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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Conectados com o mundo, desconectados de si mesmos

Tenho conversado muito com alguns amigos, aqui no mundo virtual mas muito mais no real, sobre as influências dessa avalanche de informação e facilidade de comunicação que tem essa geração Z, a geração que já nasceu conectada com o mundo.

Não sou nenhuma especialista, nem em informática, muito menos em sociologia, mas tenho as minhas teorias. Antes de dar o meu pitaco sobre o assunto, vamos esclarecer os desavisados:

O que é geração Z?

No site Wikipédia temos a seguinte definição:
“Geração Z é a definição sociológica para definir geração de pessoas nascidas desde a segunda metade da década de 90 até os dias de hoje.Ou seja, geração que corresponde à idealização e nascimento da World Wide Web, criada em 1990 por e no "boom" na criação de aparelhos tecnológicos (nascidos entre o fim de 1993 a 2010). 
A grande nuance dessa geração é zapear, tendo várias opções, entre canais de televisão, Internet, vídeo game, telefone e mp3 players.
As pessoas da Geração Z são conhecidas por serem nativas digitais, estando muito familiarizadas com a World Wide Web, compartilhamento de arquivos, telefones móveis e mp3 players, não apenas acessando a Internet de suas casas, e sim pelo celular, ou seja, extremamente conectadas à rede.
Algumas denominações tem usado as letras do alfabeto. Assim a Geração X se refere aos filhos dos Babys Boomers da segunda guerra mundial e a Geração Y se refere aos filhos da Geração X. No entanto, uma nova denominação está sendo utilizada para uma geração de indivíduos preocupados, cada vez mais com a conectabilidade com os demais indivíduos de forma permanente, a Geração Z.”

Outra fonte, o site da Revista Veja/Abril fala sobre as características e perspectivas dessa geração, opinião que vem bem de encontro ao que eu penso:



“Há certa resistência entre alguns estudiosos em usar termos muito fechados para definir povos, regiões ou gerações. Outra corrente defende que, ainda que possam simplificar o debate, as definições têm o mérito de orientar as discussões.


Recentemente, o mercado publicitário saudou a maioridade da Geração Y, formada pelos jovens nascidos do meio para o fim da década de 70, que assistiram à revolução tecnológica. Ao contrário de seus antecessores slackers – algo como "largadões", em inglês –, os adolescentes da metade dos anos 90 eram consumistas. Mas não de roupas, e sim de traquitanas eletrônicas. Agora, começa-se a falar na Geração Z, que engloba os nascidos em meados da década de 80.


A grande nuance dessa geração é zapear. Daí o Z. Em comum, essa juventude muda de um canal para outro na televisão. Vai da Internet para o telefone, do telefone para o vídeo e retorna novamente à Internet. Também troca de uma visão de mundo para outra, na vida.


Garotas e garotos da Geração Z, em sua maioria, nunca conceberam o planeta sem computador, chats, telefone celular. Por isso, são menos deslumbrados que os da Geração Y com chips e joysticks. Sua maneira de pensar foi influenciada desde o berço pelo mundo complexo e veloz que a tecnologia engendrou. Diferentemente de seus pais, sentem-se à vontade quando ligam ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e Internet.


Outra característica essencial dessa geração é o conceito de mundo que possui, desapegado das fronteiras geográficas. Para eles, a globalização não foi um valor adquirido no meio da vida a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância.


Como informação não lhes falta, estão um passo à frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos novos tempos.Enquanto os demais buscam adquirir informação, o desafio que se apresenta à Geração Z é de outra natureza. Ela precisa aprender a selecionar e separar o joio do trigo. E esse desafio não se resolve com um micro veloz. A arma chama-se maturidade. É nisso, dizem os especialistas, que os jovens precisam trabalhar. Como sempre.”


A minha opinião é de que essa geração, embora todo o acesso à informação (que a minha geração nem sonhava em ter) e toda a facilidade de comunicação com o mundo, não sabe exatamente o que fazer com isso tudo.
São extremamente conectados com o mundo, desde o berço, mas são desconectados de si mesmos.
Não sabem lidar com frustrações, não sabem lidar com sentimentos, não sabem lidar com pessoas.
Sim, eu estou generalizando, eu sei, mas mesmo sabendo que erro com alguns, sei que acerto com muitos. Principalmente quando falo dos mais jovens: as crianças pequenas e os adolescentes que passam horas diante de uma tela de computador, falando com milhões de amigos no msn, ao mesmo tempo que vêem vídeos, ouvem música, e interagem em outras redes sociais, como facebook, twitter, etc, mas não conseguem se comunicar com a família, não interagem com os vizinhos e nem com os colegas de classe. Acham-se seguros atrás das telas, mas escancaram suas vidas na Internet.


Muitas vezes não percebem a beleza da vida que há lá fora, entendem tudo sobre o mar menos a delícia que é mergulhar nele, sabem tudo sobre o vento, menos como é ele tocando o rosto. Sabem tudo sobre como é envelhecer, mas não ouvem as experiências de seus avós, não sentem seu cheiro, seu toque. Perdem experiências valiosas de vida, presos às facilidades e armadilhas do mundo virtual.
São pessoas que tem mais dificuldade em se conectar e interagir com o mundo real. Não sabem como usar toda a informação à que tem acesso, não sabem filtrar o que é bom do que é ruim, acabam sendo facilmente contaminados pelas influências ruins desse meio, dessa terra de ninguém.
smartphone de última geração, pra isso é preciso sensibilidade e maturidade e maturidade não se adquire da noite para o dia, nem com toda a informação do mundo estando disponível, para isso é preciso viver e viver num mundo que existe aqui, do lado de cá da telinha.

