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terça-feira, 24 de maio de 2011

Diabetes gestacional

Já falei um pouco aqui das desventuras da minha gestação da Letícia, principalmente por conta de uma DMG (Diabete Mellitus Gestacional), mas percebo que se dá pouca ou nenhuma importância à essa doença, que foi tratada com desdém por um dos médicos que me atendeu.

Também tive DMG na gestação das gêmeas, mas elas nasceram pouco tempo depois do diagnóstico e acabei não fazendo nenhum tratamento, em parte pelo desdém do médico que me atendia na ocasião. Em primeiro lugar ele se recusou a me solicitar um exame de curva glicêmica, indicado pelos médicos que me atendiam em Porto Alegre por minha gestação ser gemelar e minha idade acima de 35 anos, fatores que aumentavam o risco da diabetes. O argumento que ele usou é de que meu último exame tinha dado bom, mas o último exame foi só de glicemia em jejum, que no meu caso geralmente era boa.

Depois que eu fiz o exame por conta própria e foi detectado um aumento significativo da glicemia pós ingestão de glicose (curva glicêmica) ele me disse que eu só precisava fechar a boca.

Na segunda ocasião, na gestação da Letícia, quando o problema apareceu mais cedo e fiz um controle rigoroso e um tratamento bem cuidadoso, aprendi mais sobre a diabetes e fiquei sabendo que fechar a boca era a última coisa que eu deveria fazer.

Um dos problemas da diabetes é que como o nível de açúcar no sangue sobe muito após a ingestão do alimento, ele também pode cair drasticamente se ficarmos muito tempo sem ingerir alimento e a queda também é muito nociva, tanto para mãe, quanto para o bebê que pode entrar em intenso sofrimento fetal. Tanto na hiperglicemia quanto  na hipoglicemia não controlada, os índices de morbidade são bem elevadas.

Por isso coletei algumas informações sobre o assunto que disponibilizo aqui pra vocês:

Dieta alimentar rigorosa, indicada pelo médico, é fundamental para o controle


A doença que só aparece na gestação


O início de uma gravidez é marcado pelas inúmeras modificações que o corpo da mulher sofre, entre elas as hormonais, que podem trazer algumas disfunções para o organismo, como é o caso do diabete gestacional.


O que é


O diabete gestacional é uma condição de intolerância aos carboidratos, com graus de intensidade variados. Sua principal característica é o início ou detecção durante a gravidez, podendo ou não persistir após o parto, quando se deve fazer nova avaliação. A glândula endócrina localizada no pâncreas, responsável pela produção de insulina, tem como função controlar a quantidade de açúcar no sangue. Devido às mudanças que ocorrem no organismo da gestante, alguns hormônios podem prejudicar a ação da insulina, dificultando a entrada de glicose nas células. Para a maioria das mamães, o corpo compensa este desequilíbrio aumentando a fabricação de insulina, mas quando há uma diminuição desta produção, eleva-se a taxa de açúcar sanguíneo e surge a diabete gestacional.


O que pode causar


O reconhecimento da doença logo no início da gestação desempenha um papel de extrema importância, pois é possível evitar a morbimortalidade obstétrica e complicações fetais, tais como: microssomia (fetos muito grandes), imaturidade pulmonar fetal, hipoglicemia (taxa de glicose no sangue abaixo do normal), hipocalcemia (baixo teor de cálcio no sangue) e hiperbilirrubinemia (aumento do teor de pigmentação vermelha no sangue) nos recém-nascidos, além de má formação do bebê.


Fatores de risco


A presença da diabete gestacional determina uma gestação de risco, os fatores de risco mais importantes são:


Idade materna superior a 25 anos
Baixa estatura
Presença de hipertensão arterial
Gordura de localização abdominal
História pessoal de diabete
Presença de parentes de 1º grau com diabete
Gestações anteriores com bebês muito grandes ou com má-formação
Retardo de crescimento do feto
Morte fetal ou neonatal sem causa aparente
Aumento excessivo de peso na gravidez atual
Altura uterina maior do que a esperada para a idade da gestação
Crescimento acentuado do feto
Presença de grande quantidade de líquido amniótico
Tratamento


Se diagnosticada cedo, a mamãe pode ter uma gravidez tranquila, recebendo orientação especializada e tratamento adequado. Além de realizar uma dieta rigorosa própria para diabéticos para controlar os níveis glicêmicos deve-se monitorá-los constantemente para que permaneçam dentro do padrão de normalidade.


Daí a importância da verificação da taxa de açúcar no sangue durante os exames pré-natais, já que é nesta fase que os índices de glicose no sangue da futura mamãe podem estar elevados. A mamãe deve ainda ser incentivada a realizar atividades físicas com exercícios próprios para gestantes, como hidroginástica, caminhadas e aulas de alongamento e relaxamento corporal, porém sempre respeitando seus limites.


Tratamento com insulina, especificamente aquele que não causa perigo para o bebê, só deve ser introduzido caso apenas a dieta não seja suficiente para manter os níveis adequados de glicemia no organismo da gestante ou se ocorrer um crescimento exagerado do feto.


