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sexta-feira, 24 de junho de 2011

A fé e a religião


Durante muito tempo acreditei que essas duas palavras tinham o mesmo significado. Se eu tinha fé em Deus, acreditava que isso bastava. Mas com o tempo, com as dificuldades da vida e principalmente com a vinda da Yasmin, minha segunda filha, comecei a sentir que faltava alguma coisa.

Meu filho mais velho não quis fazer catequese, cheguei a inscrevê-lo e ele a frequentar algumas "aulas", mas ele não se interessou e na época eu não tinha argumentos para convencê-lo. Começava a sentir que isso havia sido um erro, mas não sabia como reverter. A Yasmin também já se aproximava da idade para a primeira Eucaristia e eu temia que acontecesse o mesmo com ela se nós também não frequentássemos a igreja, pois como convencer alguém de que algo é bom e importante para a sua vida, se você não faz o mesmo?

Nós já havíamos participado de grupo de jovens na adolescência, mas nos afastamos. O fato de não sermos oficialmente casados, nos fazia sempre pensar que não seríamos bem-vindos. Foi quando surgiu o convite para fazermos o ECC (Encontro de Casais com Cristo) aqui na nossa paróquia. Foi o empurrão que faltava para nos aproximarmos novamente da igreja.

De lá para cá já se passaram 8 anos e temos mantido sempre algum envolvimento com a nossa paróquia. Reduzimos um bocado nossa participação, depois que as crianças nasceram pois é difícil controlar 3 crianças pequenas durante uma missa, reunião ou outra tarefa em que seja preciso estarmos atentos. Ou damos atenção à quem fala, ou às crianças. Mas não nos afastamos mais.


Ter uma religião, (seja ela qual for) é seguir um conjunto de regras, de normas de conduta. É como ter um GPS (ou bússola pra quem é mais antigo) sempre á mão, nos mostrando qual o melhor caminho a seguir. Ter fé é acreditar que, por mais tortuoso que pareça, esse é o caminho. É claro que vez ou outra insistiremos em utilizar um atalho, ou iremos nos aventurar noutros caminhos, mas a direção certa a seguir está ali, bem diante dos nossos olhos.

As religiões, mesmo que tenham sido inspiradas por Deus, são regidas por homens, e os homens são cheios de falhas. Mas mesmo sendo assim, acredito que seguir este "conjunto de normas" torne mais fácil andar pelo bom caminho.

Sou Católica e vejo a Bíblia como se fosse um "manual de instruções" de como viver bem com o próximo e com Deus e procuro ao máximo seguir o principal mandamento Cristão: "Ame à Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo" mesmo sabendo o quão difícil é essa tarefa, porque é muito fácil amar a quem nos ama e faz bem, mas chega a ser imcompreensível para muitos amar a quem não se conhece, ou quem nos ofende, calunia ou agride.

Mas tentar ser uma boa cristã, uma boa católica, não me impede de questionar certas coisas com as quais não concordo. Os questionamentos são também importantes para manter nosso senso crítico e também nossa humanidade e fraternidade, por vezes colocadas em xeque por questões religiosas. Afinal quem nunca foi hostilizado por defender sua fé?

Acredito mesmo que seguir uma religião, ou doutrina seja bom para o indivíduo, para a família e sobretudo para a sociedade como um todo. Seja qual for a religião, desde que se respeite todas as outras.

Mas essa é só a MINHA opinião. E eu não sou dona da verdade. Você concorda comigo? Não? Então comenta logo aí embaixo e vamos debater esse assunto!



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
Comentários
13 Comentários

13 comentários:

  1. TUka querida, se eu já era sua fã, depois desse post, virei o que hein??

    Mulher, preciso dizer o quanto eu admiro sua vida, seus pontos de vist, sua família, seu blog, seus comentários em outros blogs, etc...

    Sério mesmo, sempre que vou comentar algo em um blog, procuro seu comentário, porque geralmente sou redundante ao que você já comentou.

