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domingo, 8 de junho de 2014

Quando os filhos saem de casa.

Allyson e Yasmin
Meus bebês que já cresceram. Os passarinhos que já voaram do ninho.


Filho quando sai de casa nos causa 2 sensações muito distintas: a do dever cumprido, afinal se está saindo do ninho é porque já se sente preparado para seus voos solo, e a do coração partido, apertado, oprimido pela preocupação com o futuro, com as escolhas que tomarão sozinhos, sem nos consultar nem comunicar, pela ausência, pelo ninho vazio.

Quando o Allyson saiu de casa há 6 anos, eu vivi essa aflição. Mas ele foi criado por uma mãe adolescente que mal sabia cuidar de si mesma, sempre soube se virar sozinho. É independente, tem um espírito livre, indomável. Além disso, já tinha “me abandonado” aos 12 anos quando foi morar com o pai, voltou aos 15 para ir embora de vez aos 19. Passou pelo quartel, onde com certeza aprendeu lições valiosas para uma vida longe do ninho.

Nesta época, eu estava na reta final da gestação das gêmeas que nasceram um mês depois, então tive muito com o que me ocupar pra não ficar tão sensível pela falta que o guri fazia. Não que não me preocupasse com ele, me preocupo muito, sempre, perco o sono às vezes pensando no meu filhote, longe da minha proteção e do meu carinho.

Agora foi a vez da Yasmin. Essa sempre foi mais mimada. Ao contrário de mim, o pai sempre foi mais super protetor, sempre fez as vontades e deu tudo nas mãos. Ela é inteligente e super responsável, mas lhe falta a experiência, a vivência. Sempre me ajudou muito em casa e com as crianças (faz uma falta!), mas nunca teve obrigação. 

No final do ano passado, quando o namorado foi morar sozinho, eu já sabia que logo que completasse a maioridade ela iria morar com ele. Sabia por conhecer a filha que tenho, que apesar de meiga e delicada, tem um gênio forte e sabe bem o que quer. Passei então a preparar o meu espírito e o do pai, aquele super protetor e que também é bem ciumento.


Quando o fato efetivamente se deu, eu já estava bem preparada (mentira!). Ao contrário do irmão, que saiu de casa pra estudar, ela foi morar com o namorado, que é um rico de um guri, mas também é ainda um menino. Talvez por isso me preocupe de forma diferente.

Tenho a consciência tranquila, sei que passei para os meus filhos os valores de pessoas de bem e eles sabem que apesar das dificuldades as portas da nossa casa nunca serão fechadas para eles. Isso me dá uma certa tranquilidade, saber que "se der ruim", eles tem pra onde correr.

Hoje fomos almoçar na casa dela. Foi bacana ver ela cuidando das coisas dela, preparando a casa pra nos receber, se preocupando com o que não estava bem ou faltando, os dois querendo agradar. Ver que minha menininha mimada, também sabe se virar. Ao mesmo tempo, dá vontade de colocar no colo e trazer de volta pra casa!

Enfim, ainda vou passar por isso mais 3 vezes ainda e é certo que com cada uma será uma situação diferente, com sensações diferentes. O que é certo é que a dicotomia alívio-aflição sempre existirá.

Quando os filhos saem de casa, é o último e derradeiro corte no cordão umbilical. É quando eles nos dizem em alto e bom som que não precisam mais da nossa ajuda, que lhes amarrem os sapatos, lhes aprontem o jantar, lhes lembrem de levar o casaco. E isso sempre dói um pouco. Mas eles sempre precisarão do carinho, do colo, das orações e eventualmente de conselhos. E dá um orgulho danado ver aquele passarinho desengonçado abrir suas asas com firmeza e alçar aquele lindo e imponente voo.

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