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domingo, 12 de agosto de 2012

Pra que serve um pai?

Pra proteger, amparar, segurar. Pai serve pra disciplinar, ou pra subverter a ordem. Pai serve pra  brincar, pra pular, andar de cavalinho, voar pelas alturas, usar a imaginação.

 

Pai tem um amor diferente de mãe. Mas isso não significa menor.  O amor do pai é mais preocupado com coisas práticas, com o preço da fralda, com a educação que a escola oferece, com que tipo de cara que é o tal namorado da filha.

Ser pai é deitar no chão com a criançada por cima para assistir pela 7856765ª vez a galinha pintadinha.

Pai disciplina e põe regras, mas também quebra todas se isso permitir alguns minutos de diversão entre ele e as crianças. Deixa a imagem de “bruxa má” para a mamãe sem o menor constrangimento.

 

Pai serve pra ensinar. Ensinar a falar, caminhar, voar. Ensinar a rezar, a crer, a confiar. Ensinar a comer verdura, a lavar a mão, respeitar os avós. Pai ensina a gostar de bicho, a não ter medo de barulho de avião, a chutar uma bola.

Ser pai é dar vazão à criatividade dos filhos, sem medo de parecer ridículo.

O pai que minhas filhas tem não é muito diferente do pai que eu tenho. São pais sensíveis, amorosos e dispostos para brincar. Também são pais para os quais os filhos não crescem. O meu, ainda quer agarrar minha mão para atravessar a rua.

 

Neste dia dos pais, o que tenho a dizer sobre eles é que são pais de verdade. Tem defeitos, limitações, chatices. Mas acima de tudo são pais que amam e se fazem presente na vida dos filhos. São pais cujo principal objetivo na vida é acertar e dar o melhor de si aos seus filhos.

 

Ao meu pai, que amo mais que tudo, que é exemplo e é amor, toda a minha gratidão e todo o meu amor são pouco para retribuir tudo que já recebi. Te amo meu pai. Felicidades pelo teu dia.

Ser pai é ter orgulho de estar ao lado dos filhos.

Ao pai das minhas filhas, agradeço à Deus por contar com tua ajuda, com teu amor e por ter tido a graça de além de meu amor e companheiro, ser o melhor pai do mundo para nossas filhas. Saúde e sucesso sempre. Feliz dia dos pais.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Para Dani, Rafa e Jana

Queridos, quase um ano após a partida da nossa querida mãe, sogra e dinda foi muito bom rever vocês e ver que estão bem e tocando a vida.

Sei que não foi fácil este período de adaptação, mas estou orgulhosa de vocês. 

Rafa, você sempre foi o guri bom que é, mas sempre protegido pela mãe, teve que mostrar coragem e assumir as rédeas da tua própria vida. Gostei do nosso encontro, da maneira como fui recebida por ti, do nosso papo família, dessa aproximação que surgiu, pois o carinho sempre existiu. Estou orgulhosa do marido e pai que tu és e da nova força que vejo em ti. 

Sei que é uma chatice essas minhas “visitas”, por isso sinta-se a vontade para me dizer o que pensa sobre elas. Mas apesar de me sentir incomodando e tudo o mais, fico feliz em poder contar contigo. Segue teu caminho da forma como estás fazendo, amadurecendo e seja muito feliz meu primo. E saibas que posso não ter muito a te oferecer, mas terá sempre em mim o carinho de uma irmã mais velha e uma conselheira, sempre que precisares.

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Jana, pouco me importam os laços de sangue. Tu também és minha prima querida. Conquistou meu carinho, respeito e amizade. Apesar da pouca idade mostra uma força, maturidade e generosidade ímpares. Ainda tens muito a amadurecer, é natural pois você é pouco mais que uma criança, mas saiba que te admiro profundamente e sou grata por tudo que tens feito por minha família. Adoro você e conte comigo sempre!

