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quarta-feira, 4 de abril de 2012

…E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai…

 

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Tenho acompanhado há algumas semanas o quadro do Fantástico “?” e me emocionado com ele.

No quadro, é mostrado a importância de um pai na vida de um filho. A importância que tem ter o nome do pai na certidão, o reconhecimento, a verdade, às vezes muito mais do que o amor ou a herança. A verdade por trás de uma paternidade reconhecida tem sido o principal gancho do quadro a nos prender e emocionar.

Essas histórias nos fazem pensar muito em muitas questões que as envolvem, como por exemplo os motivos que determinaram a falta do nome do pai no documento.

Não falo dos motivos práticos: uma história de amor mal resolvida, um rompimento traumático, falta de maturidade do pai, ou da mãe, ou de ambos, situações sociais distintas, conflitos de interesses…

Mas me comove as questões emocionais que levam a esse desfecho. Uma mágoa de um pai que não quis assumir o romance junto com a paternidade; a submissão de uma das partes diante da arrogância da outra; famílias que se intrometem e criam conflitos desnecessários.

É certo uma mãe, por mais motivos que tenha, negar ao filho o direito de saber quem é o seu pai e decidir por si próprio se ele é digno de amor? É claro que não é tão simples assim. Existem casos e casos e em muitos desses, só mesmo adultos os filhos tem condições de compreender os fatos (ou não) e aceitar a verdade.

O que realmente me incomoda nesses casos que tenho visto, é o trauma gerado por anos de mentiras ou de abandono. O não reconhecimento dói mais que a falta de amor, porque o amor até se entende que nasceria de um convívio que não houve, mas a falta de reconhecimento, a negação da verdade, o desconhecimento da própria origem é o que realmente dói e traumatiza.

Nessas horas, em cada programa desses que assisto, agradeço à Deus por ter me dado um pai. Que tem seus defeitos como todo ser humano, mas que me deu muito mais do que o seu nome na certidão.

Agradeço por ter resistido à ideia de não contar ao pai do Allyson que o esperava. Muitas vezes ao longo da vida achei que essa atitude teria me poupado problemas, mas hoje vejo que certamente teria criado outros, talvez muito mais graves.

E principalmente, agradeço por ter encontrado no meu companheiro um pai maravilhoso para minhas filhas.

Termino esse  post com um trechinho da Oração da Família do Pe. Zezinho e que sempre me faz chorar quando ouço:

“…Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também”

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

Comentários
17 Comentários

17 comentários:

  1. É realmente uma questão muito delicada. Tb acho muito importante a presença de um pai. Concordo com o que disse sobre o não reconhecimento ser a pior parte. :(

    Abençoa Senhor as famílias, amém!

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  2. Muito bom esse post....Realmente eh muito bom que os filhos tenha a presenca do pai, independente das diferencas familiares...bjs

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  3. Oieee,

    Sem dúvida que a presença de um pai faz uma falta danada!
    Ás vezes, mesmo os pais/mães que reconhecem na certidão mas, não convivem com seus filhos também causam os mesmo traumas, e há ainda, aqueles que moram na mesma casa mas, estão sempre tão ocupados com outras coisas que perdem a convivencia com os filhos, e causam o mesmo abandono.
    O que me incomoda mais que tudo é a falta de valor, de amor, de compreensão que se abate sobre as famílias! 
    É pra se pensar!! Adorei!!

    Bjos!

    Loreta #amigacomenta;)
    @bagagemdemae 

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  4. Tuka, vc sempre demais... hj mesmo conversava com uma amiga da faculdade, ela não sabe quem é o pai e a mãe não fala, já tem 30 anos e nunca teve essa referência, falei pra ela que é um direito que ela tem, ela e o marido procuraram por ele antes de casarem,mas foi em vão... Uma judiação isso!!Que bom q vc foi sensata e fez a coisa certa!!!Bjs!!!

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  5. Realmente a tarefa do pai na família é imprescindível!
    Que o Senhor abençõe mesmo, muito, a sua família!
    Um abraço da Equipe Recanto!

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  6. Lindo!
    Por isso me sinto tão afortunada por ter escolhido um homem tão maravilhoso para ser o pai de minha filha!
    Cheio de sensibilidade esse seu post! Adorei!

    Beijão!

    #amigacomenta
    @JuLeite 

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  7.  Muito delicada mesmo, cheia de nuances. Que Deus nos abençoe.

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  8.  Brigas entre pai e mãe jamais deveriam afetar os filhos Bete,uma pena que nem sempre seja assim. Bjs

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  9.  Como é mesmo complexo este assunto né Loreta? Mas acho que a verdade deve estar acima de tudo, mesmo num relacionamento ruim. Faz muita diferença vc saber e entender o porque das coisas. bjs

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  10.  É a isso que mais me refiro no post Rô, uma muher adulta, capaz de compreender e aceitar, e a mãe não diz quem é o pai. Aff, que complicado isso! Bjs

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  11. Sem desfazer da importância do pai (ou de alguém que represente esse papel) presente que é sim fundamental, mas saber a sua origem, de onde veio, suas relações familiares é muito importante para a pessoa se entender como gente.
    bjs e obrigada!

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  12.  Agradeça sempre à Deus por esta benção Juliana.

    Bjs e obrigada

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  13. Ai Tukinha! Vc e seus posts super pertinentes, sempre! :) Eu também já pensei mil vezes que ser não tivesse contado ao pai do Vítor que estava grávida poderia ter sido poupada de um bocado de aborrecimentos e mágoas. Não sei se faria diferença hoje na vida do Vítor, visto que o pai não tá nem aí pra ele. Mas acho que o fato de ter o nome na certidão faz sim diferença. E, gostando ou não, eu fiz o que era certo, né? Agora eu que aguente as consequências de fazer as coisas certas! hahahaha

    Beijos
    Tati
    Mulher e Mãe
    #amigacomenta

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  14. Tuka, uma das produtoras do quadro é minha amiga, e vc nem imagina o quanto ela ficou emocionada em fazer esse quadro... são histórias realmente maravilhosas! belo texto o seu! beijos

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  15. Tati, tenho certeza que as consequencias de fazer as coisas certas, por piores que sejam, ainda nos permitem deitar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos!

    Bjs

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  16.  Carol, eu imagino! Eu sempre me emociono às lágrimas vendo esse quadro. São histórias lindas,algumas sem final feliz,ainda assim emocionantes.

    Bjs

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  17. Bem, esta historia de Pai é bem complicada, até porque não sei o que é não ter um Pai, pois o meu sempre fez e se faz presente em minha vida. Nos limites do seu conhecimentos mas na grandeza de sua sabedoria ele sempre foi um exemplo, posso dizer que sinto orgulho de meu Pai principalmente pela sua historia de vida. Agradeço a Deus por estar em minha vida ate hoje, E da Mamãe você não vai falar diria minha excelentissima Tuka(esposa), claro que sim, pois mãe é mãe por melhor que seja o Pai. Os filhos quando a coisa aperta sempre querem a mamãe. Tenho minhas limitações mas acho que sou um bom Pai. As vezes fico olhando para elas e pensando, o que fiz para merecer tanto? Mas, sinto orgulho de ser o Pai delas. Apesar delas preferirem a mamãe. O vida!

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