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sábado, 30 de julho de 2011

Ao meu amor

Hoje ele completa mais um ano de vida e nós, mais um ano de nosso casamento "oficial".

O que dizer a ele nesse dia além que eu o amo e bendigo o dia em que entrou na minha vida?

Poderia dizer que foi o seu sorriso que me conquistou, seu jeito de crianção, que tanto me faz rir.
Ou que adoro ver ele brincando com as filhas, amo sua paciência e o carinho com que cuida delas.

Ou ainda que gosto de me sentir protegida e acarinhada dentro dos seus braços, gosto de como cuida de mim e se preocupa comigo.

Poderia dizer que me sinto feliz em tê-lo ao meu lado e admiro sua paciência comigo, que sou uma chata assumida.

Mas quero falar sobre o homem que ele é. Íntegro, honesto, digno, ético, calmo, paciente, profissional dedicado, provedor e protetor do seu lar. Um homem sério naquilo que faz, sem perder a alegria e a descontração, conquista à todos com sua simpatia e cordialidade, apesar da cara séria e ares de mau, parte de um disfarce, uma proteção contra aquilo que desconhece.

Um ótimo pai, filho amoroso, irmão preocupado. Um marido cheio de qualidades que suplantam seus defeitos. Um amante generoso, carinhoso (e gostoso!) e um companheiro para todas as horas, divertido, amigo e compreensivo.

Esses são só alguns dos inúmeros motivos pelos quais eu amo tanto esse homem. Mas existem outros, subjetivos, que a razão não explica, mas que fazem toda a diferença: química, pele, cheiro, energia positiva, ligação cármica e outros nomes assim podem dar uma noção do que eu quero dizer.

Neste dia especial, quero dizer ao meu amor que ele é luz e benção na minha vida. Que lhe desejo uma vida longa, saudável e próspera e que desejo passar ainda muitos anos ao seu lado. Desejo que Deus nos abençoe e nos conceda a graça de permanecermos sempre juntos. E que esses 6 anos de casados, mais de 18 de vida em comum, possam um dia somar 60, ou 600, e que possamos desfrutar de cada novo dia juntos com muito amor, união e alegria.

Feliz aniversário querido!!!






Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Aniversário da vovó

No último domingo foi o aniversário da vovó Vonir. Minha sogra completou 84 anos e nos reunimos para o churrasco de sempre. 

Os netos mais velhos já vão aos encontros de família levando seus pares e isso faz todo mundo se sentir tão velho... Ainda bem que tem as crianças para renovar a "brotação" como costuma dizer a vovó, referindo-se à produção dela e do vovô que resultou em 4 filhos e 11 netos.

Eu, que não tenho andado muito bem há vários dias (por isso meu sumiço) não vou me alongar muito hoje. Deixo algumas fotos tiradas das crianças pra alegrar um pouco o post.

Beijos

P.S.: Mãe, não é nada não viu? Só indisposição mesmo. Tô ruim, mas tô bem, se é que me entende.

O trio chegando. Na cara, as diferentes disposições: Alegre, desconfiada e braba! Tem criança pra todo gosto...

Vovô cuidando a carne e vovó recebendo seus abraços. Fotógrafo lento perde o flagrante.

Quem vê, pensa que são uns anjinhos. Que comportamento!

A caixa de cacos que a vovó guarda e que ela adoram brincar.

Hora da bóia!
Hora do soninho! (E do silêncio!)


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sábado, 23 de julho de 2011

Nem todo cristão é santo, nem todo muçulmano é terrorista.

Tenho pensado neste título há vários dias, mas ontem ele se fez real, tomando dimensões mais concretas depois de dois episódios de terrorismo na Noruega, (leia sobre isso aqui) um país pacato e que já foi citado aqui no blog em outras ocasiões. (Aqui e aqui)

Assim que o primeiro episódio aconteceu, um atentado à bomba no centro de Oslo, capital da Noruega, as suspeitas recaíram direto sobre os ombros dos muçulmanos. Mas com a prisão de um rapaz, suspeito de ter cometido o segundo atentado, atirando contra dezenas de jovens num acampamento, parece mesmo que isso foi obra de noruegueses mesmo, e cristãos (a religião estatal protestante é oficial no país).

Mas meu interesse neste assunto não é discutir a fama de terrorista dos muçulmanos, até porque ela não é infundada, mas fazer novamente um alerta sobre o nosso costume de julgar as situações e as pessoas pelas aparências, e o que é pior, discriminar aquilo que não conhecemos e/ou não entendemos.

