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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lembranças da infância

Nasci em Porto Alegre e vivi 20 anos no mesmo bairro. Mesmo estando aqui já há 15 anos, ainda me lembro do cheiro e dos sons daquele lugar. Sou capaz de refazer o trajeto da minha casa pra escola mentalmente e tropeçar nas mesmas pedras, nos mesmos buracos das calçadas, que aliás continuam todos lá.

Tinha 5 anos recém completados quando fomos morar no Parque São Sebastião, num apartamento novinho em folha. O bairro na época parecia uma cidadezinha do interior encravada dentro da capital. Conjuntos de prédios todos parecidos, algumas casas. Pouco comércio, limitado a dois armazéns e uma padaria. Ruas tranquilas, silenciosas, quase sem trânsito.
Imagem aérea do prédio onde morei (Google Earth)
Aprendi, ou tentei aprender, a andar de bicicleta nas ruas desertas entre o prédio onde morava e o clube Lindóia, que ficava no bairro vizinho, bairros tão próximos que se confundiam. Entre nós e o clube, diversas ruas, já demarcadas e calçadas, com lotes completamente vazios, e mais próximo ao clube uma ou duas fileiras de casas. Íamos ao clube passando por cima dos terrenos.

Era possível visualisar ao longe as pistas do aeroporto Salgado Filho, os aviões decolando e pousando. Foi com muita curiosidade que assisti ao início das obras da parte norte da Av. Sertório, derrubada de árvores e máquinas aplainando o terreno. Aliás, esse foi o início de muitas mudanças no bairro. A chegada da civilização dizem alguns, o fim do sossego dizem outros.

O bairro cresceu. Nos terrenos vazios do Lindóia onde eu andava de bicicleta, assistia aos pousos e decolagens do aeroporto e caminhava sem barreiras até o clube, hoje existe uma escola, onde estudei por 7 anos, muitas novas casas e prédios ricos, muito comércio, muito trânsito. O lindóia e o Parque São Sebastião agora são claramente divididos.

O São Sebastião, ou Sebá para os íntimos, também mudou. O comércio aumentou bastante, mais prédios foram costruidos, alguns no lugar de casas que já não existem mais. Tá muito diferente. Mas ainda é o mesmo na essência. No armazém da esquina onde seu Zé botava a filharada pra trabalhar, hoje quem cuida é o Gilmar, um dos filhos do seu Zé.

As ruas ainda tem o mesmo cheiro, o mesmo som e o mesmo colorido da minha infância e adolescência e alguns poucos amigos ainda moram por lá. Mas quem nunca se mudou de lá foi o meu coração, que se enche de calorosa alegria com essas lembranças.

E as lembranças são tantas, uma puxando a outra que vou terminar por aqui antes que este post vire um livro de memórias. 
Comentários
7 Comentários

7 comentários:

  1. Lindas lembranças...

    eu morei na antiga casa uns 23 anos... a quase 2 mudei e esses dias tive algo quase igual o q vc descreveu nesse post.
    eu por uns instantes esqueci que não morava na cas velha, e falei q estava indo até a esquina,que tem uma escola, ver quando seria a festa junina.

    rsrsrsrs...

    essas lembranças são mesmo muito gostosas...

    beijos

    (obs: comentei do seu blog com a minha mãe... vou ensinar ela entrar em blogs..pra poder te visitar aqui também.)

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  2. o blog esta cada dia melhor, e seus pots bem, é tao bom a gnt lembrar da nossa infacia do nosso passado, lembrar de onde viemos.

    beijos

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  3. eu moro, no bairro Sarandi, bem vizinhos do pque. são sebastião, q ainda existe. viu fui sua vizinha, e nem sabia. e muito bom ter lembranças, bate uma saudade boa da infância, amei suas lembranças. bjsss

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  4. Oi Tuka, hoje mesmo andei pelo teu bairro, fui no atelier do Sr Petri, heheh coincidência pois fazia anos que não passava por ali, mesmo morando tão perto (moro no Cristo Redentor).Na minha lembrança continua do mesmo jeitinho. Beijos

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  5. Oi K
    nao vou me identificar porque no momento em que escrevo estou sob efeito de uns cálices de vinho então... só queria deixar dito que a falta de pretensões literárias é uma benção e uma desgraça ao mesmo tempo, mesmo assim fico na torcida para que sigas em frente de qualquer maneira, já que é a única maneira de dar vazão ao anseio de expressão que ora te acomete e que, sem dúvida, tal como a vida, pretende coisas além do interesse individual.

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  6. Muito bommmmmmmmmmm....
    Amei!
    bjs

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  7. Lindas lembranças...

    eu morei na antiga casa uns 23 anos... a quase 2 mudei e esses dias tive algo quase igual o q vc descreveu nesse post.
    eu por uns instantes esqueci que não morava na cas velha, e falei q estava indo até a esquina,que tem uma escola, ver quando seria a festa junina.

    rsrsrsrs...

    essas lembranças são mesmo muito gostosas...

    beijos

    (obs: comentei do seu blog com a minha mãe... vou ensinar ela entrar em blogs..pra poder te visitar aqui também.)

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