra outro post…


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