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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CONVERSAS - O conceito e o preconceito

Hoje nas nossas conversas, a presença ilustre de Mari Hart Dore, a mãe polvo da adolescente Stella, e dos gêmeos Pedro e Léo, de 4 anos. Ela escreve o belo e divertido blog "Diário de uma mãe polvo" além de ser uma fotógrafa de primeira, como você pode conferir no portfólio dela aqui e no blog "Mari Hart, photo & soul".

A-D-O-R-O os textos da Mari,  mesmo quando o assunto é tenso, ela trata com leveza e bom humor e dá um toque todo especial que deixa tudo mais simples, mas mesmo assim, cutuca fundo nos pontos que pretende acertar.

Espero que gostem do texto dela tanto quanto eu. Vamos à ele:
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O conceito e o preconceito
Responda rápido, sem refletir; Vc é preconceituoso?! Tenho certeza que uma massante maioria das pessoas respondeu automaticamente "não". E agora, vamos refletir e repensar nos detalhes do dia a dia, nas nossas pequenas atitudes e dizeres que se tornam normais no cotidiano e responda. Tem certeza?!

Infelizmente, o preconceito está mais dentro de nós do que imaginamos. Vem de gerações, é cultural, a sociedade nos leva a ser preconceituoso. A forma como agimos e pensamos tem influência direta na formação desta mesma sociedade, começando dentro de casa, até mesmo da própria família que escondem seus entes com alguma deficiência. A discriminação vem das estruturas físicas do prédio onde moramos, dos cinemas, transporte público, supermercados, escolas onde nenhum deles está preparado para tratar a deficiência como uma diferença apenas entre o ser humano. É um preconceito pré-estabelecido, que induz o outro a ser preconceituoso.

Leo e Pedro são gêmeos de 4 anos de idade. Leo tem paralisia cerebral do tipo tetraplegia espástica. Certo dia ao encontrar uma grande amiga, ela comentou como achava incrível o tratamento que Pedro dá ao irmão. Isto é, NORMAL! Para Pedro a questão do irmão não saber andar, falar e nem sentar sozinho, nunca fez diferença. Ele briga, aperta e beija, implica como qualquer irmão comum. Por crescer junto com a deficiência intensamente em sua vida, ela se tornou indiferente, apenas um detalhe em nossas vidas. E é assim que deveria ser com todas as crianças do mundo- futuro adultos preconceituosos, conviver com a deficiência de perto, seja na sala de aula, no parquinho ou no clube. A troca é mútua, quem ganha não é apenas a criança incluída, todos ganham.

A verdadeira inclusão, tem que ser vista como uma arma no combate ao preconceito e não como comiseração. Seja ele de todas as formas. Por raça, opção sexual ou deficiência física e/ou intelectual, não importa. Façamos do pré-conceito, um conceito definido baseado no respeito, amor ao próximo e proncipalmente na ação. Pelos nossos filhos condicionados a viver neste mundo criado por nós mesmos. Por um futuro mais justo e em paz. SEM PRECONCEITO.
@marihartdore

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Mari, agradeço imensamente tua participação aqui no meu cantinho e compartilho com você a idéia de que se todos convivessem mais proximamente uns com os outros, tudo deixaria de ser tão estranho, tão diferente e todos passariam a ser vistos como pessoas normais, que é o que todos somos mesmo. Esta seria a verdadeira inclusão.

E vocês, o que acham?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
Comentários
27 Comentários

27 comentários:

  1. O texto é perfeito, escrito como você disse com muita leveza,
    e como seria melhor o Mundo se não existisse o preconceito!!!
    Adorei!!!

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  2. Também sou fã da Mari, essa querida.
    Amei o texto e ela sempre nos dá uma liçãozinha de casa, aquilo que guardamos pra pensar depois, com calma...

    Verdade é que ninguém se ASSUME preconceituoso, mas no primeiro enfrentamento com o diferente ele se manifesta.

    Beijo pra vcs duas, que adoro muito.

