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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aniversários

Hoje, 30 de julho, comemoramos os aniversários do meu marido e do nosso casamento. Fui esperta, me casei no dia do aniversário dele pra que não houvessem desculpas para esquecimentos.
Trocando alianças.

Hoje fazem 5 anos do nosso casamento legal, já que vivemos juntos por 12 anos antes de oficializar as coisas. No total já são quase 18 anos de união e amor.


Quando nos conhecemos não esperávamos muito dessa relação, talvez por isso mesmo tenha dado certo pois não criamos expectativas, apenas deixamos acontecer. Nossa vidinha é simples, rotineira, sem recursos financeiros que nos permitam jantares, festas, viagens, vida social ou cultural.


Mas também não é monótona. Temos a casa cheia de crianças, bençãos que Deus nos concedeu e também brigamos bastante pra animar as coisas. Mas acima de tudo, nos amamos muito.


Então, neste dia especial queria dizer pra você, Carlos, que é o amor da minha vida que eu sou feliz porque tenho você do meu lado. Eu me tornei uma pessoa melhor por que tenho você pra me ensinar a ser melhor.


Carlos e Kátia
Vivemos muita coisa juntos, e o tempo, a rotina, a falta de grana e as dificuldades do nosso dia-à-dia às vezes nos fazem deixar de lado coisas que são importantes. Ficamos vendo nossas imagens no espelho mudando à cada dia e queremos poder parar o tempo.


Mas o mais importante na vida são os momentos já vividos, a estrada percorrida, as boas lembranças, os momentos de aprendizado, crescimento e amadurecimento. Nossas rugas são as marcas da nossa história que é rica, verdadeira e única.


Nada apaga o que já vivemos e nossa história nos dá forças para continuarmos juntos. O amor que sentimos um pelo outro, faz com que a velha chama se mantenha acesa, e o desejo se renove e se aprimore.


E ainda temos muito o que viver. Temos nossas filhas pra criar, muita conversa pra jogar fora enquanto tomamos o nosso chimarrão, muitos planos para pôr em prática, outros tantos ainda por fazer. Temos muito carinho para trocar e amor para viver.


Então: Feliz aniversário meu amor!!! Que tua vida seja longa e feliz, repleta de bençãos e iluminada por Deus e que eu possa estar sempre ao teu lado.


Mt. 7, 25 "E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram  aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha."


quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Velho Pinheiro Torto

Recebi esta bonita mensagem por email e resolvi compartilhar ela aqui.  Espero que gostem.

"Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que "conseguisse ver o pinheiro na posição correta". 

Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria "enxergar o pinheiro na posição correta"? 
O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista. Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso que, ver aquela árvore em sua posição correta, era "vê-la como uma árvore torta".
Só isso! 
Nós temos, em nós, esse jeito, essa mania de querer "consertar as coisas, as pessoas, e tudo o mais" de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta, é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é.
Se você tentar "endireitar" a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.
Nos relacionamentos, é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele "sonha" e não o que o outro pode oferecer. 
Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros. Porque temos essa visão de "consertar" o que achamos errado. 
Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado. 
Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois, conhecendo-os, não colocariam expectativas, que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias. 
Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. 
O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer. 
Não crie mais dificuldades no seu relacionamento, se vemos as coisas como elas são, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos. 
E, para terminar, olhe para você mesmo com os "olhos de ver" e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e, isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.
Pense nisso!"
Autor: Paulo Roberto Gaefke

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tocando em frente

Tocando em frente - Almir Sater


Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso,
porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
mais feliz quem sabe
Eu só levo a certeza de que
muito pouco eu sei,eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia
todo mundo chora
um dia a gente chega
no outro vai embora
cada um de nós compõe a sua história
e cada ser em si
carrega o dom de ser capaz
de ser feliz

