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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Reflexões acerca da morte.


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A vida é como a chama de uma vela. Enquanto acesa, tem o poder de iluminar, aquecer e queimar. Mas basta um leve sopro para extingui-la.

Esta semana, mais uma chama se apagou. Ângela não era minha amiga, nem sequer tínhamos muito contato. Mas nas poucas vezes que nos encontrávamos, sempre na Igreja, ela era sempre gentil e querida. Sempre sorrindo, disposta, alegre. Não éramos íntimas, mas ainda assim eu sofri.

Sofri por ver uma mulher ainda jovem, cheia de energia, boa e alegre ser levada do nosso convívio. Sofri por me colocar no lugar dos seus amigos e familiares que tanto sentirão a sua falta. Sofri por mais uma vez me defrontar com a nossa insignificância diante da morte.


A cerimônia de despedida da Ângela, embora muito triste, foi bonita. Havia tanta gente que, tanto a capela quanto a área em redor dela, foram pequenas. Houve missa e cantos e é claro, muita emoção.

Essa despedida me fez pensar em muitas coisas. Coisas que geralmente pensamos quando nos deparamos com a morte: na finitude da vida, no inesperado e imprevisível, nas pessoas que amamos, nas coisas que são realmente importantes para nós.

Mas também me fez pensar em outra coisa importante: No quanto é importante ser uma pessoa de bem, uma pessoa ativa em sua comunidade. Uma pessoa participativa na vida dos amigos e das pessoas que a cercam. Fiquei imaginando o quanto eu gostaria de, no momento da minha morte, ter tanta gente no meu velório. Não pelo prestígio póstumo, que já não interessa, mas pelo amparo que sei que dariam a minha família.

Porque a morte é para quem morre apenas uma "mudança de endereço", mas o sofrimento, a saudade e o desamparo são para aqueles que ficam: a família. 

"Viva sua vida não de modo que sua presença seja sempre notada, mas de modo que sua ausência seja sempre sentida." (Bob Marley).





Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

domingo, 29 de abril de 2012

BORDADOS DA VIDA


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Como continuo sem computador, pra não deixar esse espaço às moscas, vou compartilhar com vocês uma historinha que li há muitos anos e que sempre me faz pensar muito. É uma boa reflexão. Acompanhem: 




Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.
Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo.
Respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
"Mãe, o que a senhora está fazendo?
" Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.
Eu não entendia nada.



Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
"Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo
você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição."
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
"Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?"
"Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?"
"Por que estavam cheios de pontas e nós?"
"Por que não tinham ainda uma forma definida?"
"Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
"Filho, venha aqui e sente em meu colo.
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado.
Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!



Então minha mãe me disse:
"Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na
parte de cima havia um belo desenho.
Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo."
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
"Pai, o que estás fazendo?"
Ele parece responder:
"Estou bordando a sua vida, filho."
E eu continuo perguntando:
"Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos
ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros.
Por que não são mais brilhantes?"
O Pai parece me dizer:
"Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim...
Eu farei o meu trabalho.
Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição."
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.
As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
É que estamos vendo o avesso da vida.
Do outro lado, Deus está bordando...

Que Deus faça de suas vidas um "lindo bordado"!
(Desconheço o Autor)



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sábado, 28 de abril de 2012

Tirando o pó...


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Este blog não foi abandonado, sua dona só esta impossibilitada de postar por estar sem computador.

Hoje vou colocar aqui só uma foto do níver da mamãe, as outras ainda precisam de edição. Só uma amostra para dar um gostinho e tirar a poeira do blog.

A festinha foi simples, mas boa e demos uma bela surpresa nela.

Prometo não deixar esse canto abandonado por mais muito tempo. Já, já tô de volta!

Quase todos... 

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Uma septuagenária.


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Hoje minha mãe completa 70 anos. É oficialmente uma septuagenária.

É estranho pensar nela como uma "idosa", já que ela tem mais energia do que eu. A velhice é mesmo um estado de espírito e ela está longe de ficar velha.

Não combina com ela o estereótipo da vovó, sentada fazendo crochê. Embora ela até faça crochê, ela faz tantas outras coisas e tudo ao mesmo tempo. É com certeza uma vovó moderna.

Não vou falar mais sobre minha mãe, eu ficaria repetitiva já que falei dela neste post aqui e neste aqui, e ela ficaria muito convencida, mas não posso deixar de homenageá-la nesse dia.

Nov/2009
O que tenho pra dizer hoje é: Parabéns minha mãe! Que Deus te dê muita saúde para enfrentar os muitos anos que espero que você viva. Que a felicidade seja tua companheira e que os problemas que te afligem sejam enfim sanados.

As lições que tu me ensinaste e também aos meus irmãos estão aí, dentro dos nossos corações e sendo invocadas no nosso dia à dia, tornando-nos pessoas de bem, que tem em ti um grande exemplo de força e coragem.