    Adorei esse post, principalmente porque me fez pensar novamente em uma idéia já esquecida por mim e que acho mesmo que estou precisando: procurar um retiro para casais para mim e meu marido... sempre é bom fortalecer a fé e mais ainda, os nossos ideias de família. Antes do Pedro nascer, frequentavamos semanalmente a missa e participavamos do grupo de cantos. Mas desde então, pouco temos participado sequer da missa. Fiquei até com vontade de ir nesse fim de semana sem falta!!!!!
    Obrigada por essa luz hoje.

    Beijos querida!!!

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  2. Tukinha, gostei muito do post.Realmentefé e religião são distintas,meu marido tem fé,mas não segue nenhuma religião,pois ele sempre concorda das doutrinas e por ter uma cabeça lógica(analista de sistema,ama os números,quer respostas lógicas para tudo.Sou católica,nasci nesta igreja e vou morrer nela, sei de suas falhas e ñ sigo cegamente,indico aos meus filhos o mesmo caminho,mas não obrigo ninguém a nada,pois vejo que isso de nada vale.
    Com 2 anos de casados fizemos o ECC,foi muito legal,mas acho que estamos precisando de um novo retiro para casais, aqui na paróquia temos a Aliança de Casais com Cristo, já são 15 anos de casado e algumas coisas estão precisando de ajuste,rsrsrsrs
    Vivo a minha fé respeitando a todos as outras,mas ultimamente tenho me sentido muito desrespeitada por alguns irmãos protestantes, isso me entristece e amedronta tbém, pois vejo muita intolerância e falta de respeito...Ensino aos meus filhos o respeito a toda e qq confissão de fé,espíritas,protestantes,budistas,macumbeiros...o que seja...e graças a Deus eles tem tido este reforço na escola,de confissão católica,mas recebe todas as religiões com respeito e carinho e ali em sala de aula minha filha tem convivido com o diferente e vivendo o respeito...Bjs,Tuka,vc sempre brilhante...

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  3. Oi Tuka, td bem?

    Sempre frequentei uma religiao, e nao consigo me imaginar fora da igreja. Ja passei por muitos momentos dificeis na minha vida e se nao fosse a Palavra de Deus me dando forca e me levantando todas as vezes que achei que nao ia mais poder caminhar, eu nao sei o que seria de mim hoje...

    A hostilidade existe sim, a igreja que frequento desde meus 4 anos de idade, comecei a ir para acompanhar meus pais, e na escola sofri muito preconceito ou piadinhas de coleguinhas que me chamavam de "crentinha". Nao usava calca comprida, nem cortava meu cabelo e isso era motivo de curiosidade das pessoas com comentarios maldosos, sempre ficava chateada, mas ao ir a igreja via que tudo o que eu passava era pq as pessoas que zombavam nao tinham encontrado o equilibro espiritual que eu tinha.

    Hoje ja nao me privo mais das coisas que acho que nao prejudicam meu relacionamento com Deus. Mas continuo respeitando que nao as faz, minha familia mesmo eh uma, minha irma e minha mae por exemplo ate hoje nao usam calca.. respeito e acho bonito o modo que elas seguem a igreja. Estou tentando agradar a Deus sem ter que me apegar somente aos pontos de ensinamento da placa da igreja e sim aos pontos de doutrina de Deus.

    Meu esposo gracas a Deus, frequenta a mesma religiao que eu, e toda a familia dele tb, isso eh muito bom no apoio a nossa fe, e uma forca para mantermos a paz entre as familias. Pretendo criar minha filha na mesma religiao, mas livre de hostilidades e preconceitos, como no ambiente em que fui criada...

    Um grande abraco.

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  4. Tuka, fui batizada, crismada, fiz 1º comunhão, aquela coisa toda, mas não me considero católica, religiosa, pq não rezo e não vou a igreja. Me identifico com utras religiões, mas com nenhuma 100%. Mas tenho fé, muita fé.

    Minha religião é a natureza que 'ELE' criou, é a força das águas, é o toque da areia, é a imensidão das pedras do Arpoador, é a brisa, tudo que me faz bem e me alivia nos momentos de dor. Mas não aquela dor que curamos no médicos, falo sobre a dor da alma. Um banho de mar é minha "missa", de lá saio renovada e pronta p/outra! É qdo me sinto perto de "Deus" seja lá como chamam esse ser superior que rege nossa vida.