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Insanidades humanas

Esta semana vivemos o triste caso do atropelamento e morte do jovem Rafael Mascarenhas, 18 anos, filho da queridíssima atriz Cissa Guimarães.
Sou fã da Cissa desde que me lembro de assistir novelas e ela me conquistou, assim como ao Brasil todo, pela sua contagiante alegria e simpatia. Foi mãe jovem e sempre se exibiu orgulhosa de seus 3 lindos filhos.
Pois o mais moço deles, o seu bebê, foi bruscamente arrancado da vida depois de um acidente brutal, causado pela imprudência aliada à irresponsabilidade.
As investigações ainda estão em curso, mas a mim parece óbvio que o veículo que causou a morte de Rafael estava em alta velocidade, haja visto o número e a gravidade das lesões sofridas pelo menino.

Mas o que mais me choca nesta história não é nem a violência do acidente, nem a inversão da lei natural do universo, forçando uma ainda jovem mãe a enterrar seu filho que só desabrochava pra vida. Eu também sou mãe e nem quero imaginar o tamanho dessa dor. O que é chocante mesmo, é a atitude dos policiais, que deveriam ter prestado socorro imediato à vítima, apreendido o carro e conduzido o jovem motorista à delegacia. Lá na delegacia, o jovem poderia chamar o seu pai e o seu advogado que os ajudariam a dar as devidas explicações do ocorrido e logo depois, voltar pra casa, senão tranquilo, pelo menos sabedor de que estaria arcando com as consequencias de seus atos, coisa que TODO pai e e mãe deve ensinar aos seus filhos.

Em vez disso, a polícia cobra propina para esconder o carro e eliminar vestígios e "livrar a cara" do motorista, que por sua vez liga pro pai, que deveria ter chamado o filho à razão, e ambos aceitam a farsa e  concordam com a corrupção.



Cissa e os filhos, Thomáz, João e Rafael. Clique na foto e veja a reportagem original.






Mais uma vez assistimos ao caso de jovens, filhos da classe média alta, usando o poder do dinheiro ou da influência do nome de família para tentar escapar, fugir das suas responsabilidades. E fazem isso com o apoio dos seus pais, que apavorados com a possibilidade de comprometer o futuro dos filhos com uma condenação ou simples mídia negativa e acobertam a verdade, julgando estar fazendo a coisa certa. Mas não pensam no futuro dos filhos dos outros, sepultados precocemente, e nem tem uma real nção do prejuízo que causam ao futuro dos seus próprios filhos, quando lhes negam o direito de aprender algo com seus erros e compromentendo-os com o estigma de irresponsáveis e corruptos fraudadores da lei.

Mas apesar de toda a indignação que este caso nos proporciona, não podemos crucificar este motorista (que por ironia do destino também se chama Rafael) nem seu pai. É possível que assustado com o que fez e recebendo em seguida a pressão policial, tenha se deixado levar pelo desespero e induzido o pai a acompanhá-lo no erro. Não justifica, mas explica.O que não tem explicação nem justificativa é a atitude dos policias, omissa e corrupta.

Até quando veremos casos como este? Estamos todos doentes, insanos. É preciso buscar a cura da nossa sociedade e ela pode vir de uma única Lei, anunciada há séculos em forma de mandamento: Ame ao teu próximo como a ti mesmo. E essa Lei deverá se fazer cumprir, sob pena de nos tornarmos definitivamente animais irracionais, predadores de nós mesmos, sem sentimentos de amor e fraternidade, usando somente os instintos mais baixos, que nos fazem querer prevalecer sobre toda a espécie humana, subjugando os demais, só para nos sentirmos maiores, quando na verdade estamos só pisando uns em cima dos outros. Isto sim é o que eu chamo de Insanidade.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Idade

Falando em aniversários, e este mês e no próximo são muitos por aqui, fiquei pensando sobre a minha idade. Estou prestes a completar 40 anos e esse número redondo que me joga definitivamente na era dos "enta" é com certeza um divisor de águas.

Às vezes me sito tão velha, já vivi tanta coisa, já passei por tantas emoções, provas, perdas e conquistas que me sinto como se já tivesse vivido 100 anos.