Dani, você sempre foi uma menina meiga, carinhosa, extremamente generosa. Nada mudou, só aumentou. Fiquei feliz em te ver na tua casa nova, assumindo também definitivamente as rédeas da tua vida. Amo você um tanto que nem sei dizer. Te desejo sucesso nessa nova fase e toda a felicidade do mundo.

Tenho vivido um tempo de reencontros, viagens ao passado, resgate de amizades e memórias antigas. Ter vocês como elo entre o passado e o futuro me conforta, ter vocês como a parte mais próxima da família é uma benção. Tenho uma dívida de amor e gratidão para com tua mãe, mas nem é por dívida nenhuma que te digo de todo o coração: você e teu irmão são como meus irmãos também e quero sempre poder estar por perto e ajudar naquilo que vocês precisarem.

Quanto ao André, continua o mesmo bicho do mato antissocial de sempre. Mas isso não é uma crítica, talvez seja o jeito dele, talvez ele não simpatize muito comigo. Não me importo. Gosto dele mesmo assim. E apesar dele não me dar assunto, posso ver que está cuidando  bem de ti e te fazendo bem e pra mim é só isso que conta. Ele tem é que gostar de ti e não de mim! Diga a ele que cumpra sempre a promessa que me fez de cuidar bem de ti e vou ama-lo pra sempre.

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Cuidem sempre com muito amor da Rafaella, esse anjo lindo e doce. Ela representa o melhor de vocês todos condensados numa pequena criatura. Que ela cresça linda e forte rodeada do amor  de vocês e protegida pelas bênçãos enviadas pela vovó que tanto a amava.

Tenham paciência com o pai de vocês. Ele agora precisa de amor, carinho e compreensão. Sei que ele não facilita muito, mas dentro do possível relevem. Ele tem os defeitos dele, suas limitações e fraquezas, mas é o pai de vocês. E apesar de tudo, a mãe de vocês o amou profundamente a vida inteira. Pensem sempre nisso. Não passem a mão na cabeça, mas peguem leve. E o amem, apesar dos seus defeitos.

Daqui a um mês faz um ano que a dinda se foi. A dor ainda é forte, a saudade é imensa. Mas aprendemos todos muito com ela, o amor que temos por ela sempre nos manterá unidos, e o legado de amor, carinho, generosidade, força e determinação que ela deixou está presente entre nós. Quem deixa marcas tão profundas entre os seus, não morre nunca. Vive eternamente nos nossos  corações, nas nossas lembranças e se faz sempre presente nas nossas atitudes.

Ano Novo 107

Desculpem qualquer coisa. Sei que incomodo e atrapalho, mas também sei que vocês me recebem com carinho e paciência. Obrigada por tudo. Obrigada principalmente por me deixarem fazer parte da vida de vocês.

Amo vocês. 

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ainda Bem

Hoje me aproprio das palavras, da linda voz e da sensibilidade de Marisa Monte para desejar um feliz aniversário ao meu amor. Acho que além da música não preciso dizer mais nada né?

Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão

Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou

Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Quantos anos você tem?

Cada dia me convenço mais que a idade das pessoas está na cabeça de cada um.

Neste final de semana tivemos nosso tradicional festival de massas e lasanhas, promoção do grupo do ECC da nossa paróquia para arrecadar fundos para a realização do próximo encontro.

Funciona assim: os casais que já fizeram o ECC, reunidos em pequenos grupos, doam um prato de lasanha (vale qualquer receita) e a equipe responsável pela promoção faz o resto: massas, saladas e etc. O ingresso fica barato, a comida é farta, depois da janta tem baile. Todo mundo se diverte muito, come bem e ainda arrecadamos uns caraminguá pra realizar o encontro.

Pois bem, fiquei observando as pessoas. Tem gente muito jovem, cheios de cacaca. Ficam sentados todo o tempo, com cara de fastio. Acham tudo muito chato e não se divertem com nada.

Em compensação, tem gente de mais idade que se diverte pra valer. Em outras palavras, solta a franga.

dancando

É interessante ver a marmanjada se requebrando toda ao som de músicas antigas, tipo a trilha sonoro dos “embalos de sábado à noite” ou “twist and shout” dos Beatles. Ou ainda tentando acompanhar a gurizada nas coreografias de músicas da moda como o tema das “empreguetes” ou “assim você mata o papai”, só pra citar uns exemplos.

