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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Refletindo sobre a autoestima

A experiência de ganhar de presente uma boa dose de autoestima me levou a refletir a respeito.

 

O que realmente faz a autoestima se elevar nem são os presentes, mas a valorização oferecida junto com eles.

 

Explico: ganhei 2 tardes no salão (a primeira, transformadora e a segunda para uma sessão de fotos) com direito a corte de cabelo, tonalizante, mechas, escova, maquiagem, manicure e pedicure. Isso me deixou bonita, mas o efeito seria efêmero caso todas as pessoas do salão – TODAS – não tivessem sido extremamente simpáticas e gentis comigo, me elogiando não só após as mudanças, mas também antes, fazendo questão de me mostrar o quanto sou bonita, precisando apenas me cuidar melhor.

 

O maquiador, Rodrigo, fez questão de dizer que havia lido meu blog e gostado dos meus escritos me incentivando a voltar a escrever.

 

E foi assim com praticamente todos os presentes, eles não foram simplesmente entregues, mas oferecidos com carinho, acompanhados de generosas doses de sorrisos, elogios e palavras de incentivo.

 

Mais do que ganhar presentes, me senti importante, valorizada e é isso que eleva a autoestima.

 

Um outro exemplo: minha filha andou às voltas com um trabalho da escola, um seminário onde cada grupo de alunos deveria desenvolver um tema e produzir uma ação sobre ele. O tema escolhido pelo grupo dela foi justamente a autoestima, o impacto da moda e de padrões pré-estabelecidos de beleza sobre ela. E a ação foi passarem alguns momentos no asilo municipal fazendo a manicure das vovós.

 

Elas produziram um vídeo sobre a ação e eu me emocionei muito ao assisti-lo. As vovós estavam todas aguardando ansiosas, apreensivas pelo momento. Ao final, todas sorriam sinceramente satisfeitas.

autoestima

Obviamente não foram as unhas feitas que lhes fizeram recordar que são mulheres, que possuem vaidade e que é bom estar bonita. Foi o fato de alguém pensar nisto e se propor a executar. Foram os momentos em que aquelas meninas passaram ali, conversando com elas, cuidando delas, dando atenção e carinho. A ação e o vídeo são de uma simplicidade incrível, mas a mudança no semblante das vovós é comovente.

 

Na semana passada no programa do Luciano Huck, uma mulher de 53 anos que aparentava 70, teve sua autoestima recuperada através de ações comuns como um trato no cabelo, unhas, roupas e calçados novos mas principalmente pela restauração dos seus dentes. Ela ficou tão diferente, mais jovem e bonita que é difícil acreditar que seja a mesma pessoa. Ao se olhar no espelho sussurrou espantada: Sou eu?

 

Muitas mulheres (e homens também) se deixam ficar feias por relaxamento e preguiça, mas acredito que na grande maioria dos casos elas sejam como essa mulher ou como eu. A vida ficou tão difícil em alguns momentos que por uma questão de prioridades mesmo vamos ficando de lado. Quando temos nossa saúde ou a dos filhos em risco, não se pensa em vaidade. Quando as finanças estão abaladas, entre comprar uma roupa nova pra si ou para os filhos, entre comprar um creme hidratante ou um pacote de fraldas, entre sair para tomar uma cerveja gelada com o marido num final de tarde ou pagar a conta da água, a gente sempre perde essa disputa sem nem sequer se questionar ou amaldiçoar a vida por isso. É natural, abre-se mão do próprio bem estar em prol dos filhos e da família. A prioridade nunca é nossa.

 

E assim as coisas vão acontecendo, se sucedendo e a gente se acostumando. Até chegar aquele momento em que a gente não se reconhece mais na imagem refletida no espelho. E por achar que o estrago é tão grande que não tem mais solução, se conforma. Aí a gente briga com o espelho e se recusa a olhar para ele.

 

Fazer as pazes com o espelho é igualmente um processo lento e gradual, mas é preciso um primeiro passo: a atitude, a determinação de mudar que deve vir de nós mesmos. Mas quando a autoestima está tão destruída quanto andava a minha, a gente paralisa. Tem vontade de mudar, ouve  conselhos e críticas, mas não consegue saber por onde começar. É nestes casos que um empurrão externo se faz necessário. Eu ganhei este empurrão que me colocou de pé em frente à trilha. Agora é só andar.

 

Ainda não consigo ver onde essa trilha vai me levar, mas já tenho pra onde ir. E isso é uma benção!

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Orgulhosamente PUBLIQUEI uma 'chamada' para este ótimo artigo no NOVO SITE agregador de LINKS dos Blogueiros do Brasil (( http://omelhordos.blogueirosdobrasil.com/ )).

    Abraços cordiais.

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  2. Que linda reflexão !!!
    parabéns por essa evolução que ocorreu em sua vida, continue neste caminho e não desista!

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