Por outro lado, me sinto ainda tão jovem, com tanta vida pela frente e capaz de realizar tantas coisas que me sinto como se ainda tivesse só 5.

Acredito que a nossa idade é feita de uma complexa equação entre fatores distintos como nossa idade cronológica, que é aquela que temos em nossa carteira de identidade; a idade física, resultado de como cuidamos do nosso corpo e dos efeitos de vícios, má alimentação ou doenças; a idade mental que se constitui de nossa capacidade de rir de nós mesmos sem nos tornarmos irresponsáveis ou levianos; tudo isso multiplicado pelas experiências vividas, aprendizado e auto-conhecimento, somado às expectativas para o futuro e dividido pelas frustrações e perdas acumuladas.

Do resultado dessa "conta" da qual não conheço a fórmula teríamos então a nossa idade real.

Toda essa conversa sem pé nem cabeça é pra dizer que apesar das minhas rugas, cabelos brancos e kilos a mais que me envelhecem mais do que eu gostaria, minha mente me enxerga ainda como uma menina, cheia de sonhos e planos que espero ainda poder realizar.

Estou ficando velha, isso é fato. Mas só na carteira de identidade e talvez no corpo físico. Na alma, ainda sou só uma criança...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Meu filho



Allyson, aos 2 anos
Me tornei mãe aos 17 anos, numa tarde fria de inverno, quase três meses antes da data prevista, há exatos 22 anos atrás.
Mal sabia cuidar de mim, mas me julgava preparada para a tarefa, afinal, julgava eu, o que mais eu precisava saber pra cuidar de uma criança além de trocar fraldas, dar banho e alimentar?
Essas coisas podem ser suficientes para cuidar dos filhos dos outros e por um curto tempo, mas para um filho é preciso muito mais, só aprendi isso na prática.
Apesar da minha pouca (quase nenhuma) habilidade em ser mãe, meu filho cresceu e se tornou um homem em todos os sentidos que esta palavra pode ter. Me orgulho imensamente vê-lo tirando ótimas notas numa faculdade que ele mal tem condições de pagar e onde chegou sem ter feito curso pré-vestibular.
Me orgulho de saber que apesar de estar longe de casa e sozinho, esta cuidando de si, trabalhando e estudando.
Me orgulho da sua inteligência, do seu senso de humor, da sua visão de mundo, dos seus gostos pessoais, da pessoa que ele se tornou, da sua capacidade de amar.

E eu nem tenho muito mérito nisso. Ensinei o que pude, mas aprendi muito junto com ele. Na verdade, crescemos juntos, enquanto ele crescia em estatura e graça, eu crescia como ser humano.
  
Então hoje, quem comemora este aniversário sou eu, o dia em que eu nasci para o mundo adulto, que nasci para a maternidade, para a responsabilidade.
Feliz aniversário meu filho. Nenhuma palavra que eu conheça é capaz de expressar todo o amor e admiração que eu sinto por ti.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Reunião dançante

Ontem enquanto escrevia sobre o dia do amigo, minhas lembranças me leveram até uma época muito animada da qual me lembro com muito carinho, a das reuniões dançantes.

Eram encontros que aconteciam geralmente numa garagem ou na casa de alguém, com música pra dançar, guaraná e coca-cola, pastéis, biscoitos e nega-maluca. Terminavam em torno das 10 da noite e eram absolutamente inocentes. Dançávamos alegremente as músicas da época,  de LP's trazidos pelos participantes da "festinha". Mais pro final, aparecia um LP de música lenta, que era tocada à meia luz, momento de "casar" na festa. Esse casar resumia-se a se formar um par para dançar juntinho e ouvir a zoação dos outros o resto do mês. Só.
Mais tarde é claro isso tudo foi mudando, o horário começou a se estender até a meia-noite, clandestinamente já aparecia uma garrafa de vinho ou cerveja e a hora de "casar" já rendia alguns beijinhos no final da festa e às vezes evoluiam para um namoro. 