Homens adultos, sérios, das mais diversas profissões, pais de família de respeito, desmunhecando e rebolando no meio do salão só pelo prazer de se divertir e fazer os outros rirem. Gente que não tem vergonha, que ri de si mesma e que diverte todo mundo.

No final da noite, todo mundo já cansado, seja pela festa ou pelo trabalho (já que o trabalho é todo feito por nós mesmos) mas ainda assim com energia pra dançar, falar bobagens e dar muita risada.

Olhando assim, ninguém parecia ter mais de 15 anos.

E você, quantos anos tem?



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tô surtando!


Não, não liguem pro hospício, não tô quebrando tudo nem pretendo afogar as crianças na privada. O surto não é de loucura, é da E.M. mesmo.

Todo mundo já confunde esclerose múltipla com demência, caduquice e a gente ainda chama de surto uma nova crise, pronto! Povo já se apieda e acha que estamos loucos.

No blog Esclerose Múltipla achei essas perguntas e respostas que esclarecem o termo:
"O que são os surtos de Esclerose Múltipla?
São os momentos em que está havendo uma inflamação muito intensa no seu sistema nervoso (cérebro, cerebelo, medula, alguns nervos da cabeça).

Todos os doentes tem surtos?
Esta é a forma mais comum da doença, chamada de “Surto-Remissão”, pois os surtos aparecem e desaparecem. Outros doentes têm formas progressivas, que evoluem continuamente, sem melhora. Nestes casos pode também haver surtos por cima da evolução contínua.

Como vou saber se estou tendo um surto de Esclerose Múltipla?
É muito importante você saber se está tendo um surto, pois eles podem ser tratados logo no início, com rápida melhora dos sintomas. Os surtos são caracterizados por sintomas de alteração visual, de força, de coordenação, de equilíbrio e de sensibilidade que progridem ao longo do dia e duram no mínimo 24 horas."
Então é isso, estou em surto. Nada muito grave, uns formigamentos aqui e ali, um pouco de tontura, perda de equilíbrio, muita fadiga e a cabeça parecendo que está cheia d'água.

Nesta semana faço uns exames e na primeira semana de agosto me submeto a 3 sessões de pulsoterapia.

Desta vez não vou fazer aqui em Cachoeira pois me senti muito mal assistida aqui. Farei no Hospital Dia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Enquanto aguardo pelo tratamento, torçam por mim.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O desfralde


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Cof, cof, cof... quanto pó neste blog! Faz tempo que não venho aqui. Mas vamos lá, deixa eu dar uma espanadinha aqui, outra ali... pronto! Agora vamos ao que interessa.

Sempre soube que o desfralde da Letícia seria complicado. Não por ela, que é bem esperta, mas por mim que não disponho de tempo para ensiná-la.

Para a criança entender a mecânica do uso do penico ou vaso sanitário, é preciso levá-la, deixar que se sente, se acomode e ter paciência de esperar que o milagre aconteça. Isso é complicado pra mim, pois enquanto estou no banheiro com ela, as outras duas estão aprontando.

Então, tentei o desfralde no verão, mas ela ainda não estava pronta. Quando a temperatura começou a cair, relaxei e me conformei em esperar até o próximo verão.

Mas eis que me surpreendi com a minha caçula. Quando ela se sentiu pronta, o milagre aconteceu.


Dia desses, eu na cozinha já iniciando os preparativos do almoço, ela vem e me diz que não quer mais a fralda. Nem dou muita importância e peço que espere um pouco. Mas minha pequena impaciente não espera nada, parou na porta do banheiro, baixou a roupa, puxou a fralda fora, vestiu a roupa.

Dali a pouco disse que queria xixi. Corri no banheiro, mas ela logo gritou: "EU!" - Ela mesma baixou a roupa e escalou o vaso sanitário (porque penico é coisa de bebê e ela já é uma mocinha) e ficou lá sentada, se achando a bolacha mais recheada do pacote. Mas não fez nada.