O Brasil é um estado laico, ou seja, é oficialmente neutro em questões religiosas, não apoia nem se opõe a nenhuma religião. Pelo menos na teoria. Na prática, vemos católicos e evangélicos se digladiando, disputando seus fiéis, e vemos ainda (mesmo que de forma discreta, velada) uma discriminação contra judeus e principalmente muçulmanos. 

Fala-se muito em discriminação contra gays e negros, mas a discriminação religiosa também existe. Ela é mais suave, mais branda, mas isso só agrava os fatos, pois se fosse escancarada seria mais fácil se proteger dela.

Quem me acompanha por aqui sabe que sou católica e praticante, mas respeito quem me cerca e exijo que me respeitem também. Quer me ver P... da vida? Tenta me doutrinar. Vou te deixar falando sozinho. Para não desrespeitar tua crença, saio de perto pra não discutir, porque como já dizia o velho ditado: Religião, amor e cor não se discutem. Dá pra incluir aí também política e futebol, são assuntos que só geram discussões acaloradas e não levam a lugar algum.

Mas me interesso muito por essas questões, gosto de aprender sobre as outras religiões, tenho curiosidade, interesse real mesmo. Se vier falar comigo pra me explicar como é, vou ouvir atentamente. Tenho vontade de estudar sobre este assunto, me aprofundar, ser uma exímia conhecedora das religiões e suas doutrinas.

Outra coisa que me incomoda muito são os estereótipos criados.  Cristão é santo, crente, bocó, pedante e burro.  Umbandista é macumbeiro e alcóolatra. Muçulmano é radical, antissocial, machista e terrorista. Não é assim. Não existe uma fórmula para se identificar a crença de uma pessoa pela sua aparência ou modo de agir e menos ainda de se identificar o caráter de alguém pela religião que professa.

Depois dos atentados de 11 de Setembro, os muçulmanos passaram a ser vistos só como terroristas. Não dá pra negar que existem muitos entre eles, mas nem todo terrorista é muçulmano e nem todo muçulmano é terrorista. 

Com a reprise da novela O Clone (que eu já citei aqui) pode-se ver outro lado mais bonito do Islã, como a proteção às mulheres (às vezes vista só como machismo), a instituição familiar como pilar da sociedade, os véus coloridos e bonitos, o ardor como oram.

O que faz um terrorista, não é a sua religião, mas o fanatismo com que defende sua causa, seja ela religiosa, política, motivadas por supostas paixões, o radicalismo das suas posições e principalmente a falta de respeito pelo outro, pela vida humana.

Se nós não somos capazes de compreender o uso do Hijab (véu) pelas mulheres, que pelo menos se saiba admirar a beleza deles. Se somos incapazes de pensar como o outro pensa, vamos aprender a respeitar o pensamento como algo que é livre e que cada um tem o seu. Ser assim, ou assado, é opção de cada um, mas é obrigação de todos permitir que essa liberdade aconteça. Quando eu era criança já ouvia uma frase que serve bem a isso: A liberdade de um termina onde começa a liberdade do outro. Ou seja, o limite de discordar do outro está onde começa o desrespeito.

Eu acabei falando mais sobre as religiões, mas isso vale para tudo. Tudo aquilo que desconhecemos, causa-nos espanto. E daí para o preconceito e a discriminação é só um passinho. Por isso, quando algo lhe causar estranhamento, procure conhecer um pouco, informar-se. Um bocadinho só de conhecimento e informação são capazes de desmistificar qualquer assunto e tornar tudo mais compreensível aos nossos olhos.
 
Essa é a visão que eu tenho, por isso busco conhecer, me informar. Meu desejo é que possamos no futuro COEXISTIR  sem conflitos. 
 
E você, o que pensa sobre esse assunto? Que atitude toma diante daquilo que lhe causa estranheza?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Há exatos 23 anos...

Com 1 ano
Passava um pouco da meia-noite e eu me sentia incomodada. Não sentia dor, mas um desconforto geral. Seria fome? Levantei e fui até a cozinha, fiz um chá e um ovo quente (que mistura!) e voltei pra cama.

Naquela noite, minha mãe enfermeira estava trabalhando, além de mim, só homens em casa: meu pai, o pai do meu filho, meus dois irmãos pequenos. Todos dormiam.