Um pouco mais adiante as festinhas já contavam com alguns casais de namorados e mais alguns "solteiros" querendo se arrumar, as músicas já eram melhor distribuídas e a pouca luz já era norma desde o início. Mesmo com bebida alcólica e alguns avanços dos casais mais afoitos, tudo era muito diferente do que é hoje. Com educação e respeito, sem agressões, pois os brigões eram praticamente banidos dos grupos.

Estas épocas distintas também significavam grupos diferentes que iam ficando maiores com o passar do tempo. Esses grupos tinham histórias próprias, de paixões não correspondidas, de amores platônicos, de ciúmes patológicos. Mas apesar disso tudo ou talvez por causa disso tudo, era bom, divertido, intenso. Grandes amizades surgiram alguns romances iniciaram e termiram, alguns outros poucos vingaram e deram frutos.

Como estou morando em outra cidade, mantenho um tímido contato com algumas dessas pessoas, outras nunca mais tive notícias. Mas todas fazem parte de um época bacana da minha história. E que contada assim parece ter acontecido no século passado. E não é que foi?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo

Hoje é dia do amigo, como se amigo precisasse de um dia para ser lembrado. Amigos são lembrados à cada instante de nossa vida, seja ele bom ou ruim.

Amigos são aquelas pessoas que riem das nossas bobagens e choram com as nossas angústias e pessoas assim não são esquecidas nunca.

A gente se afasta, porque a vida segue seu curso e cada um toma seu rumo. Algumas relações se perdem por conta da distância e do tempo que separa as pessoas, mas os afetos, esses permanecem sempre.

Poderia citar aqui uma centena de amigos com os quais convivi em determinada época da minha vida e que nem sequer sei por onde andam agora. Muitos amigos de infância e juventude reencontrei na internet, depois do surgimento do orkut, mas muitos nem por lá se acha.

Reencontrar amigos no orkut tem dois lados também, o bom da emoção de ter notícias daquela pessoa querida que foi importante em sua vida num certo momento, outro ruim, de se perceber tão distante que a amizade vai ficar só na lembrança e em recados e emails.

Temos nossos pais, amigos primeiros da vida, irmãos que embora não sejam próximos se tem um amor enorme, marido meu melhor amigo sem dúvida e meus filhos que graças à Deus também são meus amigos queridos.

Mas existem amigos que estão mais próximos, se fazem presente em nossa vida, mesmo que o dia-à-dia não nos permita uma proximidade maior, tal qual desejávamos. Eles se fazem presentes em momentos estratégicos, quando você precisa de uma força, ou quando está tão feliz que se não dividir com alguém explode. Estão sempre por perto dando uma passadinha rápida só para dar um "oi", num recadinho mandado especialmente pra você, num telefonema ou mensagem dizendo que gosta de você e sente sua falta.

Gostaria de citar todos os nomes de meus amigos de todos os tempos que se fizeram especiais por terem participado de algum momento importante da minha vida, mas o espaço é pouco e corro o risco imperdoável de esquecer de alguém.

Deixo aqui então o meu abraço, o meu carinho e o meu amor, à todos aqueles que já foram ou são meus amigos e amigas. Das brincadeiras da escola, as primeiras confidentes, parcerias de festas, colegas de trabalho, vizinhas, amigos virtuais que nunca abraçamos mas sentimos tão próximos quanto os reais, enfim...

Amigos e amigas, desejo à vocês um Feliz Dia do Amigo. E que o afeto que nos une seja infinito.





segunda-feira, 19 de julho de 2010

Efeitos positivos

Escrever é mesmo um exercício que melhora com a prática. Já sinto os efeitos do blog, minha mente fervilha de ideias. Ainda e difícil me concentrar e organizar os pensamentos de forma coerente e de fácil entendimento pra quem lê, mas já se tornou bem mais fácil pensar sobre o que escrever.

Aliás, sobram-me assuntos. Tenho escrito muito, mas isso também é um problema pois uma ideia puxa outra e o assuntos acabam ficando muito longos, enfadonhos. Mas estou trabalhando para reduzir e poder postar aqui.