Um bom tempo depois, falou do cocô. Aí o papai correu e colocou ela no banheiro. Dali um pouquinho papai grita e mamãe sai correndo pra ver: FEZ! Depois de muitas sentadas improdutivas, finalmente o êxito. Foi uma festa! As irmãs vieram ver, todo mundo aplaudiu e ela ficou toda toda.

Mas é claro que não seria tão simples assim. Meia hora depois ela fez xixi em cima da minha cama.

O pontapé inicial foi dado, agora ela entende o que tem que fazer ali. Depois disso ela já pediu diversas vezes e já conseguimos vários xixis e cocôs no vaso. Mas não posso deixá-la sem fraldas agora, tá muito frio e não há roupa (nem mãe) que chegue.

O importante disso tudo, é que foi sem estress, no tempo dela. Ela decidiu a hora em que queria experimentar e, tendo êxito, entendeu a moral da história. Como eu continuo sem forçar a barra e sem me estressar, ela também tá tranquila. Quando dá certo ela fica feliz e faz festa, quando não dá ninguém se estressa.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pérolas e algumas historinhas

Domingo, frio, almoço na mesa. Resolvemos abrir um vinho. Aline olha a garrafa na mesa e diz: “mamãe, isso é sangue de Jesus”.

***

Segunda feira. Decidi comprar cobertas novas pras meninas. As que tinham em casa além de gastas, estavam poucas para os dias de muito frio. Comunico as meninas disso. Depois de dizerem como queriam, que cores queriam e todos os tipos de detalhes possíveis (ó o espírito consumista despertando) Aline me faz o pedido derradeiro: “mamãe, me compra uma cauda de peixe (sereia) pra mim nadar.” Tá, vou tentar...

***

Edredons novos nas camas. Entre os vários desenhos, algumas notas musicais. Segundos depois da 1ª olhada, Letícia me chamou, mostrou  uma das notas e cantou pra mim: “Ai lolé, ai lolé” (traduzindo: Ai olé, ai olé foi na loja do mestre André…) Galinha pintadinha ensinando algumas coisas…

Isso não tem uma cara de sapeca?

 

***

Dia difícil. Passei o dia batendo perna na rua, mil coisas pra fazer. Mal cheguei em casa e já tive que sair de novo para uma reunião. Cheguei tarde em casa e as crianças ainda ferviam. Depois dos banhos, e já arrumadas na caminha, fui buscar as mamadeiras e dar boa noite. Enquanto espero a Aline terminar (ela é sempre a última), Camila pega minha mão e lasca: “Como você é linda mamãe. Te amo mamãe.” Valeu o dia.

***

Meninas trouxeram da escola o “primeiro dever de casa”. Mamãe deveria ler uma historinha de um livro enviado pela professora, desenhar a história e se preparar para conta-la aos coleguinhas no dia seguinte. Detalhe: uma história diferente pra cada uma.

Contei as histórias separadamente e repetidas vezes. Depois, dei folhas em branco e os estojos para elas e… mão à obra! Elas compreenderam bem as histórias, cada uma contou a sua bem direitinho (no outro dia também para a professora e os colegas), mas não houve Cristo que as fizesse entender que só deveriam desenhar os elementos da sua história. Cada uma desenhou algo da história da outra junto. Mandei assim mesmo.

Trio fazendo dever de casa.

***

Marido sempre busca as crianças na escola. Para evitar atrasos e que elas fiquem sozinhas esperando, quando necessário vou e busco primeiro a Letícia que sai mais cedo, depois vou junto com ela à escola das gêmeas. Aí esperamos pelo papai, ou vamos indo devagarinho e ele nos encontra no caminho. Dia desses ele me avisou que não poderia ir mesmo. Subi então a pé.

