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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O marrento

Quem me conhece sabe que gosto de futebol. Não sou uma exímia conhecedora das regras, nem de esquemas táticos, escalações de times e etc, apenas gosto do esporte, acompanho campeonatos e notícias e torço apaixonadamente pelo meu Internacional.

Um personagem comum (infelizmente) e cada vez mais frequente nos gramados brasileiros é o tipo marrento. Exemplos não faltam, desde o atual técnico do Grêmio, Renato Portaluppi, passando pelo baixinho Romário, por Adriano, e o mais novo integrante desta turma,o Neymar do Santos.

Este menino me preocupa já há algum tempo, desde que o seu nome foi insistentemente falado para ocupar uma das vagas dos 23 eleitos para ir à última copa do mundo. Na ocasião comentei aqui em casa de que esse seria o próximo a ser "estragado" pela mídia.

Os clubes pegam meninos muito jovens ainda, sem a devida estrutura emocional, geralmente vindos de famílias muito pobres, que enfrentam diversas dificuldades no seu dia-à-dia e se eles tem algum talento (e isso é inegável nos exemplos citados) a mídia logo os eleva à condição de ídolos, transformando-os do dia pra noite em RICOS e FAMOSOS.
Essa transformação repentina em sua condição social e econômica nunca vem acompanhada de educação e proteção psicológica à eles e às famílias, transformando logo esses meninos em jovens tiranos, que acreditam estar acima do bem e do mal.

Essa condição pode até ser um estimulante para alguns, que acreditam que cada um tem o direito de fazer em sua vida particular o que bem entenderem. Concordo até certo ponto. Realmente ninguém tem nada a ver com o que o fulano faz o deixa de fazer em sua casa, quem namora ou onde vai pra se divertir. Mas o que eles fazem em campo, e o que fazem fora dele mas que afeta a imagem do clube para quem trabalham, isso é da conta sim. Pessoas públicas, quer queiram ou não, são exemplos e no caso de jogadores de futebol, são exemplos e ídolos de muitas crianças, então educação e respeito é o mínimo que devem demonstrar em público.

Pois hoje vi a notícia da última deste garoto (leia matéria completa aqui), desacatando o técnico do seu time dentro de campo, diante de outros jogadores, do técnico adversário, da torcida e das câmeras de TV. E ouvi do técnico do time adversário, René Simões do Atlético goianiense a frase que a muito já deveria ter sido dita por muitos que se envolvem diretamente com o futebol e com esses meninos: -"É preciso educar esse menino, estamos criando um monstro!"

Acho que os clubes deveriam se preocupar mais com isso. Esses meninos, ainda tão jovens, precisam de um complemento educacional (muitos abandonam os estudos por causa do futebol) e principalmente de uma proteção, um amparo psicológico. O caso do goleiro Bruno é outro em que se pergunta se o clube para quem ele trabalhava não deveria ter prestado mais atenção à vida particular dele e ter dado apoio psicológico e até mesmo jurídico ANTES que toda aquela história acabasse do jeito que acabou.

Cabe aos pais ensinarem valores ético e morais aos seus filhos, mas cabe às instituições de ensino e mesmo às empregadoras prestarem atenção na carência de algumas pessoas nestas áreas e complementar essa educação, dando-lhes apoio e condições de construirem um futuro ainda mais brilhante do que aquele construído em cima exclusivamente do talento, que lhes dá muito dinheiro e poder, mas na maioria das vezes os torna problemáticos, arrogantes, com dificuldades em manter relacionamentos, infelizes.

Acho que foi feito um importante alerta. O menino se desculpou (veja a reportagem aqui), o clube o multou, chamou a atenção, mas não pode ficar por isso mesmo. Nem pode se limitar só aos jogadores de futebol. 

Nossos filhos precisam de limites, aprender a respeitar o próximo, serem solidários e necessitam principalmente de valores. Está cada dia mais difícil conviver com as pessoas, cada um preocupa-se só consigo mesmo. 
Cada um quer ter prazer e realização, não importando sobre quem irá pisar para conseguir.

O assunto que trago aqui hoje pode não ser muito popular, mas o considero importante. O futebol e as notícias que ouvi hoje são só um pretexto para um assunto que não se limita ao futebol e é muito mais sério do que isso. É necessária uma mudança geral, pelo bem do futebol, pelo bem de todos nós, ou não sei onde iremos parar.








Comentários
6 Comentários

6 comentários:

  1. NOssa Tuka, concordo e muito com vc...
    assino embaixo.

    não gosto desse menino, mas mesmo assim desde o começo eu digo, que isso ainda prejudicaria ele.

    e o técnico do Atlético tem toda a razão... estão criando um monstro!

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  2. Infelizmente parece que vai ser mais um a se dar mal. Não tem o menor preparo para lidar com o sucesso e com o dinheiro.
    Bjux

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  3. Oi Tuka,

    acredito que quando a palavra respeito chegar verdadeiramente a ser vivida é que teremos encontrado o caminho da paz! bjs

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  4. Oi Tukinha, como o tempo anda curto, só hj consegui ler este post. Casualmente no mesmo dia em que o técnico "pai" deste menino Neymar foi demitido por querer impor limites ao garoto e tentar mostra-lhe o que é o certo. Quem vive no meio do esporte, já deve estar cansado de ver este tipo de atitude como a deste jogador, inclusive o pedido de desculpas. Aliás, canso de terminar uma partida e ouvir "desculpa ai qualquer coisa, foi mal". Ora, acredito que todos mereçam uma 2ª chance, mas para acabar com estas atitudes, tão negativas no meio esportivo inclusive, eu digo: "não erra, não ofende e nem humilha, pra não ter que pedir desculpas depois.

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  5. É realmente vem pela frente um homem desajustado já que como menino não lhe inpuseram limites.E quanto ao Bruno....Bem,não sei o que dizer. BJS prima,e,saudades !!!!!!!

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  6. Oi Tukinha, como o tempo anda curto, só hj consegui ler este post. Casualmente no mesmo dia em que o técnico "pai" deste menino Neymar foi demitido por querer impor limites ao garoto e tentar mostra-lhe o que é o certo. Quem vive no meio do esporte, já deve estar cansado de ver este tipo de atitude como a deste jogador, inclusive o pedido de desculpas. Aliás, canso de terminar uma partida e ouvir "desculpa ai qualquer coisa, foi mal". Ora, acredito que todos mereçam uma 2ª chance, mas para acabar com estas atitudes, tão negativas no meio esportivo inclusive, eu digo: "não erra, não ofende e nem humilha, pra não ter que pedir desculpas depois.

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