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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Verão de 81




Já escrevi aqui sobre o verão e do quanto ele me lembra reuniões familiares, mas queria falar sobre um verão em especial, aquele que me deixou marcas mais profundas e que até hoje povoa minhas mais doces lembranças, o verão de 81.

Eu tinha 10 anos e naquele ano o vô alugou uma casa em Pinhal. Era uma casa grande, com vários cômodos, uma garagem enorme com mais um quarto onde ficavam meu pai e minha mãe que vinham mais nos finais de semana, e um quintal imenso. É claro que nada era assim tão grande, mas eu era pequena, tudo ao meu redor parecia realmente maior do que é.

Não lembro quase nada sobre a parte interna da casa, mas lembro como se estivesse vendo de como ela era na parte externa, talvez porque tenha passado mesmo mais tempo do lado de fora da cas brincando tanto quanto minha imaginação e energia me permitiram.

Além do vô e da vó estavam na casa minhas tias Gina e Sônia com os respectivos maridos e meu tio Gustavo com a primeira esposa que também se chamava Sônia e as filhas Patrícia com 5 ou 6 anos e Michele com 2. Meus irmãos também estavam lá, Diego com os mesmos 2 anos da prima e Bruno com 6 meses.

Patrícia foi a prima que mais conviveu comigo, minha companheira de brincadeiras, minha parceira de aventuras. Patty é a pessoa da minha família (entre tios e primos) que eu mais amo e de quem mais sinto saudades.

Eu poderia descrever aqui durante horas as nossas brincadeiras, as correrias em torno do quintal repleto de árvores pequenas, das imitações de lutas de kung-fu que fazíamos (eu era um guri que usava saias) e as nossas aventuras no mar e na areia que também eram muitas, mas algumas coisas ficaram especialmente marcadas para mim: 
A variant do tio Noronha, que fazíamos de casa por causa do banco traseiro que deitava e ficava grande, fingíamos que dormíamos lá dentro e achávamos aquilo o máximo, não me perguntem porque num calorão daqueles ficar trancada dentro de um carro era divertido, mas era; 
O chuveiro da rua onde tirávamos a areia antes de entrar em casa e que gerou algumas confusões que não vale nem a pena lembrar; 
Os pinheirinhos ainda "bebês" plantados aos montes no quintal e que viraram coadjuvantes das nossas brincadeiras; 
A visita da tia Marta e do tio Fernando anunciando a mudança para São Paulo. Acredito que essa "tragédia" tenha sido a parte mais marcante de todo o verão.

Todas essas lembranças agora, fazem parte da expectativa que estou para mais um verão, especialmente para a festa de ano novo onde nos reuniremos novamente. Pelo menos meus tios, irmãos do meu pai estarão novamente reunidos num mesmo espaço e isso me faz feliz, primeiro porque eu os adoro e sinto saudades, segundo porque sei o quanto meu pai sonha com esse encontro.

Só lamento que os primos não venham todos e que alguns casamentos desfeitos, embora tenham agregado novas pessoas muito queridas à família, afastaram outras igualmente amadas.

Mais do que laços de sangue, são os laços de afeto que definem o que é uma família.
Comentários
6 Comentários

6 comentários:

  1. Laços de afeto e lindas lembranças.

    Beijão,

    Bela - A Divorciada

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  2. Tuka,
    essas lembranças da nossa infancia, ainda mais os momentos passados em família, são tudo de bom !! Seu post também me fez voltar um pouco a minha época de menina levada que adorava trazer metade da rua para brincar no quintal lá de casa...rsrsrsrsrs ! Aproveita bem esse novo encontro com os seus. Esse ano não vou passar o Natal com minha família, o que me deixa imensamente triste... coisas da vida, né ...quem sabe no próximo...

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  3. Katia...comecei a ler e na metade do caminho fiquei triste...será que ela esqueceu de mim??? Mais pra frente percebi que eu tinha esquecido daquele verão. Não lembrava que estavam todos juntos quando fomos dar a noticia da mudança. É.. a velhice tá chegando minha linda e olhando pra tráz vemos quanta coisa já passou. Agora fico feliz de saber que estas lembranças ficaram tão marcadas pra voce em forma de amor e felicidade. Pode ficar certa que este fim de ano vai ser aquele tão sonhado por seu pai. Um beijo meu amor.

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  4. Sinto certa "inveja" de quem família grande e que gosta de se reunir. A minha é tão dispersa que não frequentamos a casa um dos outros, nem mesmo no natal.
    bjs

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  5. Praticamente ví a casa, os pinheirinhos, a variant...
    nossa eu também brincava dentro dos carros no quintal da casa da minha vó...
    porque será né? rs

    exatamente, os laços de afeto que definem a família...

    beijos lindona...

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  6. Laços de afeto e lindas lembranças.

    Beijão,

    Bela - A Divorciada

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