O trajeto não é tão longo e as gêmeas encaram bem. O problema é que tem um trecho de subida íngreme e a preguicenta da Letícia adora um colo. Devido ao meu problema de saúde, não posso dar colo pra elas na rua. Não tenho força e se eu forçar a barra, posso perder o equilíbrio ou ter uma crise intensa de fadiga que nem eu mesma consiga sair do lugar.

Fomos indo a pé numa boa. No comecinho da subida a pequena pede colo. Vou enrolando ela um pouco e apresso o passo. Ela começa a chorar. Como explicar não resolve, sigo em frente com ela aos berros e vou driblando ela. Quando entramos na nossa rua, ela simplesmente se senta na calçada. “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”. Não teve conversa, não teve ameaça, não teve choro de mãe que a demovesse do firme propósito de só seguir adiante no colo.

À essa altura, eu já nem podia comigo depois de subir a lomba driblando ela e carregando 3 mochilas nas costas. Nem que eu quisesse muito. Numa última cartada, resolvo “abandonar” ela sentada na calçada e seguir adiante. Estava certa de que então ela levantaria e viria atrás de mim. Falei que ia embora, dei tchau e me virei. As outras duas quase me mataram. Uma chorava desesperada e me agarrava pelo braço dizendo que eu não podia deixar a coitadinha ali sozinha. A outra se botou de tapa em mim numa cena de total desespero impedindo que eu desse sequer um passo. A solução foi ligar pra Yasmin e esperar ela chegar da escola pra dar colo pra medonha. A birra do século, e tripla! Posso com isso?

***

Pra encerrar, umas fotinhos da visita do mano e o “amontoamento” delas em torno da “cunhada”. Gisele tem uma paciência de Jó, Deus conserve.

 

EntertimentoEstão tão juntas em torno da Gisele que mal saíram na foto.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Entre a paixão e o amor


Deixei passar em branco o dia dos namorados. Não tá fácil escrever, falta tempo, inspiração e até vontade. #prontofalei
Mas ontem, assistindo um trecho do programa Bem Estar com participação do médico ginecologista José Bento,   e do educador e filósofo Mário Sérgio Cortella de quem sou fã, ouvi algumas considerações que me fizeram pensar. (Quem quiser assistir, o link é esse: Globo - Bem Estar 12/06/12)
À luz da medicina e da filosofia, a paixão é um estado passageiro. Assemelha-se a qualquer droga, causa êxtase, mexe com nosso organismo, vicia. Não fosse passageira, não suportaríamos essa montanha russa de emoções.
Ou seja, não há nada que se possa fazer, a paixão tem prazo de validade. Findo este prazo ela acaba. A não ser que a transformemos em amor.
Isso não significa que quem ama não possa viver momentos de paixão, nem que não possa se apaixonar novamente pela mesma pessoa. Mas se isso não acontecer, também não significa uma vida sem graça.
Assim como existem viciados em adrenalina e viciados em drogas, também existem os viciados em paixão. Estas pessoas vivem intensamente o tempo do encantamento, mas não conseguem manter seus relacionamentos quando a paixão se extingue. Precisam dessa sensação permanentemente.
Mas aqueles que conseguem transformar a paixão em amor, se organizar em seus sentimentos, conseguem também ter relacionamentos mais longos e estáveis. A segurança é um bônus.
Como disse o professor, a paixão é o cérebro preenchido pelo coração, enquanto que o amor é o coração com o cérebro dentro.
O amor é a evolução da paixão. A paixão é um estado primitivo, o encantamento de dois seres visando a reprodução. Já somos mais do que isso, amar é a prova da nossa evolução.
Cada um sabe de si não sou eu quem vai dizer o que é melhor pra ninguém. Mas vou dizer o que é melhor pra mim. Já estive apaixonada, diversas vezes até. É muito bom, mas a gente também sofre muito. Em determinado momento, cansei desse sobe e desce de emoções. Foi então que descobri o amor.
De lá pra cá tenho sido feliz. Minha vida não é nem de longe uma estrada sem curvas, aclives e declives, e a paisagem também muda a todo instante. Mas ainda assim, é uma bela trajetória, um caminho gostoso de se percorrer.
Apesar de ter deixado passar o dia dos namorados e também o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, resolvi falar em paixão e amor, e digo que entre um e outro, eu fico com o amor. Fico com o meu amor.



