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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Entre a paixão e o amor


Deixei passar em branco o dia dos namorados. Não tá fácil escrever, falta tempo, inspiração e até vontade. #prontofalei
Mas ontem, assistindo um trecho do programa Bem Estar com participação do médico ginecologista José Bento,   e do educador e filósofo Mário Sérgio Cortella de quem sou fã, ouvi algumas considerações que me fizeram pensar. (Quem quiser assistir, o link é esse: Globo - Bem Estar 12/06/12)
À luz da medicina e da filosofia, a paixão é um estado passageiro. Assemelha-se a qualquer droga, causa êxtase, mexe com nosso organismo, vicia. Não fosse passageira, não suportaríamos essa montanha russa de emoções.
Ou seja, não há nada que se possa fazer, a paixão tem prazo de validade. Findo este prazo ela acaba. A não ser que a transformemos em amor.
Isso não significa que quem ama não possa viver momentos de paixão, nem que não possa se apaixonar novamente pela mesma pessoa. Mas se isso não acontecer, também não significa uma vida sem graça.
Assim como existem viciados em adrenalina e viciados em drogas, também existem os viciados em paixão. Estas pessoas vivem intensamente o tempo do encantamento, mas não conseguem manter seus relacionamentos quando a paixão se extingue. Precisam dessa sensação permanentemente.
Mas aqueles que conseguem transformar a paixão em amor, se organizar em seus sentimentos, conseguem também ter relacionamentos mais longos e estáveis. A segurança é um bônus.
Como disse o professor, a paixão é o cérebro preenchido pelo coração, enquanto que o amor é o coração com o cérebro dentro.
O amor é a evolução da paixão. A paixão é um estado primitivo, o encantamento de dois seres visando a reprodução. Já somos mais do que isso, amar é a prova da nossa evolução.
Cada um sabe de si não sou eu quem vai dizer o que é melhor pra ninguém. Mas vou dizer o que é melhor pra mim. Já estive apaixonada, diversas vezes até. É muito bom, mas a gente também sofre muito. Em determinado momento, cansei desse sobe e desce de emoções. Foi então que descobri o amor.
De lá pra cá tenho sido feliz. Minha vida não é nem de longe uma estrada sem curvas, aclives e declives, e a paisagem também muda a todo instante. Mas ainda assim, é uma bela trajetória, um caminho gostoso de se percorrer.
Apesar de ter deixado passar o dia dos namorados e também o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, resolvi falar em paixão e amor, e digo que entre um e outro, eu fico com o amor. Fico com o meu amor.



P.S.: Este post faz parte da blogagem coletiva para o Dia dos Namorados, promovido pela Mulher e Mãe
Comentários
10 Comentários

10 comentários:

  1. Estou contigo, amiga. Paixão é muito bom ! Faz-nos suspirar e vivermos deliciosamente, mas nada se compara à estabilidade e à tranquilidade que o amor nos proporciona. Um abraço

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  2. "Minha vida não é nem de longe uma estrada sem curvas, aclives e declives, e a paisagem também muda a todo instante. Mas ainda assim, é uma bela trajetória, um caminho gostoso de se percorrer."
    Isso traduz o que estou passando...rsrs obrigada Tuka merece um compartilhamento no mural do face By Tuka. Se vc permitir é claro.

    Olha eu e o Rafa nos conhecemos num dia em que eu estava assim hoje eu me entrego pro mundo ou encontro o amor da minha vida...acredita? E não é que Deus estava guardando esse presente. Concordo com vc em escolher o amor, mas que podemos ter momentos de paixão e apaixonar-se novamente pela mesma pessoa. Acontece isso comigo e sou feliz por isso! bjs Bom Dia!!!

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  3. Oi TUka, gostei da explicação do viciados em paixão e por isso não consguem manter o relacionamento deposi que a paixão acaba. Tenho um amiga que é bem assim.
    Eu também fico com o amor. Amei.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/
    #amigacomenta

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  4. Lindo Tuka!!Eu tb prefiro o amor,  eh mais calmo, mais tranquilo, mais real, mais seguro!!
    Bjs e muito amor para vc e maridão!

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  5. Pois é,eu tbm fico com o amor,as paixões são passageiras,eu amo amar,com altos e baixos,mas amando sempre...bjs
    #amigacomenta

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  6. Adorei o post, Tukinha... Lindo!!! Também sou fã do Cortella! Na semana de palestras da faculdade ouvi um professor explicar muito bem que a paixão é uma doença, que lota os consultórios dos psicólogos, enfim... é muita emoção junta e muitos perdem a razão nessas horas... grande bj!!!
    #amigacomenta

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  7. Adorei suas considerações Tuka!
    A vida da gente tem que saborear a paixão, essa montanha russa de emoções, até mesmo prá quando o amor chegar percebermos o quanto ele é diferente.
    Lindo demais teu texto!
    E vem sempre escrever, viu?! Você faz parte da blogsfera e quando você deixa de vir, um pedacinho dela se ausenta! bjssss

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  8. Nooossa Tukinha! Nem vi o programa, nem sabia da BC, e no dia 12 dos namorados, ao invés do blá, blá, blá de homenagem ao meu marido, resolvi falar sobre isso tb! Essa relação entre amor X paixão e a busca infinita das pessoas pelas brboletas vivas no estômago, sem ao mesmo se dar conta da diferença entre um e outro! As vezes o amor pode estar ali do nosso lado, e consequentemente a felicidade tb, mas por essa busca incessante, podemos deixá-la passar.


    Vc como sempre sábia minha amiga! Já falei que te amo hj!? =)


    Bjo, bjo!

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  9. Estou com você.. também prefiro o amor, aquele que é construído a cada dia.
    Beijos

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  10. Lindo demais!!! Por isso ganhou!! Hehehehe
    Acho que uma relação, com o passar do tempo, vai oscilando entre amor e paixão. Normalmente a paixão é a que surge primeiro, depois ela dá lugar ao amor, mas não quer dizer que ela não volte a aparecer!!
    Eu fico com os dois!! Hahahaha


    Beijão.
    @_maejestade
    http://www.vidademaejestade.com/

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