Que Deus nos dê muita sabedoria e discernimento para aprender as lições que tu ainda tens pra nos ensinar.

Não te preocupes mais com aquilo que não deu certo ou não saiu como desejavas, tu és uma vitoriosa e tua vida é uma lição para teus filhos e netos.

Feliz aniversário mãe! Te amo muito.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

domingo, 15 de abril de 2012

Titanic

Hoje completa 100 anos do naufrágio do famoso transatlântico, onde morreram 1523 das 2240 pessoas a bordo, hierarquizando-o como uma das piores catástrofes marítimas de todos os tempos. Ele não foi o maior navio a afundar, nem o que causou mais vítimas, mas tudo o que envolve esse fato contribuiu para mantê-lo alvo de curiosidade até hoje, 100 anos depois.

Sempre tive certo fascínio por fatos históricos e esse é um dos fatos da história recente que mais me fascina, por tudo o que o envolve: a grandiosidade e luxo do navio, por ser a viagem inaugural, pela tecnologia empregada na construção considerada muito avançada para época, pela arrogância de quem projetou o navio que dizia ser inafundável, pelo número exorbitante de vítimas, pelas lendas sobre o que aconteceu à bordo, pela sucessão de erros, equívocos, más decisões que resultaram no naufrágio.

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A partir desse grandioso e trágico evento, as leis foram modificadas e inúmeras normas de segurança foram adotadas e houve grandes mudanças no direito marítimo.

Todos esses fatos, somados ao filme Titanic, de 1997 dirigido por James Cameron, feito com muito realismo e que nos mostrou a real dimensão do que ocorreu (mesmo tendo ganho personagens fictícios e romance), fazem com que essa história permaneça sempre famosa e desperte sempre muita curiosidade e emoção.

Eu iniciei a semana falando da passagem do tempo e encerro com o centenário desse evento histórico que todos esperamos nunca mais se repita.
 Fonte de pesquisa: Wikipedia

Assistam ao trailer do filme de 1997. Ele será relançado agora em 3D. Todos sabemos o final da história, mas como documento histórico, vale muito a pena.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo…

Assisti com o marido ao filme sobre a vida e morte do brasileiro Jean Charles (para os desinformados tem um resumo aqui) e além da história que eu já conhecida me impressionou saber de quanto tempo se passou desde que este fato aconteceu.

Sou só eu, ou todo mundo perde um pouco a noção dessa passagem de anos, de vida, de história que corre junto com o tempo?

Parece que só me dou conta desta passagem em eventos pontuais, como aniversários, ou em momentos como estes, em que um fato que foi bastante noticiado é novamente lembrado e então percebemos que embora pareça ter acontecido outro dia, foi anos atrás.

Quando as crianças fazem aniversário a gente faz uma retrospectiva mental, às  vezes com a ajuda de fotografias. Mas é de uma hora pra outra que algo nos dá um estalo e a gente diz: “puxa, como você cresceu!'”

Me olho no espelho todos os dias e é claro que vejo no meu rosto que o tempo passou. Mas é também num estalo, que percebo o quanto passou.

Este texto não é um lamento por estar ficando velha. Ao contrário. Acho natural que, vivendo minha própria história o tempo passe mesmo mais desapercebido. Mas cada vez que tenho esses estalos, constato o quanto já vivi, quantas histórias presenciei, quanto amor e carinho já senti e recebi, quantas coisas e pessoas conheci…

Já iria dizer que meu único lamento é ter memória ruim e não lembrar de tudo, mas acabei por constatar que isso também é uma benção. Minha carga de vida é tão grande, que lembrar de tudo significaria não ter espaço pra viver mais nada.

Então, deixemos que o tempo cumpra sua missão de passar, sem freios, sem barreiras. E que tenhamos sempre a sabedoria de aprender com ele, aproveitar as coisas boas que ele trás, deixando que ele leve consigo as coisas ruins. Absorver e viver as emoções, mas não deixarmos esquecidas as injustiças, como a do caso citado no início deste post, para que a verdade sempre prevaleça, mesmo que tarde.

“Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou.”
— Caio F. Abreu

sábado, 7 de abril de 2012

O significado da Páscoa...

O significado da Páscoa segundo o


Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.




Origem do nome


Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesah, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.


A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.


No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.


Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.


pascoa2coelho


Páscoa Cristã



A Páscoa cristã celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.




A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.




A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres.



Páscoa no Judaísmo


Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse Moisés que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.




A Bíblia judaica institui a celebração do Pessach em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua .



Tradições pagãs na Páscoa



Na Páscoa, é comum a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Ishtar ou Astarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada(claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou, novamente, o planeta Vênus). É uma deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.


 


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sexta-feira, 6 de abril de 2012

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Sexta feira santa é dia de reflexão e penitência. Façamos a nossa, com arrependimento e fé,para renascermos com Cristo na páscoa para uma vida nova com a alma leve.