P.S.: Este post faz parte da blogagem coletiva para o Dia dos Namorados, promovido pela Mulher e Mãe

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O banco


Todo mundo já se sentou em um banco de praça, ou em algum outro banco de rua.
Mas pra que serve um banco? Pra descansar de uma longa caminhada. Para uma pausa no dia e apreciar a paisagem. Para aproveitar o solzinho da manhã ou a quietude da tarde. Para ler um livro. Para cuidar da criança que brinca no parque. Para esperar o cãozinho dar seu passeio. Para flertar, namorar, beijar. Para esperar, ansiar, temer.
Já vimos e passamos por tantos! Certamente nos sentamos em muitos. Tanto que nunca pensamos nisso, tão corriqueiro que é.
Mas e quantas pessoas já passaram por um determinado banco? Aquele da praça já viu muita gente. Aquele da avenida principal também. Mas e aquele perdido numa ruazinha de bairro? E aquele do canteiro da avenida cinco?
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Aquele banco específico, viu tantos que já perdeu a conta. Gerações passaram por ele. Amizades começaram ali. Romances também. Alguns também tiveram fim naquele banco. Local de risos, de lágrimas, de brigas, de amores, de estudo, de cumplicidade, de segredos, de conflitos, de disputas, de ambiguidades, de discórdias, de vida. Muita vida em redor daquele banco.
Mas porque esse post inteiro falando de um banco? Porque o banco é o símbolo de um grupo de amigos que se conheceram e se reuniram durante anos em torno dele. Assim como é simbólico que o banco não estivesse mais lá quando depois de anos sem se verem, esses amigos se reencontraram.
Porque a vida seguiu seu curso, nós crescemos, seguimos nossas vidas, cada um foi pra um lado. Fora o nosso passado em torno desse banco, pouca coisa temos em comum hoje em dia. Mas a amizade permanece. E se a amizade permanece, não é a falta de um banco que irá nos distanciar novamente.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Diferentes, mas com alguma coisa em comum.

 

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Temos um pequeno grupo de casais com uma missão especial este ano. Cada um tem uma função específica, mas todos temos o mesmo objetivo.

Não escolhemos trabalhar juntos, nem a função que exerceríamos. Fomos escolhidos. Não tanto por méritos e conhecimento, mas porque precisávamos estar juntos. Este grupo, estas pessoas, precisavam se encontrar e estarem perto umas das outras.

No início, embora todos se conhecessem ao menos de vista ou de nome, éramos desconhecidos. Cada casal com suas particularidades, composto de indivíduos peculiares. Todos tão diferentes!

Uma apreensão, um nervosismo. Será que vai dar certo? Será que conseguiremos nos entender? Será que vamos gostar de estar junto dessas pessoas?

Passado quase metade do ano e com uma grande parte do nosso trabalho concluído ou bem encaminhado posso dizer que estamos indo bem.

Ainda falta muito, mas até aqui estamos tendo êxito. Nossas diferenças tem servido para nos aproximar e agora olho em volta e nos vejo todos tão parecidos!

É que apesar de todas as nossas diferenças, temos duas coisas importantes em comum: o objetivo e o guia. Estamos nos deixando guiar pelo Espírito Santo e a oração é nosso elo de ligação.

Temos nossas dificuldades, nossas limitações, nossos desejos de perfeição, nossas cobranças. Mas em cada nova dificuldade, surgida de nossas diferenças, unimo-nos naquilo que nos iguala: a fé!

E aos poucos vamos compreendendo os mistérios que existem por trás da formação desse grupo. O porque estarmos juntos, o porque termos nos encontrado, o porque cada um ser como é se encaixando naquilo que todos necessitam.

E assim vamos seguindo. Que Deus nos ajude, o Espírito Santo nos ilumine e que tudo continue dando certo…



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