Na impossibilidade de dormir, comecei a repassar mentalmente alguns acontecimentos do dia. Apesar do repouso absoluto recomendado, tinha saído no dia anterior, tive médico e além do ônibus era preciso caminhar um trecho de subida intensa até o hospital. Exames de praxe, pressão continuava alta, repouso continuava recomendado. Mas na volta, resolvi passar na casa da minha tia que tinha tido bebê 3 meses antes e eu ainda não conhecia. Desci do ônibus no meio do caminho e fui até lá conhecer a Caroline. Emoção, subida de escadas, mais uma caminhadinha...

Aos 2 anos e meio
Voltei a me sentir incomodada. Levantei da cama novamente. Que falta me fez minha mãezinha nessa noite! Ela certamente teria me advertido a não ficar caminhando em círculos pela casa, mas foi o que fiz, na tentativa de aliviar o incomodo. Eram 2 e meia. Resolvi acordar meu pai.

Ele acordou assustado, vestiu a camisa do avesso e se apressou em me dizer pra ficar calma. Mas eu estava calma, só estava desconfortável. Ele é que estava em pânico! Me colocou no carro e me levou até o hospital, onde cheguei em pleno trabalho de parto.

Como eu não tinha dilatação, só contrações e um pequeno sangramento (que começou já lá no hospital) a tentativa era parar o trabalho de parto. Fui colocada num soro e impedida de levantar da cama. Jogada num canto como um bichinho, com dor e assustada, procurei ficar quietinha e não incomodar pra não ser incomodada. As dores que eram leves em casa, já eram fortíssimas, mas eu mordia o travesseiro e aguentava.

Adolescente rebelde
Fiquei lá a noite e a manhã toda. Me trouxeram café e depois almoço, mas eu não comi, não tinha fome. às duas e meia da tarde, o médico veio novamente me examinar e concluiu que deveria desistir de tentar segurar o bebê e então deixaria que ele nascesse. Me tirou o sorinho e mandou todos da minha família embora, pois como eu não tinha nada de dilatação, levaria de 10 à 12 horas até o bebê nascer.

Passada meia hora comecei a me sentir muito mal, com as dores mais intensas e uma vontade enorme de fazer força, sentia o bebê nascendo e comecei a chamar pelo médico. Nessa hora, o infeliz pôs a cara na porta e disse: deixa de fiasco guria, na hora de fazer não chamou ninguém! Lembrei de todos os palavrões que conhecia e gritei eles todos ali, queria ter tido presença de espírito para dizer que o que entrou era bem menor, mas deixa isso pra lá.

Então o médico veio, reclamando e dizendo que ia examinar essa fiasquenta, só porque a enfermeira disse que eu tinha ficado muda até aquele momento. Nem me examinou direito e já gritou: "traz a maca que tá nascendo!" e ainda teve a cara de pau de dizer pra mim: "segura mãezinha" e eu: "segura tu, infeliz, tô te chamando aqui há um tempão e tu dizendo que eu tava fazendo fiasco, te vira agora!" foi a minha vingança.

No quartel
Mal deu tempo de entrar na sala de parto, e na primeira contração o bebê saiu e eu fiquei tensa, o corpo jogado para trás, à espera do chorinho. Quando ouvi, relaxei. Minha única preocupação naquele momento é de que meu filho estivesse vivo. Foi então que o médico me mostrou ele e disse: "é um garotão!" Mas ele era muito pequenininho. Quando o tomei em meus braços, era tão minúsculo! Parecia que iria quebrar! Chorei muito. Levaram ele para a UTI e eu apaguei.

Esse é o relato do dia em que me tornei mãe. Não é um relato comum, tem situações engraçadas, outras tensas e dramáticas, mas é o meu relato, foi assim mesmo que aconteceu. Isso foi há exatos 23 anos. Eu me lembro de cada detalhe e nunca vou esquecer, porque nenhuma mãe esquece o nascimento de um filho, nem que passem 100 anos! É o momento mais revelador da nossa vida. Uma mudança drástica, uma explosão e amor até então desconhecida.

Esse amor, completa hoje 23 anos. Queria com esse relato, mostrar a ele o quanto sua chegada na minha vida foi importante, tanto que me lembro disso em detalhes. Filho, a emoção que senti ao te ver pela primeira vez, estou sentindo agora, escrevendo tudo isso. Meus olhos estão em lágrimas e meu coração apertado, de emoção, de saudades.

O amor que tenho por ti, meu filho, é tão grande que nem que eu quisesse muito, conseguiria medir. Feliz aniversário meu filho!