Os níveis de açúcar no sangue da gestante devem ser acompanhados também após o parto, ainda que a maior parte das mulheres deixe de apresentar as características do diabete, apesar de ter maiores chances de desenvolver a doença no futuro. Fonte: Site Alô Bebê

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Comentários
16 Comentários

16 comentários:

  1. Adorei o teu post
    Obrigada por partilhares a tua história e toda a informação sobre a doença. E como eu sempre digo: saber não ocupa lugar... e estar informada pode ajudar muito não é verdade?

    bjo

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  2. Tuka,

    Vc sempre usando muito bem o espaço do seu blog, eu não tive problemas como diabetes na gravidez, meu médico era muito perfeccionista, e por isso sempre foi muito cuidadoso com todos os aspectos da gravidez, o físico e o psicológico, mas vejo q têm outros q não ligam para isso, e por isso acho de ultra importância informações como essa do blog hj.
    bjs

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  3. Excelente Tuka,

    Infelizmente muitos médicos tratam com descaso várias coisas que não deveriam, e daí que muitas pessoas tbém n buscam informação, é onde mora o perigo, para a mamãe e o bebê.

    Continue trazendo essas informações pra gente...

    bjin

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  4. rogeria thompson24 de maio de 2011 17:21

    Gostei,Tukinha!Graças a Deus não tive problemas de diabetes em nenhuma das duas gestações,mas tbém não lembro de ter feito este exame...
    Sexta passada levei Daniel para fazer os exames de glicose dele(ele teve uma alta e resolvi investigar)...ele fez aquele exame que toma o xarope e havia uma´grávida lá pra fazer o mesmo...infelizmente muitos médicos pegam o diploma e atendem da pior forma possível...Que bom que vc não teve complicações piores né?Grande bj e muito bom compartilhar estas informações...Rogéria Thompson

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  5. Nem me fala Tuka! Tenho meus receios, mas o médico até o momento não demonstrou nenhuma preocupação com minha glicose, mas como vc disse, tem o desden dos médicos. Vou conversar sobre isso com ele na próxima consulta...
    Bjs
    Dani

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  6. Muito boa matéria!!
    Super importante o seu alerta, pq mtas mães realmente não dão a devida importância a este assunto.

    Beijocas!

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  7. Oi linda! Muito esclarecedor viu!! E o médico que desdenhou deveria ter o registro cassado!

    Bjus

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  8. Tive suspeita de DMG na minha segunda gestação, mas o médico acompanho de perto, e a suspeita não se confirmou. Mas fiquei com essa sombra rondando a gravidez, e preocupação nessa fase nunca é bom, né?

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  9. Excelente texto! Parabéns!

    Essas informações são muito úteis e como disseram acima informação nunca é demais.

    Bjos

    Elaina #amigacomenta
    http://www.vidademae.net/

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  10. Muito bom o seu post, amiga! Na minha primeira gestação não tive nada, mas na segunda comecei a ter, corri atrás e reverti o quadro. Mas eu tinha uma nutricionista muito atenciosa me ajudando. Minha médica era muito boa, mas nessa hora o melhor é procurar um profissional da área mesmo.

    Mil beijos!
    Tati

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  11. Como meu pai tem diabetes, eu logo no inigio da gestacao solicitei ao meu médico e ele fofo, ja tinha todos os exames pra solicitar, tive um acompanhemtno muito legal, lembro q qdo fi a curva glicemica, com aquele liquido horrivel estava morrendo de medo de dar alguma coisa.. mas q nada apos a glicose meu resultado deu 99 superre normal heheh ai fiquei super feliz. mas ao mais importante é q minha alimentacao foi super saudavel, sem excesso de sal e acucar, acho q isso ajuda muito na gestacao! muito bacana o post
    #amigacomenta
    bjos

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  12. Tuka, querida
    sempre com posts tao informativos, uteis. Tive uma amiga que parecia gravida de gemeos, bem depois, quase no final da gravidez descobriram a diabete gestacional e ela ficou internada por quase 2 meses, so nao ficou mais porque a bolsa estourou e o bebe nasceu. cada "profissional" medonho nesse mundo, viu... bjs

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  13. Muito bom o seu post, amiga! Na minha primeira gestação não tive nada, mas na segunda comecei a ter, corri atrás e reverti o quadro. Mas eu tinha uma nutricionista muito atenciosa me ajudando. Minha médica era muito boa, mas nessa hora o melhor é procurar um profissional da área mesmo.

    Mil beijos!
    Tati

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  14. Tive suspeita de DMG na minha segunda gestação, mas o médico acompanho de perto, e a suspeita não se confirmou. Mas fiquei com essa sombra rondando a gravidez, e preocupação nessa fase nunca é bom, né?

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  15. Nem me fala Tuka! Tenho meus receios, mas o médico até o momento não demonstrou nenhuma preocupação com minha glicose, mas como vc disse, tem o desden dos médicos. Vou conversar sobre isso com ele na próxima consulta...
    Bjs
    Dani

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  16. Gostei,Tukinha!Graças a Deus não tive problemas de diabetes em nenhuma das duas gestações,mas tbém não lembro de ter feito este exame...
    Sexta passada levei Daniel para fazer os exames de glicose dele(ele teve uma alta e resolvi investigar)...ele fez aquele exame que toma o xarope e havia uma´grávida lá pra fazer o mesmo...infelizmente muitos médicos pegam o diploma e atendem da pior forma possível...Que bom que vc não teve complicações piores né?Grande bj e muito bom compartilhar estas informações...Rogéria Thompson

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