    Como smepre adorei a abordagem! E tem selinho p/ vc no blog! Super divertido! bjo grande!

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  5. Oi,
    Gostei muito do seu texto. Passa sinceridade, passa verdade. Concordo em grande parte com o que vc falou. Ter uma direção a seguir é fundamental...e a fé nos dá essa direção. Faça chuva ou sol devemos sempre prosseguir no caminho! mesmo com as quedas e atalhos que vc mencionou.
    A fé é a certeza naquilo que não se vê. Fé é experiencia com a pessoa de Jesus! Aprendi que quanto mais a gente se aproxima da igreja católica, mais a amamos; é ríquissima sua história, sua gente. Hoje estamos em tempos de criticas, de contestar tudo, de não se submeter,afinal são homens que estao no comando na igreja, porque homens que escreveram os livros sagrados, ah, e teve a inquisição e agora os pedófilos etc e tal. Sim,sim tem muitos erros. Mas tem mais acertos. Quando penso nos milhares de martires pela historia, de santos com vidas heróicas, de milagres incontaveis que a ciencia nao explica, quando lembro de lourdes, de lanciano n italia, de medjugore....não, essa gente não está louca, nem maluca. Tiveram uma expeiriencia com o sagrado que transformou suas vidas. Assim como nós hoje também somos convidados. Ainda queno futuro não exista mais nenhum templo em pé, Deus continuará a falar no coração dos seus filhos. É proprio do Homem crer.
    É pena que as crianças estejam abandonando a igreja...fico pensando nos pais se deixariam de levar um filho ao médico por que o filho não gosta de injeção. Enfim, nao é uma crítica apenas são os nossos tempos. Se como fieis, o que passamos sao apenas regras, ritos vazios e superficilade...ninguem vai a igreja mesmo. Mas se com nossa vida iluminamos as pessoas a nossa volta, com certeza se questionaraão de onde vem essa força. Vem do alto, de uma Fé e encarnada em nós, naturalmente. Bom...viver a sua fé é um caminho de cruz. É pros fortes. falei demais, desculpoe. Abraço e ótimo domingo

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  6. Oi Tuka,
    esse post caiu como uma luva para eu repensar as questões aqui de casa. A Ana Luzia também não quis fazer a 1a comunhão e eu deixei. Mas fiquei meio na dúvida. Vou redirecionar a questão por aqui. Acho que tem que ser assim, vinda de coração e de toda a família.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  7. Oi Tuka, estou tentando voltar a blogar rsrsrs.
    Bem, eu já frequentei igreja católica, visitei algumas evangélicas e sou filha e neta de espírita.
    Não me encaixo em nenhuma religião, acredito justamente pelo conjunto de normas e doutrinas.
    Quanto mais velha fico, mas me distancio da religião e tenho dificuldades em aceitar a tal das normas. Não acredito que eu preciso particularmente ser guiada, mas reconheço que a religião tem um grande papel de normatização e imposição de regras, que "ajudam" muitos indivíduos a se manterem na "linha".
    Será que me fiz entender?
    Grande beijo

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  8. Vim te convidar para um São João atrasado.
    http://anabelanacasadavovo.blogspot.com/

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  9. Tuka querida, passando para te desejar uma excelente semana!!!!
    Bjsss

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  10. Nossa cada comentário mega giga em amiga... kkkk
    Sou católlica, mas não sigo regras impostas, sigo meu coração, meu bom senso (se é q eu tenho um kkk) e, claro, a criação que eu tive ajuda muito...
    E claro, é provado que em jovens que tem religião, esses tem o risco de se envolver com coisas 'errradas' é bem menor... Logo, podemos concluir que além de bom para o coração, para saúde é necessário ter uma religiaão para se ter um povo tranquilo...

    Sempre com assuntos maravilhosos ...

    t amodoro

    Beijosssssss

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  11. Sempre falo que mais importante que ir a uma igreja, a um culto o importante é a gente fazer o bem!

    Passa no meu blog, tem uma surpresa pra vc! http://j.mp/jTLf49

    Beijos

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