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  3. Adoro os textos da Mari e tivemos o prazer de nos encontrar,conheci os filhos dela,crianças lindas,Léo super entrosado e ligado em tudo,Pedro um galanteador,já foi logo abraçando minha filha,rsrsrsrs...Concordo com suas palavras,penso que tudo deveria ser normal e todos sermos olhados com os mesmos olhos.Meus filhos lidam bem com isso,pois desde q nasceram convivem com a bisa em uma cadeira de rodas,então ñ se espantam,tem curiosidades naturais de crianças,mas para eles são todos iguais...Essa uma batalha que devemos começar dentro de casa e com esta nova geração q nasce...preconceito é feio...bjs,queridas!!!

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  4. Ownn querida! obrigada pelas palavras!! Foi um prazer falar sobre um assunto tão dleicado aqui no seu espaço. Adoro vc e sua família! Um beijo enorme!

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  5. A Mari é show!
    Bom preconceito com crianças como Léo, não tenho, nunca tive e JAMAIS terei, até pq sou vonlutária no AMA-Abrigo Moacyr Alves que cuida de crianças como Léo, que porém foram abandonadas pelas mães ou familiares. Não têm a Super mãe como a Mari.
    Agora que me ver sair de linha, rodar a baiana, e sair do salto, é com gente preconceituosa, dai nega viro outra mulher!

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  6. eu as vezes me pego tendo uns preconceitos bobos, quem está livre disso?
    Amoooo os textos da Mari, não passo um dia sem visitá-la ...
    Ótimo bate papo Tuka!
    Bjs
    Dani

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  7. angela bolzoni simon1 de agosto de 2011 14:08

    Adoro a Mari, e a leveza de seus textos!
    Ótimo texto, e com certeza, o preconceito vem de berço e deve ser eliminado primeiro nas nossas casas, devemos sim nos respeitarmos como irmãos que somos!
    Bjs a vcs

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  8. Os textos da Mari são sempre francos e vão direto ao ponto.
    O nome preconceito diz respeito a algo que ainda não conhecemos e só com a convivência com os "diferentes" é que passamos a ter o conceito (sem o pre) certo das coisas. Em minha família não tínhamos ninguém com alguma deficiência, até que minha irmã diabética ficou cega, com uma perna amputada e sem o funcionamento dos rins, aí passei a ver pessoas com essa mesma deficiência de uma outra forma.
    Ótima postagem.
    Bjs♥

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  9. Gosto muito dos dois blogs e fiquei feliz em vê-las "juntas". Realmente o preconceito é muito ruim para toda a sociedade, e como disse a Neli, muitas vezes só mudamos de atitude quando nos deparamos de frente com o problema. Todo mundo merece respeito, e AÇÃO é realmente a palavra-chave para acabarmos com o preconceito, porque não adianta só ficar falando.
    Bjs

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  10. Excelente texto...as x eu me vejo tendo atitudes preconceituosas e morrooo de vergonha

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  11. Nossa, isso é bem verdade...agente diz q não tem preconceito, mais as vezes me pego em cada situação...
    Quando estava grávida, conversava mto com meu marido de como poderia ser nosso filho, agente ficava imaginando com quem ele iria parecer mais, no cabelo, cor dos olhos, pele... meu marido é bem moreno, e eu tenho pele mais clara. Ele sempre disse q ama a cor dele, mais queria q nosso filho nascesse com a minha cor por causa do "preconceitos das outras" pessoas. Assim fica difícil né?
    Ótimo post!

    Beijocas!

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  12. Perfeito! A questão é que temos que começar isso agora, lutar por isso com os nossos filhos, pq querer mudar os que já estão aí, não acho q exista esperança mais... Um ou outro conseguimos incluir novas ideias, mas a maioria não muda!
    Mas, sim, temos OBRIGAÇÃO de ensinar aos nossos filhos que as diferenças são normais! Às vezes são quase imperceptíveis, mas elas existem e devem ser respeitadas.
    Um beijo

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  13.      O texto abordou muito bem o assunto PRECONCEITO.

         Preconceito para mim e a forma mais cruel de agressão.

         Minha filha mais velha chamada Verônica de 16 anos, tem paralisia cerebral, também não anda, não senta, não fala é dpendente total, mas nos a amamos muito.

         Ela é muito importante em nossas vidas, pois com ela aprendemos a viver a cada dia.
    Com a Verônica aprendemos a nos tornar melhor a cada dia.

         A relação da Vanessa minha segunda filha com a Verônica é de puro amor.