Meus primeiros post foram bem tímidos, desorganizados e sem assunto, mas quando consegui encontrar um tempinho entre trocas de fraldas e etc e me dedicar um pouco mais ao exercício, recebi os primeiros elogios. Claro que vindo de familiares e amigos, mas creio sinceros e já me fizeram acreditar que era capaz de fazer melhor.

Também recebi as primeiras críticas, construtivas, amigáveis, particulares, mas que me fizeram mudar uma coisa ou outra. Afinal é pra isso que servem as críticas, pra nos fazer rever o que temos feito e tentar fazer melhor.

Meu principal crítico, e a opinião que mais me importa é do meu marido, meu amor, que concertou uma coisinha aqui outra ali, mas me incentivou muito a continuar. Eu teria continuado mesmo sem a aprovação dele, mas é claro que o apoio e incentivo do meu melhor amigo é fundamental.

Só sei que agora me empolguei. Começo a ter cada vez mais ideias e o cuidado com o blog, a tímida mas insistente divulgação para que pelo menos os amigos leiam e comentem, pensar, escrever, consertar, aprender a usar as ferramentas de que disponho, tudo isso está me fazendo muito bem. Me faz perceber que meu cérebro apesar de lento ainda funciona e que sou capaz de produzir algo que seja interessante pelo menos para quem me conhece.

Se ainda não é bom, já está um pontinho acima do razoável e com o bem que isso tá fazendo pra minha tão judiada auto-estima, vai melhorar muito com o passar do tempo e com a ajuda dos meus "leitores". Mais do que uma promessa, isso é uma certeza.

Obrigada aos amigos que perdem um tempinho pra ler e comentar minhas historinhas.

domingo, 18 de julho de 2010

Frio e chuva

Entendo que a mudança de estações faz parte da vida mas, me perdoem os amantes do frio, eu odeio inverno. Ainda mais aqui no sul, onde as temperaturas frequentemente se aproximam de zero, inclusive negativamente, e onde a umidade é sempre muito alta.


Desde criança já não gostava. Ter que sair da cama quentinha pra ir pra escola ou trabalho, se encher de roupas a ponto de parecer um robô que mal pode se mexer, enfrentar aquela serração que não nos permite ver nem o nosso pensamento, ou aquela chuvinha fina com vento que não tem sombrinha que dê jeito, molhar os pés e passar o dia inteiro com eles molhados, ter pés, mãos e a pontinha do nariz eternamente congelados....

Sem falar nas gripes, pneumonias, amigdalites, laringites, faringites, bronquites, otites, renites, sinusites e todo o resto da família dos "ítes", comuns nessa época do ano principalmente para quem tem crianças.

Nunca consegui entender aquela horda de turistas que vem pra cá pra "curtir" o frio. Se bem que passar frio de férias em um hotel 5 estrelas pode até ser divertido, embora ainda tenha minhas dúvidas.

Depois que me tornei mãe, esta estação do ano além de ser odiada, passou a ser temida. Além de todas as chatices do tempo em sí, ainda tenho outras preocupações. Por exemplo:

- Dar banho e vestir 3 crianças pequenas, passeando pela casa do banheiro até os quartos, sem que se resfriem e peguem uma pneumonia;
- Fazer elas entenderem que chinelos e sapatos são para ficarem nos pés e não de enfeite em cima dos móveis;
- Mantê-las presas dentro de uma casa pequena sem espaço para correrem e extravasarem aquele monte de energia acumulada;
- Fazer mágica para lavar aquela tonelada de roupa que se tira a cada banho, mais lençóis, toalhas, etc e fazer com que sequem mesmo quando chove por 10 dias seguidos em parar.

Por esses e outros motivos, fico deprimida no inverno. Muitos dias cinzas, escuros, frios...Prefiro muito mais o calor, pouca roupa, muita gente na rua, horário de verão, cerveja gelada, sorvete. Só o que me consola, é a certeza de que depois do inverno, sempre vem a primavera.
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