Bom feriado à todos. Pra quem vai pegar a estrada, juízo e cautela. Se beber, não dirija. Cuide da sua vida e de quem cruza o seu caminho.

E uma Feliz e abençoada Páscoa à todos!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 4 de abril de 2012

…E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai…

 

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Tenho acompanhado há algumas semanas o quadro do Fantástico “?” e me emocionado com ele.

No quadro, é mostrado a importância de um pai na vida de um filho. A importância que tem ter o nome do pai na certidão, o reconhecimento, a verdade, às vezes muito mais do que o amor ou a herança. A verdade por trás de uma paternidade reconhecida tem sido o principal gancho do quadro a nos prender e emocionar.

Essas histórias nos fazem pensar muito em muitas questões que as envolvem, como por exemplo os motivos que determinaram a falta do nome do pai no documento.

Não falo dos motivos práticos: uma história de amor mal resolvida, um rompimento traumático, falta de maturidade do pai, ou da mãe, ou de ambos, situações sociais distintas, conflitos de interesses…

Mas me comove as questões emocionais que levam a esse desfecho. Uma mágoa de um pai que não quis assumir o romance junto com a paternidade; a submissão de uma das partes diante da arrogância da outra; famílias que se intrometem e criam conflitos desnecessários.

É certo uma mãe, por mais motivos que tenha, negar ao filho o direito de saber quem é o seu pai e decidir por si próprio se ele é digno de amor? É claro que não é tão simples assim. Existem casos e casos e em muitos desses, só mesmo adultos os filhos tem condições de compreender os fatos (ou não) e aceitar a verdade.

O que realmente me incomoda nesses casos que tenho visto, é o trauma gerado por anos de mentiras ou de abandono. O não reconhecimento dói mais que a falta de amor, porque o amor até se entende que nasceria de um convívio que não houve, mas a falta de reconhecimento, a negação da verdade, o desconhecimento da própria origem é o que realmente dói e traumatiza.

Nessas horas, em cada programa desses que assisto, agradeço à Deus por ter me dado um pai. Que tem seus defeitos como todo ser humano, mas que me deu muito mais do que o seu nome na certidão.

Agradeço por ter resistido à ideia de não contar ao pai do Allyson que o esperava. Muitas vezes ao longo da vida achei que essa atitude teria me poupado problemas, mas hoje vejo que certamente teria criado outros, talvez muito mais graves.

E principalmente, agradeço por ter encontrado no meu companheiro um pai maravilhoso para minhas filhas.

Termino esse  post com um trechinho da Oração da Família do Pe. Zezinho e que sempre me faz chorar quando ouço:

“…Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também”

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sábado, 31 de março de 2012

Feche a boca e abra os braços - BC Ser gentil vale a pena


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Para não deixar passar em branco de novo a data da BC e como continuo em pleno vazio criativo, resolvi repostar este texto que publiquei em 28/11/2010. Uma história muito boa e que nos faz refletir.

"Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.

Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou
a ela e ao marido sobre a gravidez.
Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazer
isso conosco?" Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos
e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela.

Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?
Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço com alguma
frequência quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe.
Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um
bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: "Quando
uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços."


Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco
em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma
paciência minúscula.

Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o
abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada,
me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre
estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado
e como foi que aquilo tinha acontecido e só então percebi o pavor
estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia.

Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os
braços. Kim correu para eles dizendo: Desculpa... Desculpa... repetia,
entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me
sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um
segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.

"Eu também sinto muito, Kim" disse quando ela se acalmou o bastante para
conseguir me ouvir. Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que
você não se cortou. Felizmente, ela me perdoou.

O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou
que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de
fúria, medo, desapontamento ou frustração.

Quando meus filhos eram adolescentes todos os cinco ao mesmo tempo me
deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em
prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir
ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos
e ficar em recuperação.

Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira
coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da
escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, por
vezes, ruidosa e unilateral. Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da
técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me
desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco
razoáveis. É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da
história e da motivação atrás dela, quando está abraçando uma criança, mesmo
uma criança num corpo adulto.

Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus
medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva
porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam
errados sabendo que eram amados, contudo. Dava para trabalharmos com "o que
você acha que devemos fazer agora", em vez de ficarmos presos a "como foi
que a gente veio parar aqui?"

Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família.
Um deles veio me ver há alguns meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..."
Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei a
assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança
maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. Quando nos levantamos,
recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.
Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.
É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços."
==========================================

Histórias para aquecer o coração das mães

Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros

Editora Sextante

Selinho by: Silvia Azevedo



Esta postagem é parte da Blogagem Coletiva proposta pela Rogéria Thompson, do blog "Um espaço pra chamar de meu", uma das pessoas mais gentis com quem tenho a honra de me relacionar nas redes sociais e na blogosfera. A idéia é fazer um post sobre esse assunto todos os meses, divulgando atos de gentileza, sejam da nossa parte ou de alguém que presenciamos.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
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