          Vanessa como no caso dos irmãos acima, também trata a irmã com a maior naturalidade.

            Mesmo com todas as dificuldades, somos feliz por ter a Verônica em nossas vidas.

                                                                                           Valéria Cristina.

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  14. Também acompanho o blog da Mari e agora vou acompanhar o seu também. Sou de Santa Catarina e mãe em tempo integral. Adorei o tema e o texto. Bj pras vcs 2. Quando quiser visita meu blog: mae24horas.blog.terra.com.br

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  15. Acredito que só com o conhecimento é possível acabar com pré-conceitos. Conhecer o outro, com tudo o que ele tem. Aí sim o mundo seria melhor. bjs

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  16. Dani, a Mari é mesmo sutil mas contundente, por isso a admiro tanto, e assim como você, contribui muito com meu bloguinho com a sua generosidade. Quanto a se assumir preconceituoso, é difícil, pois todos sabem que é errado e feio, por isso temos vergonha de assumir.
    bjs querida

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  17. Rô, tenho uma invejinha quando vejo vocês falando em encontros, sou maluca pra conhecer umas queridas desse mundo virtual e vc é uma delas, é claro.
    O diferente só se torna normal quando ele é conhecido e então deixa de ser diferente. Como os deficientes tem a vida dificultada pela acessibilidade quase inexistente, eles se tornam invisíveis e com isso cada vez mais desconhecidos e estranhos. A luta é grande. Mas tem que ser constante. Nós, mães de crianças pequenas, temos que mostrar aos nossos filhos essas diferenças para que eles cresçam com menos preconceitos, por conhecerem, por saberem, por conviverem.

    Bjs

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  18. Prazer foi ter você aqui. Agora vou ter que trabalhar dobrado para superar as expectativas criadas pelo teu texto de tão boa qualidade!

    Beijos, volte sempre!

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  19. Existem dois tipos de pessoas preconceituosas: aquelas que são por desconhecerem o diferente (e acredito que essas são a maioria) e aquelas que são por não aceitarem o que é diferente. As primeiras são dignas de alguma compreensão, pois não são culpadas por desconhecerem, são só omissas e na maioria das vezes mudam seu comportamento ao terem contato com aquilo que antes lhes provocava medo. As outras são dignas de desprezo mesmo!

    Bjs

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  20. Ninguém tá livre Dani, afinal ninguém é perfeito. Mas temos que lutar contra isso, pois do mesmo modo  que sentimos (mesmo sem querer) podemos ser vítimas um dia.

    Bjs

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  21. Isso mesmo Angela! É em casa, primeiro com nós mesmas, depois com nossos filhos que devemos acabar com isso. Respeito é bom e todo mundo gosta, não é mesmo?

    Bjs

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  22. Verdade Neli, só quando nos deparamos com o preconceito contra nós é que damos a devida importância à ele. Como diz aquele ditado: quem não aprende pelo amor, aprende pela dor. É uma pena que a gente prefira sempre o caminho mais difícil.

    Bjs

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  23. E essa ação começa dentro da nossa casa, com os nossos filhos! Mostrar a eles o que é diferente, não como algo diferente, mas como algo normal, que pode acontecer com qualquer um. Uma deficiência, permanente ou temporária, pode acontecer a qualquer momento, com qualquer pessoa que antes era vista como "normal", então evitar o preconceito é para o outro, mas é para mim também.

    Bjs

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  24. Lindona, se sente vergonha já é um passo. Isso é porque vc sabe que tá errado. Eu também me sinto assim, é vergonhoso admitir que somos fracas e erramos. Mas não querer mais errar é o próximo passo.

    Bjs

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  25. Paty, fica difícil mesmo. Quando nós mesmos temos preconceitos contra o que somos, fica muito difícil combater isso nos outros. É preciso ter orgulho da cor da própria pele e não ter vergonha dela.

    Bjs

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  26. Você disse tudo Telma! Mudar o comportamento à partir das novas gerações é a nossa obrigação.

    Bjs

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  27. Valéria, assim como no caso da Mari, as tuas filhas convivem desde sempre, e o amor de irmãs é o que fala mais alto. Essa convivência é que precisa ser mais comum com todos, para que o preconceito acabe de uma vez.

    Beijos

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