Com a mamãe. Foto atual.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Por onde andei?

Estive em off por dois dias e foi tempo suficiente pra muita coisa acontecer, nem sei por onde começar a contar. Então, vou começar dizendo aos meus amigos e amigas, os reais e virtuais, que não me esqueci deles neste dia do amigo, só não tive como mandar-lhes aquele abraço carinhoso e os votos de que nossa amizade cresça e permaneça, mas antes tarde do que nunca, estou fazendo isso hoje.

Voltando às novidades, estive em Porto Alegre nestes dois dias. Tinha consultas médicas (só pra variar), mas desta  vez aproveitei a viagem um pouco além das consultas: dei uns beijos no meu filhote, visitei meu irmão e minha dinda e ainda participei de um Evento, um encontro de esclarecimentos para familiares/cuidadores/portadores de Esclerose Múltipla.

Começando a contar pela parte mais chata, tudo certo com as consultas. Só rotina mesmo, mas sempre tem uma coisinha aqui outra ali para falar. Desta vez tive até que rir do dr. Alessandro que me deixou sem graça no consultório com um comentário: me chamou de autoritária (na frente de outros 3 médicos), só porque eu cheguei lá com as queixas, o diagnóstico, a solução e ainda interrompi ele para atender o celular (porque era o motorista da prefeitura que me "carrega" e se eu não atendesse ficava pra trás) e disse pro motorista quanto tempo iria durar a consulta. E ainda disse pra esperar que eu ligava quando estivesse pronta. isso. Fiquei sem graça, a alemoa aqui deve ter ficado num vermelhão só porque senti minhas bochechas pegando fogo! Não sou autoritária, sou só prática. Já estou acostumada, sei como as coisas funcionam e sempre tento agilizar da melhor forma. É isso ou se perde muito mais tempo do que precisa.

Os encontros com o filhote e com meu irmão e cunhada foram ótimos. Tava com saudade do meu filho e como ele tá de aniversário amanhã, já aproveitei pra levar uns presentinhos pra ele. Meu irmão e cunhada me deram o pouso, fui lá só pra dormir, mas deu pra conversarmos um pouco e matarmos a saudade também. Fiquei feliz em poder vê-los. Também dei uma passadinha na casa da minha dinda para vê-la e saber da sua saúde. Minha prima Dani e a lindinha da Rafaella estavam lá também. Ela está bem, continua lutando, sente dores e desconforto, mas achei ela mais disposta e com um ânimo um bocado melhor do que da última vez que tinha visto. Isso me deixou imensamente feliz.

O evento sobre EM foi bacana, bastante esclarecedor. Por mais que saibamos sobre esse assunto, já tão googlado e discutido em comunidades e fóruns, sempre temos algo mais a descobrir. Neste caso, os pontos focados foi o novo protocolo que norteia os diagnósticos e a distribuição de medicamentos e os aspectos jurídicos que envolvem tanto essa distribuição, quanto os benefícios fiscais que os portadores tem e também as questões relativas ao auxilio doença e aposentadoria, assunto esse que me interessa em especial. Os palestrantes foram o dr. Alessandro Finkelsztejn, neurologista do HCPA e o dr. Marcelo Dias da Silva, advogado especialista em direito previdenciário.

Além de novas descobertas, o evento também acabou promovendo um encontro de portadores, gente que eu já conhecia pessoalmente e outros que só conhecia dos msns/orkuts e facebooks da vida. Tivemos pouco tempo para socializar, mas foi suficiente pra dar umas boas risadas e descontrair um pouquinho.

Pra terminar, deixo algumas fotinhas disso tudo ai.

O ENCONTRO: Acima: 2 motivos pra dormir uma semana na casa do cachorro: Dr. Alessandro e André. No centro: Eu e a Karen e eu,  Karen e Juliana. Abaixo: cofee-break e a mulherada reunida Dani, eu, Karen, Juliana, Denise e as outras duas que não lembro o nome. (#FAIL)


A  DIVERSÃO: Acima: tentativa de mostrar o sol nascendo na estrada e a ponte na chegada à Porto Alegre. No centro eu e o Allyson em frente ao mercado público, no centro. Abaixo, o chalé da praça XV e a Rafaella.








Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Nem toda brasileira é bunda

Me apropriei da frase da letra da música "PAGU" de Rita Lee e Zélia Duncan porque ela ilustra bem o assunto que quero falar hoje, sobre o culto às celebridades. E o que é uma celebridade?

Quando eu era criança, eu ouvia falar de pessoas célebres, famosas e destacadas na sociedade por sua notoriedade profissional, como atores, cantores, esportistas, políticos, empresários... 

O que fazia uma pessoa ser célebre, (ou famosa como preferirem), eram seus feitos artísticos e culturais, sua atuação política, seus gols marcados, sua contribuição (não necessariamente benéfica) para a sociedade. 

Quando eu cresci um pouco mais, já ouvia falar em célebres socialities, ou seja, pessoas famosas por serem ricas e fúteis e algumas por sua invejável forma física, mulheres principalmente. Modelos de sucesso, artistas e outros, começavam a chamar mais atenção pela beleza (ou falta de) do que pelo trabalho.

Hoje em dia, fica-se mais famoso quanto mais sua vida íntima é exposta. 

Uma mulher é tão famosa quanto o tamanho do seu traseiro, geralmente de proporções inversas ao tamanho do seu cérebro. 

Políticos só ganham fama se são bizarros, ou se envolvem em muitas falcatruas, ou alguém aí tem ouvido falar de algum que tenha se destacado por obras de importante cunho social, ou por combater ferrenhamente seus colegas corruptos?

Esportistas, esses continuam bem cotados no Hall da fama, mas despertam maior interesse aqueles que tem no seu currículo algumas bebedeiras, um acidente violento de automóvel, duas dúzias de namoros-noivados-casamentos-casos e afins, algum episódio de dopping.

Atores, atrizes, cantores (as) e outros artistas são mais falados por terem perdido todos os quilos da gravidez em tempo recorde, por terem traído seus companheiros com outros pares também casados, por terem engordado 4 ou 5 quilos ou por terem (pasmem) envelhecido alguns anos, como se o tempo não fosse passar para todos e artistas tivessem a obrigação de serem sempre lindos. 

Ninguém quase fala daquela atriz que entrega a sua alma aos seus personagens, do ator que faz seu trabalho tão bem que a gente até acredita que ele seja exatamente igual na vida real, do novo CD daquele cantor, com letras magníficas e musicas boas de se ouvir, ou de como aquele menino joga bem futebol. 

É o escândalo, a vulgaridade, a bela bunda, os músculos e a falta de conteúdo que chamam mais atenção.

E de quem é a culpa disso? Certamente não é dos famosos, que querem mais é curtir a sua fama e os benefícios que ela lhes trazem.

A  culpa é nossa, que compramos revistas só para ler sobre o rompimento escandaloso de algum romance ou o início de outro, que fuxicamos a Internet, os jornais e revistas em busca das bizarrices alheias, dos escândalos dos  outros, do interesse crescente em saber quem casou com quem, quem se separou de quem, quem traiu quem com quem...

Me preocupo com esse culto às celebridades, não porque isso influencie na minha vida diretamente. Na verdade tô pouco me lixando pra essa palhaçada toda, mas me preocupo com minhas filhas, que tipo de ambições terão na vida? 

Será que desejarão serem conhecidas (nem que seja por meia dúzia) e amadas pelo que fizerem de positivo, pelo seu trabalho, sua contribuição para a sociedade, ou amor que dedicarem à suas famílias ou preferirão ser conhecidas pela sua aparência, fazendo dela seu único motivo de empenho, ou ainda pelo que fizerem de negativo para a sociedade e nocivo para si mesmas? Terei eu a capacidade de lhes passar valores verdadeiros diante de um mundo com noções de cidadania e civilidade cada vez mais distorcidos?

Mas ainda bem que existem as exceções. Tanto do lado de lá (das celebridades), quanto do lado de cá (nós, reles mortais) tem gente que age e que pensa diferente. Ainda bem que nem toda feiticeira é corcunda e nem toda brasileira é bunda.

E vocês, o que acham disso?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

domingo, 17 de julho de 2011

Coisas de Letícia

São mais de duas horas da manhã.

Estou sentada na minha cama, em companhia da Letícia. As irmãs dormem a sono solto há horas, mas a pequena resiste e se aproveita do momento "dela" junto de nós, sem o monopólio das irmãs.

Para distraí-la, dei-lhe o livrinho que ela recebeu este mês da ciranda da leitura. Muito delicada, estranha as páginas grossas do livro próprio para crianças da sua idade, quer separá-las, lida com as mãozinhas para folhear o seu livro.


Quem vê parece que tá lendo.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cenas do cotidiano

Cena 1:
Mamãe com a Letícia no colo, dando uns amassos e fazendo cosquinhas. Letícia resmunga, reclamando. Aline, a defensora dos fracos, corre na direção da mamãe já xingando: "Não faz assim com ela mamãe! Não judia da Letícia mamãe, ela tá chorando! Coitadinha, vem aqui com a mana..." Aí ela puxa a Letícia do meu colo e abraça a maninha consolando ela.
Morri.

Cena 2:
Aline faz uma travessura qualquer e o papai briga com ela. Gueluda que é, sai chorando, e como sempre, busca alguém que a defenda. Encontra a Camila e se queixa: "Camila, papai brigou com a Aline!" Então a Camila a abraça, e parecendo ter 20 anos em vez dos mesmos 3 que a outra a conforta, passando a mão no rosto dela e dizendo: "Ah, coitadinha dela, não chora Aline, a mana tá aqui, viu?" e virando-se para o pai: "Não briga com ela papai!"
Morri de novo.

Cena 3:
Mamãe coloca o pacote de feijão sobre a mesa e o telefone toca. Mamãe vai atender. Quando mamãe volta para a cozinha, metade do pacote de feijão está esparramado sobre a mesa e a outra metade espalhada pelo chão da cozinha. Aline, com a maior cara de "não fui eu" leva um esbregue daqueles e mamãe a põe sentada de castigo no quarto enquanto discursa sobre o quanto foi feio e inadequado o que ela fez. Nisso a Camila, autoridade da casa, se aproxima da irmã, com o dedo em riste e a mão na cintura, e começa adicionar coisas ao discurso da mamãe: "Que feio Aline! Não sabe que não é pra derramar o feijão? Não sabe que feijão é papá e que não é pra botar papá fora? Que feia, assim mamãe vai brigar..."
Morri traveiz.

Elas vivem disputando os brinquedos, a atenção e o colo da gente e não raro brigam pra valer, trocando tapas e puxões de cabelo. Mas se defendem, se protegem, se acarinham, se consolam. Ao mesmo tempo, umas cuidam das outras, tanto para que não se machuquem quanto para que não façam arte.

É ou não é pra morrer de tanto amor?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O extraordinário e impressionante milagre dos Andes

Local do acidente atualmente

A primeira vez que ouvi falar dessa história era ainda bem pequena, registrei na memória mesmo sem entender nada. Alguns anos mais tarde, assisti ao primeiro filme que a contava, o mexicano "Os sobreviventes dos Andes" de 1976, e fiquei muito impressionada com essa história. Mas foi só à partir do segundo filme, o americano "Vivos!" de 1993, que compreendi a verdadeira dimensão desta tragédia e deste milagre.

(pausa pra explicação)
Para quem não lembra, não viu os filmes e nem assistiu ao Fantástico no último domingo, e para este post não ficar muito longo, leia mais aqui:
(despausa)

Quando era mais nova, me impressionava muito o relato da antropofagia, sentia um misto de repulsa e admiração pela coragem daqueles homens de manterem-se vivos a qualquer custo. Ficou gravada em mim a imagem da tragédia.

Após assistir ao segundo filme, o horror antropofágico perdeu importância, diante da magnitude do milagre da sobrevivência, da força, fibra e coragem daqueles homens. Gravei então, a  imagem do milagre.

No domingo, assistindo ao quadro "Planeta Extremo"do Fantástico (veja aqui) fiquei novamente impressionada com essa história, já que o repórter enfrentou dificuldades para refazer um pequeno trecho (um dia, diferente dos dez que os dois sobreviventes caminharam para encontrar ajuda) em condições infinitamente melhores: no verão, bem agasalhado, bem equipado, bem alimentado, bem orientado...

Os sobreviventes ao lado da carcaça do avião

Que força é essa que fez com que aqueles homens conseguissem sobreviver à 73 dias na montanha gelada contra todos os prognósticos? De onde vem essa energia vital que diz para insistirem em manterem-se vivos, insistirem para manter a sanidade mental diante de uma situação daquelas? Como puderam suportar a dor dos ferimentos, o frio congelante, a sede, a fome, a tragédia de se ver cercados pelos seus familiares e amigos mortos, à superação de valores, convicções e convenções para se alimentar de carne humana e ainda enfrentar as incertezas, o desespero e a loucura? E os dois, que além de tudo isso ainda se lançaram à uma expedição quase suicida pelas montanhas para encontrar ajuda para si e para os outros?

Aqueles eram homens de muita fé e com certeza parte dessa força veio daí. A fé não resolve problemas, mas nos dá coragem por nos fazer acreditar que tudo é possível. Mas eles tinham algo mais, além da fé. Tinham uma força vital, algo interior, muito poderoso, o dom da sobrevivência. 

Quisera eu ter esse dom. Será que eu seria capaz de ter 1/3 dessa força em situação semelhante? Impossível dizer. Por isso não se pode julgar qualquer atitude de uma pessoa exposta à condições tão extremas. E vocês, acham que possuem esse dom, o dom da sobrevivência?


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Para quem não sabe exatamente sobre o que estou falando, recomendo uma visitinha aos links mencionados acima. 
O site Wikipedia traz um resumão da história toda, rico em detalhes. Um trecho interessante que encontrei foi esse sobre a antropofagia: "Todos os passageiros eram católicos romanos. De acordo com a leitura, alguns igualaram o ato de canibalismo ao ritual da Santa Comunhão. Outros inicialmente reservaram-se, embora depois de perceber que era seu único meio de permanecer vivo, mudaram de ideia alguns dias depois."
O site oficial dos sobreviventes tem fotos, notícias veiculadas à época e anos depois e outras informações.
O link do fantástico tem a descrição e um vídeo de 20 minutos contendo a reportagem na íntegra. Vale a pena conferir!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A fruta não cai longe do pé

Ouço e falo muito esse ditado por aqui. Minhas crianças não são as únicas do mundo a serem parecidas com os pais, irmãos, avós e tios, mas eu adoro ver essas semelhanças e destacar as que são positivas.

Vamos além das semelhanças físicas, os olhos do papai ou o sorriso da mamãe, falo das semelhanças mais sutis, aquelas de comportamento, de gestos, de temperamento, de atitudes. Sempre me divirto muito com essas coisinhas. 

As gêmeas, iguais e totalmente diferentes, tem traços de personalidades que se parecem muito com a irmã mais velha, como se fossem duas metades dela. Já a pequena é mais parecida ainda. Mas as quatro são frutas de uma mesma árvore, e frutos que não caíram longe do pé.

Teimosia, timidez, a mania de independência que todas elas tem em maior ou menor grau, (sabe aquela teimosia em fazer sozinha coisas que ainda não são capazes de fazer?) o gosto pela música, de ouvir e contar histórias, a brincadeira de falar ao telefone (andando pela casa e gesticulando), palavras que repetem, gestos que imitam... Amo muito tudo isso!

Mas amo ainda mais as diferenças. Elas são tímidas, mas enfrentam as situações. Gostam de música, mas não são desafinadas como o papai, nem descordenadas e sem ritmo como a mamãe. E muitas vezes, em vez de repetir palavras e gestos, elas nos corrigem: "Não faz assim mamãe!" E é essa característica, que é delas, que mais me envaidece.

Uma árvore de carambolas, certamente não dará maçãs, mas pode dar carambolas diferentes, mais maduras, maiores, mais doces.

E vocês, que traços semelhantes percebem nos filhos?


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CONVERSAS - Me desdobrando em muitas

Hoje apresento com muito prazer um texto da minha amiga Laudiane. Lau é uma amiga muito querida, que muito me ajudou com meu bloguinho, com dicas, com o layout (o de agora não é "culpa" dela) e com a sua amizade e carinho, quer seja nos comentários, ou nas redes sociais. Deixou de ser apenas mãe para dedicar-se também à fotografia, coisa que tem feito muito bem como vocês podem conferir lá no site dela onde tem alguns trabalhos dela e também um pouco mais sobre ela para quem quiser conhecê-la melhor. Clica ali no banner:


Já falei dela como amiga, a mãe vocês podem ver no orgulho estampado no rosto com a filha Júlia no colo, mas quanto à profissional posso dizer o que eu vejo nas suas fotografias: SENSIBILIDADE. Um estilo próprio, captando a essência de cada momento, como se buscasse a alma das pessoas para fotografar. Acho lindo o trabalho dela e recomendo para quem mora em São Paulo e região.

Agora, vamos ao texto:


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Me desdobrando em muitas
por: Laudiane Lira


Ser mãe é sem dúvida nenhuma a maior dádiva de todas.

A maternidade me ensinou muitas coisas, sobre intuição, sensibilidade, jogo de cintura, ensinou-me como lidar com alterações hormonais e de humor, o meu relacionamento com meu marido com minha família.