E você, qual a sua opinião?


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
Comentários
8 Comentários

8 comentários:

  1. Olá Tuka,

    Adorei o seu texto e concordo em cada ponto, fato que me chega a assustar.
    Esta geração está realmente se desconectando do real... mas não acredito que seja somente por terem acesso a tanta tecnologia... adultos também têm e muitas vezes se esquecem do mundo em que vivem para escreverem no facebook o seu estado... :(

    O problema, a meu ver, vai bem mais longe e coincide com o desenvolvimento das tecnologias e é a falta de tempo que os adultos teimam em ter, a falta de prioridades.... hoje reclama-se demais em ter o "meu tempo" mesmo tendo optado por colocar crianças no mundo.
    Não consigo acreditar que se a criança tiver orientação para se divertir de outras formas, se os pais ensinarem como é bom mergulhar no mar e se derem ao trabalho de levar a criança a fazê-lo ela não vá adorar a experiência....
    no fundo acho que esta situação de desconecção com o mundo se está a dar de forma generalizada e tudo porque cada vez é mais difícil criar as nossas prioridades, e muitos acabam deixando de lado a vida real que existe ao nosso redor...

    desculpa o texto tão grande... mas é um tema que penso muitas vezes...
    beijo

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  2. Deixar a vida real para uma virtual não é uma boa.

    O ideal é transformar as amizades virtuais em reais e manter as reais também via virtual.

    beijos,

    Ana Carolina

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  3. Tuka, nós nos conhecemos através da rede, nela estamos inseridas, mas conseguimos ter uma visão crítica da coisa e conseguimos ter vida além da web, felizmente.

    Fico preocupada quando vejo crianças e adolescentes impacientes quando estão em um grupo, evitando contato olho no olho, toque, diálogo e ficando apenas a "masturbar"o celular, o iPod ou o tablet, alheios ao que se passa ao seu redor, mas também vejo muitos adultos de nossa geração que ficaram iguais!

    Na verdade, a incapacidade de se relacionar vem de muito mais tempo e as pessoas estão me parecendo cada vez com mais afazeres, mais escravas da falta de tempo. Quando a lógica da criação desses artefatos era justamente ter mais tempo para viver a vida!

    Esses dias fomos assistir uma peça chamada Papai Pirou nas Ondas do Rádio, em que na década de 1950 as famílias paravam tudo pra assistir novelas de rádio, e já lá havia aquela coisa de ninguém fazer barulho porque o papai queria ler jornal, estava exausto do trabalho ou a mamãe queria acompanhar a novela. Os filhos podiam se limitar a ser bibelôs dentro do ambiente doméstico... Será que não fazemos o mesmo hoje em dia?

    Obrigada por trazer essa reflexão, porque acredito que como mãe e educadora, esse "toque"pode me dar pistas sobre como nós damos exemplo também sobre isolamento via tecnologia.

    Beijo,
    Ingrid

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  4. Justamente por muitos adultos há muito já estarem desconectados da realidade, seja pelo deslumbramento tecnológico, seja pela TV, seja por trabalhar demais e "não ter tempo" para os filhos que estamos criando essa geração de seres individualistas e alienados quando o assunto é sentimentos, convivência, vida real. Encontrar um equilíbrio entre a vida real e a virtual parece ser a meta desse milênio.

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  5. Oi Tuka, este post é bem pertinente viu?!
    Vejo que está se tornando muito forte esta coisa de conecção e vivência virtual, mas, desconectado do real.
    E não é só com adolescentes não, com adultos tb!

    Beijo

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  6. Sabe Tuka, eu sou viciada em internet.
    Cada momento é uma foto para o instagram, cada "causo" vaiu pro twitter, FB ou blog.
    Duvidas hoje em dia? Grupos e fóruns de mães, e por ai vai...

    Confesso que já me senti mal com isso, e o vicio cresceu quando eu só ficava em casa, não trabalhava. Era um escape, eu entrava na net em busca de cia, querendo conversar.

    Hoje trabalho fora, e uso muito a internet ainda, aqui na empresa, em casa sempre que o Fe ou o meu marido estão acordados procuro ficar off.

    Desejo com todas as minhas forças fazer o Felipe crescer longe de tudo isso, espero que ele jogue futebol no campinho do bairro e não no PS3 por ex...
    Lógico que temos que nos adaptar a nova geração, mas espero que eu consiga criar um menino na geração "Y" rsrs

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  7. Orgulhosamente programei uma 'chamada' para este ótimo artigo no novo site dos Blogueiros do Brasil. O post será publicado dia 26/10 às 15h .


    Abraços cordiais.

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  8. Tuka, os posts do seu blog continuam sendo veiculados noserviço Direto dos Blogs do Blogueiros do Brasil. Onde está o nosso banner ? Tínhamos um acordo em que a exibição dele , se não era obrigatória , deveria ser comunicada no caso da sua retirada. Aguardo resposta urgentemente

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