terça-feira, 22 de maio de 2012
Da alegria à decepção
sexta-feira, 18 de maio de 2012
A máquina do tempo
Também sofri muito, pois adolescência é a fase dos conflitos e também tive muitos. Mas esses conflitos moldaram a pessoa que sou hoje.
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| Esta foto é do dia dos meus 15 anos. A qualidade é péssima, mas foi suficiente para trazer à tona muitas recordações. Eu sou a moleca em pé sobre a pedra e ao lado, o fomoso banco da Av. Cinco. |
Fiquei absolutamente fascinada pelos reencontros virtuais, pelas fotos antigas, por lembrar de coisas que estavam apagadas, quase esquecidas, mas que ainda são importantes na minha história.
Disso tudo, restou um desejo. Não de voltar ao passado, nem o de retomar velhas histórias pois sou vivida o suficiente para saber que isso não funcionaria e além disso, estou muito bem onde estou e como estou. Mas o desejo de resgatar a energia daquela menina que eu fui. Reascender nela os sonhos, a pureza e a alegria.
Mais uma vez, reforço a minha teoria: só sente saudade quem foi feliz e ter lembranças boas é o que nos recarrega as baterias em tempos difíceis.
Não podemos voltar ao passado. Mas lembrar dele é muito bom. Nos faz dar valor ao que conquistamos e nos faz repensar sobre aquilo que deixamos de conquistar.
E você, já experimentou viajar na máquina do tempo? Dê um mergulho, atire-se à fundo nas suas memórias. É uma viagem de auto conhecimento e reflexão. Recomendo.
sábado, 12 de maio de 2012
Sentimentos fora do script
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
terça-feira, 8 de maio de 2012
Blog Esclerose Múltipla e Eu
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Reflexões acerca da morte.
A vida é como a chama de uma vela. Enquanto acesa, tem o poder de iluminar, aquecer e queimar. Mas basta um leve sopro para extingui-la.
"Viva sua vida não de modo que sua presença seja sempre notada, mas de modo que sua ausência seja sempre sentida." (Bob Marley).
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
domingo, 29 de abril de 2012
BORDADOS DA VIDA
Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.
Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo.
Respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
"Mãe, o que a senhora está fazendo?
" Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.
Eu não entendia nada.
Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
"Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo
você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição."
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
"Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?"
"Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?"
"Por que estavam cheios de pontas e nós?"
"Por que não tinham ainda uma forma definida?"
"Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
"Filho, venha aqui e sente em meu colo.
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado.
Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
Então minha mãe me disse:
"Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na
parte de cima havia um belo desenho.
Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo."
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
"Pai, o que estás fazendo?"
Ele parece responder:
"Estou bordando a sua vida, filho."
E eu continuo perguntando:
"Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos
ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros.
Por que não são mais brilhantes?"
O Pai parece me dizer:
"Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim...
Eu farei o meu trabalho.
Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição."
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.
As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
É que estamos vendo o avesso da vida.
Do outro lado, Deus está bordando...
Que Deus faça de suas vidas um "lindo bordado"!
(Desconheço o Autor)
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
sábado, 28 de abril de 2012
Tirando o pó...
Este blog não foi abandonado, sua dona só esta impossibilitada de postar por estar sem computador.
Hoje vou colocar aqui só uma foto do níver da mamãe, as outras ainda precisam de edição. Só uma amostra para dar um gostinho e tirar a poeira do blog.
A festinha foi simples, mas boa e demos uma bela surpresa nela.
Prometo não deixar esse canto abandonado por mais muito tempo. Já, já tô de volta!
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| Quase todos... |
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Uma septuagenária.
Não combina com ela o estereótipo da vovó, sentada fazendo crochê. Embora ela até faça crochê, ela faz tantas outras coisas e tudo ao mesmo tempo. É com certeza uma vovó moderna.
| Nov/2009 |
domingo, 15 de abril de 2012
Titanic
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Tempo, tempo, tempo, tempo…
Assisti com o marido ao filme sobre a vida e morte do brasileiro Jean Charles (para os desinformados tem um resumo aqui) e além da história que eu já conhecida me impressionou saber de quanto tempo se passou desde que este fato aconteceu.
Sou só eu, ou todo mundo perde um pouco a noção dessa passagem de anos, de vida, de história que corre junto com o tempo?
Parece que só me dou conta desta passagem em eventos pontuais, como aniversários, ou em momentos como estes, em que um fato que foi bastante noticiado é novamente lembrado e então percebemos que embora pareça ter acontecido outro dia, foi anos atrás.
Quando as crianças fazem aniversário a gente faz uma retrospectiva mental, às vezes com a ajuda de fotografias. Mas é de uma hora pra outra que algo nos dá um estalo e a gente diz: “puxa, como você cresceu!'”
Me olho no espelho todos os dias e é claro que vejo no meu rosto que o tempo passou. Mas é também num estalo, que percebo o quanto passou.

Este texto não é um lamento por estar ficando velha. Ao contrário. Acho natural que, vivendo minha própria história o tempo passe mesmo mais desapercebido. Mas cada vez que tenho esses estalos, constato o quanto já vivi, quantas histórias presenciei, quanto amor e carinho já senti e recebi, quantas coisas e pessoas conheci…
Já iria dizer que meu único lamento é ter memória ruim e não lembrar de tudo, mas acabei por constatar que isso também é uma benção. Minha carga de vida é tão grande, que lembrar de tudo significaria não ter espaço pra viver mais nada.
Então, deixemos que o tempo cumpra sua missão de passar, sem freios, sem barreiras. E que tenhamos sempre a sabedoria de aprender com ele, aproveitar as coisas boas que ele trás, deixando que ele leve consigo as coisas ruins. Absorver e viver as emoções, mas não deixarmos esquecidas as injustiças, como a do caso citado no início deste post, para que a verdade sempre prevaleça, mesmo que tarde.
“Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou.”
— Caio F. Abreu