Mudei hábitos alimentares por causa dessa vidinha que já na barriga me ensinava a ser melhor.

Mas de todas as coisas que tive que aprender com a chegada da minha bebê, foi me redescobrir mulher e profissional, conseguir conciliar, tanto por questões financeiras e por questões de realização profissional, de estar feliz e fazer algo que amo.

Me entreguei de corpo e alma na minha aventura de ser mãe e amei ,mas sentia falta do outro lado também.

Hoje estou conciliando a vida de mãe e profissional, realizando um sonho que com certeza só foi possível por causa da maternidade, que deixou meus sentidos mais aguçados e uma vontade louca de ser melhor a cada dia, de me superar e vencer.

Ainda estou me adaptando e minha filha também, por vezes me sinto cansada, tenho muitas coisas pra ajustar por aqui ainda, mas estou caminhando.

O amor pela minha filha cresce a cada segundo, e a certeza de que ela é a melhor coisa que já aconteceu em minha vida aumenta e só se fortalece dentro de mim.

E você, como foi essa transição na sua vida?

Deixe seu relato...

Beijos

Laudiane Lira – Mãe e fotógrafa entre uma troca de fralda e outra. 


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Lau querida, agradeço imensamente a tua participação por aqui. Sabe o quanto te admiro e desejo o teu sucesso!


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 5 de julho de 2011

Para o Rafael

Rafael, aos 3 anos.
 Rafael, meu sobrinho querido e tão amado, tu fizeste 4 anos no último sábado. Não convivemos e desfrutei de tua deliciosa companhia umas pouquíssimas vezes nestes anos. A culpa disso não é minha, nem tua, mas da vida e suas circunstâncias.

Por conta disso e de não poder te dar um abraço gostoso no teu aniversário, se você acabar crescendo sem conhecer essa tua tia direito e tenha até que pedir ajuda de alguém para lembrar do meu nome, resolvi te escrever este texto, para ficar gravado aqui que eu penso muito em ti, desejo muito o teu abraço e te tenho amor de tia, uma tia que foi quase mãe do teu pai.
Com a vovó e as primas Duda, Aline e Camila

Não vamos ficar procurando culpados por essa nossa distância, se teu pai e tua mãe não vivem juntos, a culpa é igualmente dos dois, cada um deu sua parcela de contribuição para que nossa família esteja hoje tão dividida. Não acredite em tudo que tua mãe disser, ela te contará a versão dela,. Também não acredite em tudo o que teu pai disser, pois ele também contará a versão dele.

Lembre sempre que pai e mãe são pra sempre, mesmo que tenham defeitos, ou cometido erros e os teus te amam, com certeza.

No colo da tia, aos 8 meses
E eu, tua tia, te amo muito e queria muito que tu conhecesse tuas priminhas e convivesse com elas. Vocês poderiam brincar tanto juntos! De toda essa situação, o que mais lamento é isso, a falta de convivência entre vocês.

Te desejo muita saúde e felicidade, que tu cresça em tamanho e graça, cercado pelo amor da tua mãe, sabendo que tem também o amor do teu pai e de toda a família dele. Saiba sempre que és amado e serás sempre bem vindo em nossa casa.

Feliz aniversário Rafael!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mais corujisse

Depois da história dos 3 porquinhos contada na versão Aline e Camila, agora uma música, O Cravo e a rosa, na versão das meninas. 

As caras estavam pintadas por causa da festa da escola que fez aniversário na semana passada e dentre as atividades estava a de pintura de rosto. Nas fotos a pintura pode ser vista melhor.

No segundo vídeo, a Aline tocando guitarra e dançando no nosso tradicional festival de lasanhas, promovido anualmente pela equipe do ECC na nossa paróquia. Ignorem o áudio, se possível, pois a gravação foi feita no momento dos sorteios dos brindes e aquele povo todo é muito barulhento. A Camila tava assustada com aquele povo todo e preferiu o colo do pai e a Letícia, num ranso de sono, estava no meu, só a Aline achou de se divertir e fez isso como ninguém.



Novamente o enquadramento não é bom, culpa da Aline que não para quieta!







Uma dificuldade para tirar essas fotos, elas não paravam queitas!




Acho que teremos mais músicos na família. Aline sempre gostou de instrumentos, a exemplo do irmão!


Não dá vontade de amassar de tanto beijo???



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
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