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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Letícia - Os desafios

Um dos maiores desafios que encontrei com a gestação da Letícia foi a conciliação. Conciliar o barrigão com as viagens e tudo isso com as outras 2 bebês que ainda nem caminhavam sozinha.

Quando engravidei das gêmeas, a ideia era ter só mais um bebê e não 3 encarreiradas assim, já não tinha mais 20 anos e minha coluna se ressentiu do excesso de trabalho extra.

Meu desejo era poder ter a Letícia aqui em Cachoeira, já que as gêmeas nasceram em Porto Alegre porque minha gestação era de alto risco (por serem gêmeas e por causa da minha EM), e também fazer um parto normal pois pensava nas gêmeas, ainda tão pequenas, seria difícil ficar longe delas por muito tempo e uma cesárea me impediria de pegá-las no colo ainda por um bom tempo. 

Mas por causa da DMG, ficou inviável metade do plano. O obstetra que fazia meu pré-natal aqui me aconselhou a ir pra Porto Alegre e esperar pelo parto lá, já que eu fazia pré natal lá também para que meu neurologista estivesse mais a par do que estava acontecendo e também por lá ter mais recursos. 

Enfª Ana Paula e seu largo sorriso. Deu o 1º banho na Letícia
As viagens foram um desafio grande. Viajava praticamente todas as semanas, na segunda, para o grupo de gestantes e na quinta para as consultas com obstetra, nutricionista e endocrinologista. 

Nas segundas, ia cedo e passava o dia inteiro no hospital, no grupo de gestantes. Fazíamos a dosagem da glicose antes e depois de cada refeição e mais alguns exames extras, como ecografias frequentes para avaliar a quantidade de líquido (é comum diminuir repentinamente na gestação com diabetes) e para avaliar o estado geral do bebê, também fazíamos map uma espécie de ecocardiograma do bebê, além de ficarmos com o médico e as enfermeiras à nossa disposição para qualquer problema ou dúvida, uma psicóloga que nos ajudava a entender a necessidade daquele controle todo e manter a cabeça em cima do pescoço porque a situação toda é muito "pirante". É muito difícil fazer as pessoas que te rodeiam entender que ao contrário do que todos pensam, uma grávida não precisa comer mais, e principalmente uma grávida com diabetes precisa comer menos. É de enlouquecer. Já nas quintas podia voltar mais cedo, mas tinha a manhã inteira ocupada com as consultas.

O grupo das gestantes era uma coisa chata, cansativa, pois tínhamos que permanecer "presas" numa sala no andar da maternidade, entrávamos com baixa hospitalar pela emergência e só íamos embora após às 20horas SE o médico nos desse alta. Graças à Deus, nunca precisei ficar, mas muitas ficavam "de castigo" por uma semana ou várias até que suas taxas de glicose se normalizassem. Com o surto da gripe H1N1, ficou ainda pior, pois as refeições que fazíamos antes no refeitório, passou a ser servida para nós nesta sala, para que não tivéssemos contato com pessoas vindas da rua que pudessem eventualmente nos passar o vírus, letal para muitas gestantes.

Mas também tinha o lado bom, fiz muitas amizades com as outras mamães e trocamos experiências, gente muito diferente entre si, com histórias de vida muito distintas. Uma experiência eriquecedora. As enfermeiras que tomavam conta da gente também eram umas queridas, Regina e Ana Paula me ensinaram muito e tenho muita saudade delas.

Letícia com a Enfª Reginaum pouco antes da alta
As viagens eram muito cansativas e desgastantes para uma gestante nas minhas condições, viajava de ambulância, mas isso não me garantia conforto extra, nem tirava o nervosismo de ter que pegar estrada à noite, às vezes com chuva, às vezes com serração e frio. Deixar as pequenas em casa também não era fácil, elas se ressentiam da minha ausência e se agarravam cada vez mais à mim. Não podia mais ficar dando colo toda hora, mas como evitar?

Faltando pouco tempo para completar as 38 semanas, que eram o limite, e como eu já não me aguentava mais, fiz as malas, chamei minha mãe pra tomar conta da cambada e me fui de muda pra casa da minha dinda em Porto Alegre. Ela já tinha me aguentado por longos 50 dias lá quando as gêmeas nasceram, mas me recebeu de novo, de braços e coração abertos.

Ao todo fiquei 12 dias longe de casa,quando voltei, trazendo nos braços o pequeno "pacote", as gêmeas se agarraram em mim como se eu pudesse evaporar e sumir se elas me largassem. Principalmente a Camila, não me deixou nem ir ao banheiro por uns 3 ou 4 dias, sempre grudada nas minhas pernas. Mas agradeci muito à Deus ter conseguido realizar a segunda parte do meu plano: ter a Letícia de parto normal. 

Assim pude chegar em casa e pegar as duas no colo, deixei a pequena pro papai e pra vovó tomarem conta, só pegava para amamentar, e tratei de compensar minhas bonequinhas pela minha ausência. Funcionou. Elas raramente tem ciúmes da Letícia. Também eram pequenas demais para entender o ciúmes. 

Queriam brincar com ela como se fosse uma boneca, botavam o dedo no olho, roubavam a chupeta e punham na boca, puxavam pelos bracinhos... Qualquer outra mãe teria entrado em pânico e afastado a bebê das outras crianças, mas eu sabia que elas teriam que aprender a ter cuidado com a pequena e que a pequena teria que aprender logo a se defender, então deixava elas brincarem, só supervisionava bem de perto para não machucarem ela.

Hoje quando elas brincam, é a pequena que quer por o dedinho no olho delas, puxa os cabelos e rouba a chupeta das manas. Se defende muito bem, dá muita risada vendo as manas brincarem, bate palmas e dá uns gritinhos querendo acompanhar a folia.

Uma etapa foi quase vencida. Suportar a carga de ter 3 bebês

Meu bebezinho está crescendo, é o que a gente espera que aconteça, que eles cresçam e apareçam, mas o tempo não precisava passar tão depressa...





Comentários
11 Comentários

11 comentários:

  1. A Letícia é uma bonequinha!
    Ótima semana pra vc!
    Bjkss
    Dani

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  2. E viva a vida de Letícia.

    bjs
    Insana

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  3. Simplismente mto lindo.
    adoro este blog
    as historias sao maravilhosas.
    bjssssss

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  4. Sem comentários para esses post flor
    Simplesmente divino
    Viva Letícia
    Mil beijos e ótima semana

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  5. Adoro vir aqui e me deliciar com suas histórias! Beijão

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  6. Menina a tragetória de Letícia tem história prá contar! lindo post

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  7. Filhos de uma guerreira como vc Tuka, só tem q ser guerreiros tbém...e vencedores...
    Linda historia de vcs...

    Fiquem com Deus

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  8. Tuka,
    só uma palavra te define mulher: guerreira!
    As meninas terão mt orgulho da mamãe!
    Bjks

    ResponderExcluir
  9. Tuka,
    só uma palavra te define mulher: guerreira!
    As meninas terão mt orgulho da mamãe!
    Bjks

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  10. A Letícia é uma bonequinha!
    Ótima semana pra vc!
    Bjkss
    Dani

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  11. Simplismente mto lindo.
    adoro este blog
    as historias sao maravilhosas.